00:00A saúde aqui no Rio Grande do Sul enfrenta uma série de desafios que vão do envelhecimento acelerado da população
00:06até a desigualdade na distribuição de médicos entre a capital e o interior.
00:12De acordo com dados do IBGE, entre 2000 e 2023, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais
00:18praticamente dobrou aqui no Rio Grande do Sul e hoje é a maior entre os estados brasileiros.
00:23Essa mudança demográfica vai exigir nos próximos anos que a rede de saúde seja adaptada
00:28a uma população que vive mais e que tem demandas específicas.
00:32Isso inclui investimentos em áreas como oncologia, cardiologia, geriatria, medicina interna e medicina de família.
00:40Outro desafio envolve a oferta de médicos.
00:42O Rio Grande do Sul possui hoje 3,45 médicos para cada mil habitantes,
00:48o que é acima da média nacional e também do recomendado pela OMS.
00:52Mas existe uma grande concentração de profissionais nos grandes centros
00:56Enquanto isso, a população do interior ainda convive com dificuldade de acesso a serviços de saúde
01:03e, em muitos casos, segue dependente da chamada ambulâncioterapia.
01:08Nesses cenários, os próximos governantes vão precisar investir em políticas de provimento
01:12e fixação dos profissionais, além da centralização de estruturas,
01:17observando as necessidades de cada região.
01:19E outro ponto fundamental é o fortalecimento da atenção primária
01:23com integração e equipes multiprofissionais.
01:26Especialistas ainda apontam duas questões importantes.
01:29Uma é a aproximação com as universidades para que o conhecimento produzido
01:33possa ajudar a enfrentar gargalos da rede de saúde
01:36e também tecnologia por meio de ferramentas como a telemedicina
01:41para conseguir auxiliar a reduzir distâncias
01:43e melhorar a comunicação entre diferentes pontos do sistema.
01:47E aí
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