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  • há 3 horas
Cientista política analisa força de Tarcísio e possível vitória no 1º turno em SP

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00:00Eu acho que ele foi hábil, se a gente voltar lá para as negociações do ano passado sobre a campanha,
00:07quem seria o candidato do bolsonarismo e quem seria o candidato da direita no embate com o presidente Lula,
00:16o Tercizo era o nome, considerado o grande nome da direita, e aí ele não foi para a campanha nacional
00:25em função de um arranjo, que aí muitas pessoas até questionaram sobre a lealdade que ele tem ao próprio Bolsonaro
00:35e ao próprio bolsonarismo mais raiz.
00:40Então eu acho que ele se blindou esse ano mais nesse sentido, até para evitar essa percepção
00:49de que ele era um candidato tão associado e pudesse ter os efeitos negativos.
00:54Agora, como governador, de fato, ele tem tentado ser cada vez mais independente,
01:02tentado ter uma lógica própria de atuação que não fique tão a reboque do que possa ser a lógica nacional
01:16e a lógica do próprio bolsonarismo.
01:18Olá, pessoal, estou aqui com a professora Denil de Rose Hacker, que é professora de Relações Internacionais na ESPM.
01:25Tudo bem, professora?
01:27Tudo, tudo bem, Isabela. Prazer estar com você.
01:30Muito obrigada. E hoje nós vamos falar um pouquinho sobre o cenário eleitoral em São Paulo.
01:34E para isso, professora, eu montei algumas perguntinhas aqui para você, tá bom?
01:40E vou abrir aqui para a gente poder começar.
01:44Primeiramente, professora, eu queria entender o que justifica, né?
01:48Quais são os pontos principais que justificam a força que o Tarcísio tem na corrida eleitoral por São Paulo?
01:56Olha, eu acho que um elemento importante é que ele é governo,
02:01Então, já como governador, você sempre tem uma vantagem expressiva.
02:08É um governo que tem uma aprovação relativamente boa, né?
02:15Não é um governo que tem grandes problemas de reprovação.
02:20Ao longo do governo dele, ele conseguiu se blindar de vários problemas que foram surgindo,
02:32então, situações do próprio Estado,
02:36e ele conseguiu estabelecer e fazer uma ação junto aos prefeitos, principalmente do interior.
02:45Então, a força do interior, acho que é um fator importante para garantir aí que ele esteja na dianteira
02:53e com um cenário até de uma possibilidade de ganhar no primeiro turno.
03:00Além disso, a campanha dele vem explorando o antipetismo, principalmente em alguns setores,
03:08setores mais evangélicos, setores ligados à direita,
03:15a bolsonarista, apesar de que ele tentou se afastar num primeiro momento
03:22ou se distanciar do candidato à presidência,
03:26sem fazer grandes movimentos de apoio,
03:30exatamente para se blindar de qualquer situação que poderia vir de uma polarização nacional.
03:35Então, acho que ele conseguiu, nesse processo, ter essa capacidade de articulação,
03:44estar na campanha bolsonarista, mas também não estar totalmente associado
03:49e não trazer o que é o ponto negativo do bolsonarismo no Estado de São Paulo.
03:56Mas, principalmente, a força de ter um governador que tem aí um mandato sem grandes sobressaltos.
04:05Professora, você falou sobre um ponto muito importante,
04:08que era até uma pergunta que eu pretendia fazer para você,
04:11sobre ele ter tentado, em alguns momentos, se distanciar um pouco da campanha do Flávio Bolsonaro.
04:16Foi algo que nós, como repórteres, percebemos ao ir cobrir alguns eventos,
04:21principalmente o evento que oficializou a candidatura dele.
04:25Isso mostra que o Tarcísio já conquistou a independência dele nas eleições,
04:30porque, primeiramente, ele foi eleito com ajuda, o apoio do Jair Bolsonaro.
04:35Mas, já nas eleições para prefeito, nós já vimos que ele teve uma influência muito grande na eleição do Nunes
04:41e até maior do que o próprio Bolsonaro.
04:43Isso mostra que ele já tem essa independência eleitoral?
04:48Eu não diria que ele tem essa independência eleitoral.
04:52Eu acho que ele foi hábil.
04:54Se a gente voltar lá para as negociações no ano passado sobre a campanha,
04:59quem seria o candidato do bolsonarismo e quem seria o candidato da direita,
05:04no embate com o presidente Lula,
05:08o Tarcísio era o nome, considerado o grande nome da direita.
05:12Então, e aí ele não foi para a campanha nacional em função de um arranjo,
05:20que aí muitas pessoas até questionaram sobre a lealdade que ele tem ao próprio Bolsonaro
05:28e ao próprio bolsonarismo mais raiz.
05:33Então, eu acho que ele se blindou esse ano mais nesse sentido,
05:39até para evitar essa percepção de que ele era um candidato tão associado
05:44e pudesse ter os efeitos negativos.
05:47Agora, como governador, de fato, ele tem tentado ser cada vez mais independente,
05:55tentado ter uma própria, uma lógica própria de atuação
06:01que não fique tão a reboque do que possa ser aí a lógica nacional
06:08e a lógica do próprio bolsonarismo.
06:11Mas acho que é muito resultado do efeito de tentar se blindar
06:17e de tentar não ser tragado para, principalmente no início da campanha,
06:25atragado para todas as situações que aconteceram no campo bolsonarista.
06:33E acho que tem um outro elemento importante também para o eleitor do Tarcísio,
06:39é que ele tenta dar, e aí sim, nesse caso, ele começa a se distanciar,
06:46um ar de ser um político muito mais técnico
06:51e menos voltado para as questões do envolvimento da política no dia a dia.
07:00Então, o debate, ele trouxe e tentou trazer o debate da campanha
07:07para a discussão mais técnica,
07:09para também não se envolver tanto nas discussões mais partidárias.
07:15Agora, esse vai ser o seu desafio,
07:18para uma posição de alguém que vai ser eleito,
07:24se reeleito, vai estar com um governo importante,
07:31que vai precisar se definir nacionalmente,
07:36acho que agora é sim o momento de testar
07:39o quanto ele tem voo próprio
07:41ou o quanto ainda precisa da anuência da família Bolsonaro
07:47para se projetar num ponto de vista mais nacional.
07:51Professora, você acabou tocando em contas que eu também acho importantes,
07:56porque entrevistando alguns políticos
07:59que estão aí na corrida pelo Senado, por exemplo,
08:02que não apoiam, por exemplo, Flávio Bolsonaro,
08:05mas já indicam apoio, por exemplo, a Tarcísio como político,
08:09eles falaram que o Tarcísio tem uma postura muito diferente,
08:13discursos não extremistas,
08:14que ele defende a vacinação,
08:16que ele tem essa postura diferente aí do bolsonarismo.
08:20O que você acha que tem de mais diferente
08:22e que mais o aproxima também?
08:25Porque muitos bolsonaristas também defenderam
08:28uma possível candidatura dele à presidência.
08:32Então, quais são os pontos que você acha que mais o difere
08:34e mais o aproxima desse eleitor do Bolsonaro?
08:39Eu acho que a agenda de costumes se aproxima,
08:44ele vem de uma aproximação com os evangélicos,
08:48então acho que há várias pautas
08:51que são importantes para esse campo ideológico,
08:56ele apoia.
08:57Então, vamos dar um exemplo na educação,
09:00a educação cívica,
09:02o governo dele implantou várias escolas cívico-militares,
09:09então essa é uma agenda que é importante
09:11dentro do campo da direita.
09:15Agenda de segurança,
09:17apesar que eu acho que essa é a agenda
09:19que é a mais frágil do ponto de vista
09:24da agenda política dele quanto governador,
09:28porque os índices pioraram no Estado
09:32e a percepção de segurança piorou no Estado como um todo,
09:37então acho que ele,
09:39apesar de ser uma pauta importante,
09:41que ele alinha na proposta de ser uma atuação mais dura
09:47de combate ao narcotráfico,
09:49o combate à criminalidade,
09:51se associar ao discurso, inclusive,
09:54do próprio Flávio,
09:57é também onde tem a maior deficiência do governo dele
10:01em termos de resultado.
10:03Então, acho que ele se aproxima do discurso,
10:06mas ele cria aí um problema para ele
10:09no ponto de vista de ações.
10:13Agora, ele se diferencia,
10:16aí sim, de trazer e fazer sempre um discurso
10:21de que é preciso dar uma tecnicidade maior
10:24para as decisões do governo,
10:27que é preciso se dissociar das questões partidárias,
10:31então, e nisso ele até se afastou do próprio Kassab
10:36durante o período do governo dele,
10:40assumindo que era em função dessa relação maior,
10:46então acho que aí ele se distancia.
10:49E ao fazer essa posição mais técnica,
10:53ele se distancia porque ele acaba tendo posições
10:56em termos de políticas públicas
10:58muito mais voltadas para o que se entende
11:01como decisões técnicas
11:03e não posições ideológicas
11:06em termos da visão sobre a eficiência do Estado,
11:09sobre a eficiência dessas políticas.
11:11Acho que essa é a grande divisão.
11:14E ele tem que responder o eleitor,
11:17o eleitor paulista
11:19é um eleitor preocupado com a eficiência.
11:22Essa é uma pauta importante
11:24para o eleitor no Estado.
11:27Então, também é resultado,
11:30não sei se é resultado só da personalidade do Tarcísio,
11:34mas é resultado do ambiente
11:36em que ele está disputando a eleição.
11:38Então, essa é uma grande,
11:40acaba sendo uma grande diferença.
11:43Agora, ele tentou se afastar
11:48no momento em que o Flávio
11:50tinha muito mais situações e questionamentos,
11:56mas nas últimas semanas
11:58voltou a se aproximar.
12:01Aqui eu acho que tem dois desses viés.
12:05Um é que ele percebe
12:06que ele já está numa situação
12:08de vantagem muito mais confortável,
12:11então permite com que ele possa
12:14fazer sinalizações,
12:16começar a pensar na sua projeção
12:20enquanto governador,
12:23já considerando a possibilidade
12:25de ser reeleito,
12:26então criar pontes
12:28com os diferentes atores políticos.
12:31Então, no momento em que a campanha
12:34ganha uma reta mais de cautela
12:38para manter os resultados.
12:40E de outro lado,
12:41porque está a própria pressão
12:43do bolsonarismo,
12:45de que precisa ganhar em São Paulo,
12:47então precisa ter o envolvimento
12:49do governador.
12:50Porque se as eleições em São Paulo
12:53não forem para o segundo turno,
12:56é ruim para o PT,
12:58mas é também ruim para o próprio Flávio,
13:01porque desmobiliza o eleitor.
13:03Então, fazer essa associação agora
13:05já seria uma forma aí
13:07de ajudar a campanha do próprio Flávio
13:11se a gente tiver, de fato,
13:13o segundo turno.
13:15Professor,
13:16isso era uma pergunta também
13:18que eu queria te fazer,
13:19eu acho que você já respondeu
13:21uma parte dela.
13:22Então, para entender,
13:24mesmo o Flávio sendo o candidato,
13:26vamos dizer, da chapa,
13:27ou, desculpa,
13:28o Tarcísio sendo o candidato
13:29da chapa do Flávio,
13:31mesmo ele sendo eleito
13:32em primeiro turno,
13:33acaba sendo um pouco prejudicial,
13:35porque todos os cenários
13:36nos mostram que nós vamos
13:38para o segundo turno,
13:39para a presidência,
13:39ele acaba perdendo
13:41um pouco do palanque dele
13:43em São Paulo,
13:43caso essa eleição
13:44seja finalizada.
13:47Sim, sim,
13:49a eleição finalizada em São Paulo
13:51no primeiro turno,
13:53ela tira o palanque
13:54tanto para o Lula
13:55quanto para o próprio Bolsonaro.
13:58Então, o que você precisa fazer
14:01em termos de estratégia?
14:02É ganhar força eleitoral
14:04para já no primeiro turno
14:05ter uma vantagem no Estado.
14:10Então, essa é que o...
14:12E aí os dois campos
14:14estão disputando nisso, né?
14:15O Lula com o peso
14:19de ter um bom...
14:20um candidato a governador
14:22bastante conhecido,
14:24então, que mobiliza
14:26bastante o eleitorado da esquerda,
14:28mas também ter candidatos
14:30ao Senado
14:31que têm uma capacidade
14:32de também relevante.
14:34Então, para o próprio Flávio,
14:37o apoio do governador,
14:39do atual governador,
14:40candidato à reeleição
14:41com chances de vitória
14:42no primeiro turno
14:43é essencial.
14:44Então, é para garantir
14:47que mesmo que não tenha
14:49um segundo turno
14:50em São Paulo para governador,
14:52o eleitor que já se mobilizou
14:54no primeiro
14:54continue motivado
14:56a continuar com esse candidato
14:58no segundo.
14:59que me surgiu agora
15:00enquanto você fazia
15:01algumas explicações,
15:03nós estávamos falando
15:04um pouco sobre a força
15:05que o Tarcísio tem no Estado.
15:07Nos últimos tempos,
15:09nós acompanhamos
15:10algumas reclamações
15:12dos eleitores
15:12com relação ao cenário
15:13no Estado,
15:15com relação à segurança,
15:17alguns pontos também
15:18em educação,
15:19as privatizações
15:20e os resultados
15:21que isso teve
15:21para a população.
15:23e você falou
15:24que há um antipetismo
15:26forte aí também.
15:27Isso justifica
15:28o fato do Haddad
15:29não conseguir ter
15:30esse crescimento
15:31tão grande,
15:32mesmo com relação
15:33às reclamações
15:34que o eleitorado
15:35tem à situação
15:36paulista atualmente?
15:39Eu acredito que sim.
15:41Acho que a visão,
15:42principalmente no interior,
15:44uma visão antipetista,
15:46acaba influenciando
15:48a campanha
15:50do próprio Haddad,
15:51e aí isso faz com que,
15:54e aí o Lula também,
15:56e a gente tem que lembrar também,
15:58o Lula também tem tido
16:00dificuldades no Estado
16:01de São Paulo,
16:03em função também
16:04das políticas
16:06governamentais,
16:07então há uma crítica
16:08à atuação do governo
16:10como um todo,
16:12e associada a essa percepção
16:15maior de um antipetismo.
16:17então acho que isso faz com que
16:18a campanha do Haddad
16:19tenha aí mais dificuldades.
16:22Agora,
16:23a campanha tem explorado,
16:26como você falou,
16:27a questão da privatização,
16:29da Sabesp,
16:30acho que o ponto
16:31de maior fragilidade
16:32para o próprio
16:37Tarcísio é
16:38na discussão de segurança,
16:40o grande problema
16:42é que mesmo sendo
16:46atribuindo ao Tarcísio
16:48não ter entregue
16:50tantos resultados
16:51na área de segurança,
16:54o Haddad também
16:55não tem conseguido
16:56demonstrar
16:57que faria diferente
16:58e traria os mesmos resultados,
17:00então,
17:00então essa também passa a ser
17:02aí um embate
17:03sobre propostas.
17:05Agora,
17:06tem uma série
17:07de outros fatores
17:09na educação,
17:10mas aí o eleitor
17:11acaba tendo
17:13uma percepção
17:14muito mais
17:18não sendo capaz
17:20de entrar
17:21em cada um dos detalhes
17:22e sempre
17:23para a eleição
17:24para governador,
17:25eu acho que ela tem
17:25essa dificuldade,
17:27porque em um estado
17:28como São Paulo,
17:30que é muito regionalizado,
17:32então,
17:33as demandas
17:35que se dependem
17:36do estado,
17:37do governo estadual,
17:38elas acabam
17:40não aparecendo
17:41em muitas regiões,
17:42então,
17:43isso se desconecta
17:44bastante,
17:46mas o Haddad
17:47tem aí
17:48uma capacidade
17:49de articulação,
17:50de articulação
17:51com diferentes grupos,
17:53a campanha
17:54para deputado
17:56ganha força agora,
17:58já na reta final,
18:00a gente,
18:01eleições
18:02que são eleições gerais,
18:03o eleitor
18:04primeiro olha
18:05para o candidato
18:06à presidência,
18:07depois vai
18:08para o candidato
18:11majoritário
18:12nos estados,
18:13então,
18:13candidatos
18:14a governo
18:15do estado,
18:16aí você tem
18:17senadores
18:18e por último
18:19os deputados
18:20estaduais
18:20e federais,
18:21então,
18:22a lógica
18:23agora
18:23começa a ganhar
18:25mais força
18:26de quem
18:26que vai votar
18:27para deputado
18:27estadual,
18:28qual,
18:29e aí os deputados
18:30também têm
18:30um papel importante,
18:31federais,
18:32que têm
18:33um papel importante
18:34para conseguir
18:35capitalizar
18:36as demandas
18:38e também
18:39a própria
18:42debate
18:42nas outras instâncias,
18:44então,
18:44acho que a gente
18:45pode ter aí
18:46alguma capacidade
18:47do próprio Haddad
18:48de articulação
18:50olhando
18:50para esse cenário.
18:52A eleição
18:53esse ano,
18:53ela ficou
18:54muito diferente
18:55do que a gente
18:56teve
18:56em anos
18:58anteriores,
18:58então,
19:00o eleitor
19:01não,
19:02agora,
19:04com todas as crises,
19:06com a força
19:08da campanha
19:09na TV
19:11e na rádio,
19:12é que a gente
19:12vai começar
19:13a ter o eleitor
19:14olhando
19:15para quem ele
19:15vai votar
19:16de fato
19:16e isso pode
19:17ter um efeito
19:18para os candidatos
19:20que estão
19:20em uma posição
19:21de segundo
19:23ou terceiro lugar.
19:24Perfeito,
19:24professora,
19:24e para finalizarmos,
19:26eu queria perguntar
19:27o que você acha,
19:28a depender
19:29do resultado
19:30das eleições,
19:31do resultado
19:32da eleição
19:32presidencial
19:33desse ano,
19:33você acha
19:34que Tarcísio
19:36é um dos nomes
19:37mais fortes
19:38que teremos
19:38para a direita
19:39para uma possível
19:41eleição presidencial
19:42que teremos
19:43daqui a quatro anos
19:44novamente
19:45e você também
19:46vê que
19:46esse nome
19:47pode ser
19:48dependente
19:48do apoio
19:49da família
19:50Bolsonaro
19:50ou não,
19:52como que você
19:52vê esse cenário?
19:57Olha,
19:58primeiro,
19:59acho que a gente
19:59tem que saber
20:00qual é a força
20:01política
20:01que vai ganhar
20:01a eleição,
20:02acho que
20:03em uma eleição
20:03muito polarizada
20:05e com uma
20:06calcificação
20:07muito grande
20:08da polarização,
20:11muitas coisas
20:12podem afetar
20:13o resultado
20:13no final,
20:14as diferenças
20:15e o que a gente
20:16tem visto
20:17no resto
20:17do mundo
20:18também.
20:19Então,
20:20qualquer nível
20:22de participação
20:23pode afetar,
20:24mais mulheres
20:25indo votar,
20:26menos,
20:27mais determinado
20:28grupo,
20:29agora as medidas
20:30que estão sendo
20:31tomadas pelo governo
20:32para dar um peso
20:34maior eleitoral,
20:36medidas de liberação
20:38de recursos,
20:39então tudo isso
20:39acaba afetando
20:40o processo
20:41para a gente entender
20:43qual vai ser
20:43o cenário
20:44a partir de 27.
20:48Mas,
20:50todo governador
20:52do estado
20:52de São Paulo
20:53é um potencial
20:54sempre
20:55de candidato
20:56pelo tamanho
20:57do estado,
20:58pela capacidade
20:59que o estado
21:00tem de ter peso
21:02nacional
21:03e ter peso
21:04no debate
21:04nacional.
21:05Então,
21:05é sempre
21:07tanto que o
21:08Tarcísio era
21:09o cotado
21:10para ser o candidato
21:11da direita
21:12pela expressão
21:13que São Paulo
21:14tem nacionalmente
21:15e pela capacidade
21:17que ao longo
21:18do mandato
21:18o candidato,
21:20um governador
21:22no estado
21:23como São Paulo
21:24pode ter
21:24de articulação
21:25nacional.
21:26Mas a gente
21:26tem que,
21:27para entender
21:28como vai ser
21:28o jogo,
21:29saber como vai estar
21:30a distribuição
21:31dos partidos
21:31na Câmara,
21:32dos deputados
21:33e no Senado,
21:36entender qual vai ser
21:37os desdobramentos
21:38dessa crise
21:38no Supremo,
21:40para a gente saber
21:40também como
21:41isso vai gerar
21:42de impacto
21:44na governabilidade
21:45e nas instituições
21:47e a como,
21:49quais são
21:49os novos
21:50governadores,
21:51porque aí
21:52a gente tem
21:53candidatos
21:54que tem expressão,
21:55que vão ter expressão
21:57nacional também,
21:58o caso do Rio de Janeiro,
22:01a Pernambuco,
22:02tanto com a Raquel
22:04quanto com
22:05o João Campos,
22:08então você tem
22:09na Bahia,
22:12a Minas Gerais,
22:13que ainda é
22:14um campo ali,
22:16mais aberto,
22:19então você tem
22:20possibilidades
22:21de surgir
22:22lideranças
22:24a partir
22:24dessas eleições
22:25e ainda
22:27podem alterar
22:28muito o jogo,
22:29mas com certeza
22:30qualquer um
22:31que ganhar
22:32no estado
22:33de São Paulo,
22:35ou Tarcísio,
22:37ou Haddad,
22:38vão ter aí
22:40uma possibilidade
22:40de ter
22:41uma participação
22:42e um peso
22:43eleitoral
22:44importante
22:45para os próximos
22:46anos.
22:47eleitoral
22:47e um
22:47e um
22:47eleitoral
22:47Obrigado.

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