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  • há 16 horas
ASSISTENTE SOCIAL E COORDENADORA DO CREAS - ITAMBÉ
Portal: www.pbpe.tv

Categoria

Pessoas
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00:10:58segurança afiançada, que é a segurança de garantia, né, da segurança alimentar, né,
00:11:06a gente tem a oferta do programa Bolsa Família por meio do Cade Único,
00:11:13que ele é porta de entrada também para outros serviços, né, não é simplesmente o Bolsa Família,
00:11:19mas a tarifa social da energia elétrica, da água, a isenção em concursos públicos,
00:11:27tudo isso é viabilizado por meio do Cadastro Único, certo?
00:11:31Quando acontece uma situação de violência ou violação...
00:11:35Mas só pode fazer esse Cadastro Único quem vive em vulnerabilidade ou qualquer pessoa?
00:11:42Existe um critério de renda, não é? Existe um critério de renda que é analisado...
00:11:47O número do NIS, é isso?
00:11:49Isso, quando você faz o Cadastro, ele gera o número do NIS, que é o chamado Número de Identificação Social.
00:11:55Não é qualquer pessoa, se eu quiser lá...
00:11:59É, porque assim, eu estou, se você quiser, depende, você tem uma renda comprovada,
00:12:05existe uma comprovação de renda, você tem como comprovar essa renda formalmente?
00:12:09Tem.
00:12:10Entende?
00:12:11Então, aí, o cadastro que é realizado, ele tem o objetivo de dar acesso a direitos e benefícios sociais.
00:12:20E aí, você pode até fazer, você vai se enquadrar em alguma coisa, entende?
00:12:27Para poder ser beneficiado com aquilo ali?
00:12:30Não necessariamente.
00:12:32Ah, entendi.
00:12:33Certo?
00:12:33Certo.
00:12:34Pronto.
00:12:35Aí, nesse mesmo, nesse processo, entra a proteção social especial, que vem se dividir em média e alta complexidade, né?
00:12:43E também, de antemão, eu já posso lhe informar que a gente não dispõe de um serviço de alta complexidade,
00:12:49né?
00:12:49Não a nível público.
00:12:53A gente tem algumas instituições de acolhimento aqui de pessoas idosas, né?
00:12:58Mas que não são estatais, né?
00:13:01Não são estatais, são instituições privadas.
00:13:04E quando a gente trabalha com a proteção social especial de média complexidade, o serviço de referência, aí sim, é
00:13:15o CREAS, que é o serviço que eu atualmente coordeno, né?
00:13:19Estou na coordenação, que é o Centro de Referência Especializado da Assistência Social.
00:13:25É quando... posso continuar?
00:13:27Fala, eu ia perguntar, assim, quantas... a equipe hoje, de que é composta... a sua equipe hoje no CREAS, né?
00:13:36Pra depois você e a gente falar dos serviços do CREAS.
00:13:39Pronto.
00:13:40O CREAS hoje, ele conta com a equipe que é a chamada equipe mínima, né?
00:13:44Mas por quê?
00:13:45Por conta do porte do município, isso também está operacionalizado na Política Nacional de Assistência Social, né?
00:13:52Então, a equipe é um assistente social, um psicólogo, um advogado.
00:13:58E aí a gente tem os demais servidores de apoio, né?
00:14:01De apoio técnico, que são os agentes administrativos, serviços gerais, né?
00:14:07Inclusive, um grande abraço pra minha equipe.
00:14:10Vou nominá-los aqui, né?
00:14:12Doutor Suetone, que é o advogado.
00:14:14Grace Lee, que é a psicóloga.
00:14:17Edneide, que é a assistente social.
00:14:21Rita, que é a assistente administrativo.
00:14:25Franciele também.
00:14:26E Josi, que é a nossa auxiliar de serviços gerais.
00:14:30Gente, um grande abraço.
00:14:32Sem vocês, o CREAS não é nada.
00:14:34Agora vamos falar onde está localizado o CREAS, né?
00:14:37E os serviços que lá são oferecidos.
00:14:42Pronto.
00:14:43O CREAS, ele está situado ali na chamada Rua do Motor, não é?
00:14:46Que é a Avenida Eliú de Falcão.
00:14:49Ficam as cinco casas após o cartório de Paiva, né?
00:14:52Assim que é conhecido.
00:14:54Está devidamente identificado.
00:14:56Tudo bonitinho.
00:14:57Não tem dificuldade de ser achado.
00:15:00E lá a gente presta o atendimento a pessoas vítimas de violência ou violação de direitos.
00:15:06Geralmente, conforme diz a própria política nacional, pessoas que sofreram essas violações no âmbito familiar, no âmbito intrafamiliar.
00:15:20Além disso, a gente também atende os adolescentes em cumprimento de medidas sócio-educativas e meio aberto, né?
00:15:29Que são a liberdade assistida e a prestação de serviço à comunidade.
00:15:34Os menores, infratores.
00:15:36Isso.
00:15:36Os adolescentes em situação de cumprimento.
00:15:40Ah, não pode mais chamar.
00:15:41De medidas sócio-educativas.
00:15:44Adolescentes a quem se atribui a autoria de atos infracionais, né?
00:15:48A gente não pode dizer que eles cometeram crime, porque a própria lei, ela diz que não é desse jeito.
00:15:54Inclusive, a lei está sendo...
00:15:59Está em tramitação para diminuir a maioridade, né?
00:16:03É, existe esse projeto aí, tramitando, né?
00:16:07Vamos ver o que é que dá.
00:16:08Vai mudar muita coisa, né?
00:16:09Se for de...
00:16:10Hoje, esses...
00:16:12Vou fazer uma pergunta.
00:16:13Também tem menores infratores?
00:16:15Claro.
00:16:15Não, não pode ser menores infratores.
00:16:18Adolescentes.
00:16:19Adolescentes que praticaram algo errado.
00:16:21Isso.
00:16:22E você não pode usar tornozeleira, né?
00:16:25Isso?
00:16:25Não, não.
00:16:26Isso aí é realmente para pessoas maiores de idade.
00:16:29Maiores de idade.
00:16:29Que cometeram, de fato, crimes, né?
00:16:31Delitos.
00:16:32A gente sabe que também tem.
00:16:33Sim.
00:16:33Não é isso?
00:16:34E vocês fazem o acompanhamento.
00:16:38Isso, correto.
00:16:38Eles têm que ir até o CREAS.
00:16:41Em vez de ir para o juiz, vai até vocês.
00:16:44É assim?
00:16:45Não, deixa eu te explicar.
00:16:46Funciona assim.
00:16:47Eles cometeram lá o ato infracional deles, né?
00:16:51Dependendo da situação, quando eles são apreendidos em flagrante delito, né?
00:16:58Eles podem ir para a internação, né?
00:17:02E aí, geralmente, isso acontece por meio da afunase, que é a afundação, né?
00:17:06Que faz o regime de internação.
00:17:09Se fosse adulto, seria o regime fechado.
00:17:11Fechado.
00:17:12Né?
00:17:12Quando isso não acontece, o juiz, ele dá o que a gente chama de remissão, né?
00:17:18O Estatuto da Criança e do Adolescente, ele fala da remissão.
00:17:21Que é uma espécie de perdão.
00:17:23O adolescente, ele foi perdoado.
00:17:24Porém, o juiz, ele cumula aquele perdão a uma medida sócio-educativa.
00:17:30Ela tem o objetivo de reeducar aquele sócio-educando, né?
00:17:35Então, ela tem um caráter que é pedagógico, não punitivo, né?
00:17:40E aí, acontece.
00:17:41A liberdade assistida, que é a medida que é considerada mais gravosa.
00:17:46E é mais gravosa por quê?
00:17:48Por conta do seu tempo, né?
00:17:50A liberdade assistida, o tempo mínimo dela é de seis meses.
00:17:55O juiz, ele pode prorrogar isso por mais seis.
00:17:58A prestação de serviço à comunidade seria uma medida um tanto mais branda, né?
00:18:03Por quê?
00:18:04Porque o tempo máximo dela são seis meses.
00:18:08Ela não pode extrapolar seis meses, certo?
00:18:11E nem pode extrapolar a carga horária de oito horas semanais.
00:18:15E se esse adolescente não cumprir, o que é que vocês fazem?
00:18:18A nossa obrigação, enquanto CRES, é acolher essa decisão judicial.
00:18:24E aí, o juiz, ele, por meio de intimação, determina que o adolescente, junto com sua família, compareça ao CRES.
00:18:33Nós elaboramos o que a gente chama de plano individual de atendimento, né?
00:18:37Que está previsto na lei do SINASE, que é o Sistema Nacional do Atendimento Socioeducativo, que padroniza isso no país
00:18:44inteiro, né?
00:18:46A gente elabora esse plano, que tem o objetivo de levar o adolescente à reflexão.
00:18:51Onde ele está?
00:18:52O que ele pode fazer para que aquilo ali mude?
00:18:56E onde ele quer chegar?
00:18:57E ao final dessa medida, a gente avalia se aqueles objetivos que a gente planejou junto com ele e com
00:19:05a família, eles foram cumpridos de maneira satisfatória, né?
00:19:09O principal deles é o adolescente estar inserido na escola.
00:19:14É o principal, fundamental, né?
00:19:16O que transforma, de fato, é a educação, a gente sabe.
00:19:19Então, a gente faz todo esse trabalho, né?
00:19:22Além de inserir a família. Por quê?
00:19:25Porque existe o entendimento de que todo adolescente, autor de ato infracional, né?
00:19:31Ele é uma vítima de situação de violação de direitos.
00:19:36Ah, mas aí tem tanta gente que está em situação de vulnerabilidade e não comete crime.
00:19:42Veja, está além da nossa alçada ter esse tipo de discussão, né?
00:19:48A gente entende que, de fato, é.
00:19:50As oportunidades são iguais para todos?
00:19:53Esse é um assunto que a gente estava discutindo aqui.
00:19:57Para praticar um ato infracional, a pessoa não precisa estar em vulnerabilidade.
00:20:02Tem tantos menores infratores, não.
00:20:06Adolescentes.
00:20:07Adolescentes que praticam atos infracionais que têm condições financeiras.
00:20:13Então, não é só ligar a vulnerabilidade.
00:20:18Não.
00:20:18Não é todo mundo que vive em vulnerabilidade que é ruim.
00:20:21Exatamente.
00:20:22Muita gente vive em vulnerabilidade porque não tem condições.
00:20:26Sim.
00:20:27E a gente sabe que muitos deles conseguem vencer na vida.
00:20:32Por quê?
00:20:33Porque estuda.
00:20:34Porque segue um caminho certo.
00:20:36Não é assim?
00:20:38Você está ali para direcionar.
00:20:41Você já deve ter casos de crianças e adolescentes que, como é que diz, se ajeitaram.
00:20:50Não tem isso?
00:20:50Sim, temos.
00:20:51Não é o seu...
00:20:53Graças a Deus, temos demandas em que nós...
00:20:57Eu gosto muito de dizer que é a gratificação não remunerada do trabalho.
00:21:03Do trabalho.
00:21:04É o que, no fim das contas, faz a gente feliz.
00:21:06Porque a gente sabe que dinheiro não é tudo, né?
00:21:08Se fosse, eu não seria assistente social.
00:21:10Porque eu sou profissão para não pagar bem, viu, amiga?
00:21:13No país inteiro, tá?
00:21:15No país inteiro, né?
00:21:16No país.
00:21:17Estuda muito, tem muito conhecimento técnico, muita experiência.
00:21:22Inclusive, não mexam com assistente social.
00:21:24É.
00:21:26Mas, não paga bem.
00:21:28É.
00:21:29Não paga bem.
00:21:30Não é aquela profissão...
00:21:32Você não vai ficar rico sendo assistente social.
00:21:35Você trabalha porque gosta.
00:21:35Você vai lutar muito pelas desigualdades, né?
00:21:39É.
00:21:39Mas, no geral, não vai ficar rico, tá, gente?
00:21:42É.
00:21:43Enfim, mas, realmente, isso que você falou é uma verdade, né?
00:21:47Nem todo autor de ato infracional, ele é uma adolescente ali que estava em situação de vulnerabilidade socioeconômica, né?
00:21:57Muitas vezes acontece, sim, de ter ali uma família que cumpre com a sua função protetiva, bonitinho, oferece tudo.
00:22:04Casa, boa alimentação, roupa, acesso...
00:22:08Tem, tem, sim.
00:22:10Acesso à educação e, no fim das contas, cometer um ato infracional.
00:22:15E, também, gente, quando a gente fala, também diz respeito aos distritos e zona rural.
00:22:20Sim, sim.
00:22:20Né?
00:22:21Quebec, Biranga, Caricé e toda zona rural.
00:22:24Você tem, no caso aqui, adolescentes, né?
00:22:28Que praticaram algo de famílias que não estejam em vulnerabilidade.
00:22:33É isso que a gente estava conversando.
00:22:35Sim, sim, sim, correto.
00:22:36E aí, justamente, chegam pra gente e o atendimento precisa ser...
00:22:41Realizado.
00:22:42É, precisa ser realizado em condições de equidade, né?
00:22:46Com os demais.
00:22:47O mesmo atendimento padronizado pra todo o socioeducando, né?
00:22:51Então...
00:22:51Independente da situação socioeconômica.
00:22:54É claro que um adolescente que esteja em situação de vulnerabilidade social, né?
00:22:59A gente demanda outros encaminhamentos, não é?
00:23:02Para a rede socioassistencial.
00:23:05Como o próprio encaminhamento para o Cade Único.
00:23:08Às vezes, é uma família que não teve acesso ao programa Bolsa Família.
00:23:12Ou que a gente, durante a realização, a elaboração do plano individual de atendimento,
00:23:18observa outros encaminhamentos que a gente possa realizar.
00:23:22Todos eles são esgotados na esfera, né?
00:23:25Da rede de proteção.
00:23:27Pra que ele tenha...
00:23:28Ele, não só ele, mas a família também, ela é assistida.
00:23:32Pra que aquela situação ali evolua pra melhor, né?
00:23:36E não para uma situação de descumprimento.
00:23:39Descumprimento.
00:23:40Afinal, determinação judicial a gente cumpre.
00:23:43A gente não questiona, a gente não inventa desculpa, né?
00:23:47A gente sabe que o CREAS atende hoje, né?
00:23:51Tudo que é relacionado à violação de direitos.
00:23:54Correto.
00:23:55De crianças, adolescentes e idosos.
00:23:58Isso.
00:23:58Crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres vítimas de violência doméstica,
00:24:06pessoas em situação de rua, todo esse público, ele é nosso.
00:24:11Atende.
00:24:12Isso.
00:24:12E hoje, qual é a maior demanda que chega pra você?
00:24:16Você diz assim, Ana, hoje também tá...
00:24:18A maior demanda é relacionada a idoso.
00:24:21Hoje, qual a maior demanda pra você?
00:24:23A gente há de falar em qual a maior...
00:24:26A principal forma de violação que a gente acompanha.
00:24:30Isso.
00:24:31Que é negligência.
00:24:33Negligência é quando a gente tem alguém que depende do nosso cuidado e a gente deixa de fazer.
00:24:40Né?
00:24:41E a gente deixa de prestar o devido cuidado.
00:24:43E aí, nisso entram crianças, adolescentes e idosos, sim.
00:24:48São as principais vítimas, né?
00:24:50Os principais grupos vulneráveis.
00:24:53É que o pessoal chama de abandono, né?
00:24:55Teve um caso da mãe que foi pra festa, deixou os filhos e eles morreram...
00:25:00Pois é.
00:25:01...carbonizados.
00:25:02Foi triste aquilo.
00:25:02É o chamado abandono de incapaz, né?
00:25:05Pois é.
00:25:06Então, a gente tem diversas demandas, né?
00:25:08Deixa de cumprir com a atualização do cartão vacinal, né?
00:25:12Deixa de cuidar da higiene, do quadro de saúde geral daquela criança, né?
00:25:19Geralmente está associado ao uso abusivo de álcool, outras drogas, né?
00:25:26Por parte do cuidador, do responsável.
00:25:28Então, esse familiar, ele deixa de exercer o que a gente chama de função protetiva, né?
00:25:33Que deve ser, que é de responsabilidade da família, né?
00:25:37Cada família é obrigação cuidar do seu vulnerável, por assim dizer, sua criança, seu idoso, não é?
00:25:44Eu tenho uma idosa.
00:25:47Eu, geralmente, minha mãe está idosa, mas ainda tem o autocuidado.
00:25:52Mas eu tenho uma tia que depende 100% de cuidados.
00:25:56E, realmente, é muito difícil, né?
00:25:59E mais a gente, graças a Deus, tem como cuidar.
00:26:03Mas eu imagino a quantidade de idosos que não tem essa mesma.
00:26:09Principalmente quanto idoso é só, né, Líria?
00:26:11Que não tem família.
00:26:12Pois é.
00:26:13Nesse sentido aí, o CREAS, ele atua realmente com um diferencial, né?
00:26:19Que é o olhar técnico da equipe multiprofissional, né?
00:26:23Que não é um olhar que é de senso comum.
00:26:26Aí entra o assistente social.
00:26:28Entra.
00:26:28Fala um pouquinho dessa função do assistente social.
00:26:32Vocês recebem a denúncia aí, preparam toda a equipe, como é, explica pra gente?
00:26:38Pronto.
00:26:38O CREAS, as atribuições da equipe técnica, né?
00:26:42Segundo o caderno de orientações técnicas, porque isso é tudo muito bem organizado pelo Ministério do Desenvolvimento, né?
00:26:48O do governo federal.
00:26:50Então, assim, as atribuições da equipe técnica, elas são basicamente as mesmas para todos os técnicos.
00:26:57O que é que muda?
00:26:58O olhar que o profissional vai ter sobre a demanda.
00:27:01O olhar que ele incide, né, sobre a demanda.
00:27:04Então, o assistente social, ele não pode, por exemplo, emitir uma opinião técnica a respeito do estado emocional de uma
00:27:09pessoa vítima.
00:27:11Não pode.
00:27:11Ele vai analisar a composição familiar, ele vai analisar condições de renda, ele vai observar a condição comunitária, a rede
00:27:22de apoio, o acesso a políticas públicas.
00:27:25O psicólogo, não. Ele vai ter um outro olhar, um viés diferenciado sobre o estado emocional, sobre o vínculo familiar.
00:27:33Então, são olhares diferentes.
00:27:34Do mesmo jeito, o advogado, né?
00:27:37Só ele oferta a orientação jurídica no âmbito do CREAS.
00:27:41Eu não posso fazer, apesar da gente ter muita experiência, né, por conta do tempo de trabalho e conviver muito
00:27:48um com o outro,
00:27:49a gente faz uma outra orientação, um outro encaminhamento.
00:27:53Mas a orientação jurídica, ela é exclusiva do advogado, né?
00:27:57Mas todos realizam as visitas domiciliares quando a gente recebe as chamadas notícias do fato, não é?
00:28:05Porque o CREAS, ele não trabalha realmente com denúncia, não é?
00:28:09Porque a gente não tem o poder de polícia para chegar lá e fazer uma investigação.
00:28:14A gente não faz.
00:28:15A nossa perspectiva de trabalho, ela é tão somente dentro do escopo do SUAS,
00:28:23que é o Sistema Único de Assistência Social, né?
00:28:26Que é esse sistema aí que operacionaliza essa política nacional de assistência, que eu acabei de falar para ti.
00:28:32Mas aí a gente, com base nas informações que a gente recebe, a gente geralmente inicia com a visita domiciliar,
00:28:42né?
00:28:43Com o atendimento em loco.
00:28:44A gente vai, observa as condições de moradia, conversa, faz a escuta qualificada em loco, né?
00:28:52Conversa com a pessoa que foi ali supostamente vitimada de tal violação, explica qual é o nosso trabalho.
00:29:00Já conversou com o criancinha?
00:29:02Já, já.
00:29:04Com certeza.
00:29:05Todo técnico do CREAS, né?
00:29:07Todo técnico, inclusive, da rede de assistência social, ele tem que estar apto a realizar uma escuta qualificada.
00:29:15É o que a gente chama aquele ato de ouvir.
00:29:18De ouvir, né?
00:29:19De ouvir atentamente, né?
00:29:21Principalmente psicólogo, né?
00:29:23Tem que estar bem...
00:29:24Tem, tem que ter.
00:29:25A gente tem que ter esse olhar realmente diferenciado.
00:29:27Nunca de senso comum, né?
00:29:29Então, por isso a necessidade de ter...
00:29:31Porque, realmente, a complexidade é outra.
00:29:34A complexidade do CREAS é outra, né?
00:29:37A gente lidar com a violação de direitos sem cair no senso comum, né?
00:29:43É algo realmente que é muito delicado, é muito complexo.
00:29:46E saber tomar as devidas medidas, realizar os encaminhamentos, sem se emocionar, que nós somos seres humanos, né?
00:29:57É isso que a gente ia perguntar pra você exatamente agora, né?
00:30:00Tu vem todo dia, tu tem família.
00:30:02Mas eu vou tomar uma aguinha, a gente vai pro bloco agora, pra gente falar dessa questão de empatia.
00:30:09Loteamento Vista Nobre, fica aqui as margens da PB032, né?
00:30:13A entrada da cidade de Pedras de Fogo.
00:30:15Corre que tá virando o preço desses lotes, do loteamento Vista Nobre.
00:30:20Você vai adquirir o seu lote com preço de lançamento.
00:30:25É só ligar para Objetivo Imóveis 819-9131-0438.
00:30:32O Wang Acessórios, tem loja em Timbaúbe também, também fica ali na rua Joaquim Nambuco, 186.
00:30:40Não deixem de ir conhecer o Wang Acessórios, porque o que você procura, lá tem, naquele preço maravilhoso.
00:30:46É só ligar 97320-0510 e seguir aí, arroba o Wang Acessórios, que vocês vão receber todas as novidades diariamente.
00:30:58O pessoal lá é muito atencioso.
00:31:23E não esqueça, mande seu superchat no canal, deixa o like, anuncie na PBPE TV.
00:31:29E essa semana, eu vou depois, no final eu vou falar do nosso São João, que o nosso prefeito lindo
00:31:36ontem deu uma entrevista exclusiva lá no Palácio.
00:31:39Antes de lançar as bandas, ele falou com a gente no PBPE e disse que ia ter realmente São João
00:31:46dia 22, 23, 24.
00:31:48E você, das lojas, que queiram divulgar roupas, acessórios para essas festas juninas, pode entrar em contato, 819-9642-8595.
00:31:59Fala com o Tiago e a gente vai lá, visita e mostra o que você tem para vender, para movimentar,
00:32:06aquecer esse comércio e todos ganharem dinheiro de todas as formas.
00:32:10Essa é a nossa intenção.
00:32:13E não esqueça, sigam nossas redes sociais com a sua rede social.
00:32:17É muito sigilosa, não tem, não posso nem falar, a rede sigilosa não existe.
00:32:22Do Cres tem, né?
00:32:24Não, o Cres ele não tem hoje.
00:32:26Não tem.
00:32:26Não, a gente não tem Instagram, né?
00:32:28É algo que a gente, inclusive, precisa pensar, mas muito mais para trabalhar as campanhas educativas.
00:32:33Exatamente, é isso que eu ia dizer, é bom criar, tem assistência social, né?
00:32:37A gente utiliza muito, quando a gente quer apresentar os trabalhos da gente, a gente realmente utiliza o da Secretaria
00:32:42de Assistência, né?
00:32:43Entendi, entendi.
00:32:44Mas vamos lá falar, o que eu digo assim, eu vejo a gente tem que, vocês tem que ter uma
00:32:50cabeça muito boa, né?
00:32:52Porque vocês atuam numa área bem pesada, que a gente chama, não é uma área fácil de lidar.
00:32:59Como é que você faz, assim, você mãe, família, filho, você tem um menino da minha idade, que eu sei
00:33:06que está naquela fase de transição, que é bem complicada, né?
00:33:12Eu estou passando por isso.
00:33:14E tem um bebê de dois anos, tem marido, tem casa para gerir, tem dois vínculos, trabalha em duas idades.
00:33:23Como é que você faz para não assimilar?
00:33:27Não é para você ter muita empatia.
00:33:28Eu realmente, eu não sei como é a vida de vocês, não.
00:33:33É, não é fácil, não.
00:33:34Eu gosto muito de dizer para a minha coordenadora, né, lá em Bahia, lá eu atuo como técnica.
00:33:42Ela disse, meu Deus, como é que tu aguenta?
00:33:44Eu disse, eu fecho as caixinhas.
00:33:47Eu disse, peraí, eu vou abrir essa caixinha agora, a gente resolve isso.
00:33:50Vou fechar.
00:33:51Vou abrir outra caixinha, a gente resolve isso, fecho.
00:33:55Precisa ser dessa forma.
00:33:56Não levar, né?
00:33:57Porque senão a gente...
00:33:58Quando eu iniciei esse trabalho em CREAS, né, há quantos anos?
00:34:06Mais de 10 anos atrás, né?
00:34:0711 anos.
00:34:08Eu realmente tive um início, assim, de que eu ia dormir pensando.
00:34:13Eu passei uns meses, assim, quando eu deitava, eu ficava...
00:34:18Assimilando, né?
00:34:19Remoendo as demandas que eu tinha atuado no dia, as coisas que eu tinha visto, as casas
00:34:25que eu tinha entrado.
00:34:27E eu digo, meu Deus, não tem condições, eu vou enlouquecer.
00:34:31Mas aí, com o tempo, a gente vai criando uma casquinha, né?
00:34:35Isso quer dizer que a gente é menos empático e sente menos?
00:34:40Não, de jeito nenhum, né?
00:34:41Eu acho que o assistente social, ele não pode perder nunca essa capacidade de sentir a
00:34:46realidade do outro e ter empatia.
00:34:49E fazer aquilo que tiver a seu alcance, né?
00:34:52Às vezes, até mais.
00:34:54Quantas vezes eu fui além do técnico, né?
00:34:56Quantas vezes.
00:34:58E, assim, se a gente não...
00:35:01Se a gente perde essa capacidade, vira, de fato, um trabalho que é mecânico.
00:35:05Vira só mais um caso e não pode ser desse jeito, né?
00:35:08Então, a gente...
00:35:10Eu costumo realmente lembrar, não, o caso de fulana.
00:35:13De lembrar as coisas, as pessoas por seu nome, sabe?
00:35:17Ter esse respeito pela situação das pessoas, porque precisa ter a capacidade de se colocar
00:35:25no lugar do outro, mas, ao mesmo tempo, vestir ali o personagem do profissional, né?
00:35:33Lídia mãe, Lídia esposa, Lídia filha.
00:35:37Ela realmente precisa ficar em casa, deixar os problemas dela lá, né?
00:35:42Vou colocar no bolso, enquanto eu estou ali no meu horário de expediente,
00:35:46para me debruçar sobre Joãozinho, sobre Maria, sobre Ana, sobre Dona Severina, sobre Dona Ivete.
00:35:56E acolher o problema delas e tentar, dentro da minha realidade, tentar achar solução, saída, né?
00:36:05E dar a resolutividade àquilo ali que eles estão passando naquele momento.
00:36:10Porque naquele horário do expediente, com certeza, o problema deles é maior do que qualquer um que eu tenha deixado
00:36:16em casa.
00:36:17Então, precisa realmente funcionar desse jeito.
00:36:21A sua empatia.
00:36:22Precisa, precisa.
00:36:23É porque se você começar a assimilar demais, eu acho que acaba que você...
00:36:28Agora, veja uma coisa, assim, que eu acho muito interessante, que eu fiz terapia há um tempo,
00:36:33e eu dizia para ela, né?
00:36:35A Ana, inclusive, maravilhosa, a minha terapeuta.
00:36:38Eu dizia para ela, assim,
00:36:42eu trabalhando, não sinto tanto quanto se eu estiver em casa e eu presenciar uma notícia.
00:36:49Por exemplo, teve recentemente aquela situação aqui próximo, né?
00:36:53Da mãe adolescente que colocou o feto, o bebê, no muro, em paredor.
00:36:58Que jogou, né?
00:37:00É, em Caporão.
00:37:01Menina, eu em casa, Lídia, mãe, né?
00:37:04Eu chorei, eu não me aguentei.
00:37:06Eu senti aquilo ali de um jeito que eu digo, desligue, eu não quero ver isso.
00:37:12Vi no Instagram, passei, não quero ver.
00:37:14Porque em casa eu sinto profundamente.
00:37:17Eu não, eu não, é como se, se, realmente eu, eu, deixo, né?
00:37:23De ser a profissional ali e me coloco só como mãe, né?
00:37:26Como mãe.
00:37:27Naquela situação ali, aí realmente eu sinto, parece que eu sinto dobrado, né?
00:37:31A carga vem maior.
00:37:33É, eu senti, eu fazendo, porque não fazia policial, né?
00:37:37E a gente, a gente já vai no resultado final, que é o homicídio.
00:37:43E quando a gente vai cobrir o homicídio, eu acho que foi o último que a gente foi, de uma
00:37:49adolescente.
00:37:51É de Tambela, né, Tiago?
00:37:53É Pedra de Fogo.
00:37:55Eu não sei se você acompanhou.
00:37:59Ela foi assassinada aqui em Pedra de Fogo.
00:38:01E eu não sabia que ela tinha, ela tinha 15 anos e ia fazer 16.
00:38:06E aquela cena que quando eu cheguei lá, eu não me impactei.
00:38:11Eu realmente, como mãe, e eu vi a mãe lá sentada, olhando a perícia fazer no corpo dela.
00:38:20Aquilo ali me impactou de uma forma que eu disse, meu Deus do céu.
00:38:24Tem coisas que, né?
00:38:26Aí eu disse, volta, volta, volta, vamos fazer a reportagem.
00:38:31Porque realmente tem coisa que impacta.
00:38:33A gente também tem sangue, né?
00:38:35Muito, muito.
00:38:36E assim, nesse...
00:38:38Tem coração, eu sou mãe, a gente não sabe o que vem pela frente.
00:38:42É, o exercício dessa profissão, ele me ensinou que tem coisas que, de fato, elas estão além da minha esfera
00:38:50de ação.
00:38:51E que eu não tenho controle sobre elas, né?
00:38:54Eu falei agora há pouco das medidas socioeducativas em meio aberto, que a gente realiza o acompanhamento.
00:39:00Quantos?
00:39:01Quantos que já passaram por mim e depois chega a notícia?
00:39:05Né?
00:39:06Chega a notícia do óbito mesmo.
00:39:09Eu estava falando ali, eu estava falando, Tiago, não existe, não existe criminoso idoso.
00:39:15Eu estava dizendo, não tem, não existe.
00:39:18Porque no meu caminho, aí Tiago diz, não se cria, porque aí é muito, muito adolescente.
00:39:25Que eu acho que quando é da Lado També, já tem passado por vocês vários.
00:39:29Sim, sim.
00:39:30A gente tem...
00:39:32Hoje nós acompanhamos o último dado formal nosso.
00:39:38que é o que vai para o governo federal, a gente conta com 14 medidas socioeducativas em acompanhamento, né?
00:39:45Alguns deles cumulam as duas medidas, tanto a liberdade assistida quanto a prestação de serviço.
00:39:51Cumprem as duas.
00:39:52Cumprem as duas.
00:39:53Isso.
00:39:53Fora os que estão em regime de internação e que a gente presta um suporte.
00:39:58Fica onde esse regime?
00:40:00Depende, depende para onde o juiz já termina.
00:40:04Tem Timbaúba, tem Caruaru, tem Jaboatão dos Guararapes.
00:40:09Ah, não...
00:40:10Case, o Céu, Case Funase, né?
00:40:12É a Funase.
00:40:13Tem lá em Recife também, na Bidia do Cavalho.
00:40:16Isso.
00:40:17Correto.
00:40:18Que eu vejo lá.
00:40:18Isso mesmo.
00:40:19E aí tem jovem daqui lá.
00:40:22Sim.
00:40:23Em regime de internação.
00:40:24E aí quando esse regime, ele progride, né?
00:40:28Quando há uma evolução, quando o tempo da medida foi cumprido lá, regime de internação,
00:40:33essa medida, ela geralmente evolui, né?
00:40:36Então ele vem para o regime aberto, né?
00:40:40Que é o liberdade assistida, geralmente liberdade assistida.
00:40:44Ah, entendi.
00:40:45É tudo acompanhado...
00:40:46E aí volta para nós.
00:40:47Pelo Cresce.
00:40:48Isso, exatamente.
00:40:50Eita, é bem pesado.
00:40:52Não é?
00:40:53É bem pesado.
00:40:54Não é um trabalho tão simples.
00:40:56E assim, como é o trabalho de vocês juntamente com o Ministério Público, com os conselheiros
00:41:03tutelar, né?
00:41:04São quantos conselheiros?
00:41:06Como é que é essa articulação de vocês com a Secretaria de Saúde mesmo e a Delegacia,
00:41:13né?
00:41:13Com a parte civil e militar, vocês trabalham também?
00:41:16É.
00:41:17Dependendo da necessidade, da situação que a gente se deparar, sim, né?
00:41:21É, por exemplo, eu gosto sempre de reforçar que o Cresce, ele não trabalha isolado.
00:41:27É impossível, né?
00:41:28A gente trabalha, a gente atua por meio de um trabalho que precisa ser feito em rede, né?
00:41:34E é um trabalho de formiguinha constante para que haja fortalecimento.
00:41:39É um contato direto com cada servidor mesmo que faz a política pública vizinha, né?
00:41:47No caso, a saúde, a educação, né?
00:41:50Aquele contato mesmo de WhatsApp com o próprio Conselho Tutelar, que é parceiro direto nessa
00:41:56nessa rede de proteção, né?
00:41:59Com os conselhos de direito, o próprio Ministério Público, que é para quando a gente encaminha,
00:42:05geralmente, depois que a gente realiza todo um acompanhamento, esgota as possibilidades
00:42:11de intervenção e a gente precisa de uma medida protetiva mais enérgica.
00:42:17Então, a gente chega junto ao Ministério Público, né?
00:42:21Quando não, às vezes tem situação também que precisa desse encaminhamento direto, sabe?
00:42:26Direto.
00:42:27Mas, geralmente, a gente está sempre mantendo esse contato, né?
00:42:31Quando a família chega em situação com seu direito violado, né?
00:42:34A gente busca esgotar todas as possibilidades de encaminhamento para que aquela pessoa ou
00:42:41aquele grupo de irmãos ou aquele idoso, ela tenha acesso a todas as políticas públicas.
00:42:47Porque política pública nada mais é do que é isso, são remédios, né?
00:42:50Para buscar minorar a situação de vulnerabilidade daquelas pessoas, né?
00:42:57Para tentar buscar sanar um pouco os efeitos da questão social, né?
00:43:04Política pública, ela nada mais é do que é isso.
00:43:07E, assim, a gente realiza, faz o estudo e emite as conclusões.
00:43:12Mas, geralmente, nas nossas conclusões, a gente demanda esses encaminhamentos.
00:43:16Olha, essa família está precisando ter acesso à saúde, a gente faz.
00:43:19Essa pessoa vitimada, que foi vítima de violência sexual, por exemplo, geralmente, há necessidade lá
00:43:26do acompanhamento psicotérpico, né?
00:43:29E de estupro?
00:43:30Sim.
00:43:31Tem?
00:43:32Tem, sim.
00:43:33Muita demanda de violência sexual.
00:43:35Sexual.
00:43:36E, pasme, né?
00:43:37O estupro de vulnerável, a lei corta retamente, ela diz que o estupro de vulnerável, 14 anos abaixo, né?
00:43:45E também existe uma cultura muito forte de dizer que não, né?
00:43:50A menina menor de 14 anos, aí, tendo o bebê, a torta e a direito, casada com um cidadão lá
00:43:58para os seus 20 e tantos anos, abriu a boca para dizer que é meu marido.
00:44:03Tem?
00:44:03E ter pai e ter mãe dizendo que não, eu autorizei, eu permiti.
00:44:09Eles moram juntos, eles têm a família deles.
00:44:12A menina com 14, 15 anos?
00:44:14Menor.
00:44:15Porque, com 15 anos, a gente não pode nem falar, porque a lei corta retamente, como eu falei.
00:44:21E ela diz que estupro de vulnerável, 14 anos abaixo.
00:44:24Mas a cultura de se tornar isso comum, né?
00:44:30Porque é normal para uma pessoa que tem um mínimo de consciência, ela vai entender que não vai nunca, né?
00:44:36A menina lá com a barriga do tamanho do mundo, registrando criança, deixando de estudar,
00:44:42deixando de estudar, de frequentar a escola para assumir casa, sendo adultizada dessa forma,
00:44:49não pode ser normal nunca, não é?
00:44:52Não pode.
00:44:53Enquanto a lei estiver cortando retamente e dizendo que é isso, a gente vai estar lá para estar sendo um
00:44:59com ela.
00:45:00E, às vezes, até os próprios pais são coniventes, né?
00:45:03São, acham que aquilo é normal.
00:45:05Não, e qual é o problema se eu assumir casa nessa idade?
00:45:09Estou eu aqui, morri?
00:45:11É.
00:45:12Minha avó mesmo casou com 13 anos.
00:45:14Pois é, mas aí sua avó, né?
00:45:16Há quantas gerações atrás?
00:45:18Pelo menos duas, né?
00:45:20Muito.
00:45:21Não é isso.
00:45:21Os tempos realmente são outros e a legislação, ela buscou acompanhar isso.
00:45:26Não fosse assim, o estatuto da criança e do adolescente, ele era desnecessário.
00:45:30Não existiria.
00:45:31Não existiria.
00:45:32Então, assim, a gente tem a legislação, ela é bacana, ela precisa ser, de fato, cumprida, né?
00:45:39Como deve.
00:45:40Então, existe sim, não só o abuso em si, né?
00:45:46Com o fato da conjunção, né?
00:45:48Aquilo que gera a prova material, porque o Conselho Tutelar, ele toma as devidas medidas
00:45:54quando ele é acionado nessas situações, né?
00:45:58Realizado o boletim de ocorrência na delegacia.
00:46:00O Conselho Tutelar, ele leva essa criança para ser feito o exame pericial, geralmente é
00:46:06Nazaré da Mata, né?
00:46:08E aí isso vai, acaba constituindo a prova material daquela situação, né?
00:46:14De violência para chegar, possivelmente, na responsabilização do agressor.
00:46:18Mas nem sempre a violência sexual, ela é comprovada por meio de provas materiais, não é?
00:46:25E o relato da criança, que às vezes a gente simplesmente não prestou atenção, não deu o devido...
00:46:33Esse foi um assunto nesse mês, é um mês dedicado a isso, né?
00:46:37Exatamente.
00:46:37Vamos falar também.
00:46:39Exatamente.
00:46:40No mês de maio, nós fizemos uma...
00:46:42É a campanha que o Crias Mais trabalha, né?
00:46:44O mês que o Crias Mais trabalha, realizando essa campanha do Maio Laranja, né?
00:46:49Maio Laranja.
00:46:50Que é o dia 18, é o dia nacional de combate ao abuso e exploração.
00:46:55Então, a gente realmente se movimentou um bocado, né?
00:46:57Foi, eu vi.
00:46:58Vocês, inclusive, tiveram uma participação bacana, dando essa atenção para a gente.
00:47:03A visibilidade é importante, né?
00:47:05Porque às vezes aquela família está passando por uma situação e não sabe a quem recorrer.
00:47:12Exatamente.
00:47:12E se você conhece alguém que esteja passando por essa situação de violência, não só
00:47:22de criança, mas de idoso também, não é isso?
00:47:25Procura lá o Crias.
00:47:27A própria mulher vítima, né?
00:47:29A própria mulher também.
00:47:30Vítima de violência doméstica também, né?
00:47:31Violência doméstica.
00:47:33E também a gente tem a coordenadoria da mulher, né?
00:47:36Que agora se tornou secretaria.
00:47:39Agora se tornou secretaria e Zilma é uma querida, está à frente e fazendo um trabalho
00:47:46extremamente bacana.
00:47:47Exatamente.
00:47:48Eles ainda não dispõem da equipe técnica, mas quem dera é um sonho, não é?
00:47:53Vai, está na realidade.
00:47:55A gente tem um centro de referência para a mulher, por que não, né?
00:47:59Por enquanto, permanece sendo o Crias por meio do apoio da equipe técnica, né?
00:48:04Também realiza esse trabalho muito similar com esse que eu falei, né?
00:48:10Porque no caso das outras violações, o estudo técnico, a elaboração do relatório,
00:48:16o encaminhamento.
00:48:16É só o que sai agora no Instagram, é mulher apoiando, né?
00:48:20É briga de mulher.
00:48:22Eu nunca vi.
00:48:22E é uma mulher, agora mesmo em São João de Campina Grande, postaram um vídeo,
00:48:26duas mulheres brigando dentro do banheiro.
00:48:28Que coisa feia, meu Jesus Cristo.
00:48:29A pessoa sair de casa, gastar dinheiro, gastar a roupa, gastar seu tempo para estar brigando
00:48:35dentro do banheiro, se enrolando debaixo.
00:48:37Imagina que nojeira, que sujeira.
00:48:39Eu digo, meu Deus do céu, o mundo está meio troncho mesmo.
00:48:43Não é.
00:48:44As brigas de antigamente.
00:48:46Eu não sei não, na minha época está muito diferente essa coisa de briga.
00:48:52E vamos falar assim, quantos anos você tem em Bahia?
00:48:56O mesmo tempo que eu tenho aqui.
00:48:5811 anos já trabalhando nessa área de vulnerabilidade que a gente diz, né, Lídia?
00:49:06Tem algum caso que te chamou a atenção, que te marcou e que hoje você faz?
00:49:13Poxa, eu intervi ali e olha que exemplo, graças a Deus.
00:49:18Porque se foi de criança de 11 anos atrás, essa criança já está grande.
00:49:22Se foi relacionada, entendeu?
00:49:25Então, 11 anos, você sabe que em Camilho teve algum caso que te marcou?
00:49:29Ou aqui ou lá em Bahia?
00:49:31Diversos assim, diversos.
00:49:32A gente não pode citar nomes, mas a gente pode contar mais ou menos os fatos, né?
00:49:35Contar uma historinha.
00:49:36Teve sim um determinado idoso que a gente recebeu, né, a notícia do fato e a equipe foi intervir, né?
00:49:47Chegando lá, a equipe constatou que esse idoso, ele vivia no quintal, totalmente nu, debaixo de uma telha de brasilite
00:49:55que era sustentada por dois pedaços de pau.
00:49:58E dava um banho nesse idoso com vassoura e mangueira, né? Um idoso que estava ali em situação nu, claramente
00:50:09desnutrido, né?
00:50:12Tinha um benefício e esse benefício sustentava uma casa inteira.
00:50:16Menos ele.
00:50:18Pois é.
00:50:19E aí, acompanhamento vai, né, vem, acionamos o Poder Judiciário, né, acionamos o Ministério Público e um belo dia saiu
00:50:28a decisão, né, pelo acolhimento institucional.
00:50:33Hoje eu digo que esse idoso, ele faleceu, né, já estava numa idade tanto quanto avançada.
00:50:39Mas o fato é que, por emergência da situação, o juiz determinou que nós fôssemos acompanhando o oficial, né, acompanhado
00:50:49da PM para dar cumprimento àquela decisão.
00:50:54E chegamos lá, a situação dele tinha melhorado um pouco.
00:50:57Tinham construído um quarto de alvenaria, ele estava nu, ainda em cima de uma cama, restos de comida pelo chão,
00:51:06daquele jeito, né?
00:51:08Ele mal se levantava, nos viu, levantou com uma dificuldade imensa.
00:51:12O quarto não tinha ventilação nenhuma, né?
00:51:15Mas aí, olha, a gente veio cumprir essa decisão, né?
00:51:23Os documentos do idoso, por favor, cartão do benefício.
00:51:28Ah, mas ele não tem roupa.
00:51:30O PM, o PM ficou brabo, ele disse como é.
00:51:36Apareceu uma roupa assim, em dois tempos, né?
00:51:39E esse idoso, ele foi conduzido por nós, né, para a instituição de acolhimento.
00:51:45Veu a óbito, né, mas ele veio em condições de dignidade.
00:51:50Dignidade.
00:51:51Vestido, assistido, né, com atendimento de saúde.
00:51:56E essa é uma demanda, assim, que muito me toca ainda, né?
00:51:59Porque ele vivia realmente...
00:52:03Como um bicho, né?
00:52:04É incrível você imaginar que um ser humano, ele tenha a capacidade de fazer isso com o outro, né?
00:52:10Eu gosto de sempre dizer que quando eu penso que eu já vi de tudo, o CREAS vem e me
00:52:14surpreende.
00:52:15A capacidade do ser humano de fazer aquilo ali com o seu, né?
00:52:21Quem ele criou, né, geralmente, que sustenta a casa.
00:52:26Pois é, pois é, pois é.
00:52:27E tem casos e casos, não é?
00:52:29Eu sei que ele, durante a juventude, porque os ruins, eles também envelhecem, não é?
00:52:35E ele pode ter...
00:52:36Aquilo ali pode ter sido resultado de uma vida inteira de maus tratos a uma família.
00:52:42A gente não...
00:52:43E no tecido...
00:52:44A gente não sabe.
00:52:45Não sabe.
00:52:46E não vem ao caso, né?
00:52:47Porque a gente lida com a dignidade do ser humano.
00:52:51E de criança.
00:52:52Ah, também.
00:52:53De criança, nem se fala, né?
00:52:58Recentemente...
00:52:59Gente, se eu for falar...
00:53:01Não, mulher, mas você não cita nomes.
00:53:04Não tem...
00:53:05É, vamos lá.
00:53:07Mas tem.
00:53:08Recentemente também, né, teve a situação de um recém-nascido que demandou o acolhimento institucional
00:53:16porque a genitura já tinha tido lá sei quantos filhos e nenhum deles estava com ela, né?
00:53:24Já tinha tido outros filhos que vieram a óbito pelo mesmo motivo, negligência, com cuidado de saúde.
00:53:30E a gente chegou e elas duas estavam vivendo em condições de insalubridade, né?
00:53:36Total e completa.
00:53:37Uma bebezinha.
00:53:38Uma bebezinha.
00:53:40E aí esse acolhimento, ele foi realizado, né?
00:53:43E a criança encaminhada?
00:53:45E a criança encaminhada...
00:53:47A mãe não vai?
00:53:48...a acolhimento institucional.
00:53:50É, até agora não...
00:53:52Porque até uma visita de uma mãe para uma criança, né?
00:53:58Essa situação, ela precisa haver a determinação judicial para tanto, né?
00:54:05Então é algo que é recente.
00:54:07Está caminhando.
00:54:08E a bebezinha tem quantos...
00:54:10Tem meses?
00:54:10Meses, meses.
00:54:12E está numa casa de acolhimento?
00:54:13Poucos meses, isso.
00:54:15E lá recebe também, vai para a adoção, hein, Lídia?
00:54:18Ou aguarda?
00:54:19Depende da ação que está sendo proposta pelo Ministério Público, né?
00:54:24Isso é uma ação de destituição do poder familiar, né?
00:54:27Que aí realmente a família perde completamente.
00:54:30Ou é encaminhada para uma família extensa e aí a rede que fica aqui fora
00:54:36vai tentar trabalhar essa mãe.
00:54:38Aqui também não tem, né?
00:54:39Assim, uma casa...
00:54:40Eu vi no jornal essa semana uma família que recebe crianças para passar um tempo.
00:54:49Não é isso?
00:54:50Que faz um acolhimento temporário.
00:54:52E aqui também não tem, não é isso?
00:54:54Tem, o que é que acontece?
00:54:56Tem um programa que é estadual, né?
00:54:59Para acolhimento em núcleos familiares que se dispõem para tanto, né?
00:55:06Mas aí existe uma série de critérios e nesses casos a porta de entrada realmente é o CRES,
00:55:12que aciona a gerência estadual de alta complexidade para ser realizado esse encaminhamento, sabe?
00:55:19Atualmente a gente não tem nenhuma nessa situação, não.
00:55:22Aqui também não tem?
00:55:23Não, não, não.
00:55:25Hoje não.
00:55:25E o programa existe.
00:55:26Se a gente precisar, ele é viabilizado.
00:55:29Aí no caso...
00:55:30E sistema de adoção?
00:55:33Vamos dizer, aquele casal quer adotar.
00:55:35Procura onde?
00:55:37Pronto.
00:55:37Aí nesse caso é todo um processo que é judicial, né?
00:55:40Entrar na fila...
00:55:42No caso vai para aqui para o fórum, né?
00:55:44Não perpassa por nós do CRES.
00:55:47Não.
00:55:47A gente está realmente...
00:55:48Quando se trata de uma criança que sofreu violência ou violação de direitos,
00:55:54que existe um acompanhamento, e aí nisso já aconteceu conosco, né?
00:55:58Existe todo um acompanhamento, por exemplo.
00:56:01Teve uma demanda que tinham pessoas que ajudavam determinada mãe, que era negligente,
00:56:09ia lá, dava um banho, alimentava, passava o dia com aquela criança, devolvia.
00:56:13Quando chegou o ponto de haver a destituição do poder familiar,
00:56:19a família que a gente pôde sugerir, né?
00:56:23Para ter a guarda daquela criança...
00:56:26Era aquela que cuidava.
00:56:27Era aquela que já mantinha um vínculo, existia um vínculo.
00:56:30Nesse caso, havendo a destituição do poder familiar,
00:56:35essa família aí, ela ingressa, porque passa a ser uma ação de interesse individual,
00:56:39ela ingressa com uma ação de adoção daquela criança, entendeu?
00:56:42Ela se torna, como se diz, prioritária para...
00:56:46Exatamente.
00:56:46Porque tem algumas outras demandas que a gente também acompanhou,
00:56:49que já aconteceu, sabe?
00:56:51Dessa forma.
00:56:53Aqui.
00:56:53É.
00:56:54É muito triste.
00:56:56E assim, criança no pé.
00:56:57E feliz ao mesmo tempo, né?
00:56:59Porque elas tiveram a felicidade de encontrar de verdade amor e acolhida...
00:57:06Núcleo familiar que realmente as queriam e tinham as condições para oferecer ali,
00:57:13para ter um bom desenvolvimento.
00:57:14Eu acho que em toda cidade do Brasil tem essa vulnerabilidade, né?
00:57:18É.
00:57:18É questão, como eu te disse, é questão social por enquanto...
00:57:22O que é que acontece?
00:57:23Enquanto a torneirinha da desigualdade social, ela estiver ali aberta,
00:57:28e estiver dando, se dando vazão a isso aí,
00:57:33questão social vai existir, porque a gente vive num sistema que é capitalista.
00:57:37É, exatamente.
00:57:37Que gera uma massa de excluídos, né?
00:57:40E aí haja política pública para dar conta de sanar isso daí.
00:57:44É muito complicado.
00:57:46É muitos com muitos e...
00:57:48É, esse é o...
00:57:50Esse é o objeto de intervenção do assistente social, né?
00:57:53Que a gente estuda tanto para estar...
00:57:56São quantos anos o curso?
00:57:57Cinco anos?
00:57:58É.
00:57:59Dependendo do turno, né?
00:58:01O meu foram quatro.
00:58:02Mas tu gosta?
00:58:03Tu gosta?
00:58:05Por que você escolheu?
00:58:06Eita, pasme!
00:58:08Eu, na adolescência, eu sabia que eu queria ser concursada, né?
00:58:13E isso me inspirou muito no meu pai.
00:58:15Meu pai dizia assim,
00:58:16eu não quero que aconteça com você, com o seu irmão,
00:58:19o que aconteceu comigo e sua mãe.
00:58:22Foi o quê?
00:58:22A gente botou o carro na frente dos boi.
00:58:25Foi me inventar de ter menino antes de estudar.
00:58:28De estudar.
00:58:29Então, meus pais, eles são grandes exemplos para mim, assim.
00:58:33Eles se formaram, eu e meu irmão já existíamos, né?
00:58:38Minha mãe terminou o curso superior.
00:58:40Quando minha mãe terminou,
00:58:41e ela entrou na Universidade Federal também, né?
00:58:43Na minha época, isso era status, né?
00:58:45É.
00:58:45E o meu sonho era entrar na Universidade Federal.
00:58:48Eu também, viu?
00:58:48Até porque meus pais não iam ter condições de pagar uma universidade privada.
00:58:53Então, eu queria entrar na universidade.
00:58:55Eu digo, meu Deus, vou cursar o quê?
00:58:57E aí?
00:58:57E saí pesquisando, mas eu queria fazer psicologia.
00:59:01Eu queria cursar psicologia, na verdade.
00:59:04Aí eu digo, poxa, e na época do PSS, eu digo,
00:59:07não, meus pontos não vão dar para entrar para psicologia.
00:59:10Vamos entrar para serviço social e lá eu faço a prova para tentar mudar de curso, né?
00:59:16Aí fui.
00:59:18Aí eu já estava em vias, assim, de fazer isso
00:59:22quando tive a oportunidade de participar de um projeto de extensão na UFPB.
00:59:27Que é uma das vantagens da Universidade Federal
00:59:30é te dar essas oportunidades de participar desses projetos.
00:59:33De projetos de extensão.
00:59:34E aquilo ali me abriu uns horizontes,
00:59:36porque a gente foi trabalhar num projeto que chamava Escola que Protege.
00:59:41E esse projeto, ele capacitava professores da rede municipal
00:59:46a lidar com situações de violência contra criança e adolescente.
00:59:51E a partir daí, eu digo, poxa, eu quero trabalhar mesmo com isso, né?
00:59:55Que eu comecei a estudar e que eu tive a oportunidade de fazer palestras
00:59:58para professores a respeito dos marcos legais, né?
01:00:04Da criança e do adolescente.
01:00:05Sobre informá-los a respeito da rede de proteção.
01:00:10Aí eu fui me apaixonada e digo, não, não vou ficar por aqui mesmo.
01:00:13Então, eu concluí o curso bem direitinho.
01:00:17Eu terminei aos 21 anos, né?
01:00:19Estava formadinha.
01:00:21Emendei na vida de concurseira,
01:00:26porque meus pais já tinham passado em concurso.
01:00:28E por isso que eu queria fazer concurso,
01:00:30porque eles tinham passado, todos os dois já.
01:00:32E tinham conquistado a tão sonhada estabilidade.
01:00:37Eu digo, não, eu quero passar em concurso.
01:00:39E vim morar em condado com eles.
01:00:41E meu pai foi professor da rede estadual do Pernambuco.
01:00:45Eu digo que ele foi o meu grande incentivador, sabe?
01:00:51Meu pai era um cara extraordinário, assim.
01:00:54Faz tempo que ele faleceu?
01:00:56Dois anos.
01:00:57Faz pouco tempo.
01:00:58Faz pouco tempo.
01:00:59E ele me acompanhava nas provas de concurso.
01:01:03Eu só fazia estudar.
01:01:0511 anos.
01:01:06Aparecia contrato e ele dizia assim,
01:01:08você não está passando fome.
01:01:10Você não tem tudo em casa, você vai estudar.
01:01:13E aí tinha dia, tinha tempo de eu estar 12 horas sentada,
01:01:17estudando dentro de casa.
01:01:19É.
01:01:20E isso me fez bem, né?
01:01:22Isso me fez muito bem, assim, porque eu passei,
01:01:24graças a Deus, abriu o concurso para cá,
01:01:27para Baier, né?
01:01:29E aí eu fui fazendo vários, fiz vários concursos.
01:01:33E toda prova ele me acompanhava na cidade, no município,
01:01:36os concursos municipais.
01:01:38Ele ia e ficava lá, às vezes, a manhã inteira me esperando.
01:01:41Tu ainda faz concurso hoje?
01:01:43Não, eu parei.
01:01:45Eu penso em pasmo, eu penso em fazer outra graduação.
01:01:48Porque depois que ele faleceu,
01:01:51eu tomei muito gosto pela atividade física, né?
01:01:54Eu tinha, meu bebê estava com 3 meses,
01:01:57ele amamentava ainda,
01:01:59e meu pai teve esse infarto fulminante.
01:02:03E isso acabou comigo, assim, né?
01:02:07E aí eu precisava de uma válvula disso.
01:02:10Mas ele tinha problema cardíaco ou vocês não sabiam?
01:02:13Não, ele tinha, ele era hipertenso e tal,
01:02:15mas ele vinha levando uma vida até saudável na medida do possível.
01:02:21Eu acho que foi o tempo.
01:02:23Quantos anos?
01:02:24Deus permite, Deus disse assim,
01:02:25é hoje, ele tem, eu creio muito no Senhor Jesus, né?
01:02:29E eu creio que ele tem tempo determinado para todas as coisas, né?
01:02:33Inclusive o nosso tempo de vida.
01:02:35De vida, com certeza.
01:02:36Ele tinha 62 anos.
01:02:39Era um cara novo.
01:02:39Novo, novo.
01:02:40O pai morreu com 70.
01:02:42Também, cheio de problema.
01:02:45Diabete.
01:02:46Até 50 anos.
01:02:47O pai se aposentou com 50 anos.
01:02:49Novo.
01:02:50A idade que eu vou fazer esse ano.
01:02:52Então, assim, muito novo.
01:02:55Ele passou 20 anos fora dos padrões.
01:02:58Porque depois se aposentou, meu filho.
01:03:00Tá vendo?
01:03:01Come tudo.
01:03:01É, né?
01:03:02Faz tudo que não devia.
01:03:03Não devia.
01:03:04Exatamente.
01:03:05E você tomou gosto pela atividade.
01:03:09Tomei gosto pela atividade física, né?
01:03:11Eu procuro organizar meu dia todo, assim, para conseguir chegar na academia e treinar.
01:03:17E venho aí pensando, estudando a possibilidade de fazer o curso superior.
01:03:23Que horário, pelo amor de Deus.
01:03:24De madrugada agora.
01:03:25Deus é mais.
01:03:26Ele proverá.
01:03:28Mas é um pensamento só, né?
01:03:31Ele não está no campo do material, não.
01:03:33Acho que eu conversei com meu esposo recentemente sobre isso.
01:03:37Vamos ver o que é que dá.
01:03:39Ontem eu estava conversando com o Tiago sobre esse negócio do concurso, hein, Painha?
01:03:43Bora, deixa para o segundo bloco.
01:03:47Três minutos.
01:03:49Ontem eu estava conversando com o...
01:03:50Eu passei...
01:03:51A gente sempre morou em Recife, né?
01:03:52O Painha era coronel lá.
01:03:54Trabalhar no bombeiro.
01:03:55E ontem a gente foi lá na Alepe.
01:03:59Aí parei do lado do Parque 13 de Maio.
01:04:03Eu disse, eita, Tiago?
01:04:04Andei muito.
01:04:04Porque a gente andava, morava por ali, pela Boa Vista.
01:04:07E caminhava lá no 13 de Maio.
01:04:09E passei na escola.
01:04:10O Painha passou no concurso.
01:04:11Depois se aposentou.
01:04:12Fez um concurso.
01:04:13Porque ele era formado em História, Geografia.
01:04:16E foi da...
01:04:17Não foi também História.
01:04:18O pai era historiador.
01:04:19É.
01:04:20Foi dar aula no Estado.
01:04:23Passou no Estado.
01:04:24Depois de aposentado, mulher.
01:04:26Vem.
01:04:27O Painha só foi dar aula um dia.
01:04:29Meu pai era professor também.
01:04:31A gente tem muito em comum.
01:04:32Tem muito em comum, Lidia.
01:04:34Aí eu disse, Tiago, Painha só veio dar aula.
01:04:37Um dia.
01:04:38Porque Painha, por ser militar, ele era professor também do Colégio Militar.
01:04:43Eu estudei em Colégio Militar.
01:04:45É outra...
01:04:46É bem rígido.
01:04:47E aí ele disse que quando chegou na sala de aula, que viu aquela bagunça.
01:04:51No Colégio Público.
01:04:53Menina.
01:04:53Ele disse...
01:04:54Foi hipertenso no período probatório.
01:04:57Pra você ter ideia.
01:04:58Olha aí.
01:04:58Pronto.
01:04:59Foi.
01:04:59Aí depois disso, ele foi readaptado por hipertensão.
01:05:02Pela hipertensão dele.
01:05:04Você acredita?
01:05:04E foi?
01:05:05Foi.
01:05:06Aí eu sei que o Painha só foi um dia.
01:05:07No outro dia foi na direção entregado.
01:05:10Eu disse, Goli, pode me exonere.
01:05:12Eu não quero esse concurso, não.
01:05:13Só conseguiu dar aula um dia.
01:05:14Eu ria tanto.
01:05:15Eu disse, Painha...
01:05:18Porque eu acho que ele tinha o problema cardíaco mais cedo, viu?
01:05:21Eu acho que ele tinha tido...
01:05:22Pois é, o Painha dizia, vixe, eu tenho alergia a aluno, meu Deus.
01:05:26É.
01:05:27Porque realmente é uma profissão muito, muito, extremamente estressante.
01:05:31Já minha mãe, minha mãe ama o que faz.
01:05:34Minha mãe é professora também, é pedagoga em Goiânia.
01:05:37Ela ensina no EMAF.
01:05:39E aí?
01:05:39É.
01:05:40É pedagoga.
01:05:41Depois passa o concurso, né?
01:05:43Aí ela ensina...
01:05:43Mas sua mãe mora em Goiânia?
01:05:45Ela passa a semana lá e fim de semana tá conosco, de uma pessoa.
01:05:49Ah.
01:05:50Já minha mãe é extremamente dedicada, né?
01:05:54Recentemente teve o concurso Contar Bem.
01:05:56Daí ela foi com o aluno dela.
01:05:58E esse menino ficou em terceiro lugar.
01:06:01Pensa numa pessoa feliz.
01:06:03Feliz.
01:06:04E a gente depois tirou um dia pra assistir no YouTube a gravação, né?
01:06:08Do concurso.
01:06:09E ela emocionada lá na plateia, vibrando, as lágrimas caindo.
01:06:14Eu digo, mãe, esse menino era seu filho?
01:06:16Ela disse, era como se fosse meu neto.
01:06:18Ah, meu Deus.
01:06:20E ela é dessas.
01:06:21Ela vive, né?
01:06:22Ela é dedicadíssima.
01:06:25É um exemplo, realmente, viu?
01:06:27Mas nossos pais, né?
01:06:28Meu Deus, é dedicada.
01:06:30Eu até isso também.
01:06:32O seu pai ainda conheceu o seu bebê, né?
01:06:34Conheceu.
01:06:35E o meu pai, quando faleceu, eu tava grávida.
01:06:37Aí, assim, foi um momento muito difícil.
01:06:41E aí, se não fosse o bebê, pra fazer você suportar, né?
01:06:45Pois é, pois é.
01:06:47E meu bebê foi uma surpresa, né?
01:06:49Samuel foi uma surpresa, assim, porque eu pensava que eu não ia ter outro filho, porque
01:06:54Pedro, que é o mais velho, já foi um milagre, né?
01:06:58Foi um milagre, porque eu não sabia que eu só tinha um ovário e muita coisa.
01:07:03Aí veio Samuel, foi uma surpresa.
01:07:05Mais surpresa ainda.
01:07:06Mais surpresa ainda.
01:07:07Eu digo, meu Deus, Deus é muito bom.
01:07:11Ele sabe o que faz.
01:07:13Ele sabe que eu precisava desse bebê.
01:07:16Por isso que o nome dele é Samuel.
01:07:18Eu orei.
01:07:18É o versículo que diz, né?
01:07:20Por esse filho eu orei e o Senhor escutou as minhas orações.
01:07:25E, de fato, essa é uma realidade na minha vida, sabe?
01:07:28Eu precisava, de fato.
01:07:29Pedro e Samuel, dois nomes bíblicos.
01:07:31Pedro e Samuel.
01:07:33Dois homens.
01:07:33Isso é mãe de menino.
01:07:36Só vai ter nora em casa.
01:07:37São imensos eles, de grandes.
01:07:40Mas toma uma aguinha.
01:07:42Vamos lá, Mago.
01:07:45Loteamento Vista Nobre.
01:07:47Fica aqui as margens da PB032.
01:07:49Na entrada da cidade Pedra de Fogo, onde você investe no futuro centro de Pedra de Fogo.
01:07:56Compre lá seu lote.
01:07:57Compre lote aqui, viu, Líria?
01:07:59É o investimento por futuro.
01:08:02É só ligar 819-9131-0438.
01:08:06Renan Kiddes, do RN, aos 16 anos.
01:08:09Está localizada ali na rua Pascoal Carrasone.
01:08:12Conhecida pela Rua da Divisa, né?
01:08:15A Rua São Paulo com Pascoal Carrasone.
01:08:18É tudo junto.
01:08:18Segue lá.
01:08:20Arroba Renan Kiddes, underline também.
01:08:22Restaurante Mesa Alvorada, na BR-101, em Goiânia.
01:08:25Marinho Empreendimentos, Instituto Monteiro Lobato, JJ Contabilidade, em Pedra de Fogo.
01:08:33Itafaiber Provedor de Internet, Grupo Campequina Delivery.
01:08:37E não esqueça, mande seu superchat no canal.
01:08:40Deixe o like e anuncie na PBPE TV.
01:08:42E acesse nosso portal www.pbpe.tv.
01:08:47E siga nossas redes sociais.
01:08:48Hoje estamos conversando com Lídia Peixoto.
01:08:51Ela que é coordenadora do CREAS aqui em També.
01:08:55E também trabalha em Bahia, né?
01:08:58Tem comentários.
01:09:00Deixe eu abrir aqui os comentários.
01:09:04Eu não estou acompanhando pelo YouTube, não.
01:09:08Vou abrir agora.
01:09:10Sinal que a conversa da gente está boa, né?
01:09:11É, porque eu estava acompanhando aqui a pauta.
01:09:17Mas bora...
01:09:19Olha aqui.
01:09:22A pauta, bora lá.
01:09:24Agora, os comentários.
01:09:26Tem um bocado.
01:09:27Lídia é top, Amorim.
01:09:29Eu não sei.
01:09:30Tiago Peixoto.
01:09:32Meu irmão, ó.
01:09:34Maravilhosa.
01:09:35É minha irmãzinha.
01:09:35A produção é o nome dela.
01:09:37Olha aí.
01:09:38Né?
01:09:39Ana Luíza.
01:09:41Parabéns, Lídia.
01:09:42Excelente profissional.
01:09:43Comprometida com sua profissão.
01:09:45Um abraço para a Ana Bel.
01:09:47Um grande abraço.
01:09:47Ana, obrigada.
01:09:49É minha mãe.
01:09:49Sua mãe.
01:09:50Acho que é Ana Luzia.
01:09:52Ana Luzia.
01:09:53É Ana Luíza, não.
01:09:54É Ana Luzia.
01:09:55É minha mãe.
01:09:55Um beijo, Ana.
01:09:57Deve me conhecer lá de Goiânia.
01:09:58Meus fãs garantidos.
01:10:00É, meus fãs, meus fãs.
01:10:01Né?
01:10:02A Cresi também está assistindo.
01:10:04Tiago está aqui.
01:10:07Tiago é teu fã.
01:10:08Vê se conhece o setor todo.
01:10:09Ministro da Aulas.
01:10:10Olha aí.
01:10:13Hélder Candeias.
01:10:14Candeia.
01:10:15Meu esposo.
01:10:16Ó, doutora Lídia.
01:10:18Ó, faz.
01:10:19As falas, doutora Lídia, são bastante esclarecedoras.
01:10:23Importante imagem para conhecer a rede e apoio à estrutura do Cresno, combate à violação.
01:10:28Seu fã, viu?
01:10:29Seu fã.
01:10:30E eu dele.
01:10:30Taís, profissional top.
01:10:35Jean de Caboclo.
01:10:37Jean, abraça aí.
01:10:38Tive o prazer em ter lido com a minha supervisora de estágio, onde aprendi muito sobre a proteção
01:10:43social especial.
01:10:44Ah, o Jean é um cara excepcional.
01:10:46Recebi alguns estagiários do serviço social no Cresno.
01:10:50Recebi, tive a oportunidade de fazer esse trabalho de supervisão de campo.
01:10:56E é uma experiência gratificante, viu?
01:10:58É muito bom saber que saíram profissionais assim, formados hoje, como o Jean.
01:11:03Já é um cara realmente acima...
01:11:06Já é lá do Pedra Bela, né?
01:11:08Isso.
01:11:09É um cara realmente acima da média, sabe?
01:11:12Esforçado.
01:11:13Fruto, inclusive, dos serviços da assistência social.
01:11:18Da assistência social, né?
01:11:19Isso é gratificante demais.
01:11:21Cristiane Nascimento, Lídia Pessoa, profissional experiente e competente.
01:11:25Ah, minha cefinha lá em Bahia.
01:11:27Parabéns.
01:11:28Aprendo diariamente com ela.
01:11:30E Tiago, minha irmã.
01:11:33Eita, meu fã.
01:11:34É, Tiago é seu fã número um, viu?
01:11:36É, eu dele.
01:11:37Seu mãe está aqui também assistindo.
01:11:40Mas, Lindo, queria agradecer.
01:11:41Não vamos estender muito, porque a gente prometeu uma hora para você.
01:11:46Já vai, eu acho que, mais de uma hora, né, Mago?
01:11:49E queria lhe agradecer, né?
01:11:52Queria que, se você tiver alguma fala em relação ao CREAS, quem precisar, né?
01:12:00E se tiver passando, você acha que está com algum...
01:12:03Passando ou precisando de algum tipo de atendimento do CREAS,
01:12:08de os horários de atendimento, o que procurar.
01:12:10E lhe agradecer mais uma vez.
01:12:12Ah, eu que sou grata.
01:12:15Sou imensamente grata pela oportunidade de estar aqui, né?
01:12:18E ter esse momento tão bacana com você.
01:12:20Ela estava nervosa, né?
01:12:22Estava, porque eu sou tímida.
01:12:25Eu sou tímida, realmente.
01:12:27Mas, assim, é um trabalho muito bacana esse, assim,
01:12:30de vocês darem oportunidade, né?
01:12:33Para que a gente possa falar um pouco desse trabalho que é realizado no CREAS, né?
01:12:38Hoje, como eu te falei, acho que é um avanço muito grande
01:12:42a gente ter uma equipe técnica toda de concursados.
01:12:46E por isso eu sou muito grata ao prefeito em exercício, né?
01:12:49Porque essa...
01:12:51E a secretária, Sabrina, também, né?
01:12:53Que fez questão de que assim fosse para que a gente pudesse evitar
01:12:57rotatividade de equipe técnica.
01:13:00Para que a gente possa, justamente, prestar um serviço
01:13:04idôneo, sabe?
01:13:05de qualidade, de maneira impessoal, sem olhar, sem ter de ver nem porquê
01:13:14realizar aquele trabalho bem feito, mas simplesmente porque precisa ser feito
01:13:19e porque nós somos servidores, né?
01:13:21E aí, é um diferencial nessa equipe, que está lá para acolher toda e qualquer pessoa
01:13:28que for vítima de violência ou violação de direitos.
01:13:31seja física, seja psicológica, seja sexual, seja o abandono, a negligência,
01:13:38seja qual for ela, a equipe, ela está pronta e preparada para fazer esse acolhimento
01:13:43e tomar, realizar os devidos encaminhamentos, né?
01:13:47O CREAS, ele funciona das 8 da manhã às 16 da tarde, como eu bem falei,
01:13:53ali na Avenida Eliú de Falcão, na antiga Rua do Motor, na mesma calçada do cartório de Paiva,
01:13:59está certo? E essencial é todo mundo conhecer o Disque 100, que é o número que existe
01:14:05a nível nacional, em que qualquer pessoa, ela pode ligar, informar a violação que está acontecendo,
01:14:12informar onde está acontecendo, para que a gente, junto com toda a rede de proteção,
01:14:18possa fazer uma atuação com o objetivo de sanar, né? Aquela situação ou tentar minorar as sequelas
01:14:26daquelas violências... Precisa ser nem família para denunciar, né?
01:14:30Não, não, não. É um dever, é uma obrigação de todo cidadão que tem um mínimo de consciência, né?
01:14:36Porque isso é obrigação, realmente, da sociedade, do Estado, mas principalmente da família, né?
01:14:43É denunciar situações de violência ou violação de direitos, né?
01:14:47Contra o seu vulnerável, seja criança, seja adolescente, seja idoso, seja a mulher vítima,
01:14:53seja a pessoa com deficiência.
01:14:55Tá certo? Muitíssimo obrigada pela oportunidade, pela visibilidade.
01:15:01E precisando, estamos aqui às ordens, né?
01:15:03Eu tive o Maio Amarelo com aquele movimento todo, foi maravilhoso.
01:15:08Isso.
01:15:09Vem as festas juninas aí agora também, cuidado.
01:15:13E falar, vou antes de encerrar o programa, falar dessas festas juninas que vão acontecer
01:15:1919 e agora, segunda-feira, vai ter o Jogo do Brasil, acho lá na praça com telão também.
01:15:25E segunda, terça e quarta, 22, 23, 24, São João ali na praça do municipal, né?
01:15:31O prefeito Armando sempre preocupado em não deixar de realizar festas,
01:15:37mas realizar festas que não comprometam o orçamento para outros serviços.
01:15:43Você sabe que assistência social, saúde e educação demandam muita coisa.
01:15:50Mas que o povo faz, inventa de fazer festa, até tem um comentário no grupo aqui do Pedra Bela,
01:15:57vai fazer festa, mas não cuida dos buracos do Pedra Bela.
01:16:01Não sabe ele que o prefeito está preocupadíssimo, só que é uma demanda que não se faz de um dia
01:16:07para o outro.
01:16:08Políticas públicas não é de imediato.
01:16:12A gente sabe que o problema do Pedra Bela vem desde a entrega desse loteamento.
01:16:18E eu comprei casa lá, eu moro lá, inclusive, e eu sei que é uma demanda que agora,
01:16:24nos meios de chuva, não tem como consertar, gente.
01:16:28É impossível você consertar buraco de coisas e chover de novo e o trabalho que você fez ir por água
01:16:35abaixo.
01:16:36Então, assim, o prefeito está com olhos suficientes e sabe dos problemas que demandam a cidade.
01:16:43É tanto que assinou ordem de serviço, o novo Itambé vai ser todo calçado, o Gil do Andrade com ruas
01:16:49e coisas.
01:16:51E ele está, inclusive, hoje em Brasília, correndo atrás para resolver as coisas.
01:16:56Então, não é que não fazer festa e deixar, não.
01:16:59Ele faz a festa diante do orçamento que ele tem condições de pagar.
01:17:03Ele é muito cuidadoso em relação a isso.
01:17:06É não fazer festa com artistas caríssimos e depois não ter dinheiro para comprar merenda para a escola.
01:17:14Então, vai ter festa maravilhosa.
01:17:18Nossa musa vai vir.
01:17:20Priscila Sena fechando o São João esse ano.
01:17:24E vai estar no Rock Hill, Priscila Sena, dia 12 de setembro, na Artista Nacional.
01:17:30Então, assim, é um São João dentro dos padrões maravilhosos, muito forró.
01:17:35E vamos curtir com muita responsabilidade, né?
01:17:38Sem fazer nada de errado para que não recaia no CREAS para as meninas não trabalharem no São João.
01:17:45Junto com os conselheiros.
01:17:47Os colegas conselheiros tutelares, os guerreiros.
01:17:50Os guerreiros, os conselheiros tutelares, né?
01:17:52Mas, Lídia, muito obrigada.
01:17:55Informar também que na próxima semana nós não vamos ter programa, né, Tiago?
01:17:58Devido a esses festejos juninos, né?
01:18:03Umas fériasinhas, Bruno, viu?
01:18:04Para você dançar forró.
01:18:06Quem sabe desencalhar.
01:18:11Namorar nesse São João, Bruno, nascimento.
01:18:13Arruma uma namorada para dançar o forrózinho lá no pé do palco, né?
01:18:18Só quer novinha, mas é para ser corno.
01:18:21Novinha demais.
01:18:22Novinha demais é para ser corno, viu, meu filho?
01:18:25A gente fez a filha, mas...
01:18:28Ele não saiu do canto.
01:18:30Bruno não saiu do canto.
01:18:32Ninguém se...
01:18:33Tem Tamires.
01:18:35Tamires.
01:18:38Tamires.
01:18:39Ele e Tamires, eu acho que nasceram um para o outro.
01:18:41Mas, enfim, vamos brincar o São João com muita responsabilidade, né?
01:18:47Segunda, terça e quarta que vem.
01:18:4922, 23, 24.
01:18:51E nossos programas voltam.
01:18:53Que dia, Tiago?
01:18:54Dia 29.
01:18:5529.
01:18:56São Pedro, Tiago?
01:18:5829 e 30.
01:18:59São Pedro, José?
01:19:01Você fecha onde?
01:19:02Eu sei, tem.
01:19:03Na minha prefeita.
01:19:05Na minha prefeita querida lá.
01:19:08Tem o São Pedro da Guta.
01:19:11Tem o...
01:19:13Tem o São Pedro, danado de bom, viu?
01:19:17No distrito é em julho, Elison.
01:19:19É, em julho.
01:19:20E ainda, para complementar, viu, o prefeito nos adiantou que tem a festa da vila em julho,
01:19:26tem as festas no distrito, em agosto, a festa da emancipação da cidade.
01:19:31Então, esses dois meses para frente é só festa aí também, né?
01:19:37E queria agradecer sua presença ali, está de portas abertas.
01:19:41Muito obrigada também.
01:19:42O PBPA está de portas abertas.
01:19:43Precisando de qualquer coisa, é só chamar.
01:19:46Nós também.
01:19:46Estamos às ordens, à disposição.
01:19:48Inclusive, convido vocês a conhecerem lá a nossa estrutura.
01:19:52Vamos lá.
01:19:52Conversar um pouquinho, tomar um café.
01:19:54Servidor público gosta de tomar café, né?
01:19:56Gosta, gosta também.
01:19:57Já gosta.
01:19:58É isso.
01:19:59Vamos lá.
01:20:00Sejam bem-vindos.
01:20:01Vamos levar umas bolachinhas São Caetano.
01:20:04Um beijo para todos no coração todo.
01:20:07Até 29 e 30 de junho, se Deus quiser.
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