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  • há 19 horas
Rufino fala em incentivo a empresas que empreguem mulheres vítimas de agressão

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Transcrição
00:00Olha, em primeiro lugar, nos primeiros 100 dias, nós precisamos tirar muita lei que não está funcionando.
00:04Ela existe, ela é até boa, mas ela não chega na ponta.
00:07Então, nesse assunto, se você fizer com que a lei chegue na ponta,
00:10nós vamos ter definitivamente as delegacias funcionando em 24 horas.
00:14Nós vamos ter tecnologia para permitir que essas pessoas agredidas tenham no celular o controle do agressor.
00:21O Senado tem condição de trazer recursos para que o Estado consiga fazer isso funcionar.
00:26E fiscalizar, porque não adianta só mandar o recurso.
00:29Precisa fiscalizar para que isso aconteça e a lei já existe.
00:32Se nós formos fazer uma lei nova, até essa lei acontecer, muitas pessoas seriam agredidas e perderiam a vida.
00:39Então, nós não podemos nos dar o luxo de fazer leis novas.
00:42Precisa fazer o funcionário que está aí, fazer o recurso chegar lá para que ela funcione na prática.
00:47E a única coisa que eu acrescentaria é que tivesse um incentivo às empresas que contratassem essas vítimas.
00:55Porque ela teria renda, ela teria independência financeira e poderia recomeçar a vida com seus filhos distante do seu agressor.
01:05É a única coisa que eu acho que está faltando para acrescentar na lei, é fazer com que essas mulheres
01:09tenham a oportunidade de ter renda,
01:11de ter liberdade financeira para não ter que estar próxima, para conseguir ficar onde ela quiser.
01:16E ir para onde ela quiser com condição de fazer.
01:19Para isso, basta que a gente motive as empresas, dê incentivo às empresas para contratar essas vítimas.
01:25Isso seria uma coisa que eu faria, assim que eu conseguir fazer funcionar o que está lá,
01:31o que eu acrescentaria seria oportunidade de trabalho e renda para essas pessoas.
01:35Candidato, você citou que tem algumas leis, alguns projetos que ainda não chegaram na ponta,
01:40que você acha que seria importante colocar em prática, quando fala de feminicídio.
01:45Esses projetos seriam referentes apenas mais duras a esses crimes?
01:48Não, as penas são duras, mas na realidade, quando eu falo que não chega na ponta,
01:54por exemplo, todo mundo fala que a delegacia funciona 24 horas, não é verdade.
01:59Olha, por exemplo, mulheres precisariam ser atendidas por mulheres.
02:05É muito constrangedor, você recebe uma agressão e você tem que procurar um homem numa delegacia,
02:11é outro constrangimento.
02:13Então, na realidade, tem coisas que precisam acontecer.
02:15A tornozeleira precisaria funcionar no celular da vítima.
02:21Ela mesma tem que saber a que distância está o agressor e não esperar ele chegar para depois ela denunciar.
02:27Então, tem coisas que a lei permite, mas que não está acontecendo porque não tem fiscalização.
02:31O Senado tem a responsabilidade não só de fazer com que a lei, aprovar a lei.
02:37Ele tem que, na ponta, usar a estrutura que ele tem, o poder de comunicação,
02:40de relacionamento que ele tem por ele ser o equilíbrio dos poderes e fazê-la acontecer na prática.
02:45Ela não está acontecendo na prática.
02:47É por isso que a gente conhece a lei, sabe que tem penas duras, mas ela não está acontecendo.
02:51A gente só recebe a notícia depois que já foi e não tem como retornar.
02:56Candidato, falando também ainda sobre segurança pública,
02:59um dos temas de destaque dessa eleição é a redução da maioridade penal.
03:03Você acha que isso precisa ser pautado com prioridade no Senado?
03:07E a gente também queria entender qual é a sua posição sobre o tema,
03:10se você é a favor ou é contra a redução da maioridade penal.
03:14Olha, eu sou a favor da redução, mas eu tenho uma observação.
03:18Nós temos uma redução que precisa ser feita, uma avaliação que precisa ser feita
03:22na redução da maioridade profissional.
03:26Porque assim, eu comecei a trabalhar com 13.
03:29A maioria da minha família começou com 14 e teve carteira registrada com 14.
03:33E com 15 a gente já tinha independência financeira.
03:36Como hoje a lei se alterou e isso só pode como menor aprendiz
03:40e como esse sistema não tem oportunidade para todos,
03:43as crianças ficam vulneráveis de 14 a 15 anos quando poderia ajudar a família.
03:47Eles são brilhantes, mas ele tem tecnologia, ele sabe lidar com isso,
03:51eles podiam trabalhar home office.
03:53A única exigência é de estar estudando, como faz com o menor aprendiz.
03:57Eu acho que esse sistema de menor aprendiz tinha que ser estendido,
04:00mas ele tinha que ter a liberdade do empregador contratar o jovem diretamente,
04:07dar uma oportunidade de trabalho para ele ter independência financeira
04:11e com emprego e renda ele consegue ter também disponibilidade para estudar,
04:16ele começa a melhorar a vida dele com 14.
04:19Quando chegar em 16, que é quando baixa a maioridade penal,
04:22ele poderia responder por um crime, nós vamos diminuir a violência com certeza,
04:26porque ele já achou um caminho.
04:27Eu achei um caminho muito antes, eu achei um caminho com 13.
04:30Então quando chega em 16, você quer distância de coisa errada,
04:33ninguém quer fazer errado.
04:34Você é levado a isso, você é motivado a fazer isso,
04:37porque você não teve uma oportunidade antes.
04:39Então eu acho que a melhor maneira de você firmar a maioridade penal
04:43é se antes você der oportunidade para o jovem para ele nem ter que ter a sua opção de escolha.
04:48Então eu acredito que eu sou a favor sim, mas nós precisamos ver.
04:51E outro, que tipo de crime, né?
04:53Daqui a pouco vamos condenar o cara que estava vendendo água na rua
04:57e por acaso alguém desconfiou e condenou ele não sei quantos anos.
05:01Tem que ter alguns critérios, mas eu sou a favor sim,
05:04para não ter injustiça, para não condenar inocentes,
05:07nós precisamos ter esse cuidado.
05:08Mas eu acho que a melhor saída é dar oportunidade antes dos 16,
05:13para que ele realmente procure o caminho dele
05:15e com 16 ele não seja recrutado pelo crime.
05:19Porque o crime existe, porque recrutam esses caras brilhantes
05:23e levam para o crime.
05:24Nós temos que dar oportunidade deles serem recrutados pelo trabalho,
05:30recrutados pela oportunidade de produtividade.
05:33Eles são brilhantes, eles vão querer.
05:35Mas a lei precisa facilitar isso para essas crianças.
05:38Aí quando baixar a valoridade penal, eles não vão ter mais interesse,
05:41não vai fazer tanta diferença.
05:43Mas eu sou a favor de baixar sim.
05:45Candidato, essa questão do trabalho infantil, digamos assim,
05:49é algo similar ao que o Zema tem defendido.
05:52Nessa questão de diminuir a idade, enfim, o que o senhor comentou agora.
05:56E quando ele deu essas declarações, foi algo que gerou bastante polêmica.
05:59Porque tem o ECA hoje, que envolve questões de proteção da criança e do adolescente.
06:05Então, como o senhor proporia que isso fosse feito?
06:07Porque teriam que mexer em outras leis de proteção
06:09que têm justamente esse cuidado por serem crianças e adolescentes.
06:14Então, é que assim, é nessa hora que eu falo,
06:17o Senado precisa se aproximar do povo.
06:19Se você visitar uma periferia, uma comunidade,
06:22falar com as famílias,
06:24quantos senadores...
06:25Eu vou na periferia, eu vou na favela.
06:27Eu falo com as mulheres, eu falo com os adolescentes.
06:30Se ele for lá, ele vai ver que lá está precisando de escola profissionalizante.
06:36Lá precisa ter a creche, a escola profissionalizante.
06:38Lá todo mundo vai querer entrar na escola.
06:40O sonho dessas crianças é serem médicos,
06:45artistas, youtubers, famosos,
06:48mas ao mesmo tempo tem crianças lá que querem ser garçons.
06:51Então, se nós tivermos escola profissionalizante lá,
06:54ele vai ter oportunidade lá e a família dele vai saber o que fazer.
06:58Não é o deputado que nunca foi lá que tem que saber.
07:01Se ele for na base...
07:02Por isso que eu falo da aproximação dos poderes,
07:04do Senado, que tem a responsabilidade de se relacionar aos poderes,
07:10de ir na base, de ir na comunidade,
07:12de ouvir essas famílias e essas crianças,
07:14e não fazer com a planilha ou por teoria.
07:17Vai lá ver na prática, vai ouvir as pessoas.
07:19O que eu estou falando é ouvir nas pessoas, não é uma teoria.
07:22Por isso que eu digo,
07:22eu não sou a favor de baixar a menoridade penal
07:26para 14, 15 anos.
07:28Eu sou a favor da maioridade penal.
07:32Profissional.
07:32Para que o cara de 14, 15 anos,
07:34desde que a família esteja de acordo,
07:36ele tenha condição,
07:37e o empregador queira dar para ele uma oportunidade,
07:39que ele tenha liberdade para fazer isso.
07:42Liberdade para fazer.
07:43Qual que é a condição?
07:44Que ele esteja estudando, gente.
07:45Vamos parar de nos enganar.
07:47Você acha que essa criança com 14, 15 anos,
07:49a mãe é diarista, ele está na favela.
07:51Você acha que ele vai fazer o quê?
07:54Ele quer viver, ele quer comprar um calçado,
07:57ele precisa ter a oportunidade de produzir legalmente
07:59antes de ser recrutado pelo crime.
08:02O crime recruta essas crianças de 14, 15 anos
08:05nas comunidades,
08:06porque nós, sociedade,
08:08não damos a oportunidade dele produzir.
08:10Está invertida a ordem.
08:11Então, não adianta ficar com teoria.
08:13Vai lá e ouça as pessoas na comunidade.
08:15Você vai ver que é a vontade deles na prática.
08:18Só um ponto antes a gente seguir.
08:20Isso que o senhor citou, né,
08:21de que, por exemplo,
08:22teria que continuar estudando,
08:24a questão da profissionalização.
08:26Então, isso seria algo que é mais similar
08:28ao curso ensino médio com técnico,
08:32ao jovem aprendiz,
08:33que é algo que já existe.
08:34O que o senhor propõe é algo que seria
08:36continuar nesse sentido de o jovem,
08:38o adolescente,
08:39conseguir estudar e se profissionalizar
08:41e ter um contato com o mundo do trabalho, né,
08:44dentro dessas regras?
08:45Ou seria realmente o jovem,
08:47menor de idade,
08:48conseguir ser contratado, CLT,
08:50como um empregador normal mesmo?
08:53As regras que protegem ele e que ele precisa estudar,
08:58essas são fundamentais.
09:00Precisa continuar.
09:02Mas eu, como empregador,
09:04eu contrataria essa pessoa nas horas vagas,
09:07porque ele não estuda 12 horas por dia.
09:10Ele consegue prestar 6 horas, 4, 6 horas de trabalho.
09:14E esse trabalho dele ajudaria a família
09:16e já ajudaria ele a achar um caminho
09:19para ele poder querer,
09:20querer não,
09:21para ele poder crescer,
09:23para ele poder ter dignidade,
09:24para ele poder comprar as coisinhas dele
09:26e não se deixar o lute de ser assediado
09:28como eu era assediado na favela,
09:30por alguém que está com uma fé.
09:33A criança é inocente,
09:35ela é facinho,
09:36conduzida por alguém que tenta convencê-la
09:39na parte material.
09:40Se ela já tiver encontrado esse caminho,
09:42ela, com certeza,
09:44ela vai estar muito mais forte emocionalmente
09:46para saber fazer escolhas.
09:47Gente, nós estamos no século 21.
09:50Criança com 14, 15 anos
09:51tem uma habilidade de tecnologia,
09:53uma habilidade de agir,
09:55conhecimento,
09:55a informação que chega rápido.
09:57Nós precisamos deixar que essas pessoas
09:59construam um caminho com a família
10:01e não fique baseado em teoria.
10:04Ah, mas não pode.
10:05Ah, é o menor.
10:09Então, gente,
10:10dá oportunidade para esses jovens
10:11e você vai ver que nós construímos
10:13uma nova geração gigante.
10:15Porque a nova geração é brilhante.
10:17A sociedade é que está dizendo para ele
10:19que não pode, que é difícil.
10:20A sociedade é que está dizendo para ele
10:22que o modelo é esse, que é o sistema.
10:24O sistema é feito por pessoas.
10:26Então, essas pessoas precisam conhecer
10:28a vida real das pessoas.
10:30Eu conheço a vida real.
10:31Então, eu estou falando daquilo que eu ouço
10:33nas favelas, nas vilas e na comunidade.
10:35E não da teoria, nem de uma pranilha,
10:37nem de uma pesquisa aleatória.
10:39Não, vida real.
10:41Se nós aproximarmos o Senado das pessoas
10:43e eles forem nas comunidades
10:44e forem de verdade,
10:46eles vão ser bem recebidos,
10:47eles vão saber o que é que eles precisam.
10:48E eles precisam de oportunidade.
10:50E não de uma teoria
10:53e de leis para punir.
10:55Mais importante do que leis para punir,
10:57nós precisamos de lei que gera oportunidades.
10:58e nós precisamos de lei que gera oportunidades.
10:59E aí
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