00:00Custou a eliminação do Brasil a decisão de Ancelotti de abandonar justamente a estratégia que havia feito a seleção brasileira
00:06crescer durante a Copa do Mundo.
00:08Diante da ameaça representada por Haaland, o treinador optou por recuar as linhas de marcação e abriu mão da pressão
00:14alta,
00:15principal marca do Brasil nas vitórias sobre Haiti, Escócia e Japão.
00:19Até então a seleção recuperava a bola no campo de ataque, sufocava os adversários e transformava erros na saída de
00:25bola em chances claras de gol.
00:27Contra a Noruega fez exatamente o contrário.
00:30Permitiu que os zagueiros construíssem as jogadas com tranquilidade e só iniciava o combate já na intermediária.
00:35O plano foi desenhado para neutralizar Haaland.
00:38Na prática, deu à Noruega o cenário que ela mais queria.
00:41Tempo para organizar seus ataques e escolher o melhor momento de acelerar, como fez no segundo tempo.
00:46O mais contraditório é que nas poucas vezes em que pressionou, o Brasil criou perigo.
00:50Vinícius Júnior recuperou uma bola no ataque e obrigou uma grande defesa do goleiro norueguês em sua melhor oportunidade no
00:56primeiro tempo.
00:57Mas a seleção brasileira insistiu em uma postura conservadora durante quase todo o jogo.
01:02O Celote preferiu jogar para não oferecer espaços, em vez de repetir o modelo que havia levado o Brasil até
01:07as oitavas.
01:07A estratégia não neutralizou Haaland, reduziu o volume ofensivo da seleção brasileira e tirou do time sua principal identidade.
01:14No fim, o Brasil foi eliminado justamente pelo jogador que tanto temeu.
01:19Obrigado.
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