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Para cumprir oito horas de expediente, a trabalhadora Nice, de 61 anos, dedica 15 horas do seu dia devido aos gargalos do transporte público. A rotina ilustra o desafio da "última milha" e a dependência de transportes clandestinos. A realidade dessas rotinas exaustivas é tema de reportagem especial do Correio Braziliense.

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📽️ Amanda Feitoza/CB/DA Press
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Transcrição
00:00Para cumprir uma jornada de 8 horas de trabalho, Nisse, de 61 anos, passa 15 horas por dia fora de
00:07casa.
00:08O dia dela começa às 5h20 da manhã em Águas Lindas de Goiás.
00:12Para chegar ao trabalho, Nisse enfrenta 3 transportes e só consegue começar o expediente por volta das 8h da manhã.
00:20Às 4h da tarde, quando termina a jornada, ela ainda não está perto de casa.
00:25O caminho se repete novamente.
00:26No relógio, são 8h de trabalho. Na vida real, são 15h do dia dedicadas a conseguir trabalhar.
00:35E o tempo perdido no caminho revela um problema que vai muito além da rotina dela.
00:40Esse trecho entre a última parada e a porta do trabalho é conhecido como a última milha.
00:46E para milhares de trabalhadores, ele pode significar quilômetros percorridos a pé, mais um transporte ou horas de espera.
00:54Quando o transporte público não chega, o clandestino ocupa esse espaço.
00:59Não necessariamente porque seja mais barato, mas porque, muitas vezes, é o mais fácil.
01:06Só que essa alternativa também traz riscos, acidentes, falta de fiscalização e assédio.
01:12É justamente essa desigualdade que a reportagem especial do Correio Brasiliense,
01:18o último quilômetro da desigualdade, a jornada de domésticas ao trabalho no DF,
01:25se dedicou durante sete meses.
01:27Acesse o nosso site e leia a matéria na íntegra.
01:30Amanda Feitosa, para o Correio Brasiliense.
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