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  • há 4 semanas
Ney Latorraca divertiu a plateia durante o Conexão Geral, em 2010

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Transcrição
00:02E para a nossa honra, meus amigos, vamos receber aqui agora, você estava assistindo agora há pouco,
00:06ele aqui na TV Gazeta, no SOS Emergência, e ele está aqui no nosso estúdio,
00:10porque é um dos homenageados do Vitória Cine Vídeo.
00:13Com muita honra, o Conexão Geral recebe Neyla Torraca. Por favor, venha para cá, Neyla.
00:20Tudo bom, querido?
00:21Tudo bom com vocês? Uma honra.
00:23Senta aqui com a gente.
00:24A plateia é bonita, hein?
00:26É, aqui é a plateia do Conexão Geral, sensacional.
00:28Você também é um galã.
00:29O que é isso? Quem somos nós? Você é um galã.
00:32Você é um galã.
00:33Um galã é assim...
00:35É um prazer estar com vocês. Eu trouxe até uma dália aqui para eu ler, para falar das minhas amigas,
00:40da Lúcia Caos, da Beatriz Gindenberg, que foi uma honra ter recebido esse prêmio.
00:45E como é que é para você? Tantos anos de carreira, como é que você reage à premiação, homenagem?
00:50Tem artista que fica receoso, que fica recluso, não gosta de aparecer.
00:54Como é que você recebe homenagens e troféus depois de tantos anos de carreira?
00:58Eu me sinto como se eu tivesse... Eu sou formado pela Escola de Arte Dramática de São Paulo, da USP.
01:04Depois que eu terminei na época científica, fazer a escola, que são três anos que eu fiz.
01:10E se eu fizesse... Começasse a carreira de novo, eu faria escola.
01:15Eu me sinto como se eu estivesse saindo da escola.
01:17Eu tenho a mesma... Não tenho aquela coisa daquele ator que já se sente, sabe assim, realizado.
01:22Não, eu tenho... Estou feliz, acho que deu uma... No que eu apostei deu certo, na minha carreira, acho uma
01:29palavra muito forte.
01:31Mas eu queria... Eu tenho essa coisa, eu mantenho dentro de mim a minha... A minha criança, ela está viva,
01:37entendeu?
01:38Fora disso, eu não faria nada.
01:41Sabe, o que me mantém vivo é isso aí.
01:43Eu tenho essa crença sempre... É uma função minha.
01:46Por isso que eu aposto muito no humor.
01:48Eu gosto de fazer humor para levar alegria para as pessoas.
01:51Porque o brasileiro tem essa mania de apagar as crianças.
01:55Você tem que envelhecer, tem que ficar para baixo, tem que ficar triste.
01:59Não, eu só... A minha profissão é essa, é apostar nisso, na alegria.
02:03Então, quando eu recebo esse prêmio, é como se eu estivesse...
02:07Para mim, é o início de tudo, não é?
02:09Bacana. Tem pergunta aqui da nossa Geraldo Conexão, a senhorita aqui. Boa noite. Qual o seu nome?
02:13Boa noite, Edna.
02:15Eu queria saber, Neila, como começou a sua carreira na TV?
02:20Primeiro, meu nome não é Neila, é Neila.
02:23Aliás, isso é...
02:24Ney, respira e fala, Latorraca. Fala para mim.
02:28Ney.
02:29Isso, agora aprendeu.
02:31Então, fala todo mundo comigo. Ney.
02:32Ney.
02:33Respira, vai.
02:34Um, dois, três.
02:36Latorraca.
02:39As pessoas falam, mas eu brinco.
02:40Me chamam de Ari Latica, Ney Mato Grosso.
02:44As cartas de correio, entrega, devem vir um monte de nomes.
02:46Me chamam de Antônio, mas meu nome é Antônio mesmo.
02:49Antônio, Ney Latorraca.
02:50Ney, respira, Latorraca.
02:52Outro dia, alguém...
02:55Lati...
02:55Estava assim escrito.
02:56Lati Latorraca.
02:58Falei, isso é bom também, hein?
03:00O que interesse é que o nome existe.
03:02Esse começo, você foi filho...
03:04Edna, não é?
03:05Edna.
03:05Eu acho que eu comentei...
03:06Sua mãe também tem ligações com arte.
03:09Minha mãe trabalhou com o Grande Otelo, que é meu padrinho de batismo.
03:12Meu pai era cruner, também cantor de cassino.
03:16Então, sou filho único.
03:17Eu comecei já...
03:20Eu acho que, no meu caso, para poder sobreviver, eu já comecei a representar.
03:25Eu precisava, para ter material de colégio, comida na minha casa e tudo, eu tinha que representar.
03:35Então, desde os seis anos, comecei a fazer rádio, para ajudar em casa.
03:40Até uma coisa que...
03:41Genético, né?
03:42Na minha casa é genético.
03:44Eu não venho de nenhum programa de...
03:46Sou contra, mas eu não venho de programa de celebridade, não.
03:50Eu sou um ator brasileiro, autêntico.
03:52Você é...
03:54Vamos passar aí, geração década de 70, 80, 90 e anos 2000.
03:58A galera agora, talvez, está aprendendo a gostar de televisão, te assistindo, como
04:03Doutor Solano, no SOS Emergência.
04:04Mas você pega aí, Mederix, você pega Volpone, Keké, os personagens da TV Pirata, o Vlad.
04:14Quer dizer, você atravessou essa história da televisão com muitos personagens marcantes.
04:19Qual é o segredo de passar por esse veículo, televisão, com tantos personagens marcantes,
04:25não ficar marcado com uma coisa só, com um trabalho só, nas minisséries, nos programas
04:29especiais, nas novelas?
04:31Eu acho que eu sou...
04:32Eu tenho 66 anos de idade, 46 de carreira e 36 anos de TV Globo.
04:39Eu sou um ator que eu recebo, tenho um salário muito bom, ganho muito bem, para fazer aquilo
04:45que eu gosto dentro da empresa.
04:47Então, eu já fui galã, já fiz, eu queria cantar, tive um programa meu de dois anos
04:53cantando e dançando, Saudade, não tenho idade.
04:56Depois eu quis apostar na literatura adaptada, eu fiz Rabo de Saia, Anarquistas, Memórias
05:04do Gigolô, Grande Sertão.
05:07Depois eu achei que a TV Pirata, claro, tudo sendo convidado, mas uma coisa que nesse
05:10exercício sou eu, pelo Guelho Arraes, fiz a TV Pirata, que também, para mim sempre
05:14é um exercício, se eu achar que eu estou fazendo, vou me escalar para uma coisa que
05:19eu não quero fazer, eu não faço.
05:21Eu só faço aquilo, sempre foi assim, eu faço aquilo que eu quero, na hora que eu
05:26quero e com quem eu quero.
05:27É uma aposta que eu tenho da minha vida.
05:30É difícil você se manter no Brasil tendo essa coisa de...
05:34Mas a casa respeita isso, então, porque eu acho que você fazer sucesso, qualquer tipo,
05:43na profissão, numa relação de amigos, numa relação amorosa, é fácil.
05:48O difícil é você se manter.
05:51Tem gente que fala assim, ah, eu quero aparecer, eu quero fazer malhação, eu quero ser...
05:55Todo mundo...
05:55O neném agora já não fala mãe, mãe, quando nasce, ele fala assim, mas mãe, quero ser
06:00modelo e atriz.
06:01A criança já...
06:02Antigamente era jogador de futebol e Fórmula 1, agora são todos atores.
06:06Mas só que para você continuar e até o fim é difícil, né?
06:10Uma pergunta que surgiu aqui da nossa plateia foi em relação ao cinema, né?
06:14Você fez grandes filmes, Ópera do Malandro, Beijo no Asfalto, mas a pergunta é em relação
06:19assim, a produção de cinema aqui no Estado, que está começando a ganhar uma dimensão
06:23um pouco maior a nível nacional.
06:25Qual é a dica que você pode dar para o pessoal que está fazendo o audiovisual aqui no Espírito
06:28Santo?
06:29Eu acho que o mais importante é a ideia.
06:32Eu acredito na ideia.
06:34E você está cercado de pessoas que não sejam medíocres.
06:38Você tem que estar...
06:39Você pode ter muita verba e fazer um péssimo filme, entendeu?
06:43De repente você tem pouquíssimo, baixo orçamento e faz um filme genial.
06:46A ideia é o mais importante.
06:48E o clima de trabalho, por exemplo, aqui no estúdio, né?
06:50A gente está trabalhando.
06:51Tem aquilo.
06:51A partir desde os câmeras, o respeito que eles têm por mim, do que é um estúdio de
06:56televisão, aqui que nasce.
06:58Quando eu estou dentro de um set de filmagem, eu sempre acho que o motorista que me pega
07:04em casa, que me leva, passa pela maquiagem, entra no estúdio, o personagem está nascendo
07:09ali.
07:09A minha vida não é um monólogo.
07:11Você tem que ser bom naquilo que você faz.
07:14Um bom contador de histórias.
07:15É, é bom mesmo apostar.
07:17Acho que se cada brasileiro fizesse a sua parte, nós faríamos uma grande revolução
07:21no país.
07:23Eu acredito assim, para mim o cara que está me servindo, o garçom, é uma pessoa muito
07:29importante.
07:30O que me leva, o meu motorista, tem a mesma importância.
07:34Então, você tem que respeitar as pessoas, falar por favor, obrigado.
07:38Trabalha em equipe, né?
07:39Essa que é a verdade, equipe.
07:40Teve uma pergunta que a pessoa não quis se identificar, mas é uma dúvida da parte
07:44da banda, a minha também.
07:45Fala.
07:45Como é que é beijar a Ellen Roche no SOS Emergência?
07:50É bom a beça.
07:53Você sabe que a Ellen, quando ela foi, quando ela entra na Globo, a Globo é uma, é um lugar
08:00assim que você, para passar por ali, ela fez a primeira parte, né?
08:05Ela foi gravar lá e eu comentei, ela foi tão gentil, porque não adianta ser uma mulher
08:10bonita, a mulher bonita também tem vida curta.
08:12Porque ela pode ser bonita, ser exuberante, ser uma pessoa chata, agressiva, antipática,
08:20ter uma timidez que vem uma certa afronta.
08:24Não, ela é querida, ela é a rainha lá da...
08:27Eu acho que ela e Cláudia Arraia é um páreo duro.
08:29Ela é a rainha da técnica.
08:32Ela vai à conversa, todo mundo beija as pessoas, então fica todo mundo...
08:36Eu fui gravar uma cena com ela, que eu estou pintando, e ela está sentada assim,
08:40só com o Babydoll, quando eu olhei assim, do lado que ela estava, tinha uns 100 homens
08:45assim, parados aqui, assim, ela virava assim para a marca, eles faziam assim, passavam para
08:51cá.
08:51Aí ia junto, né?
08:52Aí uma hora o diretor falou, o Maurinho falou, quer sair, rapa fora, você é todo mundo.
08:56Você falou do humor, de como o humor é importante para o Brasil, o que você acha dessa onda
09:00que você tem?
09:01O SOS Emergência, a Globo tem outros programas relacionados ao humor, na TV a cabo está cheio
09:05de programa especial de humor, tem os humoristas de stand-up comedy que estão fazendo sucesso
09:10no Brasil inteiro.
09:11O que você deve a esse sucesso agora do humor?
09:15Eu acho que o humor é uma arma, né?
09:18É uma maneira de você...
09:19Você pode fazer uma grande...
09:21A palavra que eu vou falar de forte, que eu acho...
09:24Dizer grandes verdades através do humor.
09:27Então é bom ter esse movimento.
09:29E com os jovens, né?
09:31É óbvio que a gente ficaria aqui.
09:32Eu também.
09:33Tenho a noite toda com essa banda maravilhosa, esse público dos Neylas.
09:40Vou processar essa moça aí, vou acabar com a vida dela, vou arrancar tudo, pegar um
09:45bom advogado, acabar com a...
09:46Vem cá, aqui tem mosquito, por isso tem aquela raquete ali, né?
09:49É, aqui é?
09:50Eu tenho na minha casa, fica assim.
09:52Mosquitinhos eles invadem aqui, pode botar ar-condicionado para o que for, mas...
09:55São meus fãs também, né?
09:56Eles passaram assim...
09:58A gente passaria horas aqui conversando com o Ney Latorraca.
10:00Ney, respira.
10:03Latorraca.
10:04Mas o Ney está cheio de compromisso aqui no Espírito Santo, vai ser homenageado no
10:07Vitória Cine Vídeo.
10:08A gente agradece a organização do Vitória Cine Vídeo, a Lúcia Carlos, Beatriz Lindenberg,
10:12toda a turma lá que está fazendo esse festival.
10:13Você que é um homem inteligente, um galã, né?
10:17Não, não, que não, estou longe.
10:18E simpático.
10:20Obrigado, a família, a equipe agradece, todo mundo aqui.
10:22A equipe é maravilhosa também.
10:23Eu nunca vi tanta gente bonita na minha vida como dentro desse estúdio.
10:27E a gente agradece...
10:28Equipe, a banda e o público, gente linda.
10:30Que maravilha.
10:31Fausto.
10:31Esse é Ney Latorraca, recebendo as formas da nossa galera aqui.
10:36Aí.
10:36Obrigado.
10:38Prazer.
10:41Levantando aqui.
10:42Deixa eu falar com ela aqui, dar um beijo na...
10:44Vem cá, vem cá.
10:46A Ney Latorraca.
10:48O beijo de Ney Latorraca.
10:51Obrigado, Ney.
10:52Até a próxima.
10:53Seja sempre bem-vindo aqui no Conexão Geral.
10:55Que honra aí, meus amigos.
10:57Ney Latorraca aqui no Conexão Geral.
10:58Ah, graças.
11:01Aham.
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