00:00Olha que coisa sensacional esses dois depoimentos que a gente ouviu, né?
00:04Eu concluo que os Estados Unidos tem Hollywood, tem o cinema, a Coreia do Sul, o Gabriel tem o K
00:09-pop,
00:10o Japão tem anime, o Brasil tem futebol, né? O Brasil tem música, tem corpo, tem festa, tem pelé, tem
00:16alegria.
00:17Só que eu acho que frequentemente a gente trata isso mais como folclore do que como potência estratégica mesmo, né?
00:24Então, eu acho curiosíssimo ver esses bangladeses, é o termo correto, né? Que ele estava usando, o embaixador em Bangladesh.
00:32A gente vê essa turma vibrando, torcendo, né? Gritando Brasil na rua.
00:38Isso me toca porque eu acho que a gente passa boa parte do tempo reclamando do Brasil.
00:42E essas pessoas, elas escolhem o Brasil porque elas querem, né?
00:47Porque a gente tem uma capacidade, esse povo, de inspirar simpatia fora do Brasil, claro, né?
00:54A gente desperta afeto no imaginário do mundo como pouquíssimos outros, como pouquíssimos outros.
01:00Então, a gente chama pejorativamente, né? De jeitinho, né?
01:03A gente diz que é uma bagunça isso aqui.
01:05Muitas vezes é uma esculhambação mesmo a maneira como o brasileiro vive.
01:08Mas as pessoas enxergam fora daqui como espontaneidade, como autenticidade, né?
01:12Então, a gente tem uma facilidade de rir, de expressar carinho, de conversar com quem nunca viu, de fazer festa.
01:17Essa capacidade de improvisação do brasileiro que aparece no futebol também, né?
01:21Que aparece na música, na culinária, a gente explora pouco isso ainda.
01:25Eu repito, os Estados Unidos tem Hollywood, a Coreia tem o K-pop, a gente tem o futebol e tem
01:30esse nosso jeito.
01:31E a gente trata como se fosse o jeitinho brasileiro, essa porcaria.
01:35Não é uma porcaria, é sensacional.
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