- há 5 horas
Presidenciáveis usam diversidade de 'muleta', mas propostas são fracas e vazias, dizem especialistas
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Ao todo, 13 candidatos concorrem à presidência da República nas eleições de 2026.
00:06A diversidade aparece em maior ou menor grau, dependendo do projeto de cada governo.
00:11Mulheres, população negra, povos indígenas e população LGBT são os grupos mais contemplados.
00:17Porém, para especialistas ouvidos pelo Terra, a presença dos temas nos planos de governo
00:21não necessariamente significa um compromisso real, pelo contrário.
00:25As análises apontam propostas genéricas, pouco detalhadas e sem mecanismos claros de execução.
00:31Em alguns casos, segundo especialistas ouvidos, a diversidade aparece até como uma espécie de pauta acessório.
00:36Ou seja, um tema que precisa constar no plano de governo para dialogar com determinada parcela do eleitorado.
00:42Então, quando você olha lá no papel, está lindinho, bonito, maravilhoso,
00:46mas não tem explicação, não tem detalhamento, não tem nada.
00:49E a grande maioria é um tal de cheio de intenção e pouca execução em ação.
00:57Com relação às mulheres, por exemplo, muitas firmaram compromisso contra a violência doméstica,
01:01contra o feminicídio e até citaram drones.
01:03Mas para Marcos Ablons, que é especialista em opinião pública,
01:06apesar da criatividade, introduzir as soluções não é tão simples.
01:11A questão de legislação, nós temos a lei...
01:13Vamos falar especificamente das mulheres agora.
01:16A lei Maria da Penha, ela cobre essa particularidade.
01:21Inclusive, a descrição do quando é feminicídio, que aumenta o valor da pena, inclusive.
01:30Então, a tentativa de feminicídio já aumenta o valor da pena e cria um monte de condição.
01:36E tem uma questão de infraestrutura.
01:38Nem todo lugar do país tem infraestrutura para dar conta dessas propostas.
01:45Então, isso quase que dentro dos nossos rincões, do nosso país, que é um continente,
01:52essas realidades em determinadas regiões, às vezes quase estão naturalizadas.
01:57E aí a grande dificuldade das mulheres de poder denunciar e se sentirem inseguras,
02:04algumas são tão dependentes psicologicamente ou dependentes econômicas,
02:08que se sujeitam à violência e a essa imposição de poder sobre elas.
02:16Então, isso é mais grave ainda.
02:19Então, se alguém tivesse feito uma...
02:21Colocou lá, casa de apoio, tarará, a gente vê aquilo.
02:26Mas, quando a gente já está com dificuldade no conselho tutelar,
02:31com cuidado das crianças e tudo, que são mais vulneráveis ainda,
02:36a gente percebe claramente que a questão estrutural do país também é uma coisa que envolve dinheiro,
02:42envolve orçamento, envolve vontade política, envolve interesses.
02:46E temos um outro problema muito sério,
02:49que a grande parte dos gestores brasileiros, políticos e tudo, são homens.
02:54Para a população dentro do TEA ou PCD,
02:57esquerda e direita possuem planos similares, mas longe também da realidade.
03:02Existe até uma lei dessa inserção, né?
03:05Das pessoas com espectro autista e tudo dentro das salas de aula.
03:10O que tem que vir junto é um professor auxiliar que tenha conhecimento
03:14para lidar e dar apoio para essas crianças que estão em sala de aula.
03:21Isso é um problema, não.
03:22As escolas privadas evitam, de todas as formas,
03:28a possibilidade de ter que assumir uma criança com esse espectro autista.
03:34Dependendo do grau, então, piora a situação.
03:37Então, é muito comum a gente ver queixas de pais
03:41que buscam exatamente resolver essa questão,
03:45porque nem em escola privada para pagar eles não conseguem,
03:50porque as escolas não têm matrícula, não têm equipe suficiente.
03:59E é um custo mais elevado que você coloca dentro de uma sala de aula,
04:05quando você coloca mais um professor, mais um pré-presidente.
04:07E também não é para colocar um auxiliar de ensino que vire babá.
04:12É uma pessoa que venha para, na inclusão, não é só colocar a criança dentro da sala de aula,
04:18que ela tenha aprendizado, que ela tenha acompanhamento,
04:22que leve ela ao banheiro, que traga ela do banheiro,
04:25que leve ela para se alimentar, que mantém a higiene dela.
04:29Cada um tem o seu grau de dificuldade, de realidade.
04:33Então, para isso, é uma questão que se coloca.
04:37E isso, de alguma forma, é algo que realmente não é fácil de resolver isso.
04:45E, particularmente, é uma das coisas mais complexas hoje que a gente tem na área da educação.
04:50Como as escolas especiais foram retiradas,
04:55Existiam essas escolas que eram especiais, mas, ao mesmo tempo, segregavam.
05:00Essas pessoas não tinham exceção na sociedade.
05:03Com a saída das escolas especiais,
05:06nós começamos a perceber mais a presença dos autistas dentro da nossa realidade.
05:12Então, aqui dentro da universidade, nós temos vários casos identificados,
05:16os alunos são acolhidos, temos um setor que ajuda, orienta os professores,
05:20orienta a estrutura toda para que dê suporte para esses grupos que a gente tem na sala de aula.
05:28E que usam, desculpe, não sei usar o termo agora,
05:34o crachá, que mostra, identifica.
05:36Eles também se identificam para a gente,
05:39dizendo que eles têm essa dificuldade,
05:40sem déficit de atenção, A ou B.
05:42E a gente se organiza para que dê conta para eles.
05:46Nós estamos falando do ensino superior.
05:48Já no ensino fundamental, lá, a estrutura é muito mais de Estado,
05:53muito mais complexa, e envolve outras questões também, né,
05:57de que falta de...
05:58E aí, essas questões ficam sempre muito periféricas,
06:03ou há preocupação, mas não tem efetivamente efetividade na solução.
06:10Então, é isso.
06:11Falta um pouco, é isso.
06:12Então, eu percebo que essa é uma questão.
06:15Quando, aqui na universidade, nós temos uma professora que lida bastante com essa questão,
06:21e ela mesma comentava comigo num dia, num podcast,
06:25que a grande questão era a falta de uma pessoa para dar suporte.
06:31Não era uma qualquer.
06:32Tinha que ser alguém com qualificação.
06:35Então, às vezes, colocava o auxiliar de ensino que ficava lá de papá, né,
06:39e papá não é o objetivo e nem é a finalidade.
06:43Então, há uma necessidade, aí você destacou,
06:46que alguns era a formação de professores para atender isso aí.
06:50Ótimo.
06:51Só que, se você pegar umas pesquisas que estão saindo por aí,
06:55há um déficit de professores para o Brasil inteiro,
07:00porque há uma dificuldade, ninguém quer ser mais professor,
07:04ninguém tem mais interesse.
07:05Há uma redução significativa de pessoas interessadas em ser professores.
07:10Então, imagine agregar mais ainda dentro dessa realidade do caso aí
07:16que precisa formar mais e trazer mais gente qualificada para atuar
07:22junto a esse caso específico que você citou aqui.
07:25Então, a intenção está boa, está colocada,
07:29mas a execução é bem mais complexa e não está aprofundada em nenhum deles.
07:35Com relação à população LGBT, o cenário, segundo os especialistas,
07:39é ainda mais precário.
07:40Acho que o primeiro dado que me chama atenção
07:42é que a gente tem pouquíssimas candidaturas apresentando compromisso
07:48específico da comunidade LGBT, cara.
07:50É realmente muito preocupante, porque a gente está falando de milhões de brasileiros
07:56e brasileiras que enfrentam problemas concretos de violência,
08:00discriminação, acesso ao trabalho, saúde e educação.
08:04Então, assim, e aí fiz uma referência das quatro conferências que a gente teve em 2008
08:13e a partir disso, né, não dá para tratar o jeito LGBT como uma pauta de acessório,
08:21que é o que acontece.
08:23A gente acaba sendo um acessório obrigatório.
08:28Ah, eu vou fazer...
08:29Então, primeiro assim, acho que me assusta muito dos...
08:36Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove,
08:38são dez candidatos, né, à presidência, é isso?
08:43Não, dez, onze, doze, treze.
08:46Eu só tenho quatro que apresentou ou que tem alguma proposta dentro, né,
08:52isso é muito alarmante no meu ponto de vista, né.
08:57Principalmente se a gente fizer o levantamento dos programas que eu fiz aqui por cima,
09:02e aí não tem como não citar, né.
09:07Se você pegar aqui e fazer um pequeno ranking,
09:10os quatro que apresentaram são de esquerda, como você falou,
09:13os partidos mais pequenos, né, como o PSTU, o UPI, o PT e o PCdoB, só.
09:22A partir daí, não tem mais nada, é ausência total, não tem...
09:27Ó, não foi identificada uma edição, não foi identificada, nem uma edição foi feita.
09:32Ou seja, além de não ter o plano, sequer lembrou da nossa existência, né.
09:43E assim, dentro das propostas, o atual governo fica, inclusive, em terceiro como proposta, né.
09:52Sendo que, tanto do PSTU como a Samara Dias, tem muito mais proposta do que o próprio governo atual.
10:01Né, eu digo em quantidades, tipo, programas detalhados em educação, sem LGBTfobia.
10:07Isso se a gente pegar os 16 eixos, por exemplo, que as conferências têm trazido nos últimos quatro anos.
10:16Como, por exemplo, enfrentamento LGBTfobia, educação sem discriminação, saúde integral, sei lá, de 32, trabalho, emprego e renda, moradia.
10:27Enfim, o básico para qualquer cidadão, independente da sua caixinha ou da sua bolha que a gente é colocado, né.
10:36As siglas LGBT.
10:38Eu costumo dizer que, assim, antes do rótulo, eu sou cidadão brasileiro que deveria ter os meus direitos garantidos dentro
10:47da Constituição brasileira.
10:49Mas se você pegar hoje, pega lá no SUAS, por exemplo, que já foi tema da parada.
10:54Eu não tenho absolutamente nada que garanta um casal LGBT entrar no meu programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo.
11:04E muitas vezes eu tenho dificuldade na hora de preencher a documentação.
11:08Eu não tenho nenhum programa específico para a comunidade LGBT dentro dos programas, às vezes muito genérico.
11:18Então, me assusta não, né.
11:21Nada de se esperar que a direita ou o centro direita falasse da nossa pauta.
11:28Pelo contrário, a nossa pauta é usada como bote expiatório todo ano, né.
11:35Então, eu não esperava que tivesse...
11:37Seria muita surpresa se algum desses partidos aqui tivesse dentro do seu programa de governo algo que falasse sobre a
11:45nossa existência.
11:46Você vê, eu estou lendo aqui o da Samara Martins, né.
11:49Ela fez um programa detalhado em educação LGBT, saúde, já no governo, no compromisso específico de direitos.
11:57Tá, compromisso não é programa.
12:01Entendeu?
12:02Então, olha a diferença.
12:03Enquanto uma já apresenta um programa que...
12:05O programa pode virar política pública, a partir do momento que você vê, o outro está falando em compromisso.
12:11Ah, compromisso a gente vai...
12:12Ah, tá. É o que tem acontecido, por exemplo.
12:15Vou pegar uma pauta da questão LGBT e cultura.
12:21Até agora não se instalou.
12:22O governo está terminando.
12:24Não teve um compromisso efetivo com relação a essa pauta, por exemplo.
12:30Me parece uma coisa meio para inglês ver, sabe, assim.
12:33Ah, vou colocar para não ficar feio na foto.
12:36Até porque tem um apoio muito grande, né, da comunidade em relação ao governo que está aí.
12:47E eu acho que mais por pressão do próprio movimento do que a própria vontade do governo de ter isso
12:54como pauta.
12:54Porque, em tese, para a esquerda ou para quem hoje está afetando com o fundamentalismo religioso,
13:02isso é perigoso porque você pode perder bota, né.
13:07Então, acho que pisa assim ovos e aí faz uma coisa meio genérica para dizer, olha, não reclama não o
13:13que eu fiz aqui, tá?
13:14Tá aí.
13:15Tanto que, assim, se você pegar do Hertz, Dias e da Samara, dá um índice até que alto, por exemplo.
13:25Eu peguei aqui, ó, das 32 propostas de 2008 a 2025, base que surgiu nos congressos, né, nas conferências.
13:37De 32, eles estão contemplando 18.
13:40Já o governo Lula está contemplando 12 dentro do seu plano, entendeu?
13:46E mesmo assim de forma genérica.
13:49Então, eu esperaria um compromisso maior, já que é um governo que lá atrás já se diz levantar a bandeira.
14:02Mas, ok, o que me assusta aqui é realmente só quatro, todos de esquerda.
14:10Então, depois pergunta por que a comunidade tem mais simpatia com a esquerda, óbvio.
14:17É a única que, ainda que em alguns aqui só tenha compromisso e não programa definitivo,
14:24ainda pensou na gente.
14:26De mais aqui, ausência absoluta.
14:28Então, quando o silêncio também, ele é uma posição política.
14:37Simples, né?
14:38Acho que o silêncio fala mais do que quando uma candidatura que pretende governar o Brasil,
14:45ela não apresenta nenhuma proposta específica para a população que historicamente sofre violência, né?
14:53Acho que a gente precisa perguntar o porquê.
14:56E aí, acho que cabe a gente no movimento, até estava pensando depois disso,
15:00realmente fazer uma carta institucional para cada um deles,
15:05perguntando por que que eles não têm...
15:08Por que que eles têm que responder publicamente?
15:10Por que que eles não apresentaram nenhuma pauta?
15:12E os que apresentaram como só compromisso, por que que ele não apresentou um programa?
15:17Né?
15:18E parabenizar os outros que, de certa forma, foram mais amplos, mas que vão ser dois.
15:24O restante todo está na Berlinda aqui, com a falta de compromisso, né?
15:30Então, quem pretende governar o Brasil precisa responder também para nós, para essas pessoas.
15:35Deveria ser possível a partir do momento que você se torna isso política pública.
15:41Então, assim, a partir do momento que eu me eleger, vamos imaginar aqui que a Samara, eles se elejam
15:47e eles têm dentro do seu escopo de governo atender essas demandas.
15:53O primeiro passo é tornar isso uma política pública.
15:56Uma política pública abrangente do âmbito federal, onde, obrigatoriamente,
16:04então você teria que pegar, sei lá, eu vou pegar programas já existentes.
16:12Bom, dentro dos suas, o que que falta para atender essa comunidade?
16:16Porque a partir do momento que eu tenho isso dentro de um programa já existente,
16:20isso obriga, obrigatoriamente, obriga os estados a cumprir.
16:26Porque se eu não tenho, eu não tenho obrigatoriedade de cumprir.
16:29Então, o primeiro passo é fazer o que está no papel virar política pública.
16:34Ou criando um novo mecanismo, ou já pegando os que existem.
16:39Então, vou pegar a questão da velhice, vamos pegar, vamos falar hoje sobre casas de acolhimento
16:46para pessoas da terceira idade.
16:49Ou 60 a mais.
16:52Pego o Estatuto do Idoso, que não tem absolutamente nada,
16:55crio dentro dele um escopo.
16:57Bom, a partir de agora, dentro do Estatuto do Idoso,
16:59eu tenho que atender uma população específica que está aqui.
17:03Ah, dentro dos suas, população em situação de vulnerabilidade de rua.
17:08Está aqui, dentro.
17:09Então, se não fizer isso, vai ser só um compromisso,
17:13que é o que aconteceu com algumas pautas dentro do governo Lula.
17:17Ah, eu tinha vontade, mas, sabe, não gerou, de fato, um movimento
17:25para que aquilo se tornasse realmente uma política pública.
17:28Seja por omissão do próprio Estado,
17:30seja também por omissão do próprio movimento, que não cobrou.
17:34Foi o que eu falei, poxa, a gente está na quarta conferência,
17:37se a gente pegar, tem várias coisas que a gente cobrou lá em 2008,
17:42na primeira conferência, e que ainda estão em pauta, né, anos depois.
17:47Então, alguma coisa está fora, está fora da ordem, né, de certa forma.
17:54Então, eu acho que, assim, a gente avançou,
17:59e aí não quero dizer que a gente não avançou,
18:03desde 2008, desde a primeira conferência, né,
18:06a gente avançou bastante até.
18:09Se você pegar, em 2008, a gente estava lutando por um Estado,
18:14que o Estado brasileiro reconhecesse institucionalmente essa população.
18:19Pronto.
18:20Esse era o ponto-chave, ó.
18:22A gente existe.
18:24Hoje, a gente tem política de saúde integral,
18:28processo de transexualidade no nome,
18:32a gente tem conselho nacional, tem secretarias nacional,
18:36tem programas de acolhimento,
18:38tem a política nacional LGBT,
18:42enfim, e além disso, a gente conquistou direitos fundamentais pelo jurídico, né.
18:46É, especificamente, o reconhecimento do STF,
18:52que reconhece quando o Congresso Nacional
18:56não cumpriu o que está na nossa Constituição.
18:59Então, casamento igualitário, identidade de gênero,
19:02eliminação da LGBT, fobia.
19:04Mas, veja, isso nada foi,
19:08se foi dentro de,
19:10se tivesse previsto dentro de um programa de governo,
19:14talvez não precisasse da intervenção do judiciário
19:17para fazer cumprir, né.
19:19O próprio Estado, como se ele reconheceria
19:23que a Constituição diz que todos têm que ter os direitos iguais.
19:27Nós até levamos isso como tema, né.
19:33Então, eu destacaria, por exemplo,
19:36que as principais dívidas ainda com o Estado brasileiro,
19:41por falta de uma política clara, né,
19:43a questão da violência,
19:45a própria questão da educação, trabalho,
19:48e principalmente, você não vê dentro do SPRAM,
19:51uma coisa que eu olhei, né,
19:54eles não estão dizendo assim,
19:55de onde vai vir esse orçamento?
19:57Porque esse é o grande problema.
19:59Com que ferpa eu vou em fazer a implementação,
20:02por exemplo, na educação,
20:04para eu ter uma escola que não eduque por preconceito?
20:09Porque acho que esse é o grande problema.
20:11Não é, ah, vou trazer questão de gênero para a escola,
20:14porque eles pegam nisso, né.
20:15E hoje um dos deputados,
20:18pela não ideologia de gênero,
20:20vai tomar desculpas, assim,
20:21dá um ódio conosco isso.
20:23Fala, cara, isso não existe,
20:25nós vamos falar de educação.
20:26Uma sociedade que educa por preconceito,
20:29aí eu preciso de uma política,
20:31eu preciso de verba,
20:32eu preciso de orçamento.
20:34A gente ainda convive muito com a LGBTfobia,
20:37a invasão escolar é muito grande,
20:39pessoas trans continuam
20:40com enormes barreiras do mercado de trabalho,
20:44ou pessoas que não são heteronormáticas,
20:47cisgênero, como eu no caso,
20:49né, não precisa ser nenhuma pessoa trans.
20:51Se a pessoa, ele já é uma pessoa efeminada,
20:54ou é uma alérgica nacionalizada,
20:59ela sofre tão preconceito
21:01quanto uma pessoa que é trans,
21:03porque ela está ali na transição.
21:07Então, muitas políticas que existem
21:09sem orçamento suficiente,
21:11ela não vai ganhar uma escala nacional.
21:15Então, acho que esse é um dos primeiros
21:18caminhos.
21:19Então, depois de 20 anos de conferência,
21:22a gente não pode continuar apresentando
21:24as mesmas reivindicações
21:25a cada quatro anos,
21:27a cada cinco anos.
21:29Então, eu gostaria muito
21:30que tivesse contemplado
21:33nesses últimos anos,
21:35e aí,
21:36às vezes parece um contrassenso, né,
21:39dizer, puta, a gente avançou,
21:40de 2008 avançamos,
21:42porque a gente estava lá lutando,
21:44mas ainda falta muita coisa, né?
21:46Para conferir na íntegra
21:48o que cada candidato planejou
21:49para a diversidade,
21:50leia a matéria no Terra.
Comentários