00:00No ar ou na água, este tem sido o cenário no último mês em Troia.
00:04O Centro de Experimentação Operacional da Marinha foi novamente palco do RETMUS,
00:09considerado o maior exercício de experimentação robótica e de veículos não tripulados do mundo.
00:15Aqui coabitam as esferas militares, da Academia e Indústria,
00:18num ambiente propício para a inovação onde a tecnologia é testada de forma controlada.
00:23Neste espaço, o erro é permitido e a falha dá origem à próxima inovação
00:28que poderá, num futuro próximo, ser colocada ao serviço de forças militares em qualquer parte do mundo.
00:34Mas para edificar capacidade operacionalmente relevante e que possa, o mais rapidamente possível,
00:40ser colocada à disposição dos militares que operam dia a dia,
00:43seja em missões tão simples como fiscalização de espaços marítimos,
00:48seja no limite, algo que ninguém deseja, mas que estamos numa situação de grande risco na Europa
00:55de ter que entrar em conflito e usar estas tecnologias que, aliás, na guerra que graça na Ucrânia,
01:03decorrente da agressão da Federação Russa, está a saber a importância deste conjunto de novas tecnologias.
01:09Na edição deste ano, contam-se mais de 4 mil participantes que colocaram em teste 575 sistemas diferentes.
01:16Mais do que colocar drones no ar, o objetivo passa por conseguir que diferentes equipamentos
01:21possam comunicar de forma integrada.
01:25Como é que eles comunicam entre si? Como é que eles passam a informação?
01:28Portanto, temos um drone feito na Suécia, temos um drone feito em Portugal,
01:32os dois têm que ser capazes de operar em conjunto, de comunicarem com o outro,
01:35de receber o mesmo panorama, de receber outro palavrão que é o digital tasking
01:39e de conseguir os dois, em conjunto, embora sejam completamente diferentes,
01:44em conjunto fazer a mesma missão.
01:45Para as empresas presentes no exercício, este representa mais do que um tubo de ensaio
01:50para a tecnologia desenvolvida, é também uma montra para a sua integração
01:54na indústria de defesa europeia e ao nível da NATO.
01:57É uma situação mais próxima e real possível e que permite garantir e recolher
02:02muita da capacidade operacional dos nossos sistemas.
02:05Perceber quando é que funcionam, quando é que não funcionam e, acima de tudo,
02:09percebemos em conjunto quais são as melhores formas de fazer,
02:13aquilo que nós chamamos de uma força conjunta, com diferentes meios.
02:16A edição de 2026 contou com a presença de 36 marinhas,
02:20mais de 60 empresas de investigação e desenvolvimento,
02:2313 universidades e 5 entidades da NATO ligadas ao domínio das operações marítimas
02:28e dos sistemas não tripulados.
02:31O exercício contou ainda com a coorganização da Agência Europeia de Defesa.