Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 2 dias

Categoria

🎈
Diversão
Transcrição
00:08Seja bem-vindo ao último VHS, onde clássicos inesquecíveis e filmes que o tempo quase apagou
00:15ganham uma nova sessão. Já aproveita agora para se inscrever no canal, deixar o seu like e comentar
00:21qual filme você quer ver por aqui. Compartilhe com quem também gosta de resumos de filmes.
00:27Então prepare-se, porque hoje é dia do filme Quem Matou Rosemary, de 1981.
00:57Lui?
00:59Come on.
01:02Let's play hard to get on.
01:04What about New Year's Eve?
01:05Come on, don't let's play hard to get on.
01:07Well, I was different.
01:08What about New Year's Eve?
01:10What about New Year's Eve?
01:10Well, it's different.
01:15The Prowler.
01:16If he...
01:17He'll get you...
01:20If he wants you...
01:22He'll get you...
01:26o terror começa novamente
01:28o terror começa novamente
01:30o terror começa novamente
01:31mas tem que ser alguém em casa
01:32eles nunca encontram ela
01:33e o cara que era que era
01:35alguém que sabia que ela era como Rose
01:38e o cara que era que era
01:39e eu não acredito
01:41você está falando de algo que aconteceu
01:4230 anos atrás
01:43e eu não acredito
01:45que aconteceu
01:4630 anos atrás
01:49quando o tempo foi certo
01:51volta
01:52o tempo foi certo
01:54ele vai voltar
01:56se ele quer você
01:58o Prowler
02:00ele quer você
02:04ele vai te dar
02:05ele vai te dar
02:12Fala!
02:23Fala!
02:24Fala!
02:25Fala!
02:30N-n-nite...
02:32...he waited for her.
02:34Night after night
02:35For her
02:39The power
02:41If he gets you
02:43The power
02:44If he gets you
02:47You wish you were dead
03:07Mark
03:10Mark
03:13Mark
03:15Mark
03:17Mark
03:22A CIDADE NO BRASIL
03:48A CIDADE NO BRASIL
04:22Antes de mergulharmos na história, vale lembrar.
04:26Já exploramos outros clássicos do terror slasher dos anos 80 aqui no canal.
04:31Como feliz aniversário para Minnie e Madman,
04:33dois filmes que ajudaram a moldar o gênero e criaram uma base sólida de suspense,
04:38violência e personagens marcantes.
04:40E agora, é hora de falar de um dos mais brutais subestimados daquela época.
04:46Dê pra o ler.
04:47O que matou Rosemary?
04:49A história começa em 1945, nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial.
04:55Estamos em uma pequena cidade chamada Avlon Bay.
04:58O clima é de celebração, música tocando, jovens dançando,
05:03um baile de formatura acontecendo dentro de um salão simples, mas cheio de vida.
05:08Rezadas ecoam pelo ambiente, copos xilintam,
05:12e por alguns instantes parece que o mundo está em paz.
05:16Mas fora dali, na escuridão, alguém observa.
05:20Uma jovem chamada Rosemary recebe uma carta.
05:23A câmera se aproxima lentamente enquanto ela lê.
05:27O conteúdo é perturbador.
05:29A mensagem é assinada por um soldado,
05:32alguém que claramente não aceitou bem uma traição amorosa.
05:36Ela tenta disfarçar o desconforto, mas seu olhar muda.
05:40Atenção!
05:41Seus dedos tremem levemente ao segurar o papel.
05:45Ela sabe que algo está errado, e o espectador também sente isso.
05:49Pouco depois, Rosemary e seu namorado vão até uma área isolada,
05:54próximo ao local da festa.
05:56A música, ao fundo, vai ficando distante, abafada, quase inexistente.
06:01Então, o ataque acontece.
06:04Um homem vestindo uniforme militar surge das sombras.
06:07O rosto nunca é mostrado claramente.
06:10Ele impune uma ferramenta afiada,
06:13uma espécie de baioneta improvisada.
06:15O assassinato é rápido, brutal, seco.
06:19Rosemary é morta, e o assassino desaparece na escuridão,
06:23deixando apenas o silêncio e o eco do que acabou de acontecer.
06:27Corte e brusco.
06:28Décadas se passam.
06:30Voltamos para Avalon Bay, agora mais calma,
06:34quase esquecida pelo tempo.
06:35As ruas parecem vazias demais,
06:38como se carregassem memórias que ninguém quer reviver.
06:41Uma nova geração de jovens está prestes a reviver o tradicional
06:45baile de formatura.
06:47Entre eles está Pão, uma jovem responsável,
06:50observadora, diferente dos outros,
06:53com um olhar mais atento, quase desconfiado.
06:57Desde o início, o clima é estranho.
07:00Há uma sensação constante de que algo do passado ainda está ali,
07:04escondido, esperando o momento certo para voltar.
07:07O xerife da cidade tenta manter tudo sob controle,
07:11mas claramente carrega um certo desconforto.
07:14Ele evita falar sobre o que aconteceu anos atrás,
07:16e quando o assunto surge, ele muda de tom,
07:20fica mais rígido.
07:21Enquanto isso, os jovens seguem com seus planos.
07:25Festas, bebidas, provocações,
07:28risadas altas se contrastam com o silêncio pesado da cidade.
07:32Mas o espectador já sabe,
07:34isso não vai terminar bem.
07:36Durante os preparativos para o baile,
07:38o terror começa novamente.
07:40Uma das primeiras vítimas está em uma casa isolada.
07:44A cena é construída com calma.
07:46Passos, portas rangendo,
07:49respiração pesada ecoando no ambiente vazio.
07:52De repente, o assassino aparece.
07:55Agora, ele está vestido com um uniforme militar completo,
07:59capacete, máscara escura,
08:01quase como um fantasma da guerra que se recusa a desaparecer.
08:05E o mais marcante, suas armas.
08:08Ele usa ferramentas improvisadas,
08:10forquilhas, facas, objetos agrícolas,
08:14transformando tudo em instrumentos de morte.
08:17A violência aqui é mais gráfica,
08:20mais crua do que comum para a época.
08:22Cada golpe é sentido.
08:24Cada ataque é direto.
08:26Sem trilha exagerada.
08:27Apenas o som do impacto e o silêncio logo depois.
08:31Conforme os corpos começam a aparecer,
08:34o pônico se espalha lentamente.
08:36Mas o filme não corre.
08:38Ele constrói tensão.
08:40Os personagens conversam, discutem,
08:43ignoram sinais óbvios de perigo.
08:46Pequenos diálogos revelam insegurança,
08:48mas ninguém quer admitir o medo.
08:51Pan começa a perceber que algo está errado.
08:53Seu olhar muda.
08:55Ela observa detalhes que os outros ignoram.
08:58Portas abertas, objetos fora do lugar,
09:01uma sensação constante de que estão sendo observados.
09:04O xerife, por sua vez,
09:07começa a agir de forma mais nervosa.
09:09Há momentos em que ele parece esconder algo,
09:12como se soubesse mais do que diz,
09:14e isso aumenta ainda mais a tensão.
09:17Finalmente, chega a noite do baile.
09:20Luzes, música, jovens dançando.
09:23Mas por trás disso, o assassino já está presente.
09:27Ele se move silenciosamente pelos arredores.
09:30Mas, observa, espera, respira lentamente,
09:34como se estivesse revivendo algo.
09:36Então, ataca.
09:38Uma das cenas mais marcantes acontece
09:41dentro do ambiente do baile.
09:43O contraste entre a música animada e a violência brutal
09:46cria um efeito perturbador.
09:49As mortes se tornam mais frequentes,
09:52mais intensas, mais próximas.
09:55Pan tenta alertar os outros,
09:57sua voz carregada de urgência.
09:59Mas já é tarde demais.
10:01Pan finalmente confronta a verdade.
10:04O assassino não é apenas um desconhecido.
10:07Ele está ligado diretamente ao passado,
10:10aquele crime de 1945,
10:13a uma dor que nunca foi resolvida.
10:15A revelação vem de forma tensa,
10:17quase sufocante.
10:19O filme não entrega tudo de uma vez.
10:22Ele deixa o espectador montar o quebra-cabeça,
10:25peça por peça.
10:26O confronto final é direto, físico, brutal.
10:30Nada de grandes discursos.
10:32Nada de exageros.
10:34A luta é suja, desesperada,
10:37cheia de pausas tensas,
10:38onde qualquer movimento pode ser fatal.
10:41Pan enfrenta o assassino em um ambiente fechado,
10:44escuro,
10:44onde cada som ecoa mais alto.
10:47O som da respiração domina a cena.
10:50O silêncio pesa.
10:52E quando tudo termina,
10:54não há sensação de vitória completa,
10:57apenas sobrevivência
10:58e um vazio difícil de explicar.
11:00Esse filme tem um peso enorme dentro do gênero,
11:04principalmente por um motivo.
11:06Eles foram feitos por Tom Savini,
11:08um dos maiores nomes da história do terror.
11:11E aqui,
11:12ele entregou alguns dos efeitos mais realistas da época.
11:15As cenas de morte foram feitas com técnicas práticas,
11:19sem CGI,
11:21o que dá esse impacto visceral que ainda hoje impressiona.
11:24Outro detalhe interessante.
11:26O filme teve problemas com censura em vários países
11:29por causa da violência explícita.
11:32Na época,
11:33muitos críticos consideraram o filme exagerado,
11:36mas hoje ele é visto como um clássico cult dos Lacher.
11:39E sobre o elenco,
11:41grande parte dos atores era relativamente desconhecida na época.
11:45Isso acabou ajudando no realismo.
11:48O público não reconhecia rostos famosos,
11:50o que aumentava a sensação de perigo real e imprevisível.
11:54Dê pra o ler.
11:55É um daqueles filmes que não tentam reinventar o gênero,
11:58mas executam tudo com precisão.
12:01Atmosfera.
12:02Violência.
12:03Silêncio.
12:04Tensão crescente.
12:06Ele pega a base do Slasher dos anos 80,
12:09como vimos em Feliz Aniversário,
12:11para mim e Madman,
12:12e leva o nível de brutalidade um passo além,
12:15entregando uma experiência intensa e memorável.
12:28Por trás da violência crua e do clima sufocante de Dê pra o ler,
12:32existe uma produção marcada por decisões ousadas,
12:36limitações técnicas,
12:37e uma equipe que queria ir além do que o terror da época costumava entregar.
12:42Dirigido por Joseph Zito,
12:43O filme nasceu em um momento em que o gênero Slasher estava começando a explodir.
12:48O sucesso de obras como Hello E! e Sexta-feira 13 abriu caminho,
12:52mas também criou um desafio.
12:55Como se destacar em meio a tantos assassinos mascarados?
12:58A resposta veio com algo simples,
13:01mas extremamente eficaz.
13:03Realismo brutal.
13:05Um dos maiores diferenciais do filme está nos efeitos especiais.
13:09E aqui entra um nome fundamental.
13:12Tom Savini.
13:13Na época, Savini já vinha ganhando destaque por seu trabalho em filmes de terror,
13:18mas em Dê pra o ler ele levou tudo a outro nível.
13:21As cenas de morte não foram feitas apenas para assustar.
13:25Elas foram feitas para parecer reais.
13:28Savini utilizou técnicas práticas extremamente detalhadas.
13:32Próteses aplicadas diretamente nos atores mecanismos internos
13:36para simular perfurações sanguicenográfico com densidade realista.
13:41Em algumas cenas, o nível de detalhe era tão alto
13:44que parte da equipe evitava olhar diretamente durante as filmagens.
13:49E isso teve consequência.
13:51O filme acabou sendo censurado em vários países justamente por causa dessas cenas.
13:57As gravações aconteceram em locações reais,
14:00o que ajudou a criar aquela sensação crua que o filme transmite.
14:04Mas isso também trouxe desafios.
14:07As cenas noturnas, por exemplo, eram longas, cansativas e muitas vezes feitas em temperaturas baixas.
14:15Os atores passavam horas esperando entre uma tomada e outra,
14:19enquanto a equipe ajustava a luz e posicionamento.
14:22E havia outro detalhe.
14:24O assassino quase nunca era mostrado completamente.
14:27Isso não foi apenas uma escolha estética.
14:30Era também uma forma de aumentar o suspense e economizar produção.
14:35A ausência de um rosto claro transformou o assassino em algo mais abstrato,
14:41quase uma presença, uma ideia de medo.
14:44Diferente de muitos filmes atuais,
14:46o elenco de Deprauler não era formado por grandes estrelas.
14:50E isso acabou funcionando a favor do filme.
14:53Os atores, pouco conhecidos, traziam uma naturalidade maior às cenas.
14:59As reações de medo, hesitação, confusão,
15:03pareciam mais reais justamente porque o público não os associava a outros papéis.
15:08Durante algumas gravações, especialmente nas cenas mais intensas,
15:13o diretor incentivava os atores a reagirem de forma espontânea.
15:17Pequenas pausas, olhares perdidos, respirações descompassadas,
15:22tudo isso contribuiu para o clima que o filme constrói lentamente.
15:26Na época do lançamento, em 1981,
15:30o filme não foi recebido de forma unânime.
15:33Parte do público ficou impressionada com o nível de realismo.
15:37Outra parte, incomodada.
15:40Críticos apontaram o excesso de violência,
15:42enquanto fãs do gênero começaram a enxergar ali um novo padrão para os slashers.
15:47Com o tempo, o que antes era criticado virou exatamente o que tornou o filme especial.
15:53Hoje, De Pauleira é lembrado como um dos exemplos mais extremos do uso de efeitos práticos no terror clássico.
16:00Mesmo não sendo um grande sucesso comercial na época, o filme deixou sua marca.
16:06A ideia de um assassino silencioso, metódico, com visual militar,
16:10influência ou outros filmes que vieram depois.
16:14Além disso, o trabalho de Tom Savini ajudou a consolidar o padrão de efeitos realistas
16:19que muitos diretores tentariam replicar nos anos seguintes.
16:23Existe algo curioso na forma como o filme foi construído.
16:27Ele não depende apenas das mortes.
16:30Na verdade, grande parte do impacto vem do que acontece entre elas.
16:34Os silêncios.
16:36Os corredores vazios.
16:37A sensação de que alguém está observando, mesmo quando não há ninguém em cena.
16:43Isso foi totalmente intencional.
16:45O diretor queria que o medo viesse da expectativa, e não apenas do susto.
16:50Por trás de cada cena de De Pauleira, existe uma equipe tentando levar o terror a um nível mais físico,
16:57mais palpável, mais desconfortável.
17:00Um filme que talvez não tenha sido totalmente compreendido em seu lançamento.
17:05Mas que, com o tempo, conquistou seu espaço como um clássico cult dos Lachers.
17:11E talvez seja exatamente isso que o torna tão marcante.
17:14Ele não tenta ser lembrado, mas é impossível esquecer.
17:47De Pauleira
Comentários

Recomendado