00:01Oi, tudo bem, tá vendo?
00:04Foco automático, né?
00:07Tchau, pessoal, vai embora.
00:09Falou, Julio. Boa viagem.
00:11Se essa noite eu sonhei com um negócio assim, parecia que o avião caiu, não sei.
00:16Vou rezar por vocês.
00:19Vou rezar por vocês.
00:21Tchau, Julio. Boa viagem, hein?
00:47Tchau, Julio.
01:00A gente é normal até o fim da vida, mas eu achei que eles esqueciam.
01:05Oi, meu nome é Grace e eu sou irmã do Dinho da banda Mamonas Assassinas.
01:09Eu sou Ildebrando Alves Leite, pai do Dinho.
01:13E eu sou a mãe do Dinho dos Mamonas Assassina, a dona Célia Alves.
01:18Ele era o vocalista, né?
01:20E ele sempre gostou de música e tal, e aquilo foi tomando forma na vida dele.
01:26E ele disse, cara, é isso, é isso que eu quero mesmo, entendeu?
01:30Mas foi, acho que foi sendo construído isso nele, conforme ele foi vivendo a música, né?
01:35Com ele foi acontecendo, conforme ele foi percebendo que aquilo dava muito prazer pra ele,
01:41e que ele era muito bom naquilo.
01:43Começou a cantar com três anos de idade.
01:45Vem lá do meu pai, meu pai colocava ele no colo, meu pai era apaixonado por ele.
01:50E meu pai cantava, ele cantava, meu pai também tocava violão.
01:55Então já vem, já tem a raiz, né?
01:58Tá na raiz da pessoa.
02:00Foi aqui nessa praça onde tudo começou.
02:03Antes da fama com os Mamonas Assassinas,
02:06os Garotos de Guarulhos se apresentavam aqui como banda utopia
02:11e já demonstravam todo o bom humor,
02:15contagiante, que a galera adorava.
02:16Eu acho que não conhecia nenhum, não.
02:18Ele foi lá pra assistir, né?
02:20Chegou na hora lá e eles não tinham vocalista aqui.
02:22Também era lá.
02:23Pediram uma música, não tinha quem cantasse.
02:26Eles não sabiam cantar, eles sabiam tocar, mas não sabiam cantar.
02:28Quem pediu foi até uma amiga minha.
02:29E ela...
02:31Aí ele falou, o Sérgio falou pra ela,
02:34eu sei tocar, mas eu não sei cantar.
02:36Arruma alguém pra cantar.
02:37Aí o Dinho foi cantar.
02:39Aí eles gostaram muito do Dinho cantando.
02:42Naquela época não tinha celular, não tinha nada.
02:44Aí o Sérgio passou o telefone dele
02:47pra essa minha amiga passar pro Dinho.
02:48Podiam ligar pra ele pra participar de ensaio e tal.
02:51No começo ele ficou meio assim, vou, não vou, vou, não vou.
02:54Foi e não saiu mais.
02:56Na grande festa de gala,
02:58da entrega dos convites que não vale nada a pessoa aqui, entendeu?
03:01É um convite, como vocês podem ver, impermeável.
03:03Eles dobram, não soltam as tiras que não tem cheiro.
03:06É os convites da banda Utopia que vai tocar quinta-feira.
03:09Com vocês, Dinho e a banda Utopia.
03:13Uma coisa externa que podemos dizer
03:15que o futuro da gente a gente pode prever.
03:17É como o portado de outra geração.
03:19É como diz o ditado, quem pode, pode, quem não pode.
03:30É, eles ensaiavam no fundo da minha casa,
03:33tinha um estúdio improvisado,
03:35e eles começaram a ensaiar ali.
03:37Eu tive muita surpresa, né, com os ensaios deles.
03:41Aquela surpresa que eu sempre conto,
03:43que eu chego da igreja e escuto aquele barulhão lá no estúdio,
03:48eu falei, vamos ver, né?
03:49Tem alguém ficando doido por lá, né?
03:51Aí eu chego lá, o Dinho tá de peruca loira,
03:55de vestido, pantufa no pé,
03:57cantando Robocop gay.
03:59Eu falei, agora piraram de vez, né?
04:02Foi o que eu pensei de imediato.
04:04Essa descontração, né?
04:05As músicas dele sempre muito engraçadas e...
04:11Eu não digo nem que é a letra, não.
04:13A letra, ela é descontraída, né?
04:15Mas o ritmo era bom pra dançar,
04:18era gostoso de cantar.
04:19E foi uma época que eu acho que a gente tava precisando
04:23de um grupo diferentasso, assim,
04:25bem diferentão mesmo,
04:27porque a gente já tinha os clássicos, né?
04:30A gente tinha na época do Química Vadão,
04:32Engenheiros, não sei o quê,
04:33só que aí eles vieram pra ser na contramão de ser em tudo.
04:37Se eles seguissem essa linha do primeiro disco,
04:41assim como as outras bandas tentaram fazer isso,
04:43não fossem mais pro lado comercial
04:45e mantessem a personalidade,
04:47o público que eles teriam hoje
04:49ia ser, tipo assim,
04:50tipo passar de pai pra filho.
04:52É onde eu ia estar ouvindo,
04:54meu filho ia conhecer através de mim,
04:56como só teve um disco,
04:56ele quase não vai me ouvir ouvindo o disco.
05:00Mas eles iam estar acompanhando isso daí,
05:02assim como na época que eles lançaram,
05:04muitas crianças ouviam os discos deles.
05:06Então, assim, os pais incentivavam eles a ouvir,
05:08porque era divertido, era descontraído.
05:10Mesmo tendo palavras de duplo sentido
05:12ou frases que ensinassem algumas coisas,
05:14a criança não pescava isso.
05:23Eu nunca vi, graças a Deus, nunca vi.
05:26E nem quero ver,
05:27eu acho que devia ser até apagado, né, isso aí.
05:29Sempre que a gente sabe,
05:30a gente pede pro advogado, né,
05:33fazer notificação e tudo mais,
05:34mas é muito complexo isso.
05:37É assustador como as pessoas,
05:39elas fazem tudo por like,
05:44tudo pra aparecer, né.
05:46Hoje em dia, na época, por venda, né,
05:48porque saiu no jornal,
05:50na época circulou no jornal e revista, né.
05:53O Dino não queria que ninguém cheguei,
05:55ele fez o possível pra fazer
05:56todas as pessoas calerem.
05:59Eu tô ligando pra avisar que foi bom o show,
06:02tô indo pro hotel,
06:03manhinha, eu te amo.
06:05Isso faz muita falta.
06:07A gente sente falta dele.
06:11Dona Célia e seu Hildebrando.
06:15Eu queria que vocês soubessem que
06:17a minha geração foi muito feliz
06:21com o seu filho,
06:23com toda a banda.
06:26Eles fizeram parte
06:28da nossa vida.
06:32Cantar as músicas deles,
06:36dançar as músicas deles
06:38era uma coisa boa,
06:39era uma coisa que trazia alegria,
06:41que trazia felicidade
06:42numa época que talvez
06:43muita gente não soubesse
06:45que era felicidade.
06:46E pra gente foi muito bom.
06:48E hoje,
06:49graças
06:52aos mamonas,
06:55eu tenho dois filhos
06:57e eu tenho uma proximidade
06:58grande com eles.
06:59E isso pra mim
07:00é muito importante
07:02enquanto mãe.
07:03Tá montado o personagem, Dino?
07:05Agora pra montar o personagem
07:06só falta o mesmo cavalo, né?
07:08Samuel, vem cá!
07:10A gente tem vários projetos,
07:12dentre eles
07:12o Instituto Mamonas,
07:15a gente tem também
07:15o futebol para amputados,
07:17tá?
07:18E a banda do legado,
07:20que é a banda do filme,
07:21que é uma banda
07:21que a gente criou pós-filme,
07:22que a gente viaja
07:23pelo mundo todo,
07:24levando um pouquinho
07:25da arte que eles nos deixaram.
07:27E também,
07:27a gente hoje
07:28também tá com o projeto
07:29Mamoninhas,
07:30que é um projeto
07:31aí que vai vir em 2026.
07:33Os Mamoninhos
07:34é uma versão
07:35que a gente tá fazendo
07:36de todas as letras
07:37pro lado infantil,
07:39com grandes parceiros
07:40que as pessoas
07:42vão se surpreender.
07:43É um projeto
07:44totalmente familiar,
07:45que a gente trouxe
07:46aí a minha prima Grace,
07:47o Maurício,
07:48a Paula também
07:49a gente convidou.
07:50e eu acho
07:51que vai ser
07:51bem nostálgico
07:52e bem alegre
07:53esse grande projeto
07:54chamado Mamoninhas,
07:56a Turma do Dinho.
07:58Seu cabelo é da hora,
08:01seu corpo é um violão,
08:05meu docinho de coco
08:07tá me deixando louco.
08:12Ê, Benício!
08:13E aí, Benício!
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