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Jornais sul-africanos mancharam suas páginas com sangue falso para alertar sobre a pobreza menstrual, que afeta 8 milhões de mulheres no país. Ao Correio, Marius Basson, diretor da Menstruation Foundation, explicou que a falta de absorventes força o uso improvisado de jornal e meias, impactando a dignidade e a educação de jovens que chegam a faltar às aulas e adoecer.

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📽️ Rodrigo Craveiro/CB/DA Press
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Transcrição
00:00Os jornais da África do Sul encontraram uma forma criativa e poderosa
00:04de sensibilizar a opinião pública para um problema que afeta
00:088 milhões de mulheres no país, a falta de acesso a absorventes.
00:13Uma pequena mancha, simulando o sangue da menstruação,
00:17aparece na capa do jornal e continua nas páginas seguintes,
00:21como se as próprias folhas tivessem sido usadas para conter o fluxo.
00:26A mensagem é clara, um jornal pode absorver o sangue, mas não a vergonha.
00:33Ao Correio Brasiliense, Mário Basson, diretor e cofundador da organização não governamental
00:40Menstruation Foundation, uma das responsáveis pela campanha publicitária,
00:46disse que a chamada pobreza menstrual é um problema global.
00:51Ele afirmou, abre aspas,
00:53A ONG, sediada em Cidade do Cabo, distribui gratuitamente absorventes para 100 mil estudantes,
01:12todos os meses.
01:14De acordo com Basson, a falta do produto tem enorme impacto sobre a dignidade,
01:20a educação e a higiene das meninas.
01:24Sem acesso a absorventes, milhões de garotas faltam às aulas,
01:29deixam de praticar esportes e até adoecem,
01:32por recorrer a materiais improvisados, na tentativa de conter o fluxo.
01:37Para Mário Basson, a menstruação não deveria ser motivo de vergonha,
01:42mas uma necessidade básica, que ainda é negada a milhões de mulheres no mundo.
01:48A campanha contou com o apoio de Alan Wind, primeiro-ministro do Cabo Ocidental,
01:54e do ator Sibuilli Niguezi, que emprestou o rosto e a voz à peça publicitária na televisão.
02:01Rodrigo Craveiro para o Correio Brasiliense.
02:07Apoio Brasiliense.
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