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‘Vou combater tudo o que representa o PT’, diz Márcio Pacheco ao anunciar candidatura a deputado federal
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00:00O estúdio CGN recebe hoje o parlamentar Márcio Pacheco, deputado estadual em terceiro mandato na Assembleia Legislativa do Paraná
00:09e que acaba de anunciar um novo desafio, concorrer a uma vaga na Câmara Federal dos Deputados em Brasília.
00:18Seja muito bem-vindo, Márcio Pacheco.
00:21Obrigado, Luiz. Um prazer, uma alegria estar aqui e falar com você e toda a seleta audiência da nossa CGN.
00:27Obrigado pelo espaço. Estou feliz de estar aqui com vocês.
00:30Por que trocar a Assembleia pela Câmara Federal?
00:33Eu sou pré-candidato a deputado federal, Luiz, porque entendo que é o momento.
00:39Já fui três mandatos de deputado estadual.
00:43Entendo que as grandes batalhas em torno das pautas que eu de fato defendo, acredito, na Assembleia Legislativa estão em
00:50Brasília.
00:50Em Brasília nós teremos mais força também em termos de recurso, em termos de representatividade
00:56da nossa cidade de Cascavel, da região oeste do Paraná.
01:00Eu acho que é importante Cascavel.
01:03Cascavel já teve cinco deputados federais.
01:05Nesse momento nós temos aí o Fernando Giacomo, que não é candidato, que está eleito deputado federal no momento.
01:11É o Cinho Padovani, grande parlamentar, mas também tem anunciado que está na disputa por uma vaga junto no Senado
01:17da República.
01:18Então temos um espaço importante e eu entendo que depois de três mandatos, Luiz, como deputado estadual, presidente da Câmara,
01:25isso me dá uma capacidade de articulação e uma experiência que são fundamentais.
01:31O Congresso Nacional é batalha de gigantes lá.
01:34Então você precisa de ter uma caminhada, uma experiência para poder chegar lá, já sabendo como funciona a engrenagem da
01:41política
01:42para fazer com que o trabalho lá em Brasília dê resultado aqui em Cascavel, na região oeste,
01:47e também em torno das pautas que nós defendemos, que são as pautas conservadoras, de direita, de defesa da família,
01:54de defesa da vida, defesa da liberdade, e essas pautas todas elas acontecem de maneira fundamental lá em Brasília.
02:00Por isso essa decisão madura, um desafio grande, evidentemente, mas ao mesmo tempo muito consciente,
02:06depois de três mandatos, é momento de buscar, se for da vontade de Deus, estar lá em Brasília para representar
02:11bem a nossa região.
02:12Na agenda da direita também existe uma preocupação com o cenário econômico brasileiro.
02:17A gente está em uma região do país onde a agroindústria deveria ser muito forte, é muito forte,
02:23mas vem também enfrentando dificuldade.
02:26Na prática, o que o senhor, enquanto deputado federal, poderá fazer para ajudar o desenvolvimento econômico do Brasil?
02:35Defender o nosso agro de maneira concreta.
02:37Defender quem produz, quem trabalha, quem gera renda, quem gera emprego.
02:42É o emprego que dá dignidade para as pessoas.
02:45As bolsas que o governo está incentivando, inclusive, no Brasil, elas são importantes para aqueles que precisam.
02:54Não pode ser alavanter a vontade de qualquer um, inclusive, desestimulando algumas pessoas de estarem no trabalho.
03:05Então, nós temos que trabalhar para defender quem mais precisa, e isso precisa das pessoas que têm necessidade com bolsas,
03:12mas nós temos que defender a geração de emprego, incentivar as pessoas a trabalharem.
03:16Então, o nosso compromisso é com o setor produtivo, com quem gera renda, quem gera emprego, quem faz a economia
03:22nossa girar,
03:23porque quando a economia está bem, o país está bem, o Estado está bem.
03:27E nós temos hoje, de fato, ações do governo federal, do governo Lula, que são para atacar o agro.
03:34Temos ações que são de incentivo às invasões de terra, gerando uma desestabilização na confiança das pessoas de como que
03:42vai ter segurança ou não.
03:43tanto de invasões de terra por parte do MST, que nós combatemos, como as invasões indígenas,
03:48que estão atormentando os moradores de Palotina, os moradores de Baíra, de terra roxa, que nós também enfrentamos.
03:54E, de maneira concreta, na Assembleia Legislativa, aprovamos o Abril Verde Amarelo,
03:58que é um trabalho, um projeto para fazer um enfrentamento ao Abril Vermelho,
04:03de promover as invasões de terra no Abril, em todo o mês de Abril do ano.
04:07Esse ano passado, curiosamente, nesse mês de Abril, Luiz, curiosamente,
04:12três estados do Brasil tiveram invasões de terra no mês de Abril.
04:16O Paraná não teve.
04:17Porque aqui, eles sabem que tem gente, de fato, para defender a estabilidade econômica
04:23de quem realmente tem o direito da propriedade, que deve ser defendido sempre.
04:28Deputado, o senhor tocou num ponto que diz respeito ao incentivo à indústria para a geração de emprego.
04:35Por outro lado, o governo tem defendido uma pauta, por exemplo, da escala 6x1,
04:41que, para muitos empresários, pode ir na contramão dessa máquina de geração de emprego.
04:47Qual é a sua opinião sobre a escala 6x1?
04:50O senhor, enquanto deputado federal, votaria, teria votado contra ou a favor e por quê?
04:55A escala, a proposta que está sendo apresentada, Luiz, ela é uma enganação.
04:59Ela é uma enganação porque ela gera na cabeça do trabalhador uma ideia de que ele vai trabalhar menos,
05:05e isso tem o seu ponto positivo, do ponto de vista, especialmente do ponto de vista do populismo,
05:09de fazer a propaganda, mas ela é enganosa.
05:12Porque não existe, para quem está no mercado de trabalho, quem está me acompanhando,
05:15que sabe o que estou falando, não existe pão de graça.
05:19Então, assim, se você diminui a carga de horário de trabalho,
05:22é automaticamente, não de imediato, porque tem toda uma legislação em torno disso,
05:27mas no passar do tempo, evidentemente que você vai ter uma redução no salário da pessoa.
05:33O empresário, ele tem que manter a sua empresa tendo uma estabilidade na sua condição de cargo horário.
05:41Então, por exemplo, eu estou a favor, Luiz, da liberdade.
05:44A liberdade, inclusive, do trabalhador poder escolher se ele quer, de fato, que reduza a sua carga horária,
05:50com o risco de, daqui a pouco, ou ele ser mandado embora, por causa do salário dele continuar a mesma
05:56coisa,
05:56ou o empregador também deixar um tempo a mais, daqui a pouco, sem ele perceber o salário ter dado um
06:03estagnado
06:04para estar proporcional à carga horária que ele trabalha.
06:07Então, eu votaria contra, Luiz, por quê?
06:09Porque não é verdadeiro que você vai reduzir a carga horária e você vai manter o salário.
06:14Ou então você vai ter que aumentar o número de trabalhadores,
06:17você prejudica ainda mais a competitividade da empresa, muitas empresas poderiam fechar,
06:22ou você aumenta o valor do produto.
06:24Porque aumenta o valor do produto, é óbvio que esse valor tem que ser repassado para alguém,
06:27você vai contratar mais pessoas, você vai ter que repassar isso para alguém.
06:30Então, não que eu seja contra que a pessoa possa trabalhar menos,
06:34desde que ela queira trabalhar menos,
06:36ciente de que haveria o risco de haver uma queda também no seu salário,
06:41ou até mesmo ela ser mandada embora por conta desses ajustes que são feitos.
06:46Então, essa invasão do Estado dentro da economia é um perigo, é um risco,
06:51e eu sou contra isso.
06:52Eu defendo a liberdade das empresas, defendo a liberdade do empregado,
06:56ele fala, olha, eu quero que reduza, mesmo que o meu salário corra o risco de reduzir.
06:59Aí tudo bem, mas dá o direito, não vem com a imposição de ser aprovado.
07:02Eu sou contra qualquer tipo de imposição na vida do Estado.
07:05Até pensando nesse maior poder de negociação entre o trabalhador e o empresário, o patrão,
07:12o senhor acredita que a modalidade de contratação por pessoa jurídica,
07:17a pejotização do trabalho, seria uma alternativa para dar mais poder de negociação
07:22para esse trabalhador, nesse sentido de negociar carga de trabalho, carga horária?
07:28Eu acredito no seguinte, Luiz, nós temos hoje um modelo que tem funcionado no país.
07:33Então, qual que é o sentido de você querer mudar no que está funcionando?
07:36Não tem sentido você querer inventar para pegar e causar uma...
07:40Ninguém estava questionando isso.
07:42Aí vem a esquerda, vem o PT e começa a promover um debate que ninguém estava...
07:47Todo mundo está trabalhando.
07:48Quem acha que o salário está pequeno, vai para outra empresa, não quer trabalhar,
07:52ou acha que quer trabalhar menos, monta uma PJ, uma pessoa jurídica ali, um CNPJ,
07:58e começa a prestar o serviço, assim.
08:00Aí vem, gera todo um debate que não leva ninguém a lugar nenhum,
08:04que não traz benefício especificamente a ninguém.
08:07Por quê? Porque, como eu falava, você gera uma expectativa de que vai diminuir a carga horária,
08:11todo mundo vai trabalhar menos, e que o salário vai continuar a mesma coisa,
08:13mas nós sabemos que isso é uma mentira, que não é verdade.
08:15Então, eu entendo o seguinte, eu defendo a permanência do sistema como está,
08:19e quem quer montar um CNPJ para prestar serviço, já é permitido isso,
08:23e eu defendo isso, porque eu defendo a liberdade dos cidadãos.
08:26Você tem o direito de decidir como e onde você quer trabalhar.
08:30Se o teu salário não está bom, você tem o direito de, com qualificação,
08:34buscar um emprego em outro lugar, trabalhar até mais.
08:36Tem gente que, ao invés de trabalhar menos, fala só,
08:38mas você quer trabalhar um pouco mais e ganhar um pouco mais?
08:40Eu quero trabalhar. Então, não, não vai poder mais, está proibido.
08:43É 5 por 2 e acabou.
08:44Então, eu sou contra esse tipo de invasão do Estado sobre a vida do cidadão.
08:49A gente falou até agora de pautas econômicas,
08:52que também envolvem o mercado de trabalho, claro.
08:54Agora, quais seriam os três pontos que o senhor considera principais
08:59para fazer o Brasil evoluir?
09:01Quais seriam os três assuntos, os três temas?
09:04Redução da carga tributária.
09:07Nós temos hoje empresas fechando no Brasil, Luiz.
09:10Não é para menos.
09:11Nos últimos quatro anos, você que está me acompanhando sabe bem disso,
09:16nos últimos quatro anos desse governo Lula,
09:19houve no Brasil aumento ou criação de 25 novas cargas tributárias.
09:25Quer dizer, é um absurdo.
09:26O nosso país sofre com a competitividade, por isso que fecham empresas.
09:31As empresas não conseguem mais sobreviver.
09:33Nós já tínhamos, antes desse governo, a maior carga tributária do mundo, Cássio.
09:38Aí vem um governo que só pensa em aumento do Estado,
09:41mas não é no aumento do Estado que traz benefício para a população para você.
09:45aumenta a nossa carga tributária, mas você não vê o aumento dos benefícios
09:50do governo federal chegando até nós.
09:52Você mesmo pode se perguntar, quem está em casa,
09:54que tipo de benefício, a não ser pelo populismo que o governo federal faz,
09:59que tipo de investimento que foi feito, de fato, em Cascavel pelo governo federal?
10:03Qual obra existe em Cascavel do governo federal?
10:06Não, é só aumento de carga tributária.
10:08Nós arrecadamos, enquanto Estado do Paraná para o Brasil, Luiz,
10:12em torno de 110 bilhões de reais.
10:15Desse total, contando já a aposentadoria e todos os benefícios sociais que tem,
10:19que são importantes, mas que está exagerando nessa questão das bolsas e tudo mais,
10:24não volta 40 para o Estado do Paraná.
10:27Ou seja, se aumenta a carga tributária, esse dinheiro fica no governo federal
10:30para ele fazer o que quer, enquanto isso a população está cada vez mais penalizada,
10:34com dificuldade, porque não dá incentivo.
10:35Então, dar incentivo para as empresas é uma solução, trazer estabilidade.
10:40Hoje, quem tem propriedade rural, por exemplo, fica com medo
10:43de saber se vai ter uma invasão ou se não vai ter.
10:46Então, tem que dar estabilidade para o país.
10:47Tem que promover, ajudar quem gera emprego e quem gera renda.
10:52Então, diminuir a carga tributária, oferecer incentivos.
10:54Porque nós temos empresas aqui, por exemplo,
10:56lembra da D. Pascoal, que fechou aqui de Cascavel.
10:59Fechou porque não tem tido condições de competir no mercado com a questão de pneus.
11:03Nós estamos numa fronteira, que além de não conseguir reprimir a entrada de pneus
11:09aqui do Paraguai, você não diminui a carga tributária desse setor,
11:13ainda que fosse regionalizado, para permitir que essas empresas pudessem continuar sobrevivendo.
11:17Então, você tem toda hoje um aumento de carga tributária.
11:19Você tem um populismo que oferece, que dá demais às pessoas que não estão precisando
11:27e prejudica quem está gerando emprego, gerando renda no país.
11:31Você tem menos pessoas trabalhando e você tem mais pessoas só com benefício,
11:34automaticamente o país começa a ter cada vez mais dificuldades.
11:37Então, são algumas das reflexões que nós podemos ajudar lá no Congresso Nacional.
11:40Então, a redução da carga tributária seria uma prioridade para a gente desenvolver mais esse país.
11:47Agora, outras duas prioridades.
11:50A redução da carga tributária, eu falei, a estabilidade.
11:52A estabilidade de você ter segurança jurídica.
11:55Você não ter uma judicialização, você não ter hoje uma insegurança jurídica.
12:01Porque hoje nós temos hoje, imagine que absurdo, uma decisão do Congresso Nacional
12:07ser derrubada por uma canetada monocrática do Supremo Tribunal.
12:10É um absurdo um negócio desse.
12:11Nem o plenário do Supremo Tribunal Federal não vota mais.
12:14É um ministro que chega lá e fala, eu não concordo e derruba.
12:17Então, assim, é um absurdo.
12:18Tem que ter uma retomada da estabilidade jurídica no país,
12:22que está precificando o país.
12:24Hoje, nós temos aqui no Paraná, situação que talvez nós vamos comentar daqui a pouco,
12:27quer dizer, leis que nós aprovamos, Luiz, que foi aprovada na Assembleia por todos os deputados,
12:34sancionada pelo governador, ou seja, são dois poderes, poder legislativo, poder executivo,
12:40dando o aval para uma lei e chega lá um desembargador derruba uma lei do Estado do Paraná.
12:45É um absurdo o negócio desse.
12:46Então, ter essa segurança jurídica e, claro, essa questão de prestigiar as regiões, Luiz,
12:52de acordo com a sua desenvoltura econômica.
12:53Aqui na região oeste, nós temos, eu tenho que pensar aqui na nossa região, evidentemente,
12:57que é o agro, que é o setor produtivo.
13:00Então, nós temos que incentivar que o agro tenha essa capacidade de continuar produzindo,
13:05exportando, gerando divisa, gerando renda para que o Estado continue se desenvolvendo.
13:09Nós temos o Estado do Paraná, que é um Estado que foge da realidade do Brasil.
13:12Graças a Deus, nosso governador Ratinho Júnior conseguiu fazer o que ninguém consegue nem acreditar.
13:17Educação saiu do sétimo lugar e foi para o primeiro lugar no país.
13:20A quantidade de investimentos que foram feitos hoje no Estado, em todo o Estado aqui em Cascavel,
13:25não é diferente, é enorme. Por quê?
13:27Porque pacificou, não fica brigando, né?
13:29Lá onde você tem só briga ideológica, que não leva a nada.
13:33Lá em Brasília, quando você fica só com aquela brigaiada, as batalhas são importantes.
13:37Mas você não pode ter, você tem segurança jurídica, você tem que ter uma estabilidade econômica
13:42para que possa o Estado desenvolver mais.
13:44O senhor citou a palavra batalha que me leva ao próximo tema, segurança pública.
13:48O senhor é um policial federal de carreira e, claro, que tem muitos projetos, muitas ideias nessa área.
13:55Para a gente enfrentar a violência, o crime organizado e a insegurança no Brasil,
14:01qual é o principal gargalo?
14:03É falta de efetivo, é falta de organização, é falta de gestão?
14:07Qual é a sua opinião?
14:09Suiz, primeiro, havia a necessidade de um endurecimento da pena.
14:15Um endurecimento no combate ao crime organizado.
14:17Essa lei que foi aprovada agora no Congresso Nacional, que foi sobre a relatoria do deputado federal
14:24de RIT, lá de São Paulo, foi um avanço muito significativo nesse enfrentamento.
14:29Mas nós temos que pensar também, estava onde o doutor Leonardo Ribas, Tavares, aqui de Cascavel.
14:34Não adianta você fazer um grande trabalho de persecução penal.
14:38O que é persecução penal, Luiz?
14:39É o trabalho de prisão, prende, leva, faz o trabalho jurídico, até colocar na cadeia.
14:45Mas você coloca na cadeia e você não tem um trabalho da execução penal.
14:49Hoje você virou uma banalização, você tem uma sensação de impunidade.
14:54A sensação que tem na cabeça do delinquente, do bandido, é que ele pode fazer o que ele
14:58quiser e que não vai ser apenado.
15:01De acordo a...
15:02Se você matar, você pode ser condenado a até 20, 21 anos de cadeia.
15:06Mas a pessoa mata e fica preso meses, às vezes alguns anos, de acordo com seus antecedentes.
15:12Então você tem que ter uma revisão disso.
15:14Tem que ter um endurecimento, tem que haver um cumprimento de pena mais efetivo.
15:17E o próprio criminoso já conhece essas regras?
15:20Já conhece o sistema.
15:21Então você tem que melhorar a execução da pena, para que tenha uma sensação de que
15:26se fizer de fato, vai ter um endurecimento da penalização.
15:31E mais do que isso, o doutor Leonardo defende, eu concordo com ele, a nossa região, por exemplo,
15:35é uma região que está com falta de mão de obra.
15:38Então por que não investir num grande sistema de produção, onde o próprio delinquente,
15:42se ele trabalha, se ele tem condições de trabalhar, ele a cada três dias trabalhado,
15:47reduz um dia da pena.
15:48Então você endurece a pena, aumenta a pena, e oferece para ele a condição de fato
15:53de se qualificar dentro do sistema prisional.
15:55Ou seja, ele produz, ele trabalha.
15:57Aqui na pique em Casca Meia Cozinha tem um trabalho muito maravilhoso ali, por exemplo,
16:00dos apenados que fazem, que trabalham ali.
16:02Tem uma montagem de empresas lá dentro.
16:04Então isso é um trabalho fantástico.
16:05Então tem que oferecer oportunidade para que, como o doutor fala,
16:09o preso ele não desintegra quando ele vai preso.
16:11O bandido, o delinquente, quando ele vai preso ele não desintegra, ele continua vivo.
16:14Então ele vai, se não souber fazer esse processo de ressocialização, de capacitação,
16:19para que ele queira trabalhar e dar o sustento para a sua família com dignidade,
16:23a não ser pelo crime, ele vai voltar e vai voltar a cometer o crime.
16:26Então o endurecimento da pena e ao mesmo tempo essa oportunidade de ressocialização
16:30com a condição de capacitação dele dentro do sistema prisional.
16:33O senhor, enquanto policial federal de carreira, qual é a sua opinião sobre a proposta de integração
16:40entre as polícias federal, a polícia civil, polícia militar?
16:45O que o senhor pensa disso?
16:46Esse é o caminho, Luiz.
16:47Esse é o caminho.
16:48A integração entre as polícias é a solução no combate à criminalidade.
16:53Onde uma polícia trabalha sem dialogar com a outra, todos ficam correndo atrás de um mesmo gato.
16:58Enquanto que às vezes é como se fossem vários gatos correndo atrás de um mesmo rato,
17:03enquanto que todas elas se conversassem, certamente teriam como combater melhor a criminalidade.
17:09Hoje está acontecendo, Luiz, de maneira ainda talvez não na celeridade que nós gostaríamos,
17:13mas hoje as polícias estão conversando entre si.
17:16Aqui em Cascavel eu tenho a honra de ser o presidente do Conselho dos Gestores de Segurança Pública.
17:21Então o que é isso?
17:22É um encontro mensal onde numa mesma sala estão todos os chefes e comandantes
17:28das forças de polícia de Cascavel.
17:30Também está presente um representante do Ministério Público,
17:33um representante do Poder Judiciário e o segmento associativista,
17:37ou seja, a SIC, a MIC, a OAB,
17:40que é quem tem grande interesse numa segurança pública que funciona.
17:44Então ali eles mesmos dialogam.
17:46Claro que não é nada oficial,
17:48mas é claro que tem uma interlocução que tem ajudado muito a criar plataformas,
17:52e o Estado também tem avançado nisso,
17:54para que haja essas plataformas de integração entre as forças policiais.
17:57É o caminho no enfrentamento à criminalidade.
17:59E claro, Luiz, nós temos hoje políticos que defendem o bandido.
18:05E nós temos políticos que defendem a polícia.
18:08É evidente que nós defendemos quem é a polícia,
18:12que é quem dá segurança para o cidadão.
18:13O cidadão quer saber de ter paz, quer saber de ter segurança.
18:16Eu estou aqui para defender a polícia,
18:19para defender quem de fato quer trazer segurança para o cidadão.
18:22O cidadão quer ter paz, e paz se traz com segurança,
18:25segurança se traz com polícia.
18:26Para o dia do tratamento, na medida do que ele merece,
18:29porque ele fez essa escolha.
18:31E se fez essa escolha, sofre as consequências,
18:33e se quiser, deixa de cometer o crime,
18:35para ter uma vida normal, em liberdade, que é o que vale muito.
18:38O país continua bastante polarizado.
18:41Qual é o desafio de um deputado federal, por exemplo,
18:45diante dessa situação?
18:46entre uma política de enfrentamento ao polo extremo diferente do senhor,
18:54e uma política de elaboração de projetos.
18:57Como é que equilibra essas duas coisas?
19:00O enfrentamento à oposição e a elaboração de projetos para a mudança do Brasil?
19:04Tem que entender, Luiz, se essa polarização é uma polarização burra,
19:08e que era apenas fazer enfrentamento para se permanecer no poder,
19:12ou se é de fato enfrentamento a pautas que nós não concordamos.
19:16Por exemplo, eu serei um ferrenho combatente de tudo o que representa o PT e a esquerda
19:22no Congresso Nacional.
19:24Por quê?
19:25Porque eles trabalham para doutrinar as pessoas,
19:28para colocar na cabeça informações e narrativas que não são verdadeiras.
19:34Então, por exemplo, eu estarei lá para defender a família.
19:38Então, eu não vou ser favorável a qualquer pauta que venha para destruir a estabilidade da família.
19:44Eu vou estar lá para fazer o enfrentamento, por exemplo,
19:47a essa narrativa de que a mulher deve ter o direito sobre o seu corpo.
19:52Mas eles não falam das consequências que vêm sobre a mulher com o trauma que ela tem
19:57quando ela passa por um procedimento de aborto, inclusive espontâneo.
20:01Não é só aborto provocado que causa traumas que nunca mais as mulheres, às vezes, conseguem superar.
20:07Em algum momento, ela vai perceber que ela, de alguma maneira,
20:11permitiu, de alguma maneira, que o seu filho não viesse a nascer.
20:14Então, se é um aborto provocado, é ainda pior.
20:16E se é um aborto espontâneo, também traz traumas.
20:18Por isso que nós defendemos que a mulher possa ser acompanhada pelo Estado,
20:23para cuidar, ajudar, inclusive, a cuidar dessa mulher que passou,
20:25que não é, às vezes, na maioria das vezes, nem por culpa dela.
20:28Ela não tem consciência, muitas vezes, do que está fazendo,
20:31sofre um aborto, muitas vezes, espontâneo, e fica com esse trauma,
20:34e o Estado não se preocupa com ela.
20:36Essas pessoas que defendem o aborto, por exemplo,
20:38não se preocupam com essa mulher, com o trauma que ela sofre.
20:40Então, nós vamos ser contra toda e qualquer pauta que busque legalizar o aborto.
20:44Pauta que busque legalizar a maconha,
20:46porque a maconha é a grande entrada das grandes drogas
20:49que causam grandes estragos no nosso país.
20:52Não sou contra a ligação de drogas, sou contra o aborto,
20:54sou contra as ideologias na escola.
20:56A escola é feita para ensinar aquilo que o aluno precisa aprender
21:00para ser um profissional e um cidadão.
21:02A educação compete aos pais.
21:04Os pais devem educar com seus valores e a escola deve ajudar.
21:07Então, nós estaremos lá para isso.
21:08Então, se é para fazer esse tipo de enfrentamento,
21:10não se trata de polarização, trata-se de defesa de valores e de princípios
21:14que nós temos firmes do que nós queremos defender.
21:17Agora, o que é econômico, nós queremos defender quem?
21:20O empresário.
21:21Vamos defender quem?
21:22A pessoa que trabalha, o trabalhador que trabalha,
21:25quem gera renda, quem gera emprego, quem gosta de trabalhar.
21:29Quem vai defender coisa contra isso?
21:30Atacar o empresário, querer vender essa ideia de que
21:33todo mundo vai trabalhar menos e vai ganhar mais.
21:35Isso é mentira.
21:36Então, nós vamos ser contra esse tipo de coisa.
21:37Por quê?
21:37Porque é só mentira, é só narrativa para enganar o povo.
21:39Aproveitar que a gente está em clima de Copa do Mundo
21:41e fazer um bate-bola-jogo rápido.
21:43Vamos lá.
21:44Vamos lá.
21:45Estamos bem, né?
21:46Estamos bem.
21:47Vamos lá.
21:47Vamos ver se passa segunda-feira, né?
21:49Vamos torcer.
21:50Tomara.
21:50Agora é mata-mata.
21:51É verdade.
21:52Vamos lá, então, para nós.
21:54O Vini está bem, né?
21:55Que bom, né?
21:56Está bem, né?
21:57O Leymar não deu tempo para engançar.
21:59Vamos ver se segunda-feira ele faz alguma coisa.
22:00Mas o Vini, rapaz, o último jogo, eu falei, rapaz, o cara...
22:03A gente tem uma dupla de ataque ali que está indo muito bem, né?
22:06Então, a gente tem que confiar nela também.
22:07A senhora é essa, confiar na seleção também, né?
22:10Confiar.
22:10Porque elas estão preparadas.
22:11Vamos lá.
22:13Reforma tributária.
22:15Foi um avanço ou decepcionou?
22:18Decepcionou.
22:19Decepcionou porque uma reforma tributária seria eficiente
22:21na medida em que ela pudesse mais descentralizar do que centralizar.
22:25Hoje nós teremos consequências graves nos municípios
22:29que já está estrangulado o repasse de...
22:31Acabei de falar.
22:31O repasse de recurso do governo federal para os estados e os municípios
22:35já é um desastre, né?
22:37Talvez o repasse social que mais chega a trazer um certo...
22:41Um retorno para a sociedade nos municípios ainda é a aposentadoria,
22:45os benefícios sociais da aposentadoria, que é o que mais passa.
22:48Nos demais, você não tem esse repasse.
22:50Então, a carga tributária, ela veio para centralizar ainda mais
22:53no governo federal a questão do recurso.
22:56Então, nós temos que mudar esse conceito.
22:58Mais Brasil e menos Brasília.
23:01Mais estados, né?
23:03Menos capital, mais municípios.
23:05Então, nós temos que trabalhar isso.
23:06A reforma não veio de maneira nenhuma a resolver.
23:09Teria que haver aí uma desburocratização do sistema tributário
23:13que também não vai haver.
23:14Você não vai haver uma unificação da carga tributária.
23:17De certa forma, em alguns aspectos, você até burocratiza ainda mais.
23:20Então, decepção.
23:22Liberdade de expressão irrestrita ou regulamentada, especialmente para redes sociais?
23:28Liberdade irrestrita.
23:31A liberdade sempre.
23:32Você quer penalizar?
23:34Nós temos hoje uma série de instrumentos jurídicos
23:40para penalizar quem comete deslizes.
23:42Até mesmo quando agressões estão verbais.
23:44Você tem a difamação, você tem a calúnia, você tem a injúria
23:47que tem um sistema de penalização eficiente.
23:50Só não é eficiente por quê?
23:52Porque não se busca fazer com que ele seja.
23:54Então, fazer com que o sistema jurídico seja eficiente,
23:57mas as pessoas devem ter a liberdade.
24:01Promoveu, instigou um crime, atacou a pessoa, seja com racismo, seja com o que for.
24:06Existe um sistema jurídico que deve penalizar essa pessoa
24:09para que com essa penalização, com a sensação de que tem impunidade,
24:13não tem impunidade, ela possa, ela mesma, falar
24:15olha, eu não devo falar isso porque isso não é correto fazer.
24:19Mas assim, você querer prender uma pessoa porque ela fala uma coisa,
24:23quem que vai medir isso?
24:24Quem vai falar o que é certo e o que é errado?
24:27Vai ser alguém que pensa igual a você ou que pensa contra você?
24:30Porque todo mundo é vivo, ninguém é robô.
24:32Fala, não, eu vou ser isento.
24:34Não existe isenção.
24:35Existe alguém que pensa como você ou pensa diferente de você.
24:38E se pensa diferente de você, vai querer te punir.
24:40Supremo Tribunal Federal, guardião do Estado Democrático de Direito
24:44ou uma ameaça hoje no Brasil?
24:47Deveria ser o guardião da Constituição.
24:50Mas infelizmente está se tornando um tribunal legislativo.
24:54Está legislando, está usurpando da função do Congresso Nacional.
24:57E extrapolando nas suas competências porque está com decisões monocráticas,
25:02passando por cima de decisões do Congresso Nacional
25:06e atropelando inclusive o Poder Executivo.
25:08Então não tem como ter um sistema republicano se não há um equilíbrio.
25:12O papel do Supremo Tribunal Federal é decidir sobre a constitucionalidade
25:15e não sobre decisões nas vidas das pessoas.
25:18Quem decide sobre o país deve ser o Congresso Nacional.
25:21É o direito positivo, que eu tenho até um certo questionamento
25:23sobre o direito positivo, mas ainda funciona, deve ser o Congresso Nacional.
25:27Agora virou um direito jurídico onde uma pessoa toma decisão.
25:31Totalmente contrário ao que está acontecendo hoje no Supremo Tribunal Federal.
25:33Uma palavra que resuma o principal problema no Brasil.
25:41Uma palavra?
25:45A corrupção é uma palavra que infelizmente não faz mais o significado do mal que ela causa.
25:55Mas hoje você tem realmente uma situação, eu acho que as narrativas.
26:00As narrativas hoje eu acho que é o maior mal que o nosso país está enfrentando.
26:04Narrativas que enganam as pessoas.
26:06A manipulação, a doutrinação.
26:08Hoje está igual ou pior que a própria corrupção,
26:11que é um mal que deve ser combatido com todas as forças, por todas as pessoas.
26:15Em quem que o brasileiro deve confiar?
26:18No Estado ou na iniciativa privada?
26:22O brasileiro deve acreditar na liberdade e na capacidade das pessoas.
26:29O Estado deve ser um suporte, não um padrasto que toma conta ali para pegar e fazer.
26:37Não um Estado que vem para interferir na vida das pessoas.
26:41As pessoas com a sua liberdade, Luiz, elas são muito criativas e muito capazes e muito eficientes.
26:48Quando o Estado entra e começa a invadir a vida das pessoas,
26:51ele chega para estragar o que as pessoas sabem fazer de melhor.
26:55Que é produzir, que é trabalhar, que é serem criativas.
26:57Então, acreditar na força, na capacidade das pessoas.
27:01O Estado nunca foi suficiente para resolver os problemas das pessoas.
27:06A família, a partir da sua organização familiar,
27:09que sempre, durante o decorrer da história, fez com que nós chegássemos até hoje a ser uma sociedade civilizada.
27:15O Estado não tem essa condição.
27:16Quer ter, mas não tem.
27:18O Estado deve ser para dar um suporte.
27:19Mas quem deve conduzir a sociedade é a família e as pessoas que querem trabalhar, que querem produzir.
27:25Para a gente encerrar, eu gostaria que o senhor se imaginasse eleito deputado federal,
27:30imaginando os primeiros 100 dias de governo.
27:33Quando completarem esses 100 dias, o que o senhor já vai querer ter feito, enquanto deputado federal?
27:40Com o PT no governo ou com outro governo que não seja do PT?
27:44Porque isso faz muita diferença, né?
27:46Isso faz muita diferença.
27:47Vamos lá.
27:47Se for com o PT, faremos, nos 100 primeiros dias, o enfrentamento a essas pautas ideológicas.
27:54Faremos todo o trabalho para que haja, de fato, um repensar da carga tributária,
28:00seja em qualquer governo.
28:02E vamos, evidentemente, fazer o enfrentamento às pautas ideológicas que o governo federal vem implementando.
28:08E nos 100 primeiros dias, eles trabalham muito forte com isso.
28:10Se for um governo, qual eu defendo e vou trabalhar com todas as forças que aconteçam,
28:15que não seja do PT?
28:16Certamente nós vamos ajudar esse governo a pensar as grandes políticas públicas,
28:20100 narrativas eficientes que cheguem para fortalecer quem empreende,
28:25quem quer trabalhar, quem quer gerar renda, quem quer gerar emprego,
28:28para combater as invasões de terra, para combater as invasões de indígenas,
28:31para defender o agro, que é a grande força motriz da nossa economia, do país,
28:35e fazer com que, de fato, haja uma esperança, né?
28:38Trazer uma nova esperança para um povo que está bastante sufocado.
28:42Hoje é vendo muitas coisas ruins acontecerem no nosso país.
28:45Não sei se me fiz a resposta certa, mas é uma resposta, né?
28:49A sua resposta é a sua resposta. Ela é a certa.
28:53Muito obrigado, deputado, pela presença aqui no Estúdio Cegene.
28:56Eu que agradeço, Luiz. Quero deixar a todos um grande abraço.
29:00Convidar a todos que quiserem acompanhar o nosso trabalho.
29:03Márcio Pacheco Federal, nas nossas redes sociais,
29:06acompanhar, saber das nossas 83 leis aprovadas e sancionadas neste momento,
29:12mais de 133 milhões de reais para o país.
29:17relator do processo de cassação do deputado Renato Freitas, do PT.
29:22Defendo a família, defendo a vida.
29:24Sou católico, sou campista.
29:26Eu sou um deputado de direita, conservador,
29:28para defender quem produz, quem trabalha, quem gera renda, gera emprego,
29:31e defender os valores que são mais importantes,
29:33da liberdade, da família e da vida.
29:37Luiz Raab para a CGN.
29:39A informação em tempo real.
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