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  • há 4 semanas
Atriz contou detalhes para HZ sobre o longa e revelou curiosidades dos bastidores

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Transcrição
00:00Esse filme fala de respeito, fala de amor, fala de amizade, fala de união.
00:04É um filme muito lindo, as pessoas vão se divertir muito,
00:07acredito que vão chorar, mas vão sair dali sabendo o que é o amor,
00:11o que é amizade, o que é parceria,
00:12que eu acho que é isso que vale e isso que a gente precisa no nosso mundo.
00:16Como que foi pra você fazer essa personagem que dialoga com uma realidade muito viva hoje?
00:22Então, às vezes, ao mesmo tempo que muitas mulheres querem casar, tem esse desejo.
00:26Eu tinha lá atrás, quando eu casei de noiva, tudo isso,
00:29eu tinha esse desejo e essa vontade.
00:31Ao mesmo tempo que a gente quer, a gente quer fazer isso,
00:33hoje em dia tá muito difícil o mercado sentimental, o mercado do casamento.
00:37Tá muito difícil a gente encontrar a nossa cara metade,
00:40uma pessoa honesta, uma pessoa que seja verdadeira,
00:43uma pessoa que seja parceira ou parceira.
00:47Então, eu acho que a Neide, o que ela teve naquele momento foi medo.
00:51Porque, assim, ela criou dois filhos, ela foi casada com o marido,
00:53que acho que era molerengo, não tinha tanta responsabilidade, não sei ainda.
00:59Eu esqueci do primeiro filme, mas, assim, agora ela tinha medo de casar com esse cara,
01:04ela acabou de... os filhos dela acabaram de ir embora, ela criou dois meninos,
01:08ela tava abrindo outro salão.
01:09Então, o medo, mesmo tempo que ela queria, ela amava, ela ama esse homem,
01:14a Neide também, ela é um pouco ogra.
01:16E, às vezes, quando a mulher sofre, ela cria uma casca que, realmente, agora eu não preciso de ninguém.
01:22Eu tenho minha vida, eu tenho meu salário, eu tenho minha casa.
01:25Então, eu vou usar o homem como objeto sexual, como muitos homens fazem isso com as mulheres,
01:30que isso já é uma coisa deles, não é nossa.
01:32Que agora a mulherada quer usar e tá tudo bem também, porque direitos são iguais.
01:37Bom, e como é que foi trabalhar com esse elenco incrível, né?
01:39Ela em casa, Luiz Miranda, a Fafi...
01:43Diversão total.
01:44Eu ria do início ao fim, a gente se divertia, a gente tinha uma coxia,
01:47a gente ria, a gente chorava, a gente contava nossas experiências.
01:50E aquele grupo ali foi muito bom, porque a gente teve acolhimento de vários momentos,
01:55de várias histórias.
01:57Cacau, falar, assim, de cinema brasileiro é falar de comédia, é falar de humor,
02:02é falar de Cacau Prutazzo.
02:04E eu queria entender um pouco sobre hoje, né?
02:07Qual que é a importância de se continuar fazendo comédia,
02:11continuar insistindo em filmes como A Sogra Perfeita?
02:15A gente precisa levar o riso.
02:17A gente passou há dois anos, três anos atrás, eu não lembro, a pandemia,
02:20e quem salvou o mundo foi Deus, o SUS e a comédia, o streaming, o cinema.
02:28E quando as pessoas perguntam qual é a sua profissão,
02:30eu sempre falo, eu sou médica e sou atriz.
02:32Ah, você é médica mesmo?
02:33Eu falo, eu sou médica do riso.
02:34Porque realmente a comédia, a risada, o cinema salva.
02:40Já o meu amigo saudoso, que hoje não está mais aqui nesse plano,
02:43ele falou que rir é um ato de resistência.
02:44Então a gente resiste.
02:46A gente está aqui para trazer alegria, para trazer verdade.
02:49Que ao mesmo tempo que a nossa arte, que a nossa comédia, ela traz risada,
02:53ela traz também reflexão e ensinamento.
02:55Então eu sou feliz e orgulhosa.
02:57Agradeço a Deus diariamente por ele me dar esse dom aqui na Terra,
03:01de ser uma atriz, comediante, que eu consigo levar risada e emocionar ao mesmo tempo.
03:06Mas ainda é um desafio de levar as pessoas para o cinema ou as pessoas...
03:10A gente necessita muito.
03:12Hoje mesmo eu estava falando com os amigos meus, que assim, em Londres...
03:15Não, Londres não, Nova York, que não é cinema, é teatro.
03:19As pessoas vão assistir os espetáculos lá, ela sai de uma loja com sacola do mercado,
03:24ela entra com aquela roupa, com aquela sacola e ela vai para o teatro,
03:30com sacola de mercado, com sacola de roupa.
03:32E aqui no Brasil a gente não tem essa cultura.
03:35A gente se arruma para...
03:36Então a gente devia fazer isso, sair do trabalho, do dia...
03:38Ah, fui na feira, hoje está passando, vou entrar e vou assistir.
03:40Vai para o cinema sem medo.
03:41E a gente precisa.
03:42As duas primeiras semanas do filme, quando ele lança, é primordial.
03:47Ali é que a gente vai ver se vai dar certo ou não.
03:50E a gente precisa que é para o filme ficar mais tempo,
03:52a gente ganhar dinheiro, pagar nas suas contas e empregar milhões de pessoas.
03:56Quando você vai ao cinema, quando você assiste um cinema, uma novela, um teatro,
03:59as pessoas se identificam, se identificam.
04:01E isso faz com que dê certo.
04:03Eu acho que falta às vezes, ou o que a gente precisa é identificação.
04:06Mas a gente precisa da oportunidade da população ir lá assistir
04:10para ver que está dando certo, a gente está no caminho
04:12e para a gente continuar a dar essa caminhada.
04:14Alô, Espírito Santo, eu conto com todos vocês.
04:16dia 11 de setembro, em todos os cinemas do Brasil.
04:19Para assistir o quê?
04:20A Sogra Perfeita 2.
04:22Eu espero vocês.
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