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SÉRIE REVIVE TRAGÉDIA REAL

O episódio mais impactante de Cem Anos de Solidão foi inspirado em uma tragédia da Colômbia. A segunda parte da série estreou nesta quarta-feira (5), na Netflix, e reacendeu o debate sobre o massacre da companhia bananeira, ocorrido em 1928.

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#CemAnosDeSolidão #Netflix #GabrielGarcíaMárquez #Colômbia #HistóriaReal

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Transcrição
00:00O episódio mais impactante de 100 anos de solidão aconteceu de verdade.
00:03A segunda parte da série estreou nesta quarta na Netflix, adaptando a metade final da história da família Buendia.
00:09E é fácil dizer que o episódio mais forte é o massacre da Companhia Bananeira.
00:12Mas muita gente não sabe que essa cena foi inspirada em uma história real da Colômbia.
00:16Em 1928, trabalhadores da United Fruit Company, a mesma empresa do romance, entraram em greve na cidade de Ciénaga.
00:22Eles pediam melhores condições de trabalho, mas passaram semanas sem resposta.
00:25Em 5 de dezembro, 700 soldados, comandados pelo general Cortes Vargas, cercaram uma praça onde milhares de trabalhadores,
00:31acompanhados por mulheres e crianças, esperavam uma negociação com o governo.
00:35Em vez de um acordo, receberam um ultimato para deixar o local em 5 minutos.
00:39Eles permaneceram ali. Então, o exército abriu fogo.
00:41Até hoje, ninguém sabe quantas pessoas morreram.
00:43O general admitiu apenas 47 mortes, enquanto outras estimativas falam em centenas ou mesmo milhares de vítimas.
00:49Na série, e fica aqui um alerta de spoiler, a Companhia Bananeira chega a Macondo prometendo progresso.
00:54Mas, aos poucos, a empresa passa a explorar os trabalhadores.
00:57Mais de 3 mil pessoas são assassinadas.
00:59E o único sobrevivente, José Arcádio II, não consegue provar que o massacre aconteceu.
01:03A sequência seguinte aos assassinatos presta homenagem aos trabalhadores, com cuidado em apresentar o rosto de quem morreu.
01:08A série lembra que 100 anos de solidão vai muito além do realismo mágico.
01:11E tem uma dimensão política que ajuda a deixar a obra sempre atual.
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