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  • há 2 meses
Aula | 10 verdades sobre o autismo que ninguém te contou | 01/07 - 20h

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Transcrição
00:00Aqui, hoje, é porque o diagnóstico do autismo entrou na sua casa
00:04e com ele vieram muitas dúvidas, medos e principalmente muita desinformação.
00:08Hoje eu vou te contar o que ninguém te conta no consultório padrão.
00:12Nessa aula eu vou tentar revelar 10 pontos cegos sobre o autismo,
00:16que quando você entender vão transformar a vida,
00:19de como você enxerga seu filho e como você lida com o tratamento dele.
00:23Fica até o final porque o item 10 é o que vira a chave da autonomia.
00:28Desliga as distrações e o que eu vou falar aqui pode economizar muito tempo
00:33de terapias erradas para o seu filho.
00:35Eu sou o Tiago Guzmão, sou neurologista da infância e adolescência,
00:38formado pela Federal Fluminense do Rio, mestre em análise do comportamento,
00:42mas minha vida começou há 20 anos na medicina.
00:45E eu tenho um orgulho de falar que essa humanidade, o seu carinho,
00:49que eu trato com meus pacientes hoje, veio da minha mãe.
00:52Eu acho que minha mãe pediatra é um exemplo de humanidade, do servir.
00:59E eu falo hoje que se eu for 1% da humanidade que minha mãe é com os pacientes dela,
01:04com quase 60 anos de medicina, eu vou ser um médico que eu vou dar para o seu filho
01:08aquilo que eu dou para a minha família, que é amor, humanidade, ciência e dignidade.
01:13Mas minha vida com o autismo começou há muito tempo atrás.
01:16Eu comecei na Federal do Rio, fiz neurologia infantil,
01:20mas antes da neurologia infantil eu tive que passar pela pediatria geral.
01:24A pediatria geral que eu fiz no Hospital Infantil em Vitória, no Espírito Santo,
01:28ela me deu a base para ver a formação da criança, organismo,
01:34porque o autismo não pode passar na frente da criança.
01:37Antes a criança, depois o autismo.
01:40Então eu entendi a base da pediatria, depois fazer uma formação de um ano,
01:44de neurologia de adulto, e depois a neurologia infantil me completou
01:49para o diagnóstico ficar mais correto.
01:53Mas mesmo assim a minha vida não estava tão completa para a formação de um bom médico
01:59que trata o autismo.
02:01Eu recorri então a juntar a ciência da neurologia com a ciência da análise do comportamento aplicado.
02:07Então eu fiz a formação de mestre em análise do comportamento, que é a ABBA,
02:11na PUC São Paulo, onde eu fui o primeiro médico, mestre em análise do comportamento do Brasil.
02:18E esse título não foi fácil, porque a ciência da análise do comportamento é uma ciência densa,
02:25pesada, difícil.
02:26A ciência médica da neurologia também é uma ciência difícil.
02:30Você pode ver aí que muitas pessoas desistem ou não fazem neurologia pela dificuldade que é.
02:35Mas esse encanto de juntar duas ciências, a neurologia com a análise do comportamento,
02:41eu acho que eu chego a uma conclusão do que acontece no cérebro
02:45e o que o seu filho faz de comportamento para que a gente junte maior ciência para cuidado com o
02:51seu filho.
02:51E aí, nesses 20 anos de medicina, este ano de 2026,
03:00desses mais de 15, mais de 16 anos, 15 anos como neurologista,
03:08eu falo que eu sou um pequeno estudioso.
03:13Mas hoje em dia, não é só o autismo em criança.
03:17A gente tem que entender que o autismo em criança, a gente tem que se estudar mais,
03:20se capacitar mais, porque eles crescem.
03:22E será que a gente está preparado com ciência, com dignidade,
03:27para atender essa galerinha que está crescendo?
03:29Passou de 6, 7, 8 anos de idade, começa a fase escolar,
03:34entra na adolescência, puberdade, masturbação, ciclo menstrual,
03:38e chegar na vida adulta.
03:40Então, o autismo, na criança, a maior parte do Brasil conhece.
03:44Mas tem um período que é negligenciado,
03:47que é a transição para a vida adulta, adolescência.
03:51Se a gente acha que o autismo é só criança, a gente está muito enganado.
03:55E a gente vai acompanhar, nessa aula aqui,
03:57alguns nuances importantes também do autismo vida adulta.
04:01As consequências lá na frente, mercado de trabalho,
04:05que está acontecendo no Brasil e no mundo.
04:07Bem-vindo à nossa aula de hoje.
04:09E a gente vai concluir assim com muita informação,
04:11com muito conteúdo que vai ser útil aí para o seu filho na sua casa.
04:14Agora a gente vai falar os 10 tópicos que nunca ninguém te falou,
04:18ou pouco falado, sobre o transtorno espectro autista.
04:21Primeiro, é que o autismo, ele não começa no comportamento.
04:25Ele começa no cérebro.
04:27Lembra que o transtorno espectro autista é um transtorno do neurodesenvolvimento.
04:30A característica dele é ser uma disfunção neurobiológica.
04:33O cérebro autista, ele processa o ambiente de uma forma diferente,
04:37muito antes do comportamento se tornar evidente.
04:40Mas quando a gente fala de autismo, eu tenho que ter essas duas vertentes.
04:44Eu tenho que falar do cérebro e eu tenho que falar do comportamento.
04:50Por que, Tiago, cérebro e comportamento?
04:53Porque muita gente pensa que o autismo é só comportamento.
04:57Concordo, está aí a análise do comportamento falando que o manejo comportamental
05:01faz com que a gente ganhe mais autonomia, independência, maturidade, funcionalidade.
05:06Isso a gente já sabe.
05:07Só que o transtorno espectro autista, lembra, na definição,
05:10ela tem origem neurobiológica.
05:12Então tem alterações não só na formação do cérebro, na neuroanatomia,
05:17muitos artigos descrevem.
05:18Também tem disfunções dos neurotransmissores.
05:21Então, esse cérebro precisa ter estudado, precisa estar organizado
05:25para que o comportamento também seja bom.
05:29Vamos bater um papo aqui.
05:30Adianta nós, seres humanos, sermos muito inteligentes,
05:35uma inteligência de um que é alto, superior,
05:37se a gente não tem maturidade de vida, autonomia, malícia.
05:43Agora, o contrário.
05:44A gente tem um bom comportamento, a gente tem uma malícia certinho,
05:48mas a gente não tem uma inteligência capaz da gente também progredir na nossa vida,
05:53intelectual, trabalho, estudo.
05:56Então, esse combo cérebro e comportamento,
05:59ele é fundamental para que a gente tenha autonomia e a palavra-chave, funcionalidade.
06:05Por isso, quando eu falo que o transtorno espectro autista,
06:08ele tem a primeira base, que são alterações no cérebro,
06:12mas principalmente aonde, pessoal?
06:13Função executiva.
06:16A função executiva, e a gente já fala muito no nosso curso,
06:19dessa parte da função executiva,
06:22é o quê?
06:22É o que a gente tem que potencializar
06:25para que a gente aprenda, retenha, memorize, grave as informações
06:30que a gente recebe ao longo da vida.
06:33Atenção.
06:34Mas não é só atenção.
06:35A gente está distraído, eu posso estar aqui atento,
06:39mas a minha cabeça pode estar longe.
06:41Você pode estar aí, escutando essa aula,
06:44mas você pode estar atento a mim, mas com a cabeça lá fora.
06:47Então, atenção é uma coisa, distração é outra.
06:50Agora eu vou falar de memória operacional.
06:53O que é isso, Tiago, memória operacional?
06:55É quando o professor faz na sala,
06:56pessoal, João, abre o livro na página 3 de português
07:01e faço isso de 1 ao 5.
07:03Eu estou elencando várias ações
07:05para que a ação final seja a ruma.
07:09Filho, vai na geladeira, filho,
07:11pega a água, fecha a torneira da pi e volta.
07:15Isso é memória operacional,
07:17é função executiva,
07:19é córtex frontal.
07:21Essa é a área que no autismo tem dificuldades.
07:24E a gente vai falar muito
07:25dessas dificuldades da função executiva no nosso curso.
07:28Quando a gente for falar, então,
07:30que o autismo tem dificuldades
07:32na parte do cérebro em relação à organização do cérebro,
07:37é que a gente vai ter uma melhora boa,
07:39um aprendizado bacana,
07:40uma função de organização.
07:42Agora, vamos casar com isso
07:45o comportamento.
07:46A gente sabe que no transforme espectro autista,
07:49a base do cérebro, que é o sistema límbico,
07:51o que é o sistema límbico, Tiago?
07:52É o sistema que controla a emoção,
07:54organização do pensamento em relação
07:56a que a gente tenha sensibilidade emocional,
08:00se a gente está explosivo ou não,
08:02ou seja, controla nosso sentimento.
08:04E no transforme espectro autista,
08:06existe disfunção do sistema límbico,
08:08que é a base do cérebro,
08:09os gânglios da base,
08:10que controlam o humor,
08:12se a gente está ansioso ou não,
08:15se a gente está explosivo ou não.
08:17Então, isso faz com que, às vezes,
08:19o controle do impulso...
08:20O que é o controle do impulso?
08:22É quando eu sei que tem uma coisa errada,
08:23eu sei que tem alguma coisa que eu quero falar,
08:25opa, eu me controlo aqui para eu não explodir.
08:28No transforme espectro autista,
08:29é sempre, pessoal, na hora dele,
08:31o tempo dele, quando ele quer,
08:33mas não é porque ele faz por mal.
08:35É uma dificuldade do freio.
08:38Ele acelera, um cérebro hiper excitável,
08:40mas não tem o freio,
08:42então ele só vai.
08:43Então, não adianta eu ter um cérebro
08:46muito inteligente,
08:47com um comportamento,
08:49às vezes, imaturo,
08:50que não vai dar liga,
08:51vai ter um gap muito grande.
08:53Por isso que, no autismo,
08:54eu tenho que ter um bom controle cerebral
08:56e um bom controle do comportamento.
08:58Dois, nem toda criança
09:00é também hiperativa,
09:02agitada,
09:03ou também nem toda criança autista
09:04é quietinha.
09:05Muitas crianças passam anos
09:07sendo confundidas com o TDAH,
09:09que é o transtorno déficit de atenção
09:09e hiperatividade,
09:10ou o transtorno postulado desafiador,
09:12que é o TOD,
09:13ou falta de limite,
09:14ou sem educação.
09:15São diferentes, né?
09:17Mas essas dificuldades sociais,
09:18pessoal, estão presentes
09:19e continuam ao longo da vida.
09:21O que eu quero falar aqui?
09:22Cuidado, pessoal.
09:23O diagnóstico tardio
09:25que chega na vida adulta
09:26também pode acontecer
09:27também na infância.
09:28O Brasil,
09:29ele é campeão
09:29de diagnóstico tardio,
09:31acima de 5,
09:326 anos de idade.
09:33Esse tempo ouro
09:34que a criança tem
09:35no neurodesolvimento
09:36é perdido,
09:36porque é confundida a criança,
09:38o seu filho aí,
09:39com déficit de atenção.
09:41Criança hiperativa,
09:43criança que não fala,
09:44calma,
09:45tudo no seu tempo,
09:45o que a gente está acostumado
09:47a ouvir falar,
09:47não,
09:48existe um comportamento adequado
09:50que a criança tem que estar
09:51fluindo ao longo da vida.
09:52Nem tudo tem o seu tempo,
09:54é assim que fala.
09:55E isso, pessoal,
09:56mascara,
09:57confunde,
09:57atrasa o diagnóstico do autismo.
09:59Se eu for colocar
10:00nas meninas,
10:01que muitas vezes
10:02camuflam,
10:03ou seja,
10:04por ser um cérebro mais social,
10:05por ser um cérebro mais,
10:07muitas vezes,
10:08sentimental,
10:09tímidas,
10:10introspectivas,
10:11elas são confundidas
10:11com transtorno de ansiedade,
10:14com mutismo seletivo,
10:16só fala quando está
10:18com intimidade com o pai
10:19e com a mãe,
10:20no ambiente social,
10:21trava.
10:22São diagnósticos,
10:23pessoal,
10:23transtorno de ansiedade,
10:25transtorno postural desafiador,
10:26TDAH,
10:28depressão infantil,
10:29que mascaram o diagnóstico
10:31do autismo
10:32e fazem com que
10:33a gente
10:34diagnostique
10:35não o autismo,
10:36mas a comorbidade,
10:37o que são?
10:37Os transtornos associados.
10:39Isso é muito importante
10:40ter em mente,
10:41cuidado com o diagnóstico errado,
10:42porque posterga o tratamento
10:44do seu filho.
10:44Tópico 3,
10:45crise no autismo,
10:47assunto extremamente importante.
10:49Crise não é simplesmente
10:50birra,
10:50pessoal.
10:51A birra que o seu filho faz,
10:54que é a rotina da criança,
10:56a birra costuma ter um objetivo certo.
10:58A crise,
10:58muitas vezes,
10:59ela representa
11:00uma perda da regulação neurológica,
11:02é uma desorganização.
11:04E a criança não está manipulando,
11:06ela está fazendo porque ela quer.
11:07ou outra pessoa julga
11:09o seu filho no shopping,
11:10na rua,
11:11porque ela não sabe
11:12o que ela está falando.
11:13Ela está neurologicamente desorganizada.
11:15Vamos entender isso aqui,
11:17pessoal.
11:17Quando a gente tem uma criança
11:19que tem um controle de impulso,
11:22lembra que eu falei
11:23da função executiva
11:24no tópico 1?
11:25Quando eu tenho um controle de impulso,
11:27ou seja,
11:28esse cérebro,
11:29ele acelera do 8 a 80
11:31muito rápido.
11:32E isso porque eu tenho
11:34um desbalanço
11:35de dopamina,
11:37noradenalina,
11:37serotonina,
11:38que são os neurotransmissores
11:39que fazem aquela organização,
11:42aquela regulação emocional.
11:43No autismo tem dificuldade.
11:45Agora,
11:46ele faz isso porque ele quer?
11:47Ele faz isso não,
11:48porque ele tem uma disfunção,
11:50uma desorganização
11:50nesse ponto do cérebro
11:53que é no gângulo da base
11:54e no córtex frontal
11:57que regulam a emoção.
11:59Vamos fazer um tópico aqui,
12:00a diferença entre birra
12:03e entre meltdown.
12:04Isso é um ponto importante.
12:06O que é birra e meltdown?
12:07Birra é o que o seu filho faz.
12:10Família tem,
12:10todo mundo tem,
12:11aquela criança de 2, 3 anos.
12:12Birra.
12:13Birra, pessoal,
12:14é aquela criança
12:15quando eu dou um tablet,
12:16eu dou uma bala,
12:18eu dou alguma coisa
12:19que ela gosta
12:20e ela,
12:21muitas vezes,
12:22para de chorar.
12:23Quando eu tiro,
12:24aí vem o choro,
12:25vem o grito,
12:25jogar no chão,
12:26jogar para trás,
12:27colocar em situação de risco.
12:29Eu volto de novo
12:30o objeto de reforço dela,
12:31ela para de chorar.
12:32na hora.
12:33Então,
12:33é curta duração,
12:34rápida,
12:35tem um objetivo.
12:36Ela faz aquilo
12:37para ela ganhar o doce,
12:38para ganhar o tablet.
12:40Pessoal,
12:41isso é comum no autismo
12:42porque é o controle de impulso.
12:43Agora,
12:43vamos para outro ponto.
12:45Meltdown.
12:46Meltdown.
12:46É um termo,
12:48em inglês,
12:48que fala que é uma birra prolongada.
12:50É uma desorganização cerebral.
12:53É uma dificuldade da criança,
12:56mesmo ficando irritada
12:57porque recebeu um não,
12:58mesmo que você ceda o tablet,
13:00ceda a comida que ela quer,
13:02ceda que ela vá brincar no parquinho,
13:04ela não consegue se organizar.
13:06Ela entra num ponto
13:07de uma crise prolongada
13:08que pode durar horas.
13:10Ela pode dormir
13:11e acordar no outro dia
13:12ainda irritada,
13:13nervosa,
13:14agressiva,
13:14reativa.
13:15Isso é um meltdown.
13:16É uma explosão
13:17de uma birra prolongada.
13:19É uma desorganização
13:20do comportamento.
13:21E não é porque ela quer.
13:22Quarto,
13:23inteligência alta
13:24não exclui o autismo.
13:26Vamos falar sobre isso
13:27porque isso é extremamente confuso.
13:29Muita gente acha que
13:31alta capacidade intelectual
13:33negativa o diagnóstico do autismo.
13:35É claro que
13:36o alto desempenho,
13:38superdotação,
13:39muitas vezes confunde.
13:40Por quê?
13:41Porque o superdotado,
13:42sem ter o diagnóstico do autismo,
13:44muitas vezes vai ter que ter
13:45uma aceleração de turma.
13:48Pode ser que tenha
13:49uma dificuldade social
13:50porque ele está
13:51com conhecimento
13:52muito além
13:53da turma dele.
13:54Isso faz um choque
13:55na geração,
13:56no social.
13:57Mas o autismo,
13:59pessoal,
13:59quando tem autismo associado
14:00à alta habilidade,
14:02que a gente fala
14:02de dupla excepcionalidade,
14:04isso a gente vê
14:05que é comum,
14:07pequena parte,
14:08mas é presente.
14:09E a gente tem que ser
14:10muito, muito,
14:11muito safo,
14:12o médico ali
14:13no diagnóstico,
14:14porque muita gente,
14:15a mãe chega para você
14:16e fala assim,
14:16não,
14:17meu filho com dois anos
14:18sabe inglês,
14:19meu filho com dois anos
14:20ele escreve já o nome,
14:22ele já lê com quatro anos
14:24que é hiperlexia.
14:25E o filho é muito inteligente.
14:27E isso vai mascarando
14:29o diagnóstico do autismo
14:30porque ele tem
14:31ilhas de habilidade.
14:33Mas na verdade,
14:34pessoal,
14:34ele não está tendo
14:36a atenção compartilhada,
14:37ele não está com
14:38boa socialização,
14:39ele não está interagindo
14:40com os pares,
14:41ele não sabe conversar,
14:43por exemplo,
14:44filho,
14:44filho, o que você fez
14:45na sua escola hoje?
14:46Difícil.
14:47Olha a desproporção,
14:48ele vai saber inglês,
14:51às vezes o francês,
14:52às vezes com meus pacientes,
14:53quatro anos,
14:54cinco anos,
14:54sabe em russo,
14:56estão aprendendo alemão
14:57com seis anos de idade.
15:00Mas quando vai conversar
15:01com o amiguinho,
15:02não sabe trocar cartinha,
15:04não sabe o que ele fez
15:06na casa da avó.
15:07Ele tem uma dificuldade
15:09da comunicação,
15:11sabe falar tudo,
15:12porém não consegue
15:13se comunicar.
15:15E quem não consegue
15:15se comunicar,
15:16mesmo sabendo falar tudo,
15:18viu a diferença, pessoal?
15:19Quer dizer que
15:20a socialização
15:21vai se prejudicar.
15:22Então eu tenho uma criança
15:23que é muito inteligente,
15:25que fala tudo,
15:26porém não se comunica,
15:28não interage,
15:29não tem uma boa socialização.
15:31Fica de olho,
15:32porque alta capacidade
15:33de inteligência,
15:34às vezes pode,
15:34ó,
15:35atrasar o diagnóstico
15:36de autismo,
15:37porque muito médico
15:37não está sabendo
15:38fazer o diagnóstico correto.
15:39Cinco,
15:39esse tópico, pessoal,
15:41é extremamente importante.
15:43E eu bato na tecla
15:44todo o meu consultório,
15:46todo o meu curso,
15:47todos os meus congressos.
15:49Um sofrimento social
15:50que aumenta muito
15:51e grava essa idade,
15:52pessoal,
15:53cinco,
15:54seis,
15:55sete,
15:55oito anos de idade.
15:56Quando ele começa
15:57o ensino fundamental,
15:58um,
15:59primeiro ali na escola,
16:00explicar que na primeira infância
16:02as diferenças
16:03que vocês têm ali,
16:04que os professores falam para vocês,
16:06elas passam despercebidas.
16:08É exatamente nessa fase
16:09que começam a exclusão,
16:11o isolamento,
16:12bullying,
16:13a sensação,
16:13pessoal,
16:14que eu falo de não pertencimento
16:15em grupo.
16:15O que é isso, pessoal?
16:17Quando eu falo que essa idade,
16:18aquela criancinha sai do ensino básico,
16:21aquela criancinha,
16:22ela entra no ensino fundamental 1.
16:24A demanda pedagógica,
16:26não que o ensino básico
16:27não tenha estruturação,
16:29tenha,
16:29mas quando entra no ensino fundamental 1,
16:32primeiro,
16:32segundo,
16:33terceiro,
16:33quarto ano,
16:34eu já exijo
16:35que ela sente mais,
16:36que ela preste atenção,
16:37que ela fique na filhinha,
16:39tem atividades que ela faz pedagógica,
16:42a leitura já é exigida,
16:44o social fica mais evidente,
16:47o pai já espera que o seu filho sente mais,
16:51aprenda,
16:52leia,
16:53escreva.
16:54É essa fase, pessoal,
16:55que eu falo,
16:56onde a criança,
16:57muitas vezes,
16:57não tem,
16:58lembra?
16:59Tópico 1,
17:00uma boa organização do pensamento,
17:02então ela chega na escola ainda hiperativa
17:05ou muito desatenta,
17:08sem as necessidades básicas ali
17:12para ela aprender a leitura e a escrita,
17:14porque tem dificuldade de motora
17:15na coordenação motora,
17:17então ela se sente não pertencente ao grupo.
17:20Quando?
17:20Quando ela tem 1, 2, 3 anos de idade?
17:236, 7, 8 anos de idade.
17:25É onde a criança começa a ser mais exigida
17:29na atenção compartilhada,
17:30na atenção da atividade pedagógica
17:32e no envolvimento social.
17:35O que é isso, Tiago?
17:36Pertencimento em grupo,
17:38maturidade.
17:39Agora,
17:39ela tem que também aprender que
17:41não é só no tempo dela,
17:43naquele ensino básico,
17:44é no tempo dela,
17:45do amiguinho,
17:46é no tempo dela,
17:47da professora.
17:48A professora quer vai ditar as regras.
17:50Então, o ensino fica mais estruturado
17:53nessa demanda pedagógica.
17:55É aí que eu falo
17:56que muitas mães
17:57vêm para o meu consultório,
17:58as mães que estão assistindo,
18:00os pais que estão assistindo,
18:00é onde o autismo começa
18:01a apresentar a maior parte
18:03das dificuldades cognitivas
18:05e comportamentais.
18:07O sexto ponto,
18:08muitos adolescentes e adultos,
18:11saem da fase da criança,
18:13vivem exaustos
18:15pela dificuldade
18:17de pertencer
18:18e precisam de mascarar,
18:20camuflar.
18:21Quem já ouviu falar
18:23da camuflagem social?
18:25A camuflagem social
18:27no adolescente
18:28e no adulto, pessoal?
18:30Isso,
18:30o que é isso?
18:31É a técnica que eles usam
18:33para minimizar
18:35os sinais do autismo
18:37para os pais,
18:39para os colegas,
18:40para a família,
18:42para o trabalho no adulto.
18:44Mas isso, pessoal,
18:46parece que força
18:48uma adaptação
18:49e dá uma exaustão.
18:51Quem já ouviu
18:52um termo chamado
18:53de shutdown?
18:54Lembra que a gente falou
18:56de birras
18:56e meltdown?
18:58Agora eu falo
18:58outro termo,
18:59o shutdown,
19:00que é aquela exaustão social,
19:02aquela fadiga social
19:03depois que ele vai
19:04trabalhar e volta,
19:06quando ele vai apresentar
19:07um trabalho na escola.
19:08Por dentro,
19:09existe uma exaustão emocional
19:11e cognitiva intensa.
19:13É o cérebro
19:14que muitas vezes,
19:16sensorialmente,
19:18na organização dele
19:19da função executiva,
19:20ele precisa se desgastar
19:23muito para o social
19:24e isso acaba interferindo
19:25na produtividade.
19:27Resumo,
19:28é um cérebro exausto,
19:30cansado,
19:31mais tendencioso,
19:32o pessoal,
19:33vamos lá,
19:34adolescente e adulto,
19:35vamos fazer essa proporção aqui.
19:37Ansioso,
19:38autoestima,
19:39autoconfiança baixa.
19:40Autoestima,
19:41autoconfiança baixa
19:42vai cair o quê?
19:43Depressão.
19:44A depressão,
19:45a gente tem que ficar de olho
19:46na tentativa do suicídio.
19:49Atenção com o seu adolescente,
19:51atenção com o seu adulto,
19:52seu médico,
19:54converse com o seu médico,
19:55converse com o seu filho,
19:57porque ameaçou,
19:59querer tirar a própria vida,
20:00isso é emergência neurológica,
20:02pessoal.
20:02O número sete,
20:04importantíssimo,
20:05no autismo,
20:06no seu filho,
20:07no seu aluno,
20:08ele pode vir acompanhado
20:09de um sofrimento físico,
20:11orgânico, real.
20:12Então,
20:12nessa aula,
20:13quando a gente fala
20:14que,
20:16atenção a esse detalhe,
20:18antes da criança autista,
20:20vão colocar a criança,
20:22o adolescente em si,
20:22o organismo que tem todas as manifestações orgânicas,
20:25pode estar acontecendo,
20:26dor de cabeça,
20:27e enxaqueca na criança que é negligenciada,
20:30gastroenterite,
20:31cólicas,
20:32alteração de sinusite,
20:34de rinite,
20:34a criança já acorda,
20:36então,
20:36está com uma sensibilidade sensorial
20:38demais para comer,
20:41volta a não querer comer,
20:43insônia,
20:44aí vai para o neurologista,
20:45o que o neurologista faz?
20:46Medica,
20:48medica,
20:49aumenta a medicação
20:49e a criança não melhora.
20:52A atenção aos sinais orgânicos,
20:55dá um exemplo aqui importante,
20:56olha,
20:57tem uma criança,
20:58chegou para mim aqui,
20:59do Nordeste,
21:01sete anos,
21:03muita medicação,
21:04você imagina uma criança de sete anos,
21:06já passou por doze medicações,
21:08eu falei,
21:08opa,
21:09então está errado,
21:10doze medicações,
21:11mais dez medicações,
21:12uma criança de sete anos,
21:13e ainda assim,
21:14muito agressiva,
21:15mordendo,
21:15batendo,
21:16arrancou a unha,
21:18com o dente,
21:20a mãe pedindo,
21:21o Tiago me ajuda,
21:23e aí quando a gente vai coletar a história certinho,
21:25a gente vê que,
21:27deitou,
21:27irritou,
21:28deitou,
21:29irritou,
21:30o que eu estou falando aqui pessoal?
21:32Onze medicações,
21:34sete anos de idade,
21:35nada dando certo,
21:36pensa,
21:38opa,
21:38o Tiago,
21:38ela está com a litose,
21:39examina a criança,
21:41opa,
21:42gástrico,
21:44será que está fazendo uma gástrica?
21:45quando desceu,
21:46fez uma endoscopia pessoal,
21:48era uma úlcera gigante,
21:51ou seja,
21:51você imagina a dor dessa criança,
21:54quando dormia,
21:55quando deitava,
21:56e passando por várias medicações,
21:59que entre aspas,
22:00dopavam,
22:01deixavam a loja sonolenta,
22:03mas a verdade não era,
22:04a dor da irritabilidade,
22:06em relação a comportamento agressivo,
22:09a dor,
22:10era gástrica,
22:12então vamos tentar,
22:13vamos tentar prestar atenção,
22:15que antes da gente medicar,
22:17tem um organismo por trás,
22:18que a gente tem que ficar de olho,
22:20coletar histórias,
22:21se o pai tem enxaqueca,
22:22o filho pode ter enxaqueca,
22:25doenças gastrointestinais,
22:26insônia,
22:27distúrbios do sono,
22:28vamos pensar na criança como um todo,
22:30antes de sair medicando,
22:31viu,
22:31no oitavo,
22:32o maior prejuízo,
22:33muitas vezes estão nas funções executivas,
22:36essas funções executivas,
22:38vamos explicar um pouquinho,
22:39a gente vai falar muito disso aqui,
22:41ao longo,
22:42dessa nossa trajetória junto aqui,
22:43a função executiva,
22:45é conseguir iniciar tarefas,
22:48manter uma rotina,
22:50organizar os pensamentos,
22:52planejar o que vai fazer,
22:54ó,
22:55flexibilizar os comportamentos,
22:57regular essa emoção,
22:58o córtex pré-frontal,
23:00o pessoal saia da frente do cérebro,
23:02ele passou esse papel central,
23:04nas dificuldades,
23:06por isso,
23:06quando eu falo do transtorno espectro-autista,
23:08não tem como dissociar,
23:09transtorno espectro-autista,
23:11de dificuldades,
23:12na função executiva,
23:13função executiva,
23:14eu falo córtex frontal,
23:16estou no cérebro,
23:17a parte da frente do cérebro,
23:19o córtex frontal,
23:21é igual,
23:22alteração na função executiva,
23:24essa função executiva,
23:26pessoal,
23:26é a base do autismo,
23:28é onde a maior parte dos estúdios estão agora,
23:31olha,
23:31focando nela,
23:33você imagina você,
23:34que está num dia ansioso,
23:36que está num dia estressado,
23:38você vai ter uma condição legal de se organizar,
23:41organizar seu pensamento,
23:42vai esquecer uma conta,
23:44vai esquecer alguma coisa do seu filho,
23:46vai ter dificuldade de planejar outras ações,
23:49quando você for dormir,
23:50você vai dormir,
23:51e o seu cérebro o quê?
23:52Não para,
23:53está ligado a 220,
23:54220.
23:55Então,
23:56as funções executivas,
23:57no autismo,
23:58ela tem um papel importante,
23:59porque é um cérebro que parte do princípio,
24:01que é um cérebro hiper excitável,
24:03essa hiper excitabilidade leva o quê?
24:06A uma desorganização,
24:07sempre quando eu falo que essa,
24:09se essa velocidade do processamento,
24:11que ele pensa,
24:11não está legal,
24:12isso é igual,
24:13a uma organização desse pensamento ruim,
24:17qual que é o resultado,
24:18pessoal?
24:18Agitação,
24:19hiperatividade,
24:21distúrbio do sono,
24:22irritabilidade,
24:24agressividade.
24:24Vamos focar,
24:25então,
24:26com o seu médico,
24:27nas funções executivas,
24:29para a gente organizar esse cérebro?
24:30Nono,
24:31que a intervenção,
24:32ela não é apenas terapia,
24:34lembra que é ambiente,
24:35é sua casa.
24:37Então,
24:37a gente vai ver que,
24:38a criança pode ter excelentes terapeutas,
24:40olha,
24:41pode ter uma analista do comportamento fenomenal,
24:43pode ter um fonoaudiólogo perfeito,
24:45pode ter um professor,
24:46que tem uma capacidade gigante de psicopedagogia,
24:50mas se viver sem previsibilidade em casa,
24:52sem uma rotina,
24:53com pouca autonomia,
24:54ou seja,
24:55o tratamento não vai acontecer só dentro da clínica,
24:58ele precisa aprender na clínica,
25:00mas a gente fala aqui o que?
25:01Generalizar,
25:02generalizar é que a criança coloque esse comportamento em mais ambientes,
25:05que é em casa,
25:06então é,
25:07você,
25:08pai e mãe em casa,
25:09em casa é um ambiente para você generalizar,
25:11pegar o que foi feito na clínica,
25:13aprender,
25:14estudar e fazer em casa.
25:15O décimo,
25:16o autismo,
25:17ele jamais,
25:18ele não acaba aos 18 anos,
25:20lembra que ele começa na infância,
25:22e ele transita para a adolescência,
25:24para a vida adulta,
25:26o maior erro é a gente achar que o autismo é de criança,
25:29o autismo é muito mais comum,
25:31os estudos estão colocando,
25:32na adolescência e na vida adulta,
25:35tem incidência na adolescência e na vida adulta,
25:36a gente vai ver que é difícil,
25:38quando a gente fala que autismo é uma condição do neurodesolvimento,
25:42a gente tem que traduzir isso,
25:44e acompanhar as fases da vida,
25:46passar pela fase da adolescência,
25:49passar pela parte da masturbação,
25:52da menstruação,
25:53fazer com que ele tenha mais funcionalidade e autonomia,
25:57e isso pessoal,
25:58não depende só que ele vai falar ou não,
26:00eu quero uma criança que tenha funcionalidade,
26:03eu quero uma criança que tenha maturidade,
26:05eu quero qualidade de vida,
26:07ao longo da vida,
26:08para entrar na vida adulta mais funcional,
26:12eu te dei 10 informações valiosas,
26:15mas informação sem método,
26:17pode gerar uma confusão na sua cabeça,
26:20você pode continuar tentando aprender sozinho,
26:22no YouTube,
26:23pode ter um caminho mastigado aí,
26:25por quem vive isso na ciência,
26:27no consultório todos os dias,
26:29muitos pais pediam,
26:31doutor Tiago,
26:31como é que eu faço para ter orientação sua,
26:34um curso seu e tudo,
26:36por isso eu decidi criar algo que a maior parte
26:39do meu paciente pergunta na minha consulta,
26:43então o novo mapa do autismo,
26:45do básico às novas descobertas científicas,
26:47que destravam o desenvolvimento do seu filho,
26:51criado para pais,
26:52para professores,
26:53para médicos,
26:55para cuidadores,
26:56que querem segurança,
26:58que acabaram de receber o diagnóstico,
27:00ou que já tem um filho autista,
27:02que se sente um pouco perdido,
27:04está estagnado,
27:05o mapa é composto por cinco módulos,
27:08o módulo 1,
27:09introdução ao autismo,
27:10a gente vai caminhar nessa parte todinha,
27:12prevalência, incidência,
27:14o módulo 2,
27:15a gente vai falar sobre diagnóstico clínico,
27:17escalas diagnósticas,
27:19sinais, sintomas,
27:20níveis de suporte,
27:21pessoal,
27:22como o pessoal fica perdido o nível de suporte ainda,
27:24módulo 3,
27:24os principais diagnósticos diferenciais do autismo,
27:27tem muito diagnóstico errado,
27:29e tem muito diagnóstico,
27:30que não é autismo,
27:32mas na verdade,
27:33está diagnóstico errado,
27:34é autismo sim,
27:35o módulo 4,
27:37é,
27:37por que a fase dos 6 anos,
27:399 anos,
27:39se torna mais crítica do autismo,
27:41esse é o nosso ponto trunfo,
27:43por que que essa fase de 6 a 9 anos,
27:45fica bem difícil,
27:46alfabetização,
27:47escola,
27:49independência,
27:49pertencimento em grupo,
27:50o módulo 5,
27:51a gente vai falar das comorbidades neurológicas,
27:53comorbidades,
27:54não só da parte de neurocognição,
27:57mas também o módulo 6,
27:58a gente vai entrar nas comorbidades psiquiátricas,
28:00será que o seu filho está nesse platô,
28:02porque tem alguma dessas comorbidades aí atrapalhando,
28:05o módulo 7,
28:06a gente vai falar sobre o tratamento,
28:08medicamentoso,
28:09e o não medicamentoso,
28:11além disso,
28:11são muitas vantagens,
28:14mas que o curso,
28:15apenas R$197,
28:17mas com a qualidade de Tiago Guzmão,
28:19que a gente vai juntar duas ciências,
28:21da Neurologia e a Análise do Comportamento,
28:23é o primeiro curso que você vai ver a junção,
28:25da Ciência e da Neurologia,
28:26da Análise do Comportamento,
28:28juntas,
28:28em prol de informação para você,
28:30para a qualidade de informação do seu filho,
28:31o link vai estar fixado no chat,
28:34nesse QR Code aqui,
28:35e na minha bio,
28:37as vagas com bônus,
28:38são limitadas,
28:40o diagnóstico,
28:41ele não define,
28:42o destino do seu filho,
28:44mas as suas atitudes,
28:46a partir de hoje.
28:47Eu, Thiago Guzmão,
28:48estou aqui para segurar a sua mão,
28:50para caminhar junto nessa jornada.
28:52Te vejo agora,
28:54no nosso curso.
28:55Até mais!
29:16Tchau!
29:46Tchau!
30:16Tchau!
30:46Tchau!
30:46Tchau!
30:47Tchau!
31:17Tchau!
31:47Tchau!
32:17Tchau!
32:47Tchau!
32:49Tchau!
33:19Tchau!
33:19Tchau!
33:49Tchau!
34:19Tchau!
34:49Tchau!
35:19Tchau!
35:49Tchau!
36:19Tchau!
36:49Tchau!
37:19Tchau!
37:49Tchau!
38:19Tchau!
38:49Tchau!
39:19Tchau!
39:49Tchau!
40:19Tchau!
40:49Tchau!
41:19Tchau!
41:49Tchau!
42:19Tchau!
42:49Tchau!
43:19Tchau!
43:49Tchau!
44:19Tchau!
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45:19Tchau!
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