- há 2 dias
ADVOGADA
Portal: www.pbpe.tv
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PessoasTranscrição
00:00:09P-P-P-E Podcast
00:00:36P-P-P-E Podcast
00:01:09Boa noite, boa noite a todos, sejam bem-vindos nesse 21 de abril, feriado, a mais um podcast, Podcast Mulher,
00:01:17né?
00:01:18Queria, primeiramente, parabenizar ao prefeito Armando Pimentel pelo bloco maravilhoso nesse domingo.
00:01:26Que energia, que coisa linda, que bloco maravilhoso, né?
00:01:31Sem briga, o pessoal veio realmente se divertir, né?
00:01:36Fiquei muito feliz também, as pessoas que eu pude entrevistar em termos de comerciante, de fomento, todos tiveram boas vendas.
00:01:44Então, assim, eu tenho certeza que o prefeito está no rumo certo, porque as pessoas gostam de falar que é
00:01:51festa,
00:01:52não adianta, a procidade adianta e adianta muito, porque é muito fomento, é um comércio que gira,
00:02:01não é só aqueles vendedores que vêm vender no dia, mas é um comércio todo que gira.
00:02:06Olha aí, ó, pedra de fogo está toda agitada para o forró-fogo que é na próxima semana.
00:02:12Então, é todo um comércio, é fomento, é diversão e festa é importante, sim, em toda gestão pública.
00:02:20Claro que tem também saúde, tem todas as outras partes que ele também está trabalhando.
00:02:27Então, assim, não tem como o povo dizer que festa não é bom.
00:02:31Festa é bom.
00:02:32Festa é bom, sim, para toda a população, em todos os ritmos, em todos os lados.
00:02:38Mas, inclusive, tem festa gospel, tem festa católica, tem festa...
00:02:42E tem a festa mundana, que a gente chama, né, que é maravilhosa.
00:02:46Parabéns, Armando, a festa social, hein.
00:02:49Parabéns, prefeito Armando, que bloco maravilhoso.
00:02:53E que o próximo ano, 2027, quinto ano, eu sei que vai ser melhor ainda.
00:02:58E sei também que vem uma programação de São João muito boa aí para Itambé também.
00:03:04Loteamento Vista Nobre, fica às margens da PB032, fica aqui na entrada da cidade Pedras de Fogo.
00:03:10Você pensa no futuro e investe no novo centro de Pedras de Fogo.
00:03:15Vai lá, corre, tem ainda mais de 25% de lotes para ser vendidos ainda.
00:03:21Maravilhoso o acabamento, é só ligar.
00:03:23E ou aqui, vem visitar, né, o loteamento está com plantão de vendas de domingo a domingo, de 8 às
00:03:3017.
00:03:31É só ligar 991-3104-38, que os meninos estão lá para tirar todas as suas dúvidas.
00:03:38Restaurante Mesa Alvorada, na BR-101, em Goiânia.
00:03:41Marinho, empreendimentos, quer comprar sua casa nova.
00:03:45Tem aqui na Cidade Jardim, tem cada casa linda.
00:03:48Só para ligar para o Rodrigo, é 819-9172-8555.
00:03:54Casa das Cinquentinhas, revenda de Xinerai e a Veloz Moto.
00:03:59Ita Fiber, provedor de internet.
00:04:01Silva Langerri, moda íntima.
00:04:03E seu Zé Padaria Restaurante.
00:04:05E lanchonete, não esqueça, mande seu superchat no canal, deixa o like.
00:04:10Anuncie na PBPE TV e acesse nosso portal www.pbpe.tv.
00:04:16E siga nossas redes sociais.
00:04:18Hoje a gente estava aqui batendo papo com ela antes do programa Entrar no Elis.
00:04:22Eu disse que ela é uma mulher porreta.
00:04:25É uma mulher guerreira, aguerrida, empoderada.
00:04:29Que eu sei que vai servir de exemplo para muitas mulheres.
00:04:33Jéssica Monteiro, ela é advogada.
00:04:37Fala um pouquinho quem é Jéssica, onde você nasceu, onde você viveu.
00:04:41Onde você estudou, Jéssica.
00:04:42Primeiro, obrigada por aceitar nosso convite.
00:04:45E por que escolheu, por que enfim chegou no direito.
00:04:50Boa noite, boa noite a todos.
00:04:53Quero iniciar dizendo que é um prazer estar aqui.
00:04:57E é tão difícil falar sobre quem somos.
00:05:01Mas você pontuou algumas observações sobre quem eu sou.
00:05:06Sou mulher guerrida, sou mãe, sou advogada.
00:05:11Sou aquela que não desiste fácil.
00:05:13E o meu lema é justamente o da persistência.
00:05:16Não importa o que te aconteça, você irá seguir e irá fazer florescer.
00:05:23Terminei direito no NIP.
00:05:26E já lá eu já sabia que eu queria cursar direito.
00:05:31Eu já sabia que eu queria direito.
00:05:34Meu pai cursou direito, meu avô, meus tios.
00:05:38Então, praticamente a família já cursava direito.
00:05:41Eu lembro que desde pequenininha, meu pai sempre foi aquele de ser presente, de estar em minha vida.
00:05:51E ele me levava, ele era assessor, assessor de um magistrado.
00:05:55E eu ia.
00:05:58Então, passava minhas tardes, às vezes minhas manhãs no fórum, observando.
00:06:03Ele trabalhando e eu observando.
00:06:05Fazia sentenças, analisava.
00:06:08E ele atuava no tribunal do júri.
00:06:11Então, eu já acompanhava ali.
00:06:13Acompanhava júri, já sabia como é que era a dinâmica.
00:06:16Então, eu já lidava ali perto do que era o direito, do que era a área em si.
00:06:22E já sabia o que era o crime doloso, o que era o crime culposo, o que era uma arma
00:06:26branca, o que era uma arma vermelha.
00:06:28O que é?
00:06:28Já sabia ali distinguir.
00:06:30E eu fui já me apaixonando por aquilo dali.
00:06:33Eu achava interessante o modo como era conduzido o júri, os argumentos, todo aquele cenário, todo aquele contexto.
00:06:41E eu já dizia a ele, eu disse, pai, quando eu crescer, eu era pequenininha, fazia desenhos.
00:06:47Passava a tarde fazendo desenho, dava, dava para o magistrado, dava...
00:06:51É engraçado, Jéssica, que antigamente a gente acompanhava nossos pais e trabalhar.
00:06:57Eu também ia acompanhar muito, pai, pai, eu era coronel do bombeiro.
00:07:01E eu, primeiro que eu ia fazer minhas tarefas no quartel.
00:07:05E tudo eu acompanhava.
00:07:06E hoje não existe mais isso.
00:07:09Você acompanhava seu pai no foro, eu acompanhei minha tia, minha tia era bibliotecária na Secretaria da Fazenda.
00:07:16Quantas e quantas tardes eu ia com ela trabalhar, ficar lá na biblioteca, atendendo.
00:07:22Eu adorava.
00:07:24Era bom, não era não?
00:07:24E eu tirava os processos de ordem.
00:07:26Ele, Jéssica, não tira os processos da ordem.
00:07:30Porque uns já estavam sentenciados, outros ainda estavam para análise.
00:07:34E eu gostava, eu já lia, já gostava de saber o que aconteceu.
00:07:40Na minha cabeça eu já imaginava as teses, o que poderia talvez ter acontecido, qual seria a tese ali.
00:07:48Gostava, realmente eu sempre gostei.
00:07:50Então, assim que eu me formei, eu já sabia que caso eu realmente fosse advogar, minha pretensão inicial era concurso
00:07:57público.
00:07:58Mas me apaixonei, acabei me apaixonando pela advocacia, justamente com essa questão de ter que lidar com o público.
00:08:06De atendimento, entender que realmente a advocacia na minha vida veio como um propósito.
00:08:12Um propósito de ajudar outras vidas.
00:08:15Então, acabei me apaixonando pela advocacia.
00:08:18Então, quando eu iniciei, foi justamente nessa área e na área criminal.
00:08:22Então, é mais isso mesmo.
00:08:25Desde pequena, sempre tive essa paixão por cursar direito.
00:08:29Vamos falar agora um pouquinho.
00:08:30Jéssica mãe, Jéssica mulher.
00:08:33Tu namorou, começou a namorar muito cedo.
00:08:35Foi, foi.
00:08:37Era de escola o namorado da escola?
00:08:38Não, não era não.
00:08:40Não era.
00:08:41Mas assim, meu pai sempre foi muito rígido.
00:08:43Ele sempre foi muito de aconselhar, de tentar dar o melhor, de dar exemplo, de realmente prender.
00:08:51Mas, realmente, eu fui mãe cedo.
00:08:53Eu fui mãe, eu tinha 21 anos.
00:08:55Ia fazer 21.
00:08:57Então, praticamente, eu já afindei a faculdade sendo mãe.
00:09:02Eu lembro que é engraçado, né?
00:09:03Sempre vem a presença do meu pai e da minha mãe.
00:09:07Então, quando eu engravidei, eu ia para a faculdade e estava grávida.
00:09:12Eu levei muitas vezes meu filho para a sala de aula para poder, justamente, fazer as provas, assistir a aula.
00:09:18Meu pai, Jéssica, tranca a faculdade.
00:09:20O pai não vou trancar.
00:09:21Vou seguir.
00:09:22Então, eu afindei o curso.
00:09:24Eu apresentei meu TCC, praticamente, de resguardo.
00:09:28E meu AB eu fiz com meu filho.
00:09:31Era escutando galinha pitadinha no berço.
00:09:33E eu estudando.
00:09:34Então, assim, não tem como...
00:09:37Como é que eu posso dizer?
00:09:38Separar a Jéssica profissional da Jéssica mãe.
00:09:42Eu sempre tive que conciliar as duas coisas.
00:09:45E eu acredito que isso me deu ainda mais força.
00:09:49Ainda mais maturidade para seguir aquilo que eu acredito que é o que Deus quer para a minha vida.
00:09:57Então, ser mãe sempre me deu força.
00:10:00É porque, assim, na verdade, as coisas que te acontecem na tua vida, elas podem ou te paralisar, ou te
00:10:09dar um pontapé para aquilo que você almeja.
00:10:12Então, às vezes, tinha aquilo de tentar desistir, de tentar...
00:10:16Quando eu olhava para o meu filho, hoje em dia, quando eu olho para a minha filha, isso faz realmente
00:10:21com que eu persiga, com que eu avance.
00:10:24Ou seja, me dar mais um motivo para eu continuar.
00:10:28Então, ser mãe é maravilhosa.
00:10:30A maternidade em si, ela em si, ela nos molda muito.
00:10:35É, e você também estava falando...
00:10:37Eu posso perguntar, né?
00:10:38Você disse que eu podia perguntar.
00:10:39E a gente vive num mundo meio...
00:10:42Meio de violência doméstica hoje.
00:10:45E você foi vítima nesse primeiro casamento de violência doméstica.
00:10:51Foi.
00:10:51Como foi que você se engravidou cedo, mãe jovem, faculdade, e ainda conseguiu, como é que eu digo, sair dessa
00:11:02violência doméstica?
00:11:04Como foi?
00:11:05Dá esse empoderamento para as mulheres que hoje em dia também, que você sabe que tem muito...
00:11:10Você é advogada nessa área também, você sabe que muitas mulheres sofrem isso.
00:11:16O que é que você diz hoje como que já foi vítima?
00:11:19A violência doméstica e familiar perpetrada em face da mulher, eu costumo dizer que ela é uma violência extremamente peculiar.
00:11:28E muitas das vezes difícil de ser identificada.
00:11:32Porque existem várias modalidades da prática de violência.
00:11:36A patrimonial, a sexual, a moral, a psicológica.
00:11:42E a pontinha do iceberg ali é justamente a violência física.
00:11:46Que quando ela progride, a gente tem justamente a questão do feminicídio, que é o ápice ali da violência.
00:11:54Então, identificar nem sempre é fácil.
00:11:56Ainda mais quando você está em um papel de vítima.
00:12:01Então, você compreender e entender que você está em uma situação de violência doméstica é muito difícil.
00:12:07Por quê?
00:12:08Porque existem, muitas das vezes, dependência.
00:12:12E a principal é dependência emocional.
00:12:15E às vezes você não compreende que você está passando por uma situação de violência.
00:12:20Ah, mas só foi um comentário sobre a minha roupa?
00:12:24Ou sobre alguém que eu falei?
00:12:27Ou foi só um comentário de não se aproxime ou da sua mãe, ou do seu pai, ou dos seus
00:12:32familiares, ou de suas amigas e amigos?
00:12:35Talvez eu só te machuquei porque você fez isso.
00:12:40Você mereceu.
00:12:41Você mereceu.
00:12:42Isso não é um tipo de conduta, de comportamento que eu visualizo como uma mulher que eu quero que esteja
00:12:52ao meu lado.
00:12:53Passei muitos anos para realmente entender que eu estava em uma situação de violência doméstica.
00:13:00A partir do momento que eu decidi dar um basta e não mais aceitar, é aí que vem a maturidade.
00:13:07De você entender o que te cabe e o que não te cabe.
00:13:12De entender qual o seu valor de cada vez mais o seu amor próprio aflorar.
00:13:19E é aí que você começa a entender quem é você.
00:13:24Então, essa é justamente uma pergunta.
00:13:26Quem é você?
00:13:29Poxa, eu sou uma mulher aguerrida, uma mulher que é mãe, uma mulher que trabalha, uma mulher que consegue prover,
00:13:39uma mulher que tem independência.
00:13:40E como é que eu vou aceitar que outrem me limite ou diga quem eu sou em algo que realmente
00:13:49eu não sou?
00:13:51Porque sabemos a nossa essência.
00:13:53Nós conhecemos quem somos, o que fazemos, quais as nossas intenções, o nosso valor.
00:14:01Então, é justamente sobre isso.
00:14:03De entendermos quem somos, de entendermos o nosso valor e não deixar que o outro adentre em uma esfera que
00:14:12é nossa.
00:14:13É justamente sobre isso.
00:14:16Então, é como eu disse, é uma violência extremamente peculiar, que ocorre entre quatro paredes.
00:14:27Ou simplesmente quando ninguém vê.
00:14:29É aí que entra a vulnerabilidade da vítima.
00:14:32E a violência psicológica, antes, ela não era levada tanto em consideração, justamente pelo fato de não ser tão identificada.
00:14:41Como é que você vai provar que outra está justamente lhe agredindo de modo psicológico?
00:14:46É difícil de identificar.
00:14:49Às vezes, nem a mulher consegue identificar que está vivendo aquilo.
00:14:52Será que realmente eu sou culpada?
00:14:54Será que eu sou culpada?
00:14:55Será que eu deveria me vestir de...
00:14:57Você teve um namoro com violência e não percebia?
00:15:00Era assim?
00:15:01É como eu disse, às vezes só vem com a maturidade.
00:15:04Só depois que você passa realmente a entender que você está numa situação como essa.
00:15:11Às vezes você tem...
00:15:12Eu não sei se é porque eu sou tão arcaica, que antigamente a gente tinha aquilo de permanecer.
00:15:18É.
00:15:19É que nem a época da minha avó.
00:15:21Tinha que permanecer.
00:15:22Tem que aguentar o marido.
00:15:23Tem que aguentar.
00:15:24Mas hoje em dia não é assim.
00:15:25Por isso que os casos de divórcio estão aumentando cada vez mais.
00:15:30Porque as mulheres não estão mais aceitando viver em um ambiente hostil.
00:15:36Elas estão cada vez procurando mais se profissionalizarem.
00:15:42Buscar o seu lugar.
00:15:44Tentar se destacar.
00:15:47Tentar buscar o seu melhor.
00:15:49Eu acredito que é mais isso.
00:15:51Estão tentando derrubar todo aquele machismo, todo aquele patriarcado que antes imperava.
00:15:59E hoje em dia já não está se ressaltando tanto como antes.
00:16:03Existem casos ali específicos?
00:16:05Existem.
00:16:05Mas as mulheres já estão sabendo coibir.
00:16:10Estão já dizendo não.
00:16:12Eu não mais aceito.
00:16:13De tanto estar batendo na mesma tecla.
00:16:16Eu acho que a gente vem e traz à tona muitos casos.
00:16:20Eu acho que isso está atinando para mulheres que vivem essa situação e que não percebem.
00:16:26Muitas não percebem.
00:16:27Porque o mais que a gente vê na internet é a mulher apanha, a polícia vai lá.
00:16:32Não, ele não deu em mim.
00:16:33Tem aquele receio.
00:16:34Como, cara?
00:16:36Se o povo estava vendo que você estava apanhando, qual o receio de se estar gritando, se estar
00:16:40te tratando mal, estar batendo em você na frente dos seus filhos.
00:16:44Olha que...
00:16:45E aí a mulher...
00:16:46Acho que hoje está mais...
00:16:48Mas é como eu digo.
00:16:50Nem todas as mulheres, elas possuem um suporte.
00:16:56Geralmente, quando está em uma situação como essa, a sua família já está afastada.
00:17:03Primeiro, afasta os amigos, as amigas.
00:17:07Some tudo.
00:17:09Familiares.
00:17:10Às vezes, ela não tem com quem contar.
00:17:12Para onde eu vou?
00:17:15Às vezes, tem uma dependência financeira.
00:17:18Largou tudo, largou os estudos, largou o trabalho e foi viver um relacionamento.
00:17:24Desse relacionamento, vieram os frutos ou fruto, no caso, filhos.
00:17:29E qual a situação dessa mulher?
00:17:31E quando ela vai procurar ajuda...
00:17:35Ah, um familiar.
00:17:37Não.
00:17:38Agora aguente.
00:17:41Permaneça.
00:17:41O que é que você vai fazer?
00:17:43Várias clientes minhas, às vezes, não têm para onde ir.
00:17:46Vou para onde?
00:17:49Que a família não quer aceitar de volta.
00:17:51Às vezes, não aceitam.
00:17:53Ou então, vizinhos, amigos, amigas.
00:17:59Em briga de marido e mulher, não meta a colher.
00:18:03Deixa.
00:18:04Então, há todo esse contexto de realmente violência da mulher, às vezes, não entender.
00:18:11É porque eu digo que há um ciclo.
00:18:12A violência, ela ocorre, pode ser até de modo sutil.
00:18:18É uma observação mais acalorada.
00:18:22É um aperto do braço.
00:18:24É uma restrição.
00:18:27E ela, talvez, fica titubeando.
00:18:30Será que realmente isso é uma violência?
00:18:32Um abuso?
00:18:34Será que realmente isso é amor?
00:18:35Talvez ele me ama.
00:18:37Então, ele começa...
00:18:38Até identificar, né?
00:18:39Até identificar.
00:18:40É difícil.
00:18:41Então, ela começa a tentar entender.
00:18:44Quando ele percebe, ele já faz o quê?
00:18:46Ele já começa a mudar.
00:18:48Então, fica aquilo ali.
00:18:50Não, desculpa, eu estava estressado.
00:18:53Não vou repetir.
00:18:54Você causou, não vou repetir.
00:18:55Aí, entra justamente a fase da lua de mel.
00:18:58Ele já muda.
00:19:00E fica naquilo ali.
00:19:03Então, é algo que fica se repetindo.
00:19:06Imagina só a cabeça dessa mulher.
00:19:08O quanto que ela não está sendo bombardeada.
00:19:11Então, já vi casos em que o policial militar precisou sustentar e carregar aquela vítima
00:19:18nos braços, porque psicologicamente ela estava extremamente abalada.
00:19:23Não chegou nem a ser agredida fisicamente, mas psicologicamente era nítido todo o seu abalo.
00:19:31Então, tem também a questão da revitimização dessa mulher.
00:19:35Quando ocorrem quatro paredes, será que alguém vai realmente acreditar em mim?
00:19:40Porque perante a sociedade, o algóis, o agressor, ele possui uma postura exemplar.
00:19:49Perante a sociedade, e às vezes até em meio ao seio familiar, ele é a pessoa perfeita.
00:19:56Mas quando passa da porta e ficam sozinhos, quando ele adentra em sua esfera particular,
00:20:05ali do casal, ele começa a se transformar.
00:20:08E como é que aquela mulher vai provar que realmente aquilo ali aconteceu, que ela está vivenciando isso?
00:20:15Tu tem cliente?
00:20:17Tenho também.
00:20:19Tenho.
00:20:20Tenho.
00:20:21Tenho clientes também.
00:20:23Vamos lá, eu costumo dizer que...
00:20:24Tanto a vítima quanto o agressor.
00:20:28Isso.
00:20:29Geralmente, pensam, quando você atua nesse âmbito de violência doméstica, nessa seara, nessa esfera.
00:20:36Ah, doutora, a senhora é feminista, só atua para mulheres.
00:20:39Carpina, um senhor de 85 anos, não aceitou o fim do relacionamento com a senhora, de 68 anos.
00:20:51É uma coisa inacreditável, um homem mal andar direito, e meteu bala na mulher, e ainda pegaram três tiros, né?
00:20:59Pegou, graças a Deus, ela não faleceu.
00:21:01Não faleceu.
00:21:02E ele chegou na delegacia como se tivesse feito a melhor coisa do mundo.
00:21:09É justamente por ter se achado, ou por se achar dono, de não aceitar um não.
00:21:16E hoje as mulheres estão sabendo dizer não.
00:21:20Primeiro, que essa questão de informações estão se expandindo cada vez mais.
00:21:27Vejo que o poder judiciário, que o poder público, que pessoas, até mesmo alheias a todo esse cenário,
00:21:36estão tentando conscientizar, não só as mulheres, mas também os homens.
00:21:42Participei agora de um treinamento a uma determinada empresa para falar desse tema.
00:21:48Quando eu abro a porta, a sala cheia.
00:21:51Tinham mulheres e tinham homens.
00:21:54Então, eu tentei justamente fazer o quê?
00:21:59Mostrar o papel de ambos.
00:22:02Da mulher de não aceitar, entender o seu valor, entender o que te cabe e o que não te cabe,
00:22:10e aos homens a respeitar.
00:22:13Temos o nosso papel na sociedade.
00:22:16Então, acabou que eles perguntavam, eles estavam interagindo mais do que as próprias mulheres.
00:22:24Então, essa questão de dizer, doutora, você também atua em face dos homens?
00:22:30Sim.
00:22:31Se eu visualizar que há uma verdade dos fatos no que ele diz, no que ele apresenta,
00:22:38por que não atuar?
00:22:41E não tem como ele realmente, doutora, não fiz isso, porque nos autos, no inquérito policial,
00:22:50há todo o contexto, há todos os fatos.
00:22:53Existem os fatos ali.
00:22:54Contra os fatos, não há argumentos.
00:22:57Então, analisando o depoimento da vítima, tudo o que foi colhido em esfera policial,
00:23:02eu consigo entender se realmente houve algo ou se não houve.
00:23:08Eu costumo dizer que talvez é a síndrome da mulher de Potifar, que é toda aquela situação.
00:23:14Existem denunciações caluniosas?
00:23:16Existem.
00:23:17É um percentual baixo?
00:23:20É, mas existem.
00:23:22E mulheres que inventam também.
00:23:24É, porque assim, a medida protetiva, ela foi criada com a determinada finalidade.
00:23:30Mas, infelizmente, temos casos que estão sendo utilizados como mecanismos de proteção
00:23:38e também de uma, como é que eu posso dizer, de inibir, seja nas questões patrimoniais
00:23:48ou simplesmente para impedir a aproximação dos pais com seus filhos.
00:23:54É, tem alienação, né?
00:23:57Parental, que é bem...
00:23:59Quando há, por exemplo, um relacionamento que finda, se existe filho, se existe uma disputa patrimonial...
00:24:08Você tem como falar, tem propriedade de falar, né?
00:24:10É, quando existe ali uma proteção, que precisa de realmente uma proteção, existe uma medida protetiva,
00:24:18aquele agressor não vai mais poder se aproximar da vítima.
00:24:21E dos filhos?
00:24:22Como é que ele vai ter um contato com o filho se a mãe está com medida protetiva?
00:24:30Fica meio...
00:24:30Como é que resolve?
00:24:32Talvez um terceiro para intermediar, porque se aproximar daquela mulher ele não pode.
00:24:38Ou uma mãe que entrega da vítima, ou o pai da vítima que entrega, ou algum terceiro.
00:24:43E a mãe pode pedir para não entregar, já que...
00:24:46Não pode, porque é um direito do pai.
00:24:48É um direito do pai.
00:24:50A não ser...
00:24:51Eu como mãe não deixava.
00:24:53É porque, assim, é justamente...
00:24:55É tão difícil.
00:24:56É, é uma situação extremamente delicada, mas já há essa interligação, né?
00:25:03Já meio que é interligado.
00:25:05Caso realmente haja uma agressão grave voltada ali para a mulher, ao meu ver, subentende-se
00:25:12que ele também pode ser um perigo para os filhos.
00:25:15Para os filhos.
00:25:16Então, estão justamente vendo essa questão de talvez atingir também os filhos.
00:25:23Não estão mudando leis, não, Jéssica.
00:25:25Porque eu acho assim...
00:25:26Me desculpe a...
00:25:28Eu acho tão injusto a lei.
00:25:30Porque eu vou...
00:25:32Não sei se você viu que na Itália foi aprovado que o feminicídio é prisão perpétua.
00:25:40E vários outros países, quem tem a prisão perpétua...
00:25:45Vai lotar os presídios.
00:25:46E aí...
00:25:47Vai lotar os presídios.
00:25:49Vai.
00:25:49E assim, eu sou super de acordo que quem ficasse preso produzisse o que comesse.
00:25:56E produzisse para sobreviver ali dentro.
00:26:00Eu sempre pensei isso.
00:26:02Por que não?
00:26:03Porque eu acho às vezes...
00:26:05A medida protetiva, para mim, eu acho que não adianta de nada.
00:26:08Porque quando vê, já tem acontecido.
00:26:11É.
00:26:11Eu acho que não evita.
00:26:14Leis temos, né?
00:26:15Nós temos a Lei Maria da Penha.
00:26:16Que se observarmos, ela é muito certa naquilo que ela diz.
00:26:24Seja quanto a aplicações de reprimenda, sobre o que é violência, quais os tipos de violência.
00:26:31Mas, realmente, a questão, talvez, da aplicabilidade dela é que, talvez, esteja um pouco deficiente.
00:26:38Mas, como eu já apontuei, que o poder público, ele está tentando, justamente, criar mecanismos de, cada vez mais, proteger
00:26:48essas mulheres.
00:26:49Ah, mas a medida protetiva, talvez, ela seja eficaz.
00:26:53Mas, ela é um objeto, sim, de proteção.
00:26:57Nem todo algoz, nem todo agressor vai, realmente, respeitar essa medida protetiva.
00:27:02Mas, muitos, respeitam.
00:27:05Quando recebem, ali, essa medida protetiva, através de um oficial de justiça, eles se afastam.
00:27:14Mas, é um instrumento 100% eficaz?
00:27:17Não.
00:27:19Algumas que possuíam, né, a seu favor, a medida protetiva, infelizmente, tiveram suas vidas ceifadas.
00:27:25Mas, querendo ou não, é um instrumento.
00:27:28Por exemplo, em caso de descumprimento da medida protetiva, em seja já crime,
00:27:34pode-se ter, ali, decretada uma prisão preventiva.
00:27:39Descumpriu? Desce para o estabelecimento prisional.
00:27:42Uso de monitoração eletrônica.
00:27:44Agora, estão, né?
00:27:46Está tendo até IA, para saber a localização do agressor com a vítima, em tempo real.
00:27:54Se visualizarem que está se aproximando, em caminho, uma viatura mais próxima.
00:28:01Então, assim...
00:28:02É, por vida, né?
00:28:03É.
00:28:04Já veio no caso, hoje, que o delegado estava, justamente, comentando.
00:28:09Simplesmente, ela foi sequestrada pelo seu ex-companheiro.
00:28:13Foi violentada.
00:28:15A sorte que, assim que ele parou o veículo, ela conseguiu descer.
00:28:20E no momento que ela desceu, estava, justamente, passando uma viatura.
00:28:23Eita!
00:28:24Ela pediu socorro.
00:28:26Mas, vamos lá.
00:28:27Imagina só se essa viatura não passasse.
00:28:30Ela estaria nas mãos daquele ex.
00:28:33Ou seja, o seu destino, a sua vida, estava na mão do ex.
00:28:36E ele estava armado.
00:28:38Por pouco, ela não teve a sua vida ceifada.
00:28:41Se caso ela tenha, para si, deferido uma medida protetiva,
00:28:45ela pode ficar cadastrada.
00:28:47Ou seja, ela tem acompanhamento, a patrulha,
00:28:51ela fica ali no programa,
00:28:54ela fica sendo acompanhada, ela fica sendo monitorada.
00:28:57Ela pode receber um celular, que a gente chama de celular do pânico.
00:29:00Tem lá as colorações, tudo bem certinho.
00:29:03Caso ele se aproxime, ela aperta e manda automaticamente
00:29:05a viatura mais próxima desse projeto.
00:29:09Eles estão tentando.
00:29:10É como eu disse, é uma situação extremamente delicada.
00:29:14Não tem como entender, porque os casos estão aumentando.
00:29:17Não tem como realmente encontrar algo que diga-se não.
00:29:20Fazendo isso, os casos irão diminuir.
00:29:25Eu já parei para pensar diversas vezes.
00:29:27Como é que essa situação, esse cenário, pode melhorar?
00:29:33Eu até conversei sobre isso.
00:29:36Será que poderíamos agora,
00:29:38já que o cenário está difícil de ser mudado,
00:29:41começando hoje, lá na frente que poderá mudar,
00:29:45será que a gente não consegue trabalhar com as nossas crianças?
00:29:47Que será justamente a geração futura?
00:29:51Os homens futuros, né?
00:29:53De como tratar uma mulher?
00:29:54E da mulher desde pequena entender como ela deve ser tratada?
00:29:58Até colocar uma cadeira na escola,
00:30:01um tipo de educação, né?
00:30:02Já estão também, já estão.
00:30:03Estudando isso, né?
00:30:04Já estão.
00:30:05De realmente implementar isso nas escolas,
00:30:09como forma de orientação.
00:30:12Entendi.
00:30:12Para justamente tentar amenizar todos esses impactos,
00:30:18todo esse cenário.
00:30:19E esse trabalho, assim, de...
00:30:21Porque tem homem que entende que fez uma besteira,
00:30:26que às vezes vai preso,
00:30:29e quando sai da prisão,
00:30:32volta para atormentar.
00:30:34Já aconteceu de ter cliente, assim, com você,
00:30:37que ele cumpriu a pena e voltou para atormentar?
00:30:42Existe, né?
00:30:42Mas como forma de retaliação,
00:30:46ou de fazer justiça com as próprias mãos,
00:30:48porque na cabeça dele...
00:30:49Às vezes, muitos deles não entendem
00:30:51que eles estão praticando violência doméstica.
00:30:54Que estão sendo assim.
00:30:56Realmente, é difícil até entender o que se passa
00:30:58na cabeça de alguém, assim.
00:31:01E você bem pontuou a questão da prisão perpétua.
00:31:05De realmente ter algo mais eficaz, de não...
00:31:09Será que isso não seria uma saída para...
00:31:13Diminuir a quantidade de crimes?
00:31:15Eles estariam presos.
00:31:17Porque, assim, a questão do feminicídio
00:31:19já vem com uma conduta dessa.
00:31:23A reincidência é muito alta.
00:31:25Por quê?
00:31:26Quem pratica um crime como esse,
00:31:28ele já possui um histórico.
00:31:31Talvez ele já praticou outro tipo de violência doméstica,
00:31:35já em outra situação,
00:31:36com a outra vítima.
00:31:39Quando, talvez, a mulher perde a vida
00:31:41e vão analisar, vão puxar os antecedentes,
00:31:46aquele agressor,
00:31:48ele praticou outros crimes.
00:31:51Outros crimes.
00:31:52Então, tem até a questão de uma nova lei,
00:31:55de um novo projeto de lei,
00:31:58que visa justamente isso,
00:32:00de tentar levá-los a acompanhamentos,
00:32:05a palestras.
00:32:07Uma das reprimendas do que chamamos
00:32:10é justamente isso,
00:32:11esse acompanhamento psicológico
00:32:13para tentar evitar que ele volte...
00:32:17Se for realmente levar em consideração
00:32:20que quem pratica violência doméstica
00:32:22não fique mais em sociedade,
00:32:24acabou.
00:32:25Vai lotar.
00:32:26Já não tem tanta quantidade, né?
00:32:28Já não tem muita vaga em presídio.
00:32:30Vai super lotar.
00:32:32Porque são diversos casos.
00:32:36E nas redes sociais, tudo perfeito.
00:32:40Maravilhoso.
00:32:41Mas, por trás...
00:32:43Tem muitos, né?
00:32:44Tem.
00:32:45Demais.
00:32:45Luanda, a gente vai falar sobre essa ilusão
00:32:47de rede social,
00:32:49que eu acho o máximo.
00:32:50Esse debate.
00:32:51Vamos lá.
00:32:52Loteamento Vista Nobre.
00:32:54Fica aqui as margens da PB 032.
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00:32:58você pensa no futuro
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00:33:49Jessica Monteiro.
00:33:50Isso.
00:33:52Doutora.JessicaMonteiro.
00:33:54Doutora.JessicaMonteiro.
00:33:57E trabalha na área de direito...
00:33:59Tanto criminal como cível.
00:34:02Criminal e cível.
00:34:03Então, hoje a gente está batendo um papo
00:34:05sobre empoderamento feminino,
00:34:07esses casos de feminicídio.
00:34:09Vamos falar assim,
00:34:10eu estava conversando essa semana
00:34:12com uma amiga,
00:34:14dizendo que Instagram...
00:34:17Instagram dos artistas,
00:34:18que é uma área que a gente...
00:34:20Eu e o Tiago, a gente faz muita cobertura.
00:34:23Instagram de pessoas
00:34:24de sociedade, das cidades,
00:34:26que é tudo mil maravilhas.
00:34:29É.
00:34:29O casamento é a mil maravilhas.
00:34:33Né?
00:34:33É o casamento dos sonhos de toda mulher.
00:34:37E que o último que repercutiu muito aqui na Paraíba
00:34:41foi de doutora Rafaela Brilhante,
00:34:44que é uma pessoa que vive em alta sociedade,
00:34:48é uma pessoa de nome,
00:34:49é uma mulher guerreira,
00:34:50é uma mulher que trabalha,
00:34:52é uma doutora,
00:34:53é uma médica que estudou,
00:34:55independente da situação financeira,
00:34:58é uma pessoa que tem uma família,
00:35:00tem uma filha linda
00:35:01e sofreu uma violência
00:35:03de um casamento de milhões,
00:35:06que eu digo,
00:35:06porque a preparação do casamento
00:35:09foi coisa para cinema,
00:35:10uma ilusão dentro da...
00:35:12Uma vida de ilusão.
00:35:14Será que ela não percebeu
00:35:16que aquela pessoa que estava ali
00:35:20se casando,
00:35:21que todo aquele investimento...
00:35:23Porque a gente sabe que casamento
00:35:24é um investimento.
00:35:26A gente é dedicado,
00:35:27a gente como mulher,
00:35:28eu sou casada com o Tiago,
00:35:30tem 11 anos,
00:35:31a gente namorou 2 anos,
00:35:33então tem 13 anos de relacionamento,
00:35:36nem tudo é mil maravilhas,
00:35:37tem dia que dá vontade
00:35:38de arrancar a cabeça dele.
00:35:41Tem dia que dá vontade
00:35:43de Ave Maria,
00:35:44de Jesus Cristo.
00:35:46e assim,
00:35:48e ninguém vem na internet dizer,
00:35:49hoje eu vou pegar Tiago
00:35:51e acabar com ele.
00:35:52É mil maravilhas sempre.
00:35:55Tem brigas,
00:35:56claro,
00:35:56todo relacionamento tem,
00:35:57tem divergências
00:35:58e é exatamente isso
00:36:00que eu procuro.
00:36:01Até minha menina faz.
00:36:03A gente nem briga,
00:36:04a gente conversa,
00:36:05ela já vai começar,
00:36:06os dois,
00:36:07ela que hoje
00:36:08é intermedia,
00:36:10com 9 anos,
00:36:13mas são vários pontos aí.
00:36:16A questão das redes sociais,
00:36:19as pessoas só mostram
00:36:20aquilo que elas querem mostrar.
00:36:24A realidade é essa.
00:36:26E quando mostram fatalidade,
00:36:29dia a dia,
00:36:30ou realmente a verdade nua e crua,
00:36:33é porque existe o interesse todo por trás,
00:36:37de realmente mostrar
00:36:38aquilo que elas querem mostrar.
00:36:40Nas redes sociais,
00:36:42é tudo muito lindo,
00:36:43é tudo muito belo.
00:36:44Eu amo,
00:36:46é meu companheiro de vida,
00:36:47é meu presente de Deus,
00:36:48é a benção que desceu do céu
00:36:50e veio para a minha vida.
00:36:51Mas a gente sempre
00:36:52é a realidade e é assim.
00:36:54Só sabe quem convive.
00:36:58Às vezes,
00:36:59liga o celular,
00:37:01faz um stories,
00:37:03quando termina,
00:37:04vai chorar.
00:37:06Então, quem atua também
00:37:07nessa questão de divórcio,
00:37:10tu atua.
00:37:11Atuo.
00:37:12Então, às vezes,
00:37:12chegam uns enredos,
00:37:14as histórias,
00:37:15que eu fico perplexa.
00:37:16Aí eu pergunto,
00:37:18nossa,
00:37:19mas no Instagram,
00:37:20vocês eram tão...
00:37:23Mas não, doutora,
00:37:24nem sempre é assim.
00:37:25Eu costumo dizer
00:37:26que o relacionamento
00:37:27são dois mundos distintos.
00:37:30São duas pessoas
00:37:33distintas,
00:37:34tentando se entender.
00:37:37então,
00:37:37essa questão,
00:37:38ao meu ver,
00:37:39de que opostos
00:37:41se atraem,
00:37:42não,
00:37:42se repelem.
00:37:44A realidade é essa.
00:37:45Talvez você não perceba
00:37:46no início do relacionamento,
00:37:48porque é tudo muito lindo,
00:37:50tudo é muito belo,
00:37:51e a paixão está aflorando,
00:37:52e a cegueira junto.
00:37:54É.
00:37:54Mas quando você vai conviver
00:37:56todos os dias
00:37:58com aquela pessoa,
00:38:00a realidade muda,
00:38:01porque é diferente
00:38:02no início de um relacionamento.
00:38:05uma discussão.
00:38:07Ah, discutiu,
00:38:08algo do tipo,
00:38:09cada um vai para a sua casa.
00:38:11E quando você casa?
00:38:14Que você não tem para onde ir,
00:38:15você vai ficar na mesma casa,
00:38:16brigando,
00:38:17discutindo.
00:38:18Então,
00:38:19é importante
00:38:20que ambos possuam
00:38:22os mesmos objetivos,
00:38:24o mesmo modo
00:38:25de enxergar
00:38:26e de entender a vida,
00:38:27para que realmente
00:38:28os conflitos,
00:38:29eles venham
00:38:30a diminuir.
00:38:31Ah, mas
00:38:33está querendo
00:38:34um relacionamento
00:38:35perfeito?
00:38:36Não.
00:38:36Mas tem sim
00:38:37como existir
00:38:38um relacionamento
00:38:40onde a base é
00:38:42o respeito,
00:38:43a lealdade,
00:38:45é entender
00:38:46o espaço
00:38:46do outro,
00:38:47porque o seu direito
00:38:49termina
00:38:49quando o do outro
00:38:50começa.
00:38:52E respeitar
00:38:53principalmente
00:38:54os filhos,
00:38:56porque hoje em dia
00:38:58nem respeitar
00:38:59os filhos
00:39:00estão respeitando
00:39:02mais.
00:39:02Às vezes
00:39:03os filhos
00:39:04estão sendo usados
00:39:04na verdade
00:39:05como escudo,
00:39:07moeda de troca,
00:39:09de tentar atingir.
00:39:10Temos um caso,
00:39:12ah,
00:39:12houve uma traição,
00:39:13não houve,
00:39:15a mulher
00:39:15foi vista
00:39:16com outro homem,
00:39:18vou lá
00:39:18e mato os dois filhos
00:39:19como forma
00:39:20de penalizar
00:39:21aquela mulher.
00:39:22Porque eu digo,
00:39:22olha,
00:39:23mexa com tudo meu,
00:39:24tudo,
00:39:24faça tudo,
00:39:26faça o que quiser,
00:39:27mas não mexa
00:39:28com o filho
00:39:29meu,
00:39:30não toque.
00:39:32Eu costumo dizer
00:39:33isso,
00:39:34ah,
00:39:35mas não toque
00:39:36em um filho
00:39:37meu.
00:39:38A gente vira um leão.
00:39:39Não,
00:39:39eu vou lá pro Júlia
00:39:40fazer boneca,
00:39:41presídio,
00:39:42não mexa
00:39:43com o filho
00:39:43meu,
00:39:44porque eu sei
00:39:46o que eu faço,
00:39:47o que eu tenho
00:39:48de abdicar,
00:39:49o quanto eu me esforço
00:39:50pra dar o melhor
00:39:52para os meus filhos.
00:39:53Então,
00:39:54não mexa.
00:39:55Imagina a dor
00:39:55dessa mãe
00:39:56ter a vida
00:39:58dos seus filhos
00:39:58ceifada.
00:39:59Lá,
00:40:00aquele caso do sul,
00:40:01né?
00:40:02Então,
00:40:02assim,
00:40:03são pontos
00:40:04extremamente delicados.
00:40:06Talvez você conhece
00:40:07só o seu companheiro
00:40:08quando você casa,
00:40:10quando você passa
00:40:11a conviver,
00:40:12quando simplesmente
00:40:13você sai
00:40:14da sua casa
00:40:15e adentra
00:40:17em um ambiente
00:40:18de outra pessoa,
00:40:19onde passa
00:40:20a entender
00:40:20que é o teu dono,
00:40:22às vezes pode inverter
00:40:23também
00:40:24ou a tua dona,
00:40:25vamos deixar algo
00:40:26bem mais dinâmico,
00:40:28né?
00:40:28De não só entender
00:40:29que talvez a violência
00:40:30é só do homem
00:40:31face da mulher,
00:40:31mas casos também
00:40:32que pode ser da mulher
00:40:34para com o homem.
00:40:35Eu acho que a situação
00:40:36também está bem
00:40:37aqui parada.
00:40:38Eu costumo dizer
00:40:39que estamos
00:40:40em uma sociedade
00:40:41doente.
00:40:42Doente.
00:40:43Porque é difícil,
00:40:44isso, é cada coisa
00:40:45que às vezes
00:40:46você olha assim
00:40:47e você fica
00:40:49sem entender.
00:40:50Eu, o tempo todo,
00:40:54lidando com casos
00:40:55assim,
00:40:56entendendo,
00:40:57às vezes eu não consigo
00:40:58compreender
00:40:58quando a pessoa
00:41:00está praticando
00:41:00uma violência,
00:41:01até às vezes
00:41:01eu fico sem acreditar.
00:41:02Será que é violência?
00:41:04Será que não é?
00:41:05Será que é, sei lá,
00:41:07narcisismo,
00:41:08doença,
00:41:10bipolaridade,
00:41:10seja o que for,
00:41:12imagine uma mulher
00:41:14comum
00:41:15que talvez
00:41:16não está tendo
00:41:17ou não teve
00:41:17toda essa orientação?
00:41:20Para identificar
00:41:21que está sofrendo
00:41:24violência.
00:41:25Justamente.
00:41:26Será que é um amor?
00:41:28Ah, ele me ama.
00:41:29Não, ele vai mudar.
00:41:31Ah, essa não muda não, viu?
00:41:32Não muda.
00:41:33Não muda.
00:41:33É dica de hoje.
00:41:35Acreditem.
00:41:37O alecrim,
00:41:38ele não muda.
00:41:38Ele pode até
00:41:40mudar o seu comportamento
00:41:44durante
00:41:46certos lapsos temporais.
00:41:48Mas mudar quem é
00:41:50é muito difícil.
00:41:52Desde pequeno,
00:41:54já deve ensinar
00:41:56o seu filho
00:41:56ao caminho
00:41:57que ele deve andar
00:41:58para que lá na frente
00:41:59ele não venha se desviar.
00:42:01O caráter de uma criança
00:42:02é moldado
00:42:03até determinada idade.
00:42:04Depois,
00:42:05é muito mais difícil.
00:42:06Se ele já está
00:42:07habituado
00:42:08até oito.
00:42:09Eu lia muito
00:42:10quando a gente tinha...
00:42:11Eu tinha um livro
00:42:12e tinha um app que eu lia.
00:42:13Mas com essa geração
00:42:14precoce,
00:42:15a gente tem que já
00:42:17adiantar.
00:42:17É, adiantar.
00:42:18Porque as crianças
00:42:19de hoje,
00:42:19minha filha faz tudo
00:42:20no telefone
00:42:21que eu fica olhando assim
00:42:22e eu disse,
00:42:22minha nossa senhora.
00:42:24Uma menina tem.
00:42:24Vai fazer quatro.
00:42:25Então,
00:42:26e mestre eu disse,
00:42:27nossa,
00:42:27já totalmente
00:42:29inteligente.
00:42:31Para a idade dela,
00:42:32para eu na idade dela,
00:42:34meu Deus do céu.
00:42:35É que nem a nossa geração.
00:42:36Eu vejo as adolescentes...
00:42:38e plástico.
00:42:40É,
00:42:40eu tinha aquele que botava
00:42:41que você ficava aqui,
00:42:42botava naqueles, né?
00:42:43E eu ficava jogando,
00:42:44jogando.
00:42:46Hoje,
00:42:46meu filho não quer
00:42:47um joguinho daquele.
00:42:48Mãe,
00:42:49mó chato.
00:42:50Eu só,
00:42:50pois,
00:42:51eu adorava.
00:42:52É mico,
00:42:53é mico.
00:42:53Mãe,
00:42:53não me deu um negocinho desse?
00:42:54Eu passava a hora
00:42:55tentando colocar
00:42:56aquelas argolas.
00:42:57Eu achava o máximo.
00:42:59Hoje em dia,
00:42:59se der um brinquedo desse
00:43:00para o meu filho,
00:43:00ele não quer.
00:43:01Ou então,
00:43:02de alimentar aquele bonequinho
00:43:03virtual.
00:43:04Eu achava o máximo.
00:43:07Mãe,
00:43:08hoje em dia,
00:43:08é realidade virtual.
00:43:09São jogos que eu não sei jogar,
00:43:12eu não entendo
00:43:12nem para onde vai.
00:43:13Você sabe um que você vê
00:43:14que a cobrinha vai aumentando?
00:43:16Ah,
00:43:16eu joguei muito aquele
00:43:17que tinha naqueles telefones
00:43:19que abria assim,
00:43:20né?
00:43:20No Nokia.
00:43:21Eu tinha,
00:43:21daí sim,
00:43:22mas era o da Barbie,
00:43:24que era da minhoquinha.
00:43:25Tenha,
00:43:25tinha.
00:43:25passava horas ali.
00:43:27E tem um que parece,
00:43:28tinha uns botãozinhos também,
00:43:30vai crescendo a cobrinha.
00:43:31É massa demais, velho.
00:43:32Olha,
00:43:33então,
00:43:33eu sou dessa época,
00:43:34então assim,
00:43:35a geração de hoje,
00:43:37na minha época adolescente,
00:43:38eu era ainda uma menina,
00:43:39brincava de boneca.
00:43:41Hoje em dia,
00:43:41então assim,
00:43:43tá,
00:43:43realmente,
00:43:43tem que,
00:43:44né,
00:43:44tentar já realmente
00:43:46orientar essas coisas.
00:43:47Mas você desistiu
00:43:48de concurso público,
00:43:50foi?
00:43:50Eu gostei,
00:43:51eu me encontrei realmente
00:43:52na advocacia.
00:43:53Vamos ver, né,
00:43:54é o que o futuro nos reserva,
00:43:56mas,
00:43:56continuo advogando,
00:43:58gosto,
00:43:58gosto de lidar com o público,
00:44:00acredito.
00:44:00Teu escritório é onde?
00:44:02Lá em João Pessoa,
00:44:03nos bancários.
00:44:05Nos bancários.
00:44:05Nos bancários,
00:44:06isso.
00:44:06Tá propaganda aí,
00:44:07moleque,
00:44:07precisar,
00:44:09precisar, né?
00:44:10Então,
00:44:10eu tô advogada criminal,
00:44:11advogada cível,
00:44:12atuo mais no âmbito de família,
00:44:14e é isso que precisar,
00:44:15né, não?
00:44:16Então,
00:44:17eu acho que hoje tem mais divórcio
00:44:19do que é casamento,
00:44:20né?
00:44:20Com certeza.
00:44:21Eu tava lendo uma reportagem
00:44:23sobre isso,
00:44:24eu não sei se foi no primeiro
00:44:26semestre do ano passado,
00:44:27que teve mais divórcio
00:44:29do que casamento no Brasil.
00:44:31Ai,
00:44:31eu digo que é um loop eterno,
00:44:33um cliente minha essa semana.
00:44:34É caro pra divorciar?
00:44:36Depende.
00:44:38Depende,
00:44:39se tiver bem,
00:44:40é mais caro permanecer.
00:44:42É,
00:44:43o preço é maior.
00:44:45Porque assim,
00:44:45pra chegar realmente
00:44:47em uma situação
00:44:48de um divórcio,
00:44:49é porque já chegou ao extremo.
00:44:52A não mais aceitar,
00:44:54a realmente doer.
00:44:56O que é que acontece?
00:44:57Uma cliente minha
00:44:57chegou até essa semana
00:44:58e fez,
00:44:59não,
00:44:59doutora,
00:45:00dá pra ver uma situação
00:45:01minha?
00:45:01Se dá.
00:45:02Mas deixa eu contar,
00:45:03você não fica com raiva,
00:45:04não?
00:45:04Eu disse,
00:45:05não,
00:45:05eu fico não,
00:45:05o que foi que houve?
00:45:07Voltei pra meu ex-marido,
00:45:08aquele do divórcio,
00:45:09que já foi decretado.
00:45:11Tem como a senhora
00:45:11realizar o casamento
00:45:12de novo,
00:45:13juntar a documentação.
00:45:16Aí eu disse,
00:45:16foi.
00:45:18Aí gastou
00:45:20com o divórcio.
00:45:20Não,
00:45:21e se fosse só
00:45:22a questão do gasto,
00:45:23mas é a situação.
00:45:26Todo o enredo.
00:45:27Mas parece que ele mudou.
00:45:29Vamos aguardar, né,
00:45:30as cenas dos próximos capítulos.
00:45:32E nada de mudar.
00:45:33Aí eu não sei, né,
00:45:34ela ainda chegou
00:45:35pra realizar o divórcio novamente.
00:45:36Eu estou aguardando.
00:45:38Mas...
00:45:39É pra isso.
00:45:40É muito difícil, pô.
00:45:41É muito difícil.
00:45:43Mas é.
00:45:44Mas é porque, assim,
00:45:45antigamente...
00:45:46Eu...
00:45:46Fala um caso
00:45:47mais engraçado que...
00:45:49Tem quantos anos
00:45:50de formada?
00:45:50Tem quantos anos
00:45:51de advogação?
00:45:52Vai fazer dez?
00:45:53São dez anos quase.
00:45:54Desde que começou,
00:45:55que é nessa área
00:45:56civil e criminal?
00:45:57Eu comecei na criminal.
00:46:00Comecei.
00:46:00Eu costumo dizer que
00:46:01eu comecei do nada.
00:46:04Do nada.
00:46:06Eu disse, não,
00:46:06vou começar a advogar.
00:46:08Eu lembro que
00:46:09do meu primeiro cliente...
00:46:11Ó, meu primeiro cliente
00:46:12foi a indicação
00:46:13de outro rapaz
00:46:14que eu conheci no Uber.
00:46:16Ele fez doutora,
00:46:16tem uns clientes
00:46:17pra passar pra senhora.
00:46:18Ele era mais doido
00:46:19que meus clientes,
00:46:20mas deu certo no final.
00:46:21Ele apresentou
00:46:22os meus primeiros clientes.
00:46:24E fui atendendo.
00:46:26Comecei o escritório,
00:46:27acabou que não deu certo.
00:46:28Eu, uma menina
00:46:29de vinte e um anos
00:46:31que não sabia nada
00:46:34atendendo clientes criminais.
00:46:35Imagina.
00:46:36No presídio.
00:46:37Aí chegavam,
00:46:38faziam...
00:46:38Senhora não é advogada, não.
00:46:39A devogada, na época.
00:46:41Senhora não é advogada, não.
00:46:42Senhora é estagiária.
00:46:43Aí eu dizia,
00:46:44eu sou advogada
00:46:45e tenho carteira do OAB.
00:46:46Se você quiser confiar
00:46:48no meu trabalho,
00:46:49irei exercê-lo
00:46:50da melhor forma possível.
00:46:52Aí eu lembro
00:46:53do meu primeiro cliente,
00:46:54Carlos Eduardo Cândido de Santos.
00:46:56Era meu primeiro cliente,
00:46:57missão impossível.
00:46:58Tinha uma pena
00:46:58que misericórdia.
00:47:00Quando eu olhava realmente
00:47:01o sistema dele
00:47:01de execução,
00:47:02tinha pena de tudo.
00:47:03Ele tinha o código penal
00:47:04todinho.
00:47:05Aí ele dizia,
00:47:06ficha criminal extensa.
00:47:07Duvido a senhora me tirar.
00:47:09Duvido.
00:47:09E se der errado,
00:47:10vou pegar a senhora.
00:47:11Eu disse,
00:47:12vai, meu Deus do céu.
00:47:13Vai lá, meu Deus.
00:47:14Mas deu certo.
00:47:16Comecei atuando aos poucos.
00:47:18Isso,
00:47:19ele foi ganhando confiança em mim.
00:47:21Começou a divulgar
00:47:22o meu trabalho
00:47:23e quem eu era
00:47:24dentro do estabelecimento prisional
00:47:25e ver o outro cliente,
00:47:26outro cliente,
00:47:27outro cliente.
00:47:28E nisso eu fui fazendo
00:47:29o meu nome.
00:47:31Porque eu costumo dizer que
00:47:32o que temos
00:47:33é a nossa palavra.
00:47:34Então, eu nunca tive
00:47:35nenhum tipo de problema
00:47:36dentro da advocacia
00:47:38por conta disso.
00:47:38Minha palavra é só uma.
00:47:40Sim, sim, não, não.
00:47:42Se eu disser que tem jeito, tem.
00:47:44Se eu disser que não,
00:47:45não faço, não tem.
00:47:47Então,
00:47:48Não enrola, né, gente?
00:47:49Não enrola.
00:47:50Ele tinha vários processos.
00:47:51Eu fui destrinchando,
00:47:53fui observando,
00:47:55foi levado a júri,
00:47:57foi absolvido no júri.
00:48:01Então, saiu.
00:48:02Ele usa, tá solto.
00:48:03Tá.
00:48:04Falecido.
00:48:06Faleceu.
00:48:07Era melhor ter deixado ele lá dentro.
00:48:09Mas, é, infelizmente,
00:48:11infelizmente,
00:48:12ele passou poucos dias,
00:48:14poucos dias.
00:48:15Depois que saiu.
00:48:16Depois que saiu.
00:48:18Infelizmente, olha,
00:48:18tudo que a gente planta,
00:48:20um dia a gente colhe.
00:48:21Ainda mais nessa vida.
00:48:25A realidade é essa.
00:48:27Você deve ver muita coisa, né?
00:48:28Muita, muita coisa.
00:48:29Então, assim,
00:48:30quando você tá lá dentro,
00:48:31meio que você ainda está protegido.
00:48:33Quando você retorna pra sociedade,
00:48:34é mais complicado,
00:48:36é mais difícil.
00:48:37E, querendo ou não,
00:48:38ele realmente possuiu a reprimenda a Alda.
00:48:40Possuiu alguns inimigos.
00:48:41Infelizmente,
00:48:42teve a sua vida ceifada.
00:48:43Mas, eu costumo dizer que foi
00:48:45ele quem realmente me orientou.
00:48:48doutora,
00:48:50tá errado isso aí, doutora?
00:48:52Vamos lá, vamos...
00:48:54Foi o meu primeiro cliente.
00:48:55Foi realmente onde eu comecei a observar
00:48:57o que era advogar,
00:48:58como advogar,
00:49:00como é que eu poderia conduzir.
00:49:01Era uma menina.
00:49:03Imagina só.
00:49:04Muito novinha pra estar lá em presídio.
00:49:06Ah, eu ia.
00:49:07Eu sempre ia, já tenho isso.
00:49:09E detenção feminina?
00:49:10Também, atuo.
00:49:11Já atuei também, atuo.
00:49:13Atuo.
00:49:14Tanto na penitenciária feminina,
00:49:17quanto na penitenciária masculina,
00:49:19né?
00:49:19Dos presídios.
00:49:20No Rose, né?
00:49:21É, tem alguns estabelecimentos prisionais.
00:49:23Já conheço todos.
00:49:25Todos.
00:49:26E das redondezas também.
00:49:27Já vim bater pedras de fogo.
00:49:29Já veio aqui também?
00:49:30Já, já.
00:49:32Já.
00:49:32É daquela região, né?
00:49:34Alhandra.
00:49:35É.
00:49:35Que é a cadeia pública de Alhandra, né?
00:49:38Tem.
00:49:38Aqui tem pedra de fogo também, né?
00:49:40Tem também.
00:49:40Tem.
00:49:41Tem também aqui.
00:49:41Porque tá se acabando nas cidades, né?
00:49:43Estão fechando.
00:49:44É.
00:49:45Tá.
00:49:45Então, aqui também já não tem mais.
00:49:47É porque, querendo ou não,
00:49:48a população carcerária de determinados locais como esse,
00:49:51isso é pequena.
00:49:53Às vezes tem cadeia pública que só tem o quê?
00:49:55Em cada cela, 15.
00:49:58É melhor colocar pra outro.
00:49:59E também a questão dos policiais penais, né?
00:50:02Deve fazer até mais concurso.
00:50:04Concurso.
00:50:04Porque tá difícil.
00:50:06O último concurso que teve anos e anos atrás.
00:50:09É.
00:50:09Então, assim, do efetivo em si pra dentro de um presídio,
00:50:13de um estabelecimento prisional, é complicado.
00:50:15Então, realmente, eu vejo que algumas cadeias estão...
00:50:17Tem cadeia que misericórdia.
00:50:19São 30 apenados, né?
00:50:2230 presos dentro de uma salinha pequena.
00:50:24Então, é bem...
00:50:25Tem, tá bem...
00:50:27Bem, bem, bem...
00:50:27Por isso que eu digo, eu acho que o sistema prisional brasileiro
00:50:30deveria produzir o que eles comem diariamente.
00:50:35Eles mesmos.
00:50:36A cozinha-se lá dentro, eles mesmos cozinharem.
00:50:39E isso se torna até uma forma de diminuir a pena, né?
00:50:43Quando você faz serviços dentro da...
00:50:45Não tem isso, né?
00:50:46Tem, tem, tem sim.
00:50:47Você pode atenuar a sua pena se você trabalha, se você estuda,
00:50:56caso realmente você preste alguns serviços dentro do próprio estabelecimento prisional.
00:51:00Isso eu posso falar que realmente é eficaz.
00:51:04É eficaz.
00:51:06Seja preso provisório, seja preso que realmente já possui uma condenação,
00:51:11eles possuem ali, né, às vezes o direito, a oportunidade de trabalhar.
00:51:18Seja numa cozinha, seja qualquer tipo de serviço, ter oportunidade de estudar.
00:51:24Isso aí realmente é eficaz.
00:51:27Mas você pretende continuar advogando pro resto da vida ou quer concurso público?
00:51:33Aí vamos ver, né, o que realmente...
00:51:36Eu sei o Rezé, tem uns 20 anos.
00:51:39Jéssica tá nova agora, começou, você se formou com 21 anos.
00:51:43Me formei aos 21.
00:51:44Aos 21.
00:51:45Muito nova, meu Deus.
00:51:46E grávida com menina.
00:51:47Aí, né, era, era uma luta, era uma luta.
00:51:51Eu lembro, pronto, inclusive no júri desse meu cliente, eu levei meu filho.
00:51:56Aí eu achei engraçado, disse, mãe, por favor, que minha mãe, meus braços,
00:52:02minhas pernas, é tudo.
00:52:05Minha mãe é tudo na minha vida.
00:52:06E o meu pai também.
00:52:07Então, assim, graças a Deus, eu tenho uma base.
00:52:12Ah, mas por que você não desistiu, por que você continuou, porque eu fui criada com princípios, eu fui criada
00:52:22com uma base sólida.
00:52:23Eu fui ali edificada.
00:52:25Então, eu dizia, mãe, preciso trabalhar, vamos comigo.
00:52:30Minha mãe sempre gostou de me acompanhar.
00:52:32Vamos, filha.
00:52:33Levei meu filho.
00:52:34Estou eu lá na sala, só escuto uma criança gritando.
00:52:38E o promotor, como é que pode?
00:52:41Trazer uma criança para esse ambiente?
00:52:44Isso é inadmissível.
00:52:46Excelência, não estou me concentrando na audiência.
00:52:50E eu conheço essa voz.
00:52:53Eu acho que é o meu filho.
00:52:55E ele, né, até o momento que eu me senti constrangida.
00:52:59Então, eu disse, excelência, é só um...
00:53:03Algo, né, realmente a...
00:53:06A questionar e realmente a esclarecer para o senhor.
00:53:09A criança que está gritando lá fora é meu filho.
00:53:12Eu tenho esse trabalho, eu sou advogada.
00:53:15Tive que trazer, porque ele amamentava ainda na época, ele não ficava sem mim.
00:53:19Eu tive que trazer o meu filho para poder trabalhar.
00:53:23E essa criança é minha.
00:53:24E como era uma cidade pequenininha, eu não conhecia.
00:53:29Eu digo, mãe, fica ali próximo.
00:53:31Fique ali no fórum mesmo, porque eu não conheço.
00:53:33Eu não sei, não sei como é que era ali.
00:53:36E eu até peço desculpa.
00:53:39Se o senhor não consegue se concentrar, eu estudo escutando Galinha Pintadinha.
00:53:42Eu me concentro na audiência, em tudo, com o meu filho, estudo.
00:53:45Eu sempre tenho que...
00:53:47Eu me concentro.
00:53:48Então, eu até peço perdão ao senhor, caso realmente o senhor queira que eu vá até lá.
00:53:53Peça para minha mãe ir para outro local com a criança.
00:53:56Eu vou.
00:53:58Ele morreu.
00:53:59Ele pediu desculpa depois.
00:54:01Tem pessoas que possuem a oportunidade de deixar os seus filhos e irem trabalhar.
00:54:06Eu cresci, mas eu cresci com os meus filhos.
00:54:10Porque eu acredito que a minha maior missão é como mãe.
00:54:14Então, que eu fale como tudo, mas que eu não fale como mãe.
00:54:19Sou perfeita?
00:54:20Não sou.
00:54:21Cometo erros?
00:54:23Cometo.
00:54:24Chego cansada às vezes?
00:54:25Chego.
00:54:27Mas eu tento dar o meu melhor como mãe.
00:54:30Eu tento.
00:54:31Eu tento fazer de tudo.
00:54:33Porque eu vivo para eles.
00:54:36Porque meus pais vivem...
00:54:39Viveram para você.
00:54:40Para mim e para os meus irmãos.
00:54:42Tenho dois irmãos.
00:54:43Tenho dois irmãos.
00:54:44Um tem 21 e o outro tem 22.
00:54:47Então, foi uma...
00:54:48Está se formando ainda.
00:54:50Não.
00:54:51Um já se formou, na verdade, e o outro está se formando.
00:54:54Um é da área de TI, de comunicação, e o outro da área do direito também.
00:55:00Mas é empresário hoje em dia.
00:55:02Então, meus pais fizeram isso.
00:55:05Minha mãe abdicou da vida dela para me criar.
00:55:08Minha mãe também me teve nova.
00:55:10Ela era nova.
00:55:11E ela abdicou da vida dela para me dar o melhor.
00:55:15Então, eu acredito que eu não sou quem eu sou só por simplesmente ser.
00:55:20Mas porque eu fui criada e fui criada da melhor forma possível.
00:55:25Então, a questão...
00:55:26Ah, porque às vezes você não visualizou, quis permanecer.
00:55:29Porque eu vi isso nos meus pais.
00:55:33Um casamento de mais de 30 anos.
00:55:36A cumplicidade.
00:55:37É um relacionamento perfeito?
00:55:39É um relacionamento que há sem brigas?
00:55:43Tem, lógico que tem.
00:55:44Sim, mas eles permanecem unidos.
00:55:48E com respeito.
00:55:49Foi no meu caso do pai e mãe, é.
00:55:50E com respeito.
00:55:51Você parou, foi a morte do meu pai.
00:55:53Mas nunca meu pai bateu na minha mãe.
00:55:56Nunca meu pai faltou com respeito com minha mãe.
00:56:00É.
00:56:00E é o que eu costumo dizer, sabe?
00:56:02Eu não quero alguém que seja menos daquilo que o meu pai é.
00:56:09Porque meu pai é provedor, meu pai é protetor.
00:56:12Tu casou uma vez, sofreu violência.
00:56:15Casou outra vez.
00:56:17É, foi.
00:56:17Não deu certo.
00:56:18Ter coragem?
00:56:19Tem coragem de casar de novo?
00:56:22É difícil, né?
00:56:23Uma pergunta assim, estava delicada.
00:56:26Foi enquadrada, Jéssica.
00:56:28Não, porque...
00:56:29É assim...
00:56:31Eu costumo dizer que meu anseio em ter uma família, ele ainda não findou.
00:56:38Mas eu estou feliz da forma que eu estou.
00:56:41Eu costumo dizer que quando uma mulher, ela se torna capaz de sustentar o seu próprio lar,
00:56:48um cara, para ingressar na minha vida, ainda mais com os meus dois filhos,
00:56:53ele tem que ser muito mais homem do que eu.
00:56:56É.
00:56:57Ah, mas você vai ficar sozinha?
00:56:59Que eu fique.
00:57:00Não tem problema.
00:57:01Eu sei que nesse mundo, seja onde ele estiver, vindo do deserto,
00:57:06sendo um príncipe encantado, sendo prometido do Senhor,
00:57:10se realmente ele for a pessoa predestinada para estar na minha vida,
00:57:15e ser muito mais homem do que eu,
00:57:18por que não deixar alguém entrar na minha vida?
00:57:20Mas ele vai passar por uma peleja.
00:57:23É enquadrada, Jéssica.
00:57:24É.
00:57:25Então, assim, dizer que eu não quero, não anseio mais ter minha família,
00:57:30se bem que eu já tenho, né?
00:57:31Eu tenho os meus dois filhos.
00:57:33É uma família.
00:57:35É uma família, com certeza.
00:57:35A família só não é constituída quando existe ali a figura materna e a figura paterna.
00:57:41Não.
00:57:41Então, na sociedade moderna, na sociedade odierna,
00:57:45ela pode muito bem ser constituída por uma mãe, com seus filhos,
00:57:49ou com um pai, com seus filhos.
00:57:52Por que não?
00:57:52É uma família.
00:57:55Então, quero me relacionar?
00:57:57Quero.
00:57:58Mas eu quero me relacionar com uma pessoa certa.
00:58:03Eu quero uma pessoa que trate meus filhos bem.
00:58:06Porque eu costumo dizer que quem trata meus filhos bem, adoça os meus lábios.
00:58:11Não tratou meus filhos bem, eu já...
00:58:14Por que se existe uma Jéssica que trata os filhos bem,
00:58:19que quer ter um relacionamento,
00:58:22que é alguém que pensa no futuro,
00:58:24que tem uma boa...
00:58:25Por que eu não posso encontrar alguém também que seja da mesma forma
00:58:27e que pense da mesma forma que eu?
00:58:30Então, assim, eu não posso deixar traumas do passado,
00:58:34medos do passado, interferirem no meu presente
00:58:38e estragar o meu futuro.
00:58:40Mas é porque, realmente, hoje em dia está muito difícil.
00:58:43É uma pauta...
00:58:44Sair da violência doméstica, entra na questão de relacionamento
00:58:46e, realmente, hoje está difícil.
00:58:48Relacionamento é difícil, né?
00:58:50Está, está demais.
00:58:51Ou você é cega, muda e realmente suscetível a tudo,
00:58:56ou, infelizmente, você não é uma pessoa apropriada
00:58:59para ter um relacionamento.
00:59:01E o outro tem que entender que o outro tem que ter voz.
00:59:04De que adianta você mudar quem você é
00:59:08para se moldar em um relacionamento
00:59:10que, talvez, não é para a tua vida.
00:59:13Você tem que ser você mesmo.
00:59:15Se a pessoa for de te amar,
00:59:17ela vai te amar do jeitinho que você é.
00:59:19Eu dizia toda a minha vida que eu nunca ia casar.
00:59:21Ah, está vendo?
00:59:23É, né?
00:59:25Queria ter cinco filhos,
00:59:26eu ia ter cinco filhos independente.
00:59:28Vê que loucura.
00:59:28Queria ver a casa cheia de cinco filhos, acabou.
00:59:31Só teve uma.
00:59:31Só teve uma.
00:59:32É, porque hoje em dia, realmente,
00:59:33eu me criar filhos, não é uma...
00:59:36É mais fácil você administrar uma empresa
00:59:38com não sei quantos funcionários
00:59:40do que você exercer uma maternidade
00:59:43ou uma paternidade.
00:59:45É muito difícil.
00:59:46É muito difícil.
00:59:46Nossa, até hora que você...
00:59:48Até hora que a criança questiona você,
00:59:50faz uma pergunta que você faz assim,
00:59:51cara, realmente...
00:59:54É complicado.
00:59:55Como é que eu vou dar conta?
00:59:56Como é que eu vou responder?
00:59:57Como é que eu vou dar conta disso?
01:00:00Vixe, Maria do Ciro.
01:00:01É difícil.
01:00:02É difícil, é difícil.
01:00:04Mas vamos falar um pouquinho...
01:00:05Está na hora do segundo bloco?
01:00:07Ainda não, né?
01:00:08Vamos falar um pouquinho de...
01:00:10Me tira uma dúvida.
01:00:11Você teve já divórcio de casal do mesmo sexo?
01:00:16Já, já tive.
01:00:18É o mesmo procedimento?
01:00:19Eu acho que eles são mais tranquilos.
01:00:23E é, Jéssica.
01:00:24É, inclusive nessa...
01:00:26Porque é um tipo de casamento
01:00:27que não é tão antigo, né?
01:00:29Não.
01:00:30Você se casa muito...
01:00:31É porque assim, é como se talvez
01:00:33eles estivessem já numa situação
01:00:36ali de igualdade.
01:00:38Um precisa, não precisa demonstrar
01:00:41mais força do que o outro.
01:00:43Praticamente eles estão...
01:00:45Foi uma das perguntas até questionadas.
01:00:48No treinamento.
01:00:49Ela perguntou.
01:00:51E nas questões homossexuais?
01:00:53Talvez poderia existir uma violência?
01:00:56Se uma for mais forte do que a outra?
01:00:58Por que não?
01:00:59Tem violência.
01:01:00Dois homens, dois homens.
01:01:01Se um for mais forte do que o outro?
01:01:03Por que não?
01:01:05A violência vai existir.
01:01:06Basta existir um relacionamento.
01:01:10Um vínculo ali.
01:01:12Afetivo, um vínculo amoroso.
01:01:14Por que não?
01:01:15Entre pessoas do mesmo sexo.
01:01:17Mas já tive, já tive.
01:01:18E como chama esse crime?
01:01:20Seria talvez não enquadrado como uma violência doméstica.
01:01:24Mas poderia ser enquadrado como uma violência?
01:01:26Seja ela qual for.
01:01:27Que possa ocasionar lesão.
01:01:29Se vier realmente...
01:01:30Tu tá entendendo?
01:01:31Se realmente for voltado ali...
01:01:34Talvez aconteceu...
01:01:35Mago.
01:01:36Aumentei, por favor.
01:01:37Um homicídio ou algo do tipo?
01:01:39Aí vai ser configurado de outra forma.
01:01:41De outra forma.
01:01:42De outra forma.
01:01:42Tem a questão também, talvez, de trans, tudo mais, se enquadra como vítima.
01:01:46Mas há toda uma polêmica por trás.
01:01:48É porque é um assunto abordado muito agora, quando chega na Globo.
01:01:52Pra abordar na Globo.
01:01:54Porque já tá...
01:01:55No Brasil já tá...
01:01:56Isso.
01:01:57Nessa novela agora, esse caso.
01:01:59Que o pai atropelou o filho porque ele tá se relacionando com uma mulher trans.
01:02:05E isso acontece muito.
01:02:07Isso é intolerância.
01:02:08Isso é...
01:02:09É um crime também, né?
01:02:10Eu acho.
01:02:11Eu acho que as pessoas, elas devem ser quem elas querem ser.
01:02:16Eu sempre fui uma pessoa sem muito preconceito.
01:02:19Por quê?
01:02:20Porque a gente tem que aprender a amar o ser humano.
01:02:23Independentemente das suas escolhas.
01:02:25Você deve ter empatia pelo próximo.
01:02:28Eu acho que é justamente isso que está faltando.
01:02:31O ser humano ter empatia pelo outro.
01:02:35Eu sempre fui muito de colocar no lugar do outro.
01:02:38Antes de fazer qualquer coisa, eu penso.
01:02:41Será que eu gostaria que fizessem isso comigo?
01:02:45Como é que eu iria me sentir caso alguém fizesse isso comigo?
01:02:51Será que realmente iria me doer?
01:02:53Então é sobre ter empatia.
01:02:57Independentemente daquilo.
01:02:58Ah, doutora, você defende bandido.
01:03:02Não.
01:03:02Eu não defendo a conduta delituosa que ele praticou.
01:03:06Mas ele também é um ser humano.
01:03:08Ele também é detentor de direitos.
01:03:11Possuidor de obrigações.
01:03:13O que deve ser retirado não são os seus direitos básicos.
01:03:17A ter respeito.
01:03:19A ter uma apreciação processual.
01:03:22A ter realmente uma proteção até mesmo por parte do Estado.
01:03:26A ter seus direitos humanos garantidos.
01:03:27É um ser humano.
01:03:30Ah, doutora, por que não foi com o familiar seu?
01:03:33Já passei por situações que eu tive que perdoar.
01:03:35Quem mais me machucou?
01:03:37E hoje eu trato?
01:03:39Porque é isso que Deus quer.
01:03:41Que tratemos o outro com amor.
01:03:43Se Jesus nos ama com os nossos pecados, com os nossos defeitos, independentemente do que fazemos.
01:03:50Porque nós que somos pecadores totalmente suscetíveis a erros, a pecados, a tudo mais.
01:03:58Mas não podemos amar o próximo e respeitar realmente os anseios, a vontade e o espaço do outro.
01:04:09Mas é, eu digo, você gosta dessa área?
01:04:12Gosto.
01:04:13Nunca se viu em outra profissão?
01:04:16Não.
01:04:17Não.
01:04:18Não.
01:04:19A aeromoça, eu detesto avião.
01:04:21Detesto.
01:04:22Eu já pensei, esse cara amava viajar.
01:04:24Mas me colocou dentro de um avião, misericórdia.
01:04:27Tu não gosta?
01:04:28Detesto.
01:04:29Nossa, eu vejo aquilo ali cair.
01:04:30Deus me livre.
01:04:31É.
01:04:32Já.
01:04:33Que tem mesmo mesmo.
01:04:35É, nunca pensei.
01:04:36Médico, médico também não gosto.
01:04:38Só para se eu morrer do meu lado, acho que eu vou morrer junto.
01:04:40Eu fico mais agoniada que a própria pessoa.
01:04:42Eu não sei.
01:04:43Sempre.
01:04:44Não sei perder alguém.
01:04:46Não, não sei.
01:04:47Eu queria estudar direito porque eu digo que é uma profissão que tem muito...
01:04:56Agora, todas que antigamente tinham pouquíssimas faculdades de direito.
01:05:00E aí deu aquele boom de direito no Brasil.
01:05:04Era muita faculdade em toda esquina.
01:05:06Mas a medicina também está muito assim, né?
01:05:08É, a medicina agora aumentou muito.
01:05:10Então, se formou todo tipo, toda qualidade de advogado.
01:05:14É.
01:05:14É porque, assim, o direito tem um leque, né?
01:05:17Eu fiquei, das causas que eu tive, eu fiquei decepcionada com alguns que eu tive que contratar.
01:05:24E eu disse, eu disse a Tiago, eu vou estudar direito porque eu não admito acontecer isso com ninguém.
01:05:32O que aconteceu comigo.
01:05:33É porque, assim, para o advogado, dependendo do advogado, às vezes é só mais uma causa.
01:05:41Mas aquela causa, ou esquecida, ou tratada com outros olhos, ou quando não é dada a devida atenção, é a
01:05:49causa daquela pessoa.
01:05:51Às vezes aquela pessoa só tem aquela causa.
01:05:54Ah, é um divórcio, é uma ação de danos, é talvez o filho que foi preso.
01:06:01Porque, assim, ninguém está livre de cometer um delito.
01:06:07Um delito.
01:06:08Vai que, talvez, de modo culposo, atropele alguém.
01:06:15Porque questionam tanto, né?
01:06:17Você não sabe quando é que você vai precisar de um advogado.
01:06:19Então, por que você questiona?
01:06:21Imagine só que você, talvez, passou por uma situação que você jamais imaginou passar na sua vida,
01:06:26num âmbito criminal, e precise contratar um advogado.
01:06:29E aí?
01:06:31É complicado.
01:06:33Eu precisei na parte civil, que foi a parte de comércio.
01:06:37Tirei um cartão de crédito de uma loja.
01:06:40Não comprei nesse cartão de crédito.
01:06:43A pessoa que tirou o cartão, fez uma compra, usou todo o meu limite.
01:06:50Limite.
01:06:50Que, na época, era bem pouquinho.
01:06:52Na época, era 300 reais.
01:06:54Mas comprou o limite todo.
01:06:55E aí, quando eu fui na loja, que o cartão chegou 15 dias depois, que eu fui desbloquear o cartão,
01:07:03o limite estava todo comprado.
01:07:05Resumindo.
01:07:05Entrei na pequena casa, resumindo, mas ainda, o advogado que eu contratei, me fez perder,
01:07:12e disse que eu que fiz a compra, e eu nunca tinha feito essa compra.
01:07:15É complicado.
01:07:17É o Brasil.
01:07:18Então, aí, eu fiquei...
01:07:19Eu não sei mais com quem eu me decepcionei.
01:07:21Se foi o advogado ou com os desembargadores.
01:07:24Porque eles disseram que eu comprei, eu não comprei.
01:07:28Como?
01:07:29Você não tem nem chegado o cartão ainda.
01:07:30Eu paguei por uma coisa que eu tive que pagar, senão eu ia para o SPC e para o Serasa.
01:07:36E eu tive que pagar por uma coisa que eu não comprei.
01:07:39E eu perdi.
01:07:40É uma situação extremamente delicada.
01:07:41Foi isso.
01:07:42E eu não posso reabrir esse processo, porque ele foi arquivado definitivamente.
01:07:48Não tem isso, né?
01:07:49Tem.
01:07:49É porque, assim, dá a depender do lapso temporal.
01:07:52Às vezes, o Estado perde ali a pretensão punitiva, ou então prescreve.
01:08:00Mas...
01:08:00Sabe o que eu percebo hoje?
01:08:02Que com essa...
01:08:03Que muitos, muitos processos hoje em dia são...
01:08:06Não tem mais processo físico, né?
01:08:09São todos mais que digitais.
01:08:10Antigamente, quando eu era estagiária, aí dizia, Jéssica, vá ali, eu passava o dia
01:08:15todo e tirando foto.
01:08:17Aí depois melhorou.
01:08:18Aí era um escanezinho.
01:08:20Aí passava, chegava com aqueles processos todos.
01:08:24Todos.
01:08:25Exatamente.
01:08:25Hoje são todos no PJE, né?
01:08:28O sistema.
01:08:29No sistema.
01:08:29Até os que eram físicos já estão migrando para serem digitais.
01:08:35Exatamente.
01:08:35É até melhor.
01:08:36Tem uns precatórios de banho que já está tudo no...
01:08:39É, o tal do precatório demora, né?
01:08:41Não, rapaz.
01:08:42Demora.
01:08:43Mas um dia sai, um dia sai.
01:08:4520 anos já, minha filha.
01:08:47É porque vai, vai, vai, vai alinha essa história.
01:08:50É a poupança, né?
01:08:51É a poupança.
01:08:52Não.
01:08:52Não.
01:08:54Um dia sai.
01:08:55É, isso, essas coisas que acontecem, que realmente, a outra foi, acho que o mais, o mais absurdo de
01:09:06todos, foi o banco processar meu pai, que já tinha morrido há quatro anos.
01:09:11Mas é.
01:09:12Que loucura.
01:09:14Que loucura.
01:09:14Mas eu acho assim, é justamente sobre não se debruçar e realmente não entender a verdade
01:09:20dos fatos.
01:09:21Eu sou uma pessoa, é, eu sou uma pessoa que eu sou cismada com tudo.
01:09:25Se eu peguei um processo, eu passo a noite todinha pensando, o dia todinha pensando, será
01:09:29que é isso?
01:09:30Será que não é?
01:09:31Eu acho que eu deveria trabalhar a investigação, se é sai, alguma coisa assim do tipo.
01:09:35Porque eu cavuco, eu fico procurando realmente uma brecha, e seja de argumento, seja do
01:09:41que for, procurando uma brecha, para realmente tentar beneficiar o meu cliente.
01:09:46Ou então prejudicar a outra parte, né?
01:09:48Caso realmente esteja contra a outra parte.
01:09:52Mas é sobre realmente tentar entender.
01:09:54Na verdade...
01:09:55Direito do trabalho, tu faz também que é briga que são, né?
01:09:58Não, nem, não, não faço não.
01:10:00Olha, para evidenciar, tributário, trabalho, nem pergunte.
01:10:04Eu já delego.
01:10:05Não.
01:10:06Eu já me arrisquei, inclusive.
01:10:08Aí o cliente queria, porque queria doutora, só quero a senhora, se for a senhora, vamos
01:10:11lá para o trabalho.
01:10:12Tá bom, vamos.
01:10:14Área trabalhista.
01:10:15Então, nossa...
01:10:17O rito é diferente.
01:10:19É totalmente diferente.
01:10:21Não se identificou.
01:10:22Não.
01:10:23Só fiz...
01:10:23Graças a Deus, deu certo.
01:10:25Deu certo.
01:10:26Por realmente atuar no âmbito criminal e tentar entender as coisas, visualizei que era
01:10:35uma empresa, tinha contratado determinadas pessoas, envolvia questão de política, ele
01:10:40contratou uma determinada pessoa, que depois eles entraram em algumas divergências políticas
01:10:46e ela simplesmente pediu demissão, alegou algumas coisas, levou mais não sei quantos empregados
01:10:53dessa empresa.
01:10:54Aí eu consegui desmascarar tudo.
01:10:57Consegui desmascarar que realmente havia uma pretensão política, que queria realmente
01:11:02prejudicar essa empresa.
01:11:04Consegui mostrar toda a verdade dos fatos.
01:11:06Na verdade, deu certo.
01:11:08Já teve casos que você perdeu?
01:11:11Já, com certeza.
01:11:13Criminal, assim, que você não consegue tirar?
01:11:16Tem, claro.
01:11:17Claro.
01:11:17O direito, ele não é só permeado por vitórias.
01:11:20Eu não tenho como garantir uma vitória processual para o meu cliente.
01:11:25Eu já aviso logo.
01:11:27Até porque às vezes o cliente fala, doutora, não fui eu, não aconteceu desse jeito, a situação
01:11:31é essa.
01:11:32Quando chega na audiência...
01:11:34Faz tudo o contrário.
01:11:35Tudo o contrário.
01:11:36Aí, não, doutora, está tudo certo.
01:11:38São dois acusados.
01:11:40Tranquilo.
01:11:40Não, doutora.
01:11:41Não fiz nada.
01:11:41O outro acusado foi você mesmo.
01:11:43Tudo pode mudar na audiência.
01:11:46Às vezes nem eu acredito que realmente o cenário mudou tão rápido.
01:11:50É.
01:11:50Então, assim, no direito você pode esperar tudo e pode esperar nada ao mesmo tempo.
01:11:55Você só deve exercer a sua profissão com maestria.
01:11:59Realmente se dedicar a tentar entender a verdade dos fatos.
01:12:04Mas, claro, a vida...
01:12:05Quem que não tem perdas?
01:12:07Quem que já não perdeu algo?
01:12:08Eu já perdi, mulher.
01:12:10E eu também.
01:12:11Como foi?
01:12:12Eu fiquei...
01:12:13Esse dessa loja...
01:12:16Foi até a loja Le Biscuit.
01:12:18Que o funcionário não foi nem...
01:12:21A loja teve culpa porque vendeu uma coisa que eu tinha que assinar.
01:12:27Que ele não tinha cartão.
01:12:28Não lembra que você passa e fica...
01:12:30Vem fazer seu cartão.
01:12:31É.
01:12:32Vem fazer seu cartão.
01:12:33Ele deu crédito.
01:12:35Né?
01:12:35Sai na hora.
01:12:36O crédito se você quiser comprar.
01:12:38E o cartão só chega 15, 20 dias depois.
01:12:41E aí eu disse à pessoa.
01:12:42Olha, eu vou dar entrada no cartão.
01:12:44Mas eu não vou comprar.
01:12:46Eu não quero comprar.
01:12:46É porque automaticamente ali já abre pra você no sistema.
01:12:50Ainda que você não tenha o cartão.
01:12:51Mas quando abre automaticamente você já tem acesso ao aplicativo e já fica tudo ali.
01:12:56Mas quando não tem o cartão antigamente...
01:12:58Aí libera, olha...
01:12:59Não, você tinha que comprar no caixa e você assinava.
01:13:02Na Havan.
01:13:03Na Havan eu não tenho um cartão físico da Havan.
01:13:06Mas só quem compra sou eu.
01:13:07É porque você precisa dar o teu CPF ou então a facial.
01:13:13A facial, entendeu?
01:13:14E como lá vendeu sem isso?
01:13:17Como lá a pessoa comprou no meu limite...
01:13:21É porque hoje em dia realmente...
01:13:22Se eu não assinei.
01:13:23Porque lá na Havan e toda loja que você não tinha um cartão físico, como hoje tem um cartão virtual...
01:13:30Virtual...
01:13:30Antigamente, há uns sete anos atrás, não tinha.
01:13:33Era tudo aí.
01:13:37Ele fez como um saque na boca do caixa de lá.
01:13:42É porque assim, a maioria desses cartões também já estão disponibilizando essa questão de...
01:13:48Concede um determinado valor, até mesmo via Pix e você compromete o limite do cartão.
01:13:54Aí fica como se ela tivesse sacado o limite.
01:13:56Não em compras, mas em saque.
01:13:58Você pega o valor daquele limite do cartão e reverte para valor.
01:14:03Um saque.
01:14:03Um saque.
01:14:04Aí eu até disse assim, pega as câmeras.
01:14:06Não, não pode ter que entrar judicialmente o quê?
01:14:09Ah, já teve cliente que recebia benefício e já chegou, entrou em contato comigo, aí fez...
01:14:17Cadeira de roda.
01:14:19Cliente de cadeira de roda.
01:14:21Doutora, eu não fiz esse empréstimo.
01:14:24Vários empréstimos realizados no nome dele.
01:14:27E ele nem saiu, nem chegou aí ao banco.
01:14:30Não fez nada por aplicativo, nada.
01:14:32Se ele recebia determinado auxílio, determinado valor, ele só estava recebendo menos do que a metade.
01:14:40Eu disse, se não foi ele.
01:14:43Lá não tinha...
01:14:43Quem foi?
01:14:44Até hoje é um mistério.
01:14:46Sei que foram cancelados esses empréstimos e ele teve restituído todo o valor que ele recebia ali.
01:14:53Então, o que realmente perdeu, o que foi retirado e o valor que ele recebia foi ali, ficou integral.
01:15:04Mas, doutora, e tinha realmente, engraçado, que quando foi disponibilizado pelo banco, tinha uma assinatura dele, não era assinatura dele.
01:15:13É muita coisa.
01:15:15E realmente, não eram empréstimos, ah, empréstimos de valor menor, eram empréstimos altíssimos.
01:15:20A gente vai falar sobre isso. Bora, Daniel.
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01:16:03E sigam nossas redes sociais todos.
01:16:06Hoje estamos aqui recebendo Jéssica Monteiro, ela que é advogada, uma mulher guerrida, guerreira.
01:16:11Eu gostei de que ela é uma mulher porreta, né?
01:16:14Que é uma mãe jovem que consegue vencer, que consegue trabalhar com filho e não desistir da vida.
01:16:24Porque é o que a gente mais vê, né?
01:16:27São moças que realmente engravidam novas, mal têm terminado o colégio, ou tá no colégio.
01:16:35Quando vê, desiste e não tem forças pra seguir em diante, né?
01:16:40A rede de apoio é importante, é importantíssimo.
01:16:43É.
01:16:43É uma base de tudo.
01:16:45Eu tenho, eu tive uma rede de apoio muito boa também, minha mãe, né?
01:16:50Mas, assim, quero lhe parabenizar por ser esse empoderamento em mulher, né?
01:16:58E vamos falar um pouquinho dessa área que você, esse empoderamento feminino,
01:17:06o que é que você deixa aí de recado pras mulheres?
01:17:09É um assunto tão debatido, tão debatido, tão debatido,
01:17:13pra essas mulheres que se sentem oprimidas, né?
01:17:18Que vivem nesse, nessa vida de violência, que não é o fim.
01:17:24Não.
01:17:25E que pode ser um começo bem, bem mais.
01:17:28Na verdade, eu venho ficando bastante feliz com o que eu venho observando das mulheres.
01:17:34As mulheres, elas estão quebrando padrões.
01:17:38Elas estão cada vez mais se destacando.
01:17:41Até mesmo nas redes sociais.
01:17:47Depois quando a gente fala, né?
01:17:49Muito.
01:17:49Bom, eu estou mesmo aí.
01:17:51Então, as mulheres estão cada vez mais se destacando
01:17:54e ocupando espaços que antes elas não conseguiam ocupar.
01:18:00Então, a mulher, ela deve entender
01:18:05que ela tem que saber realmente o seu valor.
01:18:11saber quem ela é
01:18:12e não tentar se diminuir pra caber em outro local.
01:18:19E ela tem que saber que ela tem luz própria,
01:18:22que ela deve seguir, que ela não deve desistir,
01:18:25que ela não deve baixar a cabeça.
01:18:28Não deve.
01:18:30Claro que é ter essa questão, né?
01:18:32De você estar em um relacionamento,
01:18:34você deve entender o seu papel como mulher,
01:18:38como esposa.
01:18:39dá pra você ser empoderada
01:18:41e você ter respeito
01:18:45dentro de um lar.
01:18:47Porque a gente acha que empoderamento feminino
01:18:49é você desrespeitar,
01:18:51é você não entender o seu papel.
01:18:53Eu posso ser empoderada
01:18:56e ser uma dona de casa.
01:18:58De fazer o almoço,
01:19:00de cumprir com as minhas tarefas,
01:19:02de ser uma boa mãe,
01:19:04de ser uma boa esposa,
01:19:06uma boa companheira,
01:19:07mas também de ser profissional.
01:19:10Então, um papel não exclui o outro.
01:19:13Eu acredito que esse empoderamento feminino
01:19:16é justamente sobre dizer não.
01:19:19Dizer não.
01:19:20De procurar sua independência financeira,
01:19:23de procurar sua dependência emocional.
01:19:26Isso é o primordial.
01:19:29Quando você não depende,
01:19:33seja qual for o âmbito,
01:19:35seja se for você dependendo financeiramente,
01:19:38emocionalmente,
01:19:39se você aprenda a não depender,
01:19:42as coisas mudam.
01:19:45As coisas mudam.
01:19:46Mudam muito.
01:19:48Às vezes até questionam, né?
01:19:50Quando a mulher fala assim,
01:19:52ah, mas eu sou independente.
01:19:53Se você é independente,
01:19:54você não vai ficar ali.
01:19:55Você não vai ficar em um relacionamento abusivo.
01:19:57Você não vai ficar ao lado de alguém que te diminui.
01:20:00Você não vai ficar ao lado de alguém que só te machuca.
01:20:03de alguém que tenta diminuir o seu brilho.
01:20:07Porque antigamente, com todo esse patriarcado,
01:20:09a mulher não podia se destacar mais do que um homem.
01:20:12Não, de jeito nenhum.
01:20:13A mulher tinha que ficar em casa,
01:20:16não podia falar nada,
01:20:17ela não podia ter luz própria.
01:20:19Porque ela não podia, talvez,
01:20:22ser mais do que um homem.
01:20:23Por que não?
01:20:24Ela pode ocupar espaços, sim.
01:20:28Ela pode ter papéis de destaque, sim.
01:20:31Por que não?
01:20:33Então, é justamente isso.
01:20:36Dela entender o seu valor.
01:20:39De não aceitar, de continuar.
01:20:43Às vezes, muitas, quando a maternidade chega,
01:20:46elas querem desistir.
01:20:48Se apaga.
01:20:48Mas tem que entender que o filho
01:20:50é só mais um pontapé
01:20:52pra que ela siga.
01:20:54Que relacionamento pode ser hoje,
01:20:55pode não ser amanhã.
01:20:56Ah, mas Jéssica, você...
01:20:59Eu sou realista.
01:21:01Eu aprendi a enxergar a vida
01:21:03sem filtros.
01:21:05Eu aprendi a ter uma maior percepção
01:21:08sobre a vida.
01:21:09Eu já passei por situações
01:21:11que eu pensei que eu não iria conseguir.
01:21:15Eu pensei que eu não iria conseguir.
01:21:20grávida, sozinha.
01:21:21Ia pra estabelecimento prisional.
01:21:23Lembro que o diretor falou,
01:21:25doutora, a senhora vai ter filho
01:21:27dentro do estabelecimento prisional.
01:21:28Eu disse, vou.
01:21:30Qualquer coisa, vocês aí me socorrem,
01:21:31mandam...
01:21:32Meu pai escondi a chave do meu carro.
01:21:34Jéssica, você não vai mais dirigir,
01:21:36porque eu passava mal.
01:21:38Eu, grávida, af...
01:21:40Eu tenho hora que eu dava um PT.
01:21:43Mas eu continuei trabalhando.
01:21:45Eu sabia e sei
01:21:47onde eu quero chegar.
01:21:51Seja com os meus filhos,
01:21:54que sempre será com eles,
01:21:57porque até hoje eu tenho a idade que eu tenho,
01:21:59mas até hoje, graças a Deus,
01:22:01eu tenho uma dádiva de ter os meus pais comigo.
01:22:03Eu costumo dizer que eu sou uma privilegiada.
01:22:07Eu tenho.
01:22:08Às vezes eu sou uma questão.
01:22:08Ah, mas seu pai, sua mãe,
01:22:11se você está com inveja,
01:22:12é porque você talvez não tem.
01:22:13Tu mora com eles.
01:22:14Não, eu moro sozinha.
01:22:15Hoje em dia eu moro só.
01:22:16Eu moro só.
01:22:17Eu e os meus filhos.
01:22:19Decidi crescer.
01:22:20Outro ponto.
01:22:22Mas vem lá.
01:22:24Vivo com a mãe e o pai,
01:22:25é meu caso.
01:22:26Eu moro, a gente tem a casa da gente.
01:22:28Mas...
01:22:28É, dia de semana,
01:22:30eu tento exercer o meu papel como mãe.
01:22:34Eu tenho isso na minha cabeça, sabe?
01:22:36Eu acho que as nossas responsabilidades
01:22:39são as nossas responsabilidades.
01:22:41E chega um dia que você tem que crescer.
01:22:44Você deve crescer.
01:22:46Chega um determinado momento que você tem que alçar voo.
01:22:50Seus pais não são pra sempre.
01:22:52Graças a Deus eu tenho os meus pais comigo.
01:22:54Mas eu tento ser o mais independente possível.
01:22:58No sentido de tentar fazer as minhas coisas.
01:23:01De tentar ser uma boa mãe.
01:23:02Mas às vezes é um perrengue.
01:23:04Às vezes eu ligo pra minha mãe e digo,
01:23:05Mãe, meu Deus.
01:23:06Chega aqui, vem cá.
01:23:08Me socorre.
01:23:09Porque assim,
01:23:10ser forte o tempo todo,
01:23:12às vezes também te torre.
01:23:16Às vezes eu me faço tanto de forte,
01:23:19que às vezes eu esqueço um pouquinho de mim,
01:23:21de quem eu sou.
01:23:23Então ser forte o tempo todo
01:23:26não é tão fácil, não.
01:23:27Mas eu ainda prefiro ser assim.
01:23:30Doutor Marinho Mendes conhece o promotor daqui de Timbaú.
01:23:34Conheço, conheço.
01:23:35Ele disse aqui na PBPE
01:23:37que quem faz direito não tem cultura.
01:23:40Você debateu isso já?
01:23:42Já soube dessa entrevista dele aqui?
01:23:45Ele disse aqui no podcast
01:23:48que quem faz direito não tem cultura,
01:23:52não é uma pessoa culta.
01:23:54Tem que ter.
01:23:55O que é?
01:23:57Ele descobriu isso.
01:23:58Esse repercutiu na página Choquei
01:24:00no Brasil todo, em todas as faculdades.
01:24:02Foi, foi um dilema.
01:24:03Tem que ter cultura.
01:24:04Cultura, não adianta.
01:24:06Você tem que ler muito.
01:24:08Como é que você vai argumentar
01:24:09sobre qualquer situação que você não sabe?
01:24:13Hoje esse vídeo dele repercutiu
01:24:16em todas as faculdades de direito
01:24:18que você imaginar.
01:24:20É.
01:24:22Porque tem que ter.
01:24:23Tem que ter.
01:24:24E quanto mais eu leio,
01:24:26quanto mais eu busco por cultura,
01:24:29mais eu vou me aperfeiçoando.
01:24:32não tem como você separar o direito da cultura.
01:24:35Eu também acho.
01:24:37Mas, olha, né?
01:24:39Cada cabeça é um mundo.
01:24:41Acho que está chegando.
01:24:43Chegando nossos finalmentes.
01:24:45Eu queria agradecer, Jéssica,
01:24:47você ter se delocado,
01:24:49bater esse papo,
01:24:49esse empoderamento feminino.
01:24:51Eu acho tão importante a gente passar isso.
01:24:54e, às vezes, é um gatilho
01:24:56para pessoas que estão vivendo momentos delicados.
01:25:00E agradecer de você ter se deslocado
01:25:02de João Pessoa até aqui.
01:25:05Muito obrigada.
01:25:06Suas considerações finais.
01:25:08E já tem,
01:25:09amanhã tem o podcast,
01:25:12foi adiado de ontem
01:25:14para amanhã,
01:25:16quarta-feira,
01:25:16com o Tiago aqui,
01:25:17com o deputado estadual
01:25:19Filipe Leitão.
01:25:20Vai estar batendo papo
01:25:21sobre política.
01:25:22Ele que é o vice-presidente
01:25:24da Assembleia da Paraíba.
01:25:26E pré-candidato
01:25:28a deputado estadual
01:25:29Filipe Leitão.
01:25:31Amanhã, a reeleição.
01:25:33Então, considerações finais com você.
01:25:35Eu que agradeço essa oportunidade.
01:25:37Sempre uma temática muito boa, né,
01:25:39de debatermos.
01:25:40E é essencial.
01:25:42É essencial.
01:25:43Então, eu digo para você, mulher,
01:25:45que talvez esteja em uma situação
01:25:47que envolve uma violência doméstica,
01:25:49acredite.
01:25:50Tudo passa.
01:25:52Então, há uma vida pós-violência.
01:25:55Independentemente se você tem filhos,
01:25:57talvez você não tenha uma rede de apoio.
01:26:00O que você não deve é perder a sua vida.
01:26:03E caso você esteja passando
01:26:05por uma situação de violência doméstica,
01:26:07ou você chega para alguém próximo seu
01:26:09e tenta, talvez, relatar a situação,
01:26:12ou denuncia as autoridades policiais.
01:26:17Porque talvez uma denunciação,
01:26:20aceitar uma ajuda, salva uma vida.
01:26:23Salva uma vida.
01:26:23Porque quando menos se espera,
01:26:26a situação, ela pode ali se agravar.
01:26:28Então, o que eu digo para a mulher é
01:26:30seja firme, seja forte,
01:26:33lute pelos seus ideais,
01:26:36acredite que você pode.
01:26:38Porque, na verdade, a mulher pode ser
01:26:39tudo aquilo que ela quer ser.
01:26:41Basta querer.
01:26:43Querer.
01:26:43Que ela vai e vai atrás e consegue.
01:26:47E eu digo que nenhuma dor,
01:26:48ela dura para sempre.
01:26:50Às vezes, podem cortar ali uma árvore,
01:26:53tirar frutos,
01:26:55mas, em determinado momento,
01:26:57ela vai voltar a florescer novamente,
01:26:59ela vai voltar a dar frutos novamente.
01:27:02Então, é sobre a questão da resiliência mesmo.
01:27:05É sobre saber florescer
01:27:08em meio ao caos.
01:27:10Porque o caos, ele passa.
01:27:11E sempre há um dia após o outro.
01:27:15É mais isso, sabe?
01:27:17Que eu tenho para mim,
01:27:17que eu levo para a minha vida.
01:27:19De realmente buscar o melhor,
01:27:21de tentar acreditar
01:27:23que sempre existe um dia após o outro.
01:27:26E, principalmente,
01:27:27acreditar que Deus tem um propósito em tudo.
01:27:30Porque, às vezes,
01:27:31o que te feriu
01:27:33pode ajudar outras pessoas
01:27:35a não se ferirem.
01:27:36Ou, simplesmente, curar outras pessoas.
01:27:40Nós temos dois caminhos.
01:27:43De não aceitar o que nos aconteceu
01:27:45e nos tornarmos vítimas.
01:27:48ou de aprendermos
01:27:50com o que nos aconteceu
01:27:51e nos tornarmos protagonistas.
01:27:54E ajudar outras pessoas.
01:27:56Eu acredito que estamos aqui no mundo
01:27:57para ajudar.
01:27:59Essa é a nossa missão aqui na Terra.
01:28:01Tudo vai passar.
01:28:03Tudo.
01:28:03Mas, realmente,
01:28:04quem fomos
01:28:06aqui na Terra,
01:28:07o que fomos para o outro,
01:28:09isso irá permanecer.
01:28:11Eu acredito que aqui na Terra
01:28:13a gente não deve procurar aplausos.
01:28:17a gente realmente deve procurar
01:28:20agradar a Deus
01:28:21e fazer, realmente,
01:28:22o nosso papel
01:28:23entender a nossa missão aqui.
01:28:25E eu acredito que cada pessoa
01:28:26tem a sua missão.
01:28:28Cada pessoa veio com um propósito.
01:28:30Cada pessoa tem um ponto
01:28:31a ser trabalhado.
01:28:32Cada pessoa tem uma história de vida.
01:28:34Tem algo que superou
01:28:35e que pode ajudar outras pessoas.
01:28:36É, realmente,
01:28:37tentar entender.
01:28:38Então, quando a mulher,
01:28:39ela entende
01:28:40qual o seu papel,
01:28:42por que ela veio,
01:28:44para o que ela veio,
01:28:45e o que ela é,
01:28:47nada mais tira o teu brilho.
01:28:49Podem tentar até ofuscar,
01:28:51mas ela vai voltar
01:28:53a brilhar novamente.
01:28:54Quando a gente tira
01:28:55aquilo que nos ofusca,
01:28:57a gente volta a brilhar.
01:28:58E é justamente sobre isso.
01:29:02É o que eu diga.
01:29:04Estamos aqui conversando com Jéssica,
01:29:07ela é advogada,
01:29:08Jéssica Monteiro.
01:29:09E agradecer mais uma vez.
01:29:11Amanhã,
01:29:11temos o podcast com o Tiago,
01:29:13deputado Filipe Leitão.
01:29:15E na próxima semana,
01:29:16ainda está fechando, né, Tiago?
01:29:19Essa semana,
01:29:20a gente divulga.
01:29:21Jéssica, muito obrigada.
01:29:22Obrigada.
01:29:22E até a próxima semana,
01:29:24se Deus quiser.
01:29:25Um beijo no coração de todos.
01:29:26Sexta-feira tem a festa
01:29:28da emancipação de Aleandra, viu?
01:29:30Tati, Guel e Vitor Fernando.
01:29:32O PBPE vai estar lá,
01:29:33o PBPE Show,
01:29:34fazendo toda a cobertura.
01:29:36Beijo no coração de todos.
01:29:37Tati, Guel e Vitor Fernando.
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