- há 2 dias
Confira a entrevista completa da banda Lagum no programa Tá Vazando, da Atlântida, com Mik Silva e Babi Bitencourt.
Formada em 2014, em Belo Horizonte, a Lagum surgiu da união de Pedro Calais, Otávio "Zani" Cardoso, Jorge Borges, Francisco "Chico" Jardim Neto e Breno Braga, o Tio Wilson. Apostando em uma sonoridade que mistura pop, rock, reggae e indie, a banda rapidamente chamou a atenção.
Após o lançamento do álbum Seja O Que Eu Quiser, em 2016, a banda conquistou um público cada vez maior com faixas como "2026" e "Fifa”. Mas o grande ponto de virada veio em 2019, com o álbum Coisas da Geração, que apresentou sucessos como "Chegou de Manso" e "Oi", canções que ajudaram a transformar o grupo mineiro em um fenômeno nacional.
Em setembro de 2020, o baterista Breno Braga, o Tio Wilson, morreu aos 34 anos. A notícia teve grande repercussão no meio musical e abalou profundamente a banda e seus fãs.
Mesmo diante da perda, os integrantes decidiram seguir em frente, transformando a memória de Breno em parte permanente da identidade do grupo. E o álbum MEMÓRIAS (De Onde Eu Nunca Fui) ganhou um novo significado.
De lá para cá, a banda evoluiu musicalmente, mas manteve a mesma essência. Os álbuns Depois do Fim (2023) e As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo (2025) reforçam a identidade que se preserva mesmo com as mudanças ao longo da trajetória.
Formada em 2014, em Belo Horizonte, a Lagum surgiu da união de Pedro Calais, Otávio "Zani" Cardoso, Jorge Borges, Francisco "Chico" Jardim Neto e Breno Braga, o Tio Wilson. Apostando em uma sonoridade que mistura pop, rock, reggae e indie, a banda rapidamente chamou a atenção.
Após o lançamento do álbum Seja O Que Eu Quiser, em 2016, a banda conquistou um público cada vez maior com faixas como "2026" e "Fifa”. Mas o grande ponto de virada veio em 2019, com o álbum Coisas da Geração, que apresentou sucessos como "Chegou de Manso" e "Oi", canções que ajudaram a transformar o grupo mineiro em um fenômeno nacional.
Em setembro de 2020, o baterista Breno Braga, o Tio Wilson, morreu aos 34 anos. A notícia teve grande repercussão no meio musical e abalou profundamente a banda e seus fãs.
Mesmo diante da perda, os integrantes decidiram seguir em frente, transformando a memória de Breno em parte permanente da identidade do grupo. E o álbum MEMÓRIAS (De Onde Eu Nunca Fui) ganhou um novo significado.
De lá para cá, a banda evoluiu musicalmente, mas manteve a mesma essência. Os álbuns Depois do Fim (2023) e As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo (2025) reforçam a identidade que se preserva mesmo com as mudanças ao longo da trajetória.
Categoria
🎵
MúsicaTranscrição
00:00Tá na hora, Babi, da gente dar boas-vindas aos nossos convidados da Lagoon, mais uma vez aqui,
00:05dessa vez no estúdio da Atlântida, celebrando mais um ano da nossa casinha.
00:09Sejam bem-vindos a mais este frio aqui do nosso sul do Brasil, rapaziada.
00:14Tudo bem com vocês?
00:15Boa tarde, só alegria, muito obrigado.
00:17Vocês chegaram aqui com os braços cheios de hambúrguer aqui do Severo, nosso parceiro aqui da nossa telehouse.
00:23É, já comeram, já comeram aqui, né?
00:25Exatamente.
00:26Bem recebidos.
00:26E o churrasco, vocês comem que horas, né?
00:29Nossa, ontem a gente detonou no churrasco.
00:32Ah, já rolou um churrasquinho aí durante essa semana?
00:35Ah, coisa linda.
00:36Em semana de trabalho, é a única coisa que a gente come, churrasco.
00:39Churrasco, foi verdade.
00:40Ah, mas vocês têm quinas que a gente tem aqui.
00:42É mesmo?
00:42Quase já foram aqui.
00:43Sabe como é que é o gaúcho, né?
00:45Nenhuma?
00:45Não.
00:45Vai, vou mandar uma lista pra vocês.
00:47O gaúcho, assim, ele não admite que tem a churrascaria e pôr do sol melhor aqui que o nosso sul,
00:50né?
00:50É, não tem esse problema.
00:52Só o queijo pode ser melhor.
00:54Só o queijo pode ser melhor.
00:55É, o pão de queijo a gente libera também.
00:57O doce de leite também.
00:58O doce de leite também, exatamente.
01:01Tudo bem com vocês, cara?
01:02Sejam bem-vindos mais uma vez aqui no nosso sul.
01:03Só alegria, muitíssimo obrigado por receber a gente aí.
01:06Estamos felizão de estar aqui mais uma vez.
01:08A gente estava falando aqui mais cedo, a gente achou que vocês já tinham passado pela nossa telehouse aqui,
01:12mas vocês já passaram pelo planeta algumas vezes, naturalmente.
01:15Sim.
01:15Mas aqui é a primeira vez.
01:17Eu acho que é a primeira vez que vocês vêm em algum estúdio da Atlântia também, tá?
01:20Pode ser.
01:20A gente já bateu vários papos com vocês, mas nunca vocês vieram aqui.
01:25Então é a primeira vez.
01:27Alguma expectativa para esse frio aqui nesses próximos dias?
01:30Eu sei que vocês têm, inclusive, agenda por aqui, além do nosso show de hoje, que vai acontecer daqui a
01:33pouquinho.
01:34A expectativa é que não seja tão frio e não chove.
01:37Tarde demais.
01:38Tem uma noite de semana para te dar.
01:40Tarde demais.
01:41Guris, a gente está tocando bastante a música de vocês, o single Seu e Só aqui na Atlântida.
01:46Inclusive foi a música da semana, que é um quadro que a gente tem aqui,
01:48que é quando a música entra de vez na programação.
01:51E a gente ficou muito intrigado com o clipe da música.
01:54A gente achou muito interessante toda a história.
01:56Eu queria saber até onde é verdade, o que não é verdade, o que é real daquele clipe ali.
02:00E que vocês explicassem para a galera que ainda não assistiu o clipe, como é essa história de Seu e
02:04Só.
02:05Bom, a gente tinha que lançar Seu e Só, já tinha uma data de lançamento,
02:10já estava tudo pronto para lançar a música.
02:12E aí a gente tinha que ir para o Rio de Janeiro para gravar uma live session no Bondinho.
02:17Irado, inclusive.
02:18É, muito obrigado.
02:19E aí a gente precisou correr com essa produção do clipe.
02:22Tinha uma verba muito baixa para fazer, porque a gente já estava investindo tudo para fazer no Bondinho no Rio
02:26de Janeiro.
02:27Então o clipe tinha que ser decidido rápido, com pouco dinheiro.
02:30Só que isso, às vezes, funciona e às vezes não funciona.
02:34A gente tem um clipe de A Cidade, por exemplo, que é um clipe que a gente fez super fácil.
02:39Era um terraço que eu via da minha janela.
02:41A gente chegou lá e tal.
02:42Então a gente é meio acostumado com isso, com ideias que parecem fáceis e que elas vão ser milagrosamente bonitas.
02:47Só que não foi o caso de Seu e Só.
02:49A gente contratou o trenzinho da alegria, que é a carreta furacão, para quem não conhece.
02:54E aí a gente chegou lá e a gente enfrentou alguns desafios.
02:57Por exemplo, os caras andavam mortal de costas.
02:59Que é uma coisa que a gente esperava, né?
03:01Você vai numa carreta furacão.
03:02Pior, nas imagens não tem mesmo.
03:04Não tem.
03:06Eles não conseguiam ficar muito tempo dançando e a gente achava que os caras eram, tipo, assim...
03:10A máquina da dança.
03:11O tempo inteiro.
03:12Quanto tempo vocês alugaram ali?
03:14Eu acho que eram umas três horas gravando.
03:17Ah, tá.
03:18Tá, entendi.
03:19Três horinhas dançando na carreta, né?
03:21O cara que é que os caras dançam e correm atrás da carreta três horas, né?
03:25E dentro do portal de costas ainda.
03:26Isso porque eles já corriam dançando a dez quilômetros por hora e fazendo coreografia.
03:32Os caras eram muito loucos.
03:34Correria.
03:34A gente vê os vídeos da carreta furacão e eu acho assim, caralho, os caras vão fazer
03:38qualquer coisa que a gente quiser, que a gente já...
03:40Mas não, pô, o dia tava muito quente, tava complexa a gravação.
03:44Aí deu errado, a gente não tinha imagem suficiente.
03:46O dia caiu.
03:47E aí no dia seguinte era meu aniversário e eu sempre raspo meu cabelo, assim, geralmente
03:53no meu aniversário.
03:54Pois é, perguntar algum motivo especial ou é por causa do aniversário?
03:58É...
03:58Ah, às vezes eu tô cansado de ficar cabeludo e raspo, mas eu guardo esse momento pro aniversário
04:03pra, tipo, ser um novo ciclo.
04:04Saquei.
04:05Deixar aquela energia pra trás e construir novas histórias.
04:09Então eu tenho esse simbolismo pra mim.
04:11E aí no dia seguinte a gente falou, tá, vamos gravar mais.
04:14Só que aí eu já tava com o cabelo raspado e não ia dar continuidade no clipe, né?
04:17Então a gente caiu com a ideia, mas eu aluguei a carreta furacão e a gente passou
04:22o meu aniversário andando pela cidade, ali no trenzinho.
04:24Que é uma ideia bem mais legal, né?
04:26Tipo, ficar ali com a galera, chamar os amigos.
04:28Ó, enquanto uns alugam um limousine pra dar banda, né?
04:31Ah, bem mais legal que a carreta furacão.
04:32Porra, muito mais legal.
04:33Exato.
04:34E aí acabou que o clipe em si deu errado, mas a gente foi registrando, né, os dias
04:39seguintes, porque envolvia trabalho, envolvia o Rio de Alheira, envolvia o meu aniversário.
04:43E aí a gente falou, tá bom, a gente tem duas opções.
04:46Seguir com esse clipe que não tá bom, né?
04:49A gente, quando a gente botou a música pra tocar e os caras dançando, o bagulho não
04:52tava tão cincado, não tinha nenhum mortal pra trás, não tinha nada, a gente tava tipo
04:55assim, pô, você tá parecendo uma pataquada.
04:57A gente vai passar vergonha se a gente for assumir isso.
04:59Então vamos assumir que a gente tentou e que a gente errou.
05:02E aí a gente assumiu e foi legal, porque a gente já tinha visto, eu já tinha visto
05:07um clipe de um trapper que ele não apareceu no clipe.
05:10E o diretor meio bolado, ele falou assim, olha, eu fiz essa produção inteira, gastei
05:13esse dinheiro inteiro.
05:14Era pro cara tá aqui, ele mostrava as imagens, mostrava os desenhos, né?
05:17Eu tinha visto essa referência e falei, há muitos anos atrás, quando tava na faculdade
05:20de publicidade.
05:21Nossa.
05:21E aí foi uma coisa que eu guardei, assim, pra mim.
05:23Falei, tá, acho que a gente pode também abraçar o nosso erro e fazer disso uma narrativa,
05:28né?
05:28Ah, legal.
05:29Cara, e ficou muito legal.
05:30E sabe que, acho que a próxima pergunta que eu vou fazer pra vocês tem a ver com isso,
05:34assim, tem um comentário de uma fã de vocês nesse clipe, que diz, nossa, isso é muito
05:38mais Lagoon, tipo, muito mais a cara de Lagoon, do que talvez um clipe totalmente produzido.
05:43E aí, essa relação de vocês com os fãs, com as fãs de vocês, é uma coisa que vocês
05:47vêm construindo e cada vez mais a gente percebe que tem uma relação muito bonita,
05:52assim.
05:52Como vocês mantêm isso?
05:53E como vocês veem também que as pessoas acreditam tanto no trabalho de vocês, mesmo
05:58quando vocês fazem um vídeo que deu errado, sabe?
06:00Bom, eu vou responder a parte do vídeo, vocês podem responder o restante aí, mas é porque
06:04é uma coisa que me intriga muito, assim.
06:07É, eu acho que desde o início da banda a gente mostrou muito o que que a gente tava
06:11fazendo, sabe?
06:12Tipo, tinha um quadro no YouTube que chamava Dia de Lagoon, e a gente filmava a nossa semana
06:16inteira ali, tipo, as nossas reuniões, nossos ensaios, nossas viagens no carro.
06:20Então, acho que a cara de Lagoon pra um fã nosso é aquilo que é, tipo, eles tão
06:25tentando e eles tão mostrando que eles tão tentando até eles conseguirem, de fato,
06:29né?
06:29E eu acho que quando tem essa energia de mostrar o processo sem vergonha de estar
06:34errado, sabe?
06:35Eu acho que isso tem cara de Lagoon, e é muito louco, porque hoje a gente tá grande,
06:39a gente consegue fazer shows pelo Brasil inteiro, pela Europa, né?
06:43Ter lugares lotados e tal, mas eu ainda sinto como se a gente fosse aquela mesma banda
06:47que tá tentando, sabe?
06:48Que tá quebrando a cabeça, errando, e sem a necessidade de parecer perfeito pra todos.
06:53Então, acho que isso deu cara de Lagoon, e se alguém quiser responder a outra parte
06:58aí de como é esse...
06:59Ah, os fãs pra gente é tudo, né?
07:01Eu acho que a gente sempre tenta manter essa relação com a galera, até porque são
07:07eles que tão, por exemplo, aqui do lado de fora do estúdio...
07:11O Tele House tá cheio de fã aqui, esperando pra tirar foto com vocês.
07:14Exatamente, são eles que estavam lá agora esperando a gente chegar no aeroporto, então
07:18a gente sempre tenta manter esse contato, assim, ontem a gente fez uma ação muito legal
07:22num shopping, a galera compareceu...
07:24Lá em Floripa, né?
07:25Lá em Floripa, mesmo depois do jogo do Brasil, tava cheio de gente lá.
07:28E tava muito massa.
07:29Tava muito massa, foi uma energia muito legal, a galera interagindo, fazendo perguntas, dando
07:33risada.
07:34Então, eu acho que é a forma que a gente encontra de fazer essa energia circular.
07:38Mês passado, a gente fez uma ação de pato-aranha com umas fãs.
07:41Não, explica isso aí, mano.
07:43É, por favor.
07:44Ação de pato-aranha com um de pato-aranha, mano.
07:47Não, a gente tá falando de ser o e só, né?
07:49Então, a gente resolveu fazer uma ação, é...
07:52O Chico é um vestido de pato-aranha, né?
07:53Não, não era eu, não.
07:54Não fui eu.
07:55O que é isso?
07:56Vestido de pato-aranha, mano.
07:57Vestido de pato-aranha, você é colocar uma roupa de Homem-Aranha com uma cabeça de
08:01pato e ir pra fila do show, onde a galera vai estar ali esperando ansiosamente passar
08:06quatro horas, às vezes no calor, no frio.
08:09E a gente chegou até uma fã e ela teve a sorte de interagir e poder escutar seu e
08:15só na íntegra antes de ser lançada.
08:18Então, eu acho que da mesma forma que o Pedro falou, que a gente sempre tenta manter
08:21essa raiz, assim, de fazer com as próprias mãos e manter uma coisa profissional, mas
08:26ao mesmo tempo que seja, assim, a gente que tem a ideia, a gente que vai, bota a mão
08:30na massa.
08:31E isso também de estar com os fãs, de estar sempre em contato, ouvindo o que eles pensam,
08:35ouvindo pedido de música, fazendo ações criativas.
08:38Então, é uma relação que eu acho que a gente sempre vai encontrando lugares e
08:43meios de fazer acontecer e poder tirar uma foto, escutar um estoque, aí a gente bota
08:48essa energia para circular.
08:49Para confirmar, na verdade, vocês estão trabalhando de forma independente agora, sem
08:52gravadora, né?
08:53Estar sem gravadora também significa poder trazer mais da personalidade de vocês ou
08:58isso não interferir antes?
09:00Eu acho que, assim, a gente nunca teve uma interferência mercadológica grande, só
09:05que eu acho que a gente também, a cada dia que passa, a gente vai descobrindo o tanto
09:09de trabalho que é ter uma banda, né?
09:11Então, a gente está falando de uma equipe que está presente aqui também, mas é que
09:15é gigantesca e para cada situação, seja uma vinda numa rádio, seja fazer um show,
09:21seja gravar um clipe, é uma equipe, uma extensão de pessoas muito grande.
09:24Então, eu acho que ser independente, assim, é igual aquela frase do Homem-Aranha, grandes
09:29poderes, grandes responsabilidades.
09:32Exatamente.
09:33Então, é saber brincar com isso tudo.
09:35Que demais.
09:36Prisada, as cores, as curvas, as cores e as dores do mundo...
09:40As cores, as cores...
09:42Nossa, para você ver como eu não me acostumei ainda com tudo isso, mas desculpa.
09:45Mas, enfim, o Arthur que vocês estão circulando pelo Brasil hoje e tal, e inclusive tem uma
09:51música chamada A Cidade, que eu gosto demais dela.
09:53Não, ele é viciado nessa música, é verdade.
09:55É verdade, eu gosto dela.
09:55Todas as que toca no estúdio, eu mesmo acho.
09:56Eu não sei porquê, eu não sei se...
09:58Não, ele ama essa música.
09:58Não sei, tem uma coisa com a letra, tem uma coisa com a melodia, tem tudo.
10:02Pega nele em algum lugar, entendeu?
10:03É, não sei.
10:04Mas, eu acho que o álbum...
10:06Acho não, o álbum todo, ele traz exatamente essa coisa muito urbana, né?
10:10Foi alguma coisa que vocês quiseram, desde o início, trazer?
10:14Como é que surgiu isso?
10:15Porque tem uma relação com a vida da gente.
10:18Vocês até mesmo falam, vocês falando em alguma entrevista, que eu não vou lembrar exatamente
10:22qual canal, mas vocês falam sobre as cores, as vidas, as curvas e as dores do mundo
10:26que vocês trazem nesse álbum, e ele relata muito bem ao longo das faixas, tudo isso, né?
10:30Como é que foi a construção e cair na estrada com esse álbum?
10:34Como é que tem sido pra vocês também?
10:35Tem sido muito interessante.
10:36Esse álbum, ele foi criado em Belo Horizonte.
10:40O nosso penúltimo álbum, que é o Depois do Fim, ele foi criado numa fazendinha no interior
10:45de São Paulo.
10:45Então, a gente viveu aquela parada de morar junto numa casa e acordar no pasto e viver
10:52ali aquela, né?
10:53Três, dois meses ali imerso naquilo.
10:56E esse álbum, a gente construiu ele no nosso estúdio, que é a Ilhota Estúdios, que é
11:01um lugar que a gente tem os nossos equipamentos, tem o nosso tempo pra construir da forma que
11:05a gente quer.
11:06E estando em Belo Horizonte, cada um tem a sua rotina própria, assim, né?
11:09Um faz um... vai jogar o tênis quando acorda e o outro vai cuidar das plantas e eu vou
11:17ir de bicicleta e cada um tem a sua experiência ali antes de chegar no estúdio.
11:21Mas acho que todo mundo muito bebendo da fonte Belo Horizonte, né?
11:24E quando a gente foi fazer a parte visual desse disco, a gente percebeu... o que é isso?
11:29Ah, é o sinal de hora.
11:30É o sinal, toda vez que dá tipo 4,45, 4,5, bate o sinal da Atlântida.
11:34Não se assusta, não.
11:35Não se assusta?
11:36Falei, caramba, falei coisa errada aqui, eu tô sendo punido, né?
11:40Eu adorei, o que é isso?
11:42Achei que era uma punição, perdão.
11:44Não, mas...
11:46Será que isso é uma coisa gaúcha?
11:47Uma chibatada.
11:49Uma chibatada.
11:51É, mas aí quando a gente foi fazer a parte visual, a gente percebeu isso, né?
11:55Nas músicas, o que tinha ali falando sobre a cidade, tinha esse cheirinho de Belo Horizonte
12:01e tal, então a gente, tanto pelo título quanto pela estética do álbum, é muito baseado
12:05na nossa cidade, né?
12:06Que demais, cara.
12:07Parabéns, foi muito legal.
12:08Eu, quando escuto a cidade, por exemplo, eu imagino alguém no carro, obviamente, naturalmente,
12:14viajando pela cidade, ouvindo a música, numa relação solitária com aquela música.
12:19Não sei se isso bate pra todo mundo, mas é assim que funciona pra mim.
12:22Mas é uma coisa que realmente é muito bom de ouvir e a gente, sempre que tem oportunidade,
12:26a gente toca aqui na programação da Atlântida.
12:28Eu tenho uma última pergunta, só pra galera que tá ali.
12:30Pode falar.
12:30Isso que você falou, até a gente trocou uma ideia sobre isso ontem, que é uma curiosidade,
12:34que muitas vezes a gente solta a música, e com uma intenção, né?
12:37O Pedro acaba que escreve a letra ali, pensa em alguma parada, mas quando a música solta,
12:41ela é do mundo.
12:42Então, igual você falou, que a cidade representa pra você, a gente ouve muito isso da galera,
12:46dos fãs, que cada pessoa tem a música ali pra cada um, saca?
12:49Então, pode ser interpretado x, y, z, e é muito legal essa parada, essa curiosidade,
12:54que fica a música, quando sai, cada um interpreta e leva pro jeito que quer.
12:57A cidade, inclusive, teve uma parada forte no TikTok, que ela foi pra... na letra fala,
13:03né?
13:03A cidade sem você não é igual.
13:04E aí uma galera levou pra esse lado do luto e tal, mas a gente vê isso muito, isso
13:09rolando sempre na música, de a gente soltar a música, e aí cada um interpreta de uma
13:13forma e tal, uma coisa muito legal que a gente vê, assim.
13:15Igual ele falou aí, é... a gente sempre ouve relatos diferentes, cada pessoa pegando
13:20a música especificamente pra aquilo ali, é bem... é uma parada bem massa da música,
13:23é uma coisa parecida com a desvantagem de amar alguém que mora longe também, né?
13:27Uma galera fez vídeos, assim, falando sobre essa música, eu acho que é muito massa.
13:31A magia da música, eu acho que tá nisso, né?
13:33Ela, como tu falou, né?
13:35Ela nasce, joga pro mundo e cada um interpreta e usa, enfim, da maneira que bem entender.
13:42Que demais isso.
13:43Guris, olha só, rapidinho.
13:45Seja como eu quiser, tem a música 2026, e eu já vi vocês falando numa entrevista
13:50que vocês precisariam pensar em alguma coisa pra isso, né?
13:53Porque fala de agosto de 2026.
13:54Sei que vocês também já fizeram agora o live session no bondinho, mas tem alguma coisa
13:58preparada pra agosto de 2026, pensando nessa música?
14:01Queria pra falar?
14:01Eu acredito que Seu e Só, o bondinho, tudo é um pontapé inicial disso que a gente tá
14:07preparando pra agosto de 2026, a gente não vai e nem quer deixar isso passar em branco,
14:13obviamente pra nós é uma loucura, a gente tá aqui 10 anos depois dessa música podendo
14:17fazer mais do que a gente já fez até aqui, sabe?
14:20Então é uma vontade e é um trabalho que a gente tá sempre, a gente tá ralando muito
14:26esses últimos meses aí pra soltar muita coisa legal, a gente não pode falar exatamente
14:30o que é, mas já já tá chegando.
14:33Pô, a gente botou o nome do programa, tá vazando só pra tentar.
14:36Só pra vocês tiverem aqui em 2026 e falar alguma coisa, entendeu?
14:40Tá tudo bem, tudo bem.
14:41Eu não tenho problema.
14:42Pra me contentar com isso.
14:43Galera, eu ia chamar vocês de gurizada, mas eu chamo vocês de gurizada também.
14:46Gurizada, muito obrigada pela presença de vocês.
14:48Eu queria fazer um pedido.
14:49Por favor.
14:50Solta esse apito aí de novo.
14:52Ah, o apito, o apito ele é automático.
14:54Ele é automático, às 5 horas tem de novo.
14:56Eu fiquei intrigado com a melodia.
14:59Ele é o Atlantida, tá, tá, tá, entendeu?
15:01É a melodia da vinheta cantada da Atlantida.
15:04Massa.
15:04Mas você vai ouvir daqui a pouquinho.
15:06Isso não rola nas rádios de São Paulo também?
15:08Rola, rola, rola.
15:08Não, a gente é de BH.
15:09Rola, rola.
15:09Não rola, lógico.
15:10Não, a cada 15 minutos eu acho que não, cara.
15:12Rola, rola, gente.
15:13É.
15:14Não, eu sei que sou de BH, mas vocês agora passaram por várias rádios de São Paulo.
15:18A gente não ouviu nenhum apito.
15:20Sério?
15:21Sério, nenhum apito foi soltado na nossa orelha.
15:24Tem uma coisa pra mostrar pra vocês aqui, ó.
15:28Ó.
15:30Tá confundindo quem tá ouvindo a gente.
15:32Agora é 4h51, rapaziada.
15:37Exato.
15:39Muito obrigado mais uma vez, Banda Lagoon.
15:41A gente se encontra daqui a pouco no palco aqui da nossa Ateli House.
15:44E também pelas curvas, pelas cores e pelas dores do mundo.
15:47Pelas cores, pelas curvas.
15:49Ah, não.
15:53Obrigada, guris.
15:54De verdade.
15:54A gente adora vocês.
15:55A gente adora o trabalho de vocês.
15:56Então é muito bom receber vocês aqui na PUC hoje.
15:58Só alegria.
15:59Obrigado aí pelo espaço, rapaziada.
16:00Tamo junto.
16:01Tamo junto.
16:02Valeu.