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Minas Gerais foi o principal polo de produção das urnas eletrônicas brasileiras por cerca de duas décadas. Em 2004, a empresa Diebold ganhou a licitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e passou a produzir os equipamentos na fábrica instalada em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, cidade conhecida como Vale da Eletrônica.

A fabricação permaneceu no município até 2020, quando a Positivo Tecnologia assumiu a produção dos modelos mais recentes, em Manaus (AM) e Ilhéus (BA).

Desde o início do uso das urnas no Brasil, a fabricação do equipamento é feita por empresas contratadas pela Justiça Eleitoral. Para selecionar a responsável pela produção, o TSE abre um edital de licitação pública, com participação exclusiva das empresas de tecnologia sediadas no Brasil.


Reportagem: Giovana Souza
Imagens: Giovana Souza, Maria Lúcia Campos, TRE, TSE e Arquivo EM
Edição: Leonardo Lima
Coordenação: Rafael Alves

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Transcrição
00:00Você sabia que durante quase duas décadas, as urnas eletrônicas foram produzidas em Minas Gerais?
00:04Em 2004, a empresa de Bold ganhou a licitação do Tribunal Superior Eleitoral
00:09e passou a produzir as urnas na fábrica de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas.
00:12A fabricação permaneceu na cidade até 2020,
00:15quando a Positivo Tecnologia assumiu a produção dos modelos mais recentes,
00:19com fábricas em Manaus e Ilhéus.
00:20A fabricação das urnas sempre ocorre por meio de licitação pública.
00:24O TSE abre um edital para as empresas de tecnologia interessadas,
00:27sendo que só podem participar aquelas sediadas no Brasil.
00:29Tudo parte de um processo, né?
00:31Que começa com a fabricação da urna, por meio da licitação que eu falei,
00:35acompanhada sempre pelo TSE,
00:37depois o desenvolvimento do código, que é centralizado no TSE,
00:42e depois distribuído para todas as urnas que funcionam no país.
00:45A empresa contratada fabrica apenas a parte física da urna.
00:49Todo o projeto do equipamento e o sistema de votação, o software,
00:52continuam sendo desenvolvidos pela Justiça Eleitoral.
00:54A Justiça Eleitoral tem uma série de procedimentos de acompanhamento e fiscalização
00:58do que está sendo produzido.
00:59No caso do hardware, especificamente, há o acompanhamento em loco da Justiça Eleitoral
01:05e depois a homologação de cada uma das urnas que foram produzidas.
01:08E a empresa não detém o software que a gente utiliza.
01:12Quem detém é o próprio TSE.
01:14Então a gente sabe em que hardware que está utilizando, né?
01:17Por meio da homologação.
01:18E depois o software é de nossa gestão.
01:20Este vídeo faz parte de uma série especial do Estado de Minas
01:23sobre os 30 anos da urna eletrônica.
01:25Acompanhe os próximos episódios nas nossas redes sociais
01:27e também no site em.com.br.
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