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  • há 2 dias
Uma história que parece filme: um médico alemão disse que matava pessoas por compaixão. Mas a Justiça não comprou essa história. Ele acaba de ser condenado à prisão perpétua pela morte de 15 pacientes. Johannes M., de 41 anos, trabalhava com cuidados paliativos em Berlim. Ele atendia pessoas gravemente doentes em casa.

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00:00Olha, essa história parece filme. Um médico alemão disse que matava pessoas por compaixão.
00:05Mas a justiça não comprou essa história. Ele acaba de ser condenado à prisão perpétua pela
00:10morte de 15 pacientes. Johannes M., de 41 anos, trabalhava com cuidados paliativos em Berlim.
00:16Ele atendia pessoas gravemente doentes em casa. Só que a justiça alemã diz que nessas visitas,
00:22ele aplicava medicamentos sem que os pacientes soubessem ou autorizassem.
00:26O tribunal concluiu que 12 mulheres e 3 homens morreram assim entre 2021 e 2024.
00:32As vítimas tinham entre 25 e 94 anos. Para esconder os crimes, o médico ainda teria provocado incêndios
00:38em algumas residências das vítimas. No julgamento, Johannes M. confessou ter matado pelo menos 12
00:43dos pacientes. Mas disse que a intenção dele era poupar os doentes do sofrimento. A justiça
00:49rejeitou essa versão e verificou que, apesar da gravidade das doenças, os pacientes ainda
00:53poderiam viver meses ou até anos. A juíza do caso disse que Johannes M. não agia por
00:58compaixão, mas sim por poder e controle sobre a vida e a morte. Ele foi então condenado
01:04à prisão perpétua, a pena mais alta existente na Alemanha. E também está proibido de exercer
01:09a medicina e ainda pode enfrentar outros julgamentos. Isso porque as autoridades acreditam que ele
01:14seja um assassino em série, enquanto investigam outros 76 casos que podem estar ligados ao
01:20médico.
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