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  • há 14 horas
O cantor paraense e neurodivergente Mateus Toscano Simões se apresenta no dia 7 de outubro, no Teatro Waldemar Henrique, em Belém, com o show “(Di)verso”. Para falar sobre a apresentação, sua trajetória artística e a importância da representatividade na música, falamos com o artista e também com o professor e diretor de produção Adriano Cruz.

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Transcrição
00:00Eu comecei a cantar em 2021, na época da pandemia, assim, naquele tempo que a gente tava assim agoniado, muita
00:15gente morrendo e tal.
00:17E aí eu pensei assim, quero uma coisa pra me distrair.
00:21Eu lembrei assim, ah, eu cantava bem no chuveiro, assim, então eu vou começar aulas de canto.
00:28E daí o negócio foi.
00:31De cantar, assim, principalmente MPB, e assim, quando eu canto, assim, me dá uma paz muito grande.
00:39Assim, eu acho que, assim, é o melhor remédio pra alma, assim, pra todas as nossas tristezas e alegrias também.
00:48Vou cantar várias músicas, carimbó, samba, sertanejo, música internacional, assim, justamente pra celebrar os diversos gêneros musicais, assim,
01:04da nossa cultura brasileira, né, que é muito diversa.
01:10E eu espero, assim, que as pessoas, todos que estarão presentes, levem a mensagem justamente da inclusão, né,
01:19pras pessoas, que as pessoas neurodivergentes principalmente, né, que é a bandeira principalmente que eu levanto como representante, né,
01:31desta comunidade.
01:35E eu espero, assim, que elas saiam daqui com essa ideia, que elas fazem parte da nossa sociedade,
01:43que elas merecem ocupar um lugar de relevância.
01:47Cara, o Matheus é uma das pessoas mais musicais que eu conheço, né, ensiná-lo é muito fácil.
01:53Na verdade, a gente mais conversa sobre como a música vai ser interpretada por ele,
01:59de que maneira ele vai encarar a música como algo que vai fazer parte da vida dele.
02:03E, tecnicamente, eu contribuo bem pouco, porque ele realmente é um menino muito musical, sempre foi.
02:09É justamente ele poder se expressar, né, trazer os sentimentos que ele tem, organizá-los em uma canção,
02:15colocá-los em um lugar artístico, fazer com que esse objeto artístico possa falar com ele e por ele também.
02:22Uma celebração da diversidade, né, por isso que ele é diverso, mas ele tem um parêntese no de,
02:27para dizer que ele é o diverso cantado, né, então é o diverso que vai ser celebrado através da poesia,
02:33através dos versos, né.
02:35Então, essa diversidade, não só cultural, como também social, enfim, de diversas formas,
02:41vai ser celebrada através de momentos nesse show, né.
02:43Outro é o momento de muita alegria, outro é o momento de reflexão, outro é o momento que ele vai
02:47cantar
02:48sobre as raízes, sobre identidade, sobre ser quem ele é.
02:52Então, você vai começar a falar com as pessoas da mesma maneira, né, para todo mundo se identificar.
02:56O musical também ajuda, né, porque quando você canta, você está fazendo duas artes ao mesmo tempo, né,
03:00a literatura e a música, tem que declamar naquela poesia, mas tem que pensar na afinação, na inspiração.
03:06Então, como essa parte musical é muito bem organizada para ele, a gente conversa mais sobre o significado da poesia,
03:12né, o que a música quer dizer, e nessa hora ele interpreta, ele vai para cima e pega as letras,
03:20praticamente ele pega as letras e torna como se fosse a música dele.
03:23Isso é muito bonito de ver, assim, eu sempre digo para ele, até brinco,
03:26se o Matheus dá uma Matheusada bem aqui, que é para colocar bem a cara dele naquela música,
03:30que é para colocar em uma casa.
03:31Então, até brinco, vamos lá, vamos lá.
03:36Tchau, tchau, tchau.
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