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  • 1 week ago
No verão de 1963, Sophia de Mello Breyner Andresen parte, com Agustina Bessa-Luís e o marido Alberto Luís, numa viagem de carro para a Grécia. Dessa viagem deixa vários fragmentos no seu diário. No verão de 2023, um par de cineastas decide seguir os seus passos, percorrendo de carro as várias Grécias: a imaginada, a estilhaçada, a de Sophia, a deles, a de Odisseu, a de ninguém. "Piso, às 4 e meia a terra grega. Estrada maravilhosa à saída de Patras. Vamos rente ao mar entre oliveiras e ciprestes e montanhas azuladas. Calor leve, ar perfumado. As montanhas ligam a terra ao Olimpo. Paramos e vou lavar os pés, as mãos, os braços e a cara, no mar." Sophia de Mello Breyner Andresen - Fragmentos do diário da primeira viagem à Grécia, em 1963
Transcript
00:03Piso às quatro e meia à terra grega.
00:11Estrada maravilhosa à saída de Pátras.
00:15As montanhas ligam a terra ao limpo.
00:23A felicidade, a frescura, o calor, o maravilhamento, o ar de ouro, o azul espalhado que estão em Homero, estão
00:34aqui.
00:408.000 km para ir e voltar, nesse Volkswagen preto, em 1963.
00:55Os materiais dos gregos são o mármore, o bronze e a palavra.
01:01Os materiais que resistem ao tempo.
01:09Mas, tal como Ulisses, estou sempre a pensar na minha casa.
01:17De manhã, voltei à Acrópole sozinha e escrevi.
01:22Sofia, setembro de 1963.
01:2523.
01:2623.
01:2723.
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01:2724.
01:2924.
01:3024.
01:3325.
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