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  • há 7 semanas

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Transcrição
00:00O Paraná lidera doação e transplante de órgãos, mas o maior desafio continua sendo conscientizar as famílias.
00:06Del Rios, diga lá.
00:08É, Jorge, as doações de órgãos podem realmente salvar vidas de muitas pessoas que necessitam desse tipo de doação.
00:19Aqui no Paraná, embora nós sejamos um dos estados que mais realizam transplante de órgãos
00:27e doações de órgãos consequentemente, nós ainda temos um número abaixo do esperado.
00:34A recusa das famílias ainda impede o aumento das doações de órgãos no país.
00:40Os motivos são os mais variados, como religião ou a incerteza sobre a morte do paciente.
00:48O que pouca gente sabe é que existe um protocolo rígido atestado por médicos
00:55antes de fazer qualquer tipo de captação.
00:59Esse protocolo é bem criterioso e ele vale em todo o território nacional.
01:03Ele consiste de algumas etapas.
01:05A primeira, quando há suspensão e a lesão cerebral confirmada, é a parte clínica.
01:11Então, nós avaliamos todos os reflexos que são oriundos do tronco, da parte cerebral.
01:17Temos o teste de apneia, capacidade de respirar sem o respirador, o ventilador mecânico.
01:23Então, é a segunda etapa, nós analisamos dados gasométricos, oxigenação do cérebro.
01:30Aí, um terceiro médico ou um segundo médico faz novamente o teste clínico,
01:35que avalia todos os reflexos da pessoa.
01:37Mesmo com todas as explicações médicas, se a família do paciente não autorizar o procedimento,
01:44ele não é realizado.
01:46O Paraná tem uma grande estrutura para transplantes.
01:51São mais de 120 profissionais, laboratórios especializados e bancos de tecido,
01:59além da facilidade de locomoção.
02:02Mas como o sistema é nacional, o Estado também recebe doações de outras regiões do país,
02:10o que explica os mais de 800 transplantes realizados este ano.
02:16As doações daqui também ajudaram outros estados.
02:21Neste ano de 2026, em todo o Paraná, foram 605 notificações e apenas 210 doações de órgãos.
02:32Aqui em Cascavel, 132 notificações e 53 famílias aceitaram doar os órgãos dos seus entes falecidos.
02:44Contra indicações clínicas e a recusa familiar impediram um número maior de doação.
02:51Por isso, também é preciso manter sempre profissionais que possam conversar com os familiares
02:59nos momentos difíceis com a morte de uma pessoa muito próxima.
03:04Até porque não pode haver demora na captação, locomoção e o transplante em si.
03:11Uma coisa importante é nós, em vida, com saúde plena, a gente esboçar para os nossos familiares,
03:17se nós temos o desejo ou não.
03:20Porque também é difícil, a pessoa às vezes passa por um insulto muito grave,
03:24é um dia normal, acontece uma tragédia, um ABC, um trauma,
03:28e a família decidir, isso gera também ansiedades, medos.
03:33Tem que conversar mais.
03:34Eu acredito que as pessoas não falam muito sobre a morte,
03:38então em casa ninguém está organizado para isso.
03:41Então quando ocorre, todo mundo se sente perdido.
03:44É um assunto que a gente precisa conversar mais em casa,
03:46para quando tiver esse momento, não recair a escolha naquele familiar que ficou.
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