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Lula sanciona nova lei que torna a aprovação de uma prova para para a obtenção do registro profissional dos medicos.

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#lula #médicos #política #estadodeminas

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Transcrição
00:00É difícil, mas aos poucos a gente vai avançando.
00:05Eu sou filho de uma geração e de um berço e de um mundo social
00:17em que eu sou da tempo do benzimento.
00:23Eu sou da tempo que a gente ia cuidar de bucho virado, sabe?
00:30Sou do tempo em que a benzideira pendurava a gente pelas pernas
00:33e dava um tranco, sabe?
00:37Então, eu sou do tempo em que a gente tinha uma dor de dente,
00:42a gente ia no benzidor, ele amassava um dente de aio
00:48e colocava no dente da gente, colocava um algodão com cachaça, sabe?
00:56Eu vivi muito isso.
00:58Eu vivi, minha família viveu, eu conheço o mundo em que os povos vivem,
01:07o mundo em que a classe média vive e o mundo em que o rico vive.
01:12Hoje, o grande sonho de uma pessoa mais humilde é poder pagar um plano médico
01:19para que ele tenha direito ao mínimo de decência quando ele é internado.
01:25Muitas vezes a grande briga é para ter um acompanhante,
01:31uma mãe, um irmão.
01:36E hoje nós estamos vendo que se o Estado assumir a sua responsabilidade,
01:44esse sonho do povo pobre não precisa existir,
01:48porque ele vai ter um tratamento decente mesmo numa rede pública organizada pelo SUS.
01:57Eu lembro, doutor, da coisa mais engraçada,
02:01eu lembro por que nós decidimos criar o SAMU.
02:06Eu lembro por que a gente decidiu criar o Farmácia Popular.
02:11Eu lembro por que a gente decidiu criar o Brasil Sorridente.
02:16Não tinha nada mais triste do que a gente viajar a este país
02:19e você ia para um ato público,
02:23centenas de pessoas em pé na sua frente, sem dente na boca.
02:27Não eram pessoas idosas, eram pessoas de 20 anos, de 25 anos,
02:33meninas e meninos,
02:34porque o Estado brasileiro não cuidava da saúde bucal.
02:38Ela não era tratada como questão de saúde pública.
02:42Quantas pessoas morreram nesse país
02:44porque iam no médico, pegavam uma consulta
02:47e não tinham dinheiro para comprar o remédio?
02:50Quantas pessoas?
02:52Guardavam a receitinha, doutor,
02:54que muitas vezes você dava num copinho
02:57para esperar o dinheirinho para comprar o remédio
02:59e morria sem poder tomar o remédio.
03:02Então, se o Estado não assuma a responsabilidade
03:05de dar tratamento justo
03:08às pessoas mais humildes, o que vai dar?
03:12Ninguém vai dar.
03:15A medicina ficou um pouco mercantilizada.
03:20As pessoas não se formavam para tratar do povo,
03:23se formavam às vezes para ganhar dinheiro.
03:27Então, esse lado humanista
03:30e esse lado da qualidade é necessário.
03:34é necessário.
03:35A gente, muitas vezes, é tratado, doutor,
03:37como se fosse gasto.
03:39Quando a gente compra, por exemplo,
03:41880 avanços para fazer um ambulatório odontológico
03:45com máquina de 3D
03:47para escanear a boca da pessoa,
03:50muita gente acha que a gente está gastando
03:51porque pobre não precisa disso.
03:54arranca logo o dente.
03:55Eu fui diretor do departamento,
03:57do departamento, do sindicato de São Bernardo.
04:02As pessoas chegavam da fábrica, do sindicato,
04:05e mandavam arrancar um dente.
04:07Não ia pedir para o dentista tartar.
04:09Chegaram e falavam, arranca esse dente.
04:11Se fosse na segunda-feira,
04:14mandava arrancar porque ganhava o dia
04:16se arrancasse um dente.
04:18Minha avó atestava um médico
04:19e não precisava ir trabalhar naquele dia.
04:23Eu brincava que tinha gente até arrancando
04:25o dente de dentadura
04:26para poder ganhar o dia.
04:29Não tinha tratamento de canal.
04:31Ou era arrancar ou obturar.
04:34Era assim que era o mundo.
04:36E eu acho que nós evoluímos muito.
04:38Eu, muitas vezes,
04:40toda vez que eu chego em uma cidade,
04:42às vezes está o prefeito, está o governador,
04:44e eu vejo uma pessoa sem dente,
04:47eu chamo ele e digo,
04:48escuta, que aqui não tem o Brasil sorridente.
04:50Não dá para você encaminhar essa pessoa?
04:52Porque ele não sabe.
04:54Você tem a política pública
04:57e, muitas vezes, não faz a divulgação necessária.
05:02Então, as pessoas passam na frente de um dentista,
05:05sabe, não sabem que tem que tratar o dente.
05:08Eu acho que o que nós estamos fazendo hoje
05:11é dizendo para o povo brasileiro,
05:13olha, vale a pena a gente acreditar
05:16que, através de políticas públicas corretas,
05:20mesmo que demorada, às vezes,
05:24a gente vai consertar esse país.
05:26A gente vai.
05:28Ou seja, no ano que eu nasci,
05:32as pessoas não viviam mais que 45, 46 anos,
05:36as pessoas não conseguiam ver os avós.
05:40Sabe, porque as pessoas morriam antes.
05:42Hoje, aquele espetáculo,
05:47aquele espetáculo que nós assistimos,
05:50no dia 25,
05:52com os nossos velhinhos indo votar,
05:56foi uma coisa para ninguém nunca mais esquecer
06:00o que a longevidade permite
06:03de um ser humano fazer.
06:07Acho que ninguém no mundo,
06:09ninguém no mundo,
06:11nunca viu
06:12um espetáculo daquele.
06:15Neto carregando avó,
06:18sabe, filho carregando mãe,
06:20sabe, neto carregando avô,
06:23para ir votar.
06:25Pessoas longevas,
06:27sabe, mais novas do que eu, inclusive.
06:30Eu já tenho 81 anos de idade
06:32e não penso em me aposentar.
06:35Porque ainda tenho muita força para trabalhar.
06:38Ainda corro mais do que o Luizinho,
06:40faço mais esforço que o Luizinho.
06:42O Estado existe para garantir a todos.
06:46O Estado tem que oferecer.
06:49E isso é o que nós vamos caminhar,
06:51o que eu assinei hoje,
06:52que vocês aprovaram
06:54e que construíram.
06:56É um gesto
06:57de que quando o Estado quer
07:00e tem homem no Parlamento
07:02de boa vontade
07:03que conhece o problema,
07:06a gente consegue avançar.

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