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  • há 23 horas

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Transcrição
00:00Com 43 anos, a arquiteta Tatiana já passou por três situações de esgotamento ligadas ao trabalho.
00:06Na primeira, quando não tinha nem 30 anos, ela apagou dirigindo e seu carro foi parar embaixo de um ônibus.
00:11Na terceira, ela pediu demissão assim que acabaram os três meses de experiência.
00:15Foi do tipo, não quero isso pra mim, chega, sabe, sai de um e eu declarei isso.
00:22Eu falei, eu saí de um emprego, onde eu tinha uma série de questões, mas de uma certa maneira eu
00:28estava bem.
00:28Pra mim, pra esse, um dia, tipo, nada nunca tá bom e eu fico, né, tipo, esse foi bizarro.
00:34Hoje, ela tem seu escritório e mesmo com bastante trabalho, tenta manter um ritmo mais leve.
00:40Inclusive, rejeitando o projeto, se vê que aquilo vai lhe trazer mais estresse.
00:43Tatiana é um exemplo da realidade de muitas brasileiras que, além do trabalho formal, vivem a jornada dupla, cuidando da
00:49casa, dos filhos e muitas vezes dos pais.
00:57É uma realidade que tem um preço.
00:59Cerca de 344 mil mulheres foram afastadas por algum problema relacionado a transtornos mentais em 2025.
01:10E apesar de pesarem muito, não são apenas as horas trabalhadas que levam aos quadros de esgotamento.
01:16Questões de desigualdade de gênero também reforçam esses números.
01:20Então, tem uma cobrança também muito maior por conta disso, além do dia a dia, né, que tem essas apropriações
01:30de ideia, né, os comentários que vão surgindo sobre aparência, né, sobre o jeito que você tá se posicionando, agora
01:37você não tá agressiva, né, essas interrupções recorrentes.
01:41Então, tem essas micro violências que a gente vive e tá exposto o tempo inteiro.
01:50Essa reportagem faz parte da série Sobrecarregadas.
01:54Você pode ler essa e outras matérias no site da Folha.
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