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  • há 1 dia
Um canal no You Tube com diversos álbuns das bandas de rock do Pará faz a alegria dos amantes do gênero musical. O músico e produtor Sandro-K conta como tudo começou.
Reportagem: Eduardo Rocha
Imagens: Everaldo Nascimento

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Transcrição
00:00Em meados de 1934 para 1935, um estudante tinha um amigo que escutava metal.
00:09Ele me apresentou o metal e comecei a ouvir umas bandas, aquelas bandas da época metálicas.
00:16E ele tinha uma prima que morava em Brasília e tocava numa banda de um punk lá,
00:22que era do Distrito Federal, um amigo dela.
00:26Ela trazia muitos discos punk pra ele, e ele não gostava de punk, né?
00:31Aí acabava que ele começava a me dar, e eu fui começando a conhecer aí.
00:36E a venda ali que vinha junto, os endereços, aí comecei a escrever, aí recebi a fãzinha,
00:42e aí nisso fui pegando os contatos, aí fui comprando discos, recebendo o Demis, aí daí eu fui sabendo que
00:52era punk,
00:53aí comecei a ver se tinha punk belém, aí nisso eu conheci o Jaime, passava frente de casa, né,
00:59que ali no bairro do Marco, era todo mundo, ali tinha várias bandas punk na época, né?
01:03Aí eu nem sabia que eu morava num mínimo onde tava o punk.
01:07Aí conheci, me informei com ele que eu queria participar do movimento, que eu queria estar atuante e tudo,
01:13e aí quando eu já me vi, eu já tava com uma banda chamada Baby Lodge, né?
01:18Na época, todo mundo ali do bairro do Marco, que a gente formou a banda,
01:21eu já entrei na terceira formação da banda, né?
01:26Todo mundo ali no bairro, que morava ali pelo bairro.
01:29Aí como as portas fechavam pra fazer show, aí eu comecei a pegar a manha de a gente produzir nossos
01:37próprios eventos,
01:38e aí, em cima disso, a gente foi começando a fazer merchandising, aprendi a fazer merchandising e fazer os nossos
01:44eventos,
01:46e pegamos contato, pegamos uma manha de como é pra fazer pra fora,
01:51a gente começou a fazer uns shows fora, fora do estado,
01:55e com isso aí, com o tempo, eu fui deixando um pouco de lado a banda e fui mais,
02:01vendo o meu lado assim, mais de produzir, que é o que eu mais gosto.
02:05Você ia produzir show, e com o tempo eu vinha e criei o selo porque eu via que as bandas
02:12necessitavam de ter o seu material lançado e registrado, né?
02:17Aí eu vim com o selo, tinha outro nome, e hoje o dia o selo se chama Locaus,
02:24aí a gente lança bandas, não só de Belém, como do Brasil todo, né?
02:30E aí a gente produz shows, continuamos fazendo os nossos shows,
02:36e em cima disso, aí eu vi também, como eu tinha muito material, desde aquela época guardado em casa, de
02:43demo, de fita, das bandas para esse,
02:47Aí eu vi a necessidade de expor esse material que estava só reservado para mim, né?
02:52Aí eu vi a necessidade de botar esse material para fora, para todo mundo ter acesso.
02:56bandas que já nem existiam, que eu já nem lembrava mais, chegaram até o seu momento ali para contribuir com
03:04a cena.
03:05Aí eu resolvi fazer o canal que leva o meu nome, né? Sandro, com o Tracinho e o K.
03:09Aí é só as pessoas procurarem, clicando lá, que vão ver basicamente toda a história do rock paraense.
03:18Tem desde o punk, do metal, do pop rock, do hardcore, sabe?
03:24Tá tudo lá no canal e virem, mas aparecem outras coisas e a gente vai botando umas pérolas antigas aí,
03:33que o pessoal desvenda aí.
03:37E aí
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