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  • há 3 meses
França X Paraguai - jogo sofrível e sem ética

Categoria

🥇
Esportes
Transcrição
00:01Será que a adrenalina, a emoção, o desejo incontrolado de vencer, que toma conta dos jogadores,
00:11é tão elevada assim que os impeça de agir eticamente, de praticar o fair play, de jogar o futebol objetivando
00:23a vitória,
00:23mas sem prejuízo para o adversário, por ações indevidas?
00:32Amigos do futebol e de sua arbitragem, ontem, 4 de julho, sábado do ano 2026,
00:39nós assistimos a partida eliminatória pela Copa do Mundo entre a França e o Paraguai.
00:45Além de a partida ter sido em soça, sem emoção, sem técnica, sem vibração, sem velocidade,
00:53com toques de passes lentos, sem nenhuma jogada especial, uma ou outra que saía do padrão, da mesmice desse jogo,
01:07ao lado disso, nós tivemos algumas situações que merecem nossa análise para a reflexão dos dirigentes,
01:15dos treinadores e, principalmente, dos próprios jogadores.
01:21O Paraguai, além de ter apenas se defendido, agiu em três oportunidades de modo muito antiético.
01:31Uma jogada em que dois jogadores caíram, um paraguaio e um francês,
01:36o paraguaio meteu a sola da chuteira na canela do adversário,
01:40depois da jogada ter sido desenvolvida e de ambos estarem no chão.
01:45Depois, outro jogador do Paraguai deu um soco no braço de seu adversário quando estava correndo ao lado dele,
01:52com violência, inclusive, que, a meu ver, justificaria a expulsão,
01:56porque a força excessiva não questiona onde pegou e com o que pegou.
02:01E ali a ação foi completamente desmedida, ação de brutalidade e era para cartão vermelho.
02:07E teve ainda uma outra cotovelada de outro jogador paraguaio no francês.
02:11Então, essas ações enfiaram a partida, que já foi pobre técnico e taticamente,
02:17e deixaram o questionamento para nós fazermos se isso é próprio do futebol.
02:25Além do lateral direito do Paraguai, toda hora reclamar da arbitragem,
02:30confrontar os adversários, agir como se estivesse com descontrole emocional.
02:36Por fim, ainda teve as atitudes do Mbappé, algumas das quais, sorrindo para o adversário,
02:44não se sabe se ironicamente ou se achando ridícula a atuação dele,
02:51não se sabe se uma outra coisa, mas a ação do Mbappé que marcou para nós
02:55foi um lance em que ele levou a bola com a mão,
02:58a nosso ver, não foi acidental, foi deliberadamente, e ele ia chutar para o gol.
03:04Aí surgem duas questões.
03:07Ele sabedor de que a bola pegou na sua mão, sobretudo deliberadamente,
03:12mas ainda que acidentalmente fosse, se ele fizesse o gol, o gol seria anulado.
03:18Será que o jogador de futebol ainda não percebeu que com o VAR ele tem que repensar as suas ações
03:25para evitar prejuízo, inclusive, para a sua equipe?
03:28Naquela situação, se ele entendeu que a mão foi acidental, ele teria que dominar a bola,
03:35passar para um companheiro seu, reconstruir a jogada, porque se um gol fosse marcado seria válido.
03:41Mas um gol feito por ele próprio imediatamente não seria.
03:44Entretanto, todos os jogadores atualmente, mesmo a bola tocando em seu braço,
03:48estão chutando para a meta-aniversária e marcando gols que são anulados.
03:52Por quê? Por falta de orientação, de educação, por parte dos treinadores e dos dirigidos.
03:59A questão ainda envolve uma pergunta.
04:03A FIFA interveio na cobrança, na marcação indevida de um tiro de canto.
04:10Quando é marcação indevida de um tiro de meta, quando seria de canto, ela não intervém,
04:14quebrando o princípio da igualdade e da justeza da decisão.
04:19Mas, nesse caso, saindo o gol, o gol seria válido, mesmo com a mão acidental do Mbappé,
04:29que o jogador jogou para a bola para escanteio.
04:33Não seria também, de sua parte, o Mbappé dizer,
04:36olha, não marque o escanteio que eu levei a bola com a mão?
04:40Se exige muito?
04:42Não, isso não se exige muito.
04:44Isso é um sonho, como um jogador que sofreu um penal e disse ao Mbappé,
04:48eu não sofri o penal no jogo da Europa.
04:51Então, torcedor, essas questões dessa partida,
04:55a enfiaram ao lado da pobreza técnica e tática,
04:59essas questões a enfiaram e foi ruim para o futebol.
05:04A gente espera que a FIFA, ao mexer a regra,
05:07tome cuidado para evitar exatamente que uma questão mais relevante fique de fora,
05:17como a marcação de um tiro de meta quando seria escanteio.
05:21Uma equipe está no fim do jogo, querendo cobrar o escanteio,
05:24é escanteio, o hábito erra, marca o tiro de meta,
05:26e a FIFA não intervém, fica por isso aí mesmo.
05:29Só intervém quando é escanteio indevido,
05:33o que contraria, inclusive, a filosofia de proteger o gol,
05:36porque é dos escanteios que pode sair um gol e não um tiro de meta.
05:39Então, tudo na contramão,
05:41além de quebrar o princípio da igualdade entre atacantes e defensores.
05:46Então, torcedor, essa partida foi pobre,
05:48teve esses lances que merecem registro, segundo nossa ótica,
05:53para você refletir sobre se o futebol é esse esporte, assim,
05:57tão fora do padrão da ética que justifica esse tipo de ação,
06:05que justifica esse tipo de regra elaborada pela FIFA e pela IFAB.
06:12Torcedor, foi bom conversar com você e até uma próxima oportunidade.
06:17Hoje, nós estaremos torcendo para o nosso Brasil, dia 5 de julho,
06:22vamos ver se a gente consegue vencer a equipe do Haaland.
06:26Eu sou o Manuel Serapeão Filho, exato de futebol e autor do Projeto VAR,
06:31que tem sofrido muito com essas alterações inadequadas,
06:35mas a gente espera que as coisas tomem o rumo mais adequado
06:40e já fica satisfeito, já estamos satisfeitos com a justiça
06:45que as intervenções do VAR têm trazido para o futebol.
06:50E triste quando a intervenção é fora do padrão,
06:54mas isso faz parte do próprio erro humano,
06:57é da natureza do mundo errar, persistindo o erro,
07:01é que não é possível e a FIFA precisa tomar a providência
07:04para evitar essas repetições.
07:06Foi bom falar com você, torcedor,
07:08e até uma próxima oportunidade.
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