00:00Um capixab está lá na Venezuela coordenando a ajuda humanitária e resgate às vítimas dos terremotos.
00:06Os eventos de grande magnitude, de grandes magnitudes, devastaram cidades inteiras.
00:12Derrubaram prédios, hotéis e conjuntos habitacionais.
00:16Mais de 3.500 pessoas morreram e quase 17 mil ficaram feridas.
00:22A equipe, que é coordenada pelo Tenente Coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo,
00:27a Armir Braun, natural de Campinho, em Domingos Martins, está há cerca de 10 dias no país.
00:34Ele e a equipe trabalham sem previsão de retorno.
00:38Agora vamos lá que a Isabela Vidal está chegando já para trazer as últimas informações para a gente aqui.
00:45Agora, Isa, eu dei essa abertura dos terremotos que aconteceram na Venezuela,
00:50todo esse trabalho humanitário que está sendo feito por todas as pessoas,
00:53não só do Espírito Santo, mas brasileiro tem o costume de ajudar, se doar.
00:57E aí você vem com outros detalhes para fazer essas explicações para a gente,
01:01porque é um assunto que envolve sim o capixaba.
01:03E se o capixaba pode ajudar de alguma forma, ele vai incentivar, né?
01:06Sim, claro.
01:07É interessante, a gente gravou uma entrevista com o Tenente Coronel do Corpo de Bombeiros,
01:12porque ele está lá no local, está fazendo esse resgate dos sobreviventes,
01:15está trabalhando com toda a equipe do Brasil, de outras pessoas do exterior,
01:18mas como ele é o coordenador, né?
01:20Então, a gente vai trazer no TN2 essa entrevista com ele,
01:23relatando, trazendo todos esses detalhes, né?
01:25É uma missão muito difícil e muito triste, né?
01:28Mais de 3.500 mortos, mais de um terremoto, né?
01:32De 7.2, 7.5, então são terremotos de alta magnitude
01:37e que devastaram várias cidades.
01:39É muito triste, mas a gente tem essa história desse capixaba
01:42nessa missão muito bonita, que é também pertencente ao Corpo de Bombeiros, né?
01:46A gente sabe que eles são heróis e a gente tem um capixaba lá coordenando toda essa equipe.
01:51O brasileiro gosta de se doar, né?
01:53É importante.
01:54E a gente incentivar pessoas assim, né?
01:55Claro que requer toda uma força, né?
02:00Um treinamento específico para tudo isso.
02:03E é isso que exatamente ele vai trazer nas imagens e também...
02:07Essas imagens são deles?
02:08Essas imagens são da Band sobre o terremoto.
02:11Bacana.
02:12Mas a gente tem a entrevista com ele lá no local.
02:14Agora a gente mostra esse trabalho incansável dos militares do Corpo de Bombeiros.
02:18Um capixaba está à frente do resgate de profissionais de vítimas dos terremotos na Venezuela.
02:25O país foi atingido por fortes terremotos há 14 dias e mais de 3.500 pessoas morreram.
02:32Vamos ver a reportagem.
02:34Em meio ao cenário de destruição deixado pelos terremotos que atingiram a Venezuela,
02:40o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, Amir Brown,
02:45coordena a missão humanitária enviada pelo governo federal para auxiliar nas buscas por sobreviventes.
02:52O primeiro trabalho que a gente fez aqui, né?
02:53De busca e resgate nos terremotos é um trabalho muito pesado, né?
02:57É um trabalho de tentar encontrar pessoas com vida,
03:01adentrar nos escombos, fazer avaliação com cães e com equipamentos
03:06para que a gente possa tentar encontrar essas pessoas, né?
03:08Há cerca de 10 dias no país, ele e a equipe trabalham sem previsão de retorno.
03:15Os terremotos de magnitudes 7.2 e 7.5 devastaram cidades inteiras,
03:22derrubaram prédios, hotéis e conjuntos habitacionais.
03:26O balanço mais recente aponta mais de 3.500 mortes e quase 17 mil feridos.
03:34É uma operação muito difícil, né?
03:35É uma operação muito dura, muito pesada, porque os bombeiros, eles têm que entrar nos edifícios,
03:41romper lajes, às vezes lajes muito grossas, com enterragem, tudo cortar.
03:45E muitas vezes você vai buscar, tentar buscar uma vítima, por exemplo,
03:49que está 5 pisos, 5 lajes, as lajes foram comprimidas, né?
03:54Então você tem que furar 1 laje por laje,
03:56depois chegar em um determinado local, entrar mais 5, 6 metros,
04:00com máquinas, trabalhar um trabalho muito pesado, né?
04:02Logo no primeiro dia de trabalho, a equipe enfrentou uma das ocorrências mais marcantes da missão.
04:09Os socorristas encontraram sinais de um jovem que estava soterrado havia 3 dias.
04:14O pai permaneceu ao lado dos escombros durante toda a operação.
04:19Mas apesar de um dia inteiro de trabalho, o rapaz não resistiu.
04:23A gente hoje está com duas frentes de trabalho.
04:26As operações de busco de salvamento contam com 82 pessoas.
04:31A maior parte são bombeiros militares de Minas Gerais, São Paulo e do Paraná.
04:36Além de pessoal da Defesa Civil, que trabalha conosco na Defesa Civil Nacional.
04:40E a gente dá na TEL, que vem a se lidar com questões de comunicação,
04:44com questões alturas, com aparelhos que possam encontrar pessoas com vida.
04:48Mesmo acostumado a atuar em grandes desastres, a Mira afirma que a situação na Venezuela ainda é preocupante.
04:56A possibilidade de novos tremores, a situação sanitária do local, a falta de água e a possibilidade de novos desabamentos.
05:0614 dias depois dos terremotos, as réplicas ainda preocupam.
05:10Por isso, a base da Missão Brasileira foi montada em um campo de futebol, considerado um dos locais mais seguros
05:18da região.
05:18Atrás de mim está a nossa base, então está no campo de futebol, que é um local aberto.
05:23Então, isso também é uma preocupação nossa.
05:24A gente não vai ficar dentro de uma edificação, porque a gente tem que ir para resgatar.
05:28Então, se essa réplica, porventura, causar algum dano estrutural e algum prédio, alguma coisa,
05:34nós estamos aqui seguindo-se protegidos, dormindo em barracas e transistando por aqui.
05:39Então, aqui é a nossa base de operações e é um local seguros.
05:43Sem previsão para o encerramento da operação, a Missão Humanitária Brasileira continua atuando na Venezuela.
05:49Em meio ao cenário de perdas e destruição, a atuação dos socorristas representa uma esperança
05:56para quem ainda aguarda notícias de familiares desaparecidos.
Comentários