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  • há 2 dias
"Não havia nenhum motivo para o disparo", afirma Katarinhuk sobre homicídio de policial em Cascavel

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Transcrição
00:00O caso aconteceu no final do mês de junho e desde então, já em seguida, a polícia desenvolveu todo o
00:06trabalho,
00:07conseguiu acesso às câmeras, o que desqualificou principalmente a versão dada inicialmente pelo réu da suposta legítima defesa.
00:14O Ministério Público ofereceu denúncia já, aditou essa denúncia por homicídio triplamente qualificado,
00:20motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e também a questão do perigo comum.
00:26Além do disparo de arma de fogo e também posse ilegal de arma de fogo.
00:30O Ministério Público já ofereceu essa denúncia, está concluso com o juiz, já se manifestou, inclusive,
00:35favorável ao nosso ingresso como assistente de acusação a favor da família da vítima, principalmente do João.
00:43Eu digo que o juiz Ezequiel era um policial civil extremamente respeitado dentro da corporação, com quase 20 anos de
00:49casa,
00:50e ele deixou ali um vácuo, um vácuo para a família e também para a própria autoridade policial,
00:56ali onde ele estava exercendo a polícia civil em Cascavel.
00:59Vocês acreditam que a justiça vai aceitar essa denúncia do Ministério Público?
01:03Sim, inclusive a denúncia está baseada em provas literais, inclusive a própria câmera com som,
01:10que mostra que não havia nenhum motivo para que houvesse o disparo que foi dado a queima-roupa menos de
01:1650 centímetros.
01:18O laudo pericial traz esses apontamentos.
01:21Foram três disparos, um no rosto, nas costas e também na cabeça, desnecessário.
01:25Por isso houve a questão do recurso que dificultou a defesa da vítima.
01:29O que a gente vê nos sons, inclusive, do próprio vídeo, é que o João o tempo todo falou,
01:34nós somos amigos, para com isso, baixa a arma, nós somos amigos.
01:37O que é isso? Não, eu não quero mais saber, para com isso.
01:39E quando ele guarda a arma dele, porque a arma ele só pegou depois do primeiro disparo,
01:45por um motivo fútil, ele é alvejado.
01:47Por isso que é o recurso que dificultou a defesa da vítima.
01:51A gente sabe que colocou em risco outras pessoas também.
01:54Uma das coisas bem claras aqui, o réu, graças à eficiência da polícia militar,
01:59que foi acionada e que chegou depois do primeiro disparo, logo após ele ter executado,
02:05a gente fala executado o João Ezequiel, porque o João Ezequiel era um policial treinado,
02:09jamais, se ele estivesse esperando, jamais isso teria acontecido.
02:11A polícia chega e prende ele em flagrante, prende o réu Jean em flagrante, que é advogado.
02:17Só que essa situação não tem nada a ver com a questão da advocacia.
02:21A função dele não lhe dá nenhum tipo de privilégio em relação ao processo comum.
02:25E prende não só ele em flagrante, como também, evitando a fuga dele,
02:30de que desaparecesse as imagens da própria Câmara de Segurança,
02:34a qual desmentiu a tese de legítima defesa.
02:38Ficou muito claro isso e é isso que a gente espera, que não ele só permaneça preso,
02:42a defesa tenha articulado para poder tirar ele da cadeia,
02:46principalmente colocar ele em prisão domiciliar,
02:48o que na visão da ciência da acusação não deve,
02:50por causa da gravidade da denúncia.
02:52Isso pode ensejar ou até mesmo motivar ele a fugir do distrito da culpa,
02:57porque se for condenado a pena pode chegar a 30 anos
03:00e até ultrapassar, em razão dos outros crimes conexos,
03:03que é o disparo de arma de fogo e a posse legal de arma de fogo.
03:07Ou seja, o que a gente espera é que o mais rápido possível
03:10ele seja levado ao tribunal do júri.
03:12Uma coisa bem clara, esse momento de fúria, de ira,
03:16acabou destruindo a família do João Ezequiel e a própria família do réu.

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