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Em outros tempos sinônimo de alegria constante, a capital de Cuba se esvaziou por causa dos apagões, do êxodo e de uma profunda incerteza sobre seu futuro.

A cada noite, as ruas de pedra de Havana mergulham na mais absoluta escuridão e ficam praticamente desertas. Homens vasculham montanhas de lixo em busca de comida, plástico ou qualquer coisa que possam usar ou vender.

Havana já foi sinônimo de alegria constante.

Mas os apagões, o êxodo da população e a profunda crise econômica deixaram marcas na capital cubana.

Assim que o sol se põe, a cidade fica praticamente deserta. Muitos dos que se aventuram pelas ruas vasculham o lixo em busca de comida, plástico ou qualquer coisa que possam usar ou vender.

Reportagem: AFP

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#havana #cuba #crise


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Transcrição
00:01Havana já foi sinônimo de alegria constante.
00:05Mas os apagões, o êxodo da população e a profunda crise econômica deixaram marcas na capital cubana.
00:12Assim que o sol se põe, a cidade fica praticamente deserta.
00:17Muitos do que se aventuram pelas ruas vasculham o lixo em busca de comida, plástico ou qualquer coisa que possam
00:23usar ou vender.
00:28Veja, nós vivemos isso aqui, irmão, do chão, do chão, para que a gente possa comer alguma coisa.
00:34Em Cuba não há turismo, não há nada, então cada um vive como pode neste país.
00:40Nas últimas décadas, Cuba enfrentou o colapso do bloco soviético, uma pandemia e as duras sanções de Washington.
00:47Mas a crise atual na ilha é considerada mais grave em décadas.
00:52Desde janeiro, o endurecimento das sanções americanas e a escassez de combustível aprofundaram os problemas energéticos
01:00e afetaram o abastecimento de água, o transporte e outros serviços básicos.
01:05Faltam alimentos e remédios e os preços dispararam.
01:09Sanchez não tem casa nem família.
01:11Ele se abriga em uma pequena construção da companhia elétrica.
01:16Eu vivo aqui, irmão. Tem um relógio da luz, irmão.
01:20Eu vivo aqui, irmão, num relógio da luz.
01:23Olha, entra aqui.
01:25Não temos nada, irmão. Olha como vivemos.
01:27Dormindo numa caixa de papelão.
01:29Uma caixa de papelão que a gente coloca aqui.
01:31Olha o calor que isso gera aqui dentro e que não aguentamos lá fora.
01:35Muita violência nas ruas à noite e não dá para viver,
01:37porque te dão uma facada, uma pedrada na cabeça e te matam.
01:48Muitos cubanos foram embora, fugindo da crise.
01:51Não se sabe quantos.
01:52Em 2012, a população oficial superava os 11 milhões de habitantes.
01:57O demógrafo cubano Juan Carlos Albizzo Campos estima que esse número caiu para 8 milhões.
02:03A chegada de turistas também despencou.
02:07Durante anos, Irina Aguirre leu tarô para aqueles que desembarcavam de cruzeiros e aviões,
02:13ansiosos por saber se encontrariam amores ou riquezas.
02:17Mas agora são os cubanos que perguntam, e não sobre amor.
02:21Querem saber quando vai terminar o bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos
02:25ou se a vida vai melhorar.
02:42Irina não perde a esperança, mas a taróloga acha que o futuro de Cuba é incerto demais,
02:48até mesmo para as cartas.

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