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  • há 2 dias
Transcrição
00:00E o primeiro carro voador produzido no Brasil já está em fase final de testes.
00:07Com isso, o foco agora passa a ser na capacidade de fabricar os modelos em larga escala.
00:15Vamos aos detalhes.
00:19A EVE Air Mobility, subsidiária da Embraer, deu mais um passo importante pensando no desenvolvimento
00:28de seu EVETOL, Veículo Elétrico de Decolagem e Pouso Vertical.
00:32Mas, dessa vez, o avanço não está relacionado ao primeiro carro voador brasileiro em si,
00:38e sim à fábrica, que será responsável por produzir as unidades em larga escala.
00:43A empresa informou que o projeto executivo da unidade foi concluído, passando para a etapa
00:48de implantação física.
00:50Agora, a EVE trabalha nas adequações da infraestrutura e na preparação para instalar os equipamentos
00:56da primeira linha de produção.
00:58Ainda não há uma data prevista para o início das obras.
01:01A fábrica fica em Taubaté, no interior de São Paulo, e deve começar a produção comercial
01:07do carro voador brasileiro até o fim de 2028, com capacidade inicial para até 120 aeronaves
01:14por ano.
01:15A estrutura foi planejada para crescer conforme o mercado avance e poderá chegar a 480 unidades
01:22anuais.
01:23Antes da produção em série, seis protótipos serão fabricados em São José dos Campos
01:28para testes e certificação pela ANAC.
01:31Esse é o último passo antes da liberação definitiva para a operação dos carros voadores.
01:37Chamado de EVE-100, o modelo será usado em operações de mobilidade aérea urbana e regional.
01:43A aeronave combina oito propulsores para o voo vertical, asas fixas para o deslocamento
01:50de cruzeiro e um propulsor traseiro.
01:52E ele terá capacidade para quatro passageiros e um piloto, com alcance de até 100 quilômetros.
01:58A expectativa é que o primeiro trecho comercial do serviço aqui no Brasil seja entre a Avenida
02:04Faria Lima, na Zona Oeste de São Paulo, e o aeroporto de Guarulhos.
02:08A duração prevista desta viagem é de cerca de 13 minutos, muito menos do que as quase
02:15duas horas necessárias de carro hoje.
02:18Isso dependendo do trânsito.
02:25Você provaria um alimento criado por inteligência artificial?
02:30A tecnologia está auxiliando pesquisadores na descoberta de sabores inéditos, texturas
02:39aprimoradas e perfis nutricionais balanceados, encurtando drasticamente o ciclo de inovação
02:47dessa indústria.
02:49Vamos saber mais na reportagem agora.
02:55Desenvolver um novo produto alimentício costuma exigir longos meses de testes, mas sistemas
03:01de inteligência artificial podem otimizar essa etapa ao cruzarem milhares de substâncias
03:06em segundos.
03:07Não é que a tecnologia invente uma receita do nada.
03:10Esses sistemas são alimentados com informações sobre ingredientes, composição química, propriedades
03:15nutricionais, sabor e textura.
03:17E, a partir desses dados, conseguem identificar relações e sugerir combinações que atendam
03:22a determinados objetivos.
03:24No entanto, essas previsões representam tendências estatísticas e não reproduzem integralmente
03:29a experiência humana de comer.
03:31Isso porque o paladar é influenciado por fatores como genética, idade, hábitos e contexto
03:36cultural, tornando indispensável a realização de análises sensoriais com pessoas.
03:41Um dos exemplos mais conhecidos está na Notco, empresa chilena que desenvolveu o
03:47Giuseppe, um sistema de inteligência artificial voltado à criação de alimentos à base
03:51de plantas.
03:52A plataforma analisa ingredientes em nível molecular e procura combinações capazes
03:57de reproduzir características de produtos de origem animal.
04:00Segundo a companhia, o sistema trabalha com um universo de mais de 300 mil plantas.
04:05Mas o objetivo pode ir além de produzir uma versão vegetal de um alimento conhecido.
04:09Um algoritmo também pode receber metas nutricionais e procurar uma formulação que se aproxime
04:14delas e só abre espaço para produtos com mais proteínas ou fibras e menores quantidades
04:19de açúcar, sódio ou gordura saturada.
04:21Apesar do uso na indústria alimentícia, a IA não substitui nutricionistas, chefes ou
04:26cientistas de alimentos.
04:28Em vez de testar algumas dezenas de possibilidades, pesquisadores podem usar os algoritmos para explorar
04:33um espaço muito maior de combinações e selecionar as mais promissoras.
04:37Mas a decisão final continua dependendo de testes, conhecimento científico e avaliação
04:42humana.
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