00:00O próximo presidente da República tem uma tarefa inadiável na economia,
00:05enfrentar o problema da dívida pública brasileira.
00:09Por isso, cada candidato precisa explicar para o eleitor como é que pretende
00:13equilibrar os gastos e conter o crescimento dessa dívida.
00:17São mais de 10 trilhões de reais.
00:19O endividamento já atingiu 82% de toda a riqueza que o Brasil produz em produtos e serviços,
00:26o nosso PIB, e o mais grave, essa dívida está em trajetória de alta,
00:31ela está com tendência de alta.
00:34O senhor governou Minas Gerais nos últimos quase oito anos
00:38e a dívida do governo de Minas cresceu 100%, praticamente dobrou.
00:45Ela saltou de 88 bilhões para mais de 180 bilhões de reais.
00:50Eu pergunto ao senhor por que o eleitor deve acreditar que o senhor,
00:54se for eleito presidente, vai conter o crescimento da dívida pública federal
00:58se o senhor não conseguiu diminuir o tamanho da dívida do governo de Minas?
01:03Perfeito, Renata.
01:04Então, eu quero explicar aqui para quem está nos acompanhando.
01:08A dívida de Minas, ela foi toda feita no passado.
01:13Eu, que fui governador por quase oito anos, não fiz um empréstimo, um financiamento.
01:19Ela foi herdada lá dos anos 90 e cresceu muito devido os juros de agiota do governo federal.
01:30Agora, ninguém conta a outra parte.
01:34Eu paguei 23 bilhões de reais para aposentado, que não recebia aposentadoria, Renata.
01:43Eu paguei 13 bilhões para o governo federal, funcionários públicos,
01:52e hoje a dívida representa muito menos para a economia de Minas do que representava quando eu assumi.
02:00Eu gosto muito de dar aqui um exemplo simples para quem está nos acompanhando aqui entender muito bem.
02:06Alguém deve 10 mil reais.
02:10Se ele ganha 3 mil reais por mês, essa dívida pode ser considerada elevada.
02:16Mas se ele ganha 40 mil por mês, talvez ele tenha condição de pagar com mais facilidade essa dívida.
02:25Agora, candidato, sobre isso, a dívida, o fato é que ela ainda existe e ela precisa ser paga.
02:30O senhor passou a maior parte da sua gestão com o pagamento da dívida em suspenso por uma decisão do
02:37Supremo Tribunal Federal.
02:38O senhor ficou 43 meses sem pagar essa dívida e, considerando toda a sua gestão, o senhor pagou menos de
02:4410% da dívida.
02:4613 bilhões de uma dívida de mais de 180 bilhões.
02:50Se a gente usar o seu raciocínio, é como se uma família extremamente endividada
02:54decidisse parar de pagar o cartão de crédito e dissesse que está com as contas em dia.
02:58A dívida existe e ela precisa ser paga.
03:03Renata, eu ia completar.
03:05Quando eu assumi, a dívida de Minas representava 192% da receita corrente líquida.
03:14Quando eu saí, era cerca de 160%.
03:18Ela está em trajetória de queda, diferente da dívida de Brasília, que está em trajetória de alta.
03:25A gente fez um levantamento com os números oficiais do governo de Minas Gerais.
03:29Em 2019, no seu primeiro ano como governador, a dívida representava 98% da arrecadação do Estado.
03:37Em 2025, ela saltou, esse número saltou para 137%.
03:41Ou seja, é preciso bem mais do que tudo que entra em caixa para poder honrar isso.
03:47Renata, os dados que eu tenho, e hoje qualquer construtora, qualquer fornecedor, vende para Minas Gerais.
03:56Nós temos hoje uma dívida que, proporcionalmente, é menor do que era há oito anos atrás.
04:04A economia de Minas ganhou participação no PIB do Brasil.
04:09Nós temos hoje uma economia muito mais dinâmica.
04:11Isso teve reflexo na arrecadação.
04:15E um dado muito importante.
04:16Eu assumi, Renata, não sei se você tem esse dado aí, com um déficit de 11 bilhões em 2018.
04:25Eu saí com um superávit de 5 bilhões.
04:28Ou seja, o Estado gastando menos do que arrecada.
04:33E antes gastava-se muito mais do que arrecadava.
04:36O ajuste foi feito.
04:38Hoje, todo fornecedor do Estado, todo funcionário, todo aposentado recebe em dia.
04:45E a dívida está parcelada em 30 anos.
04:48Então, agora nós temos um fluxo de caixa.
04:52Antes, o que nós tínhamos era dívida vencida.
04:56Ninguém vendia.
04:57Quando eu assumi, não havia nem medicamento na rede pública.
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