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  • há 4 semanas
No novo episódio do EstúdioCast, o gerente de P&D da Suzano, Diogo Strapasson conversa sobre a história da empresa e o que a marca espera para o futuro

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00:15Oi pra você de casa, seja muito bem-vindo a mais um Estúdio Cash.
00:19Hoje a gente vai trocar uma ideia super legal com um parceiro da casa
00:22que tem um papel muito importante na inovação, na economia e no setor industrial global.
00:27E que em 2024 completa incríveis 100 anos de história.
00:32Inclusive a frase, uma startup de 100 anos, é que vai nortear um pouco do nosso papo aqui hoje.
00:37Bom, depois dessas pistas já deu pra entender mais ou menos quem tá aqui comigo hoje, né?
00:40É claro que é a Suzana, uma das líderes globais do setor de papel e celulose.
00:44Mas se engana quem acha que é só isso, tá?
00:46Mas já já a gente já te conta isso.
00:48E eu disse a gente porque eu tô muito bem acompanhado aqui hoje
00:50do gerente de P&D da Suzana, o Diego Strapasson.
00:53Diego, mais uma vez muito obrigado, meu querido.
00:55E acho que a gente tem um bom papo pra trocar aqui hoje.
00:58Agradeço muito aí o convite, a satisfação de estar aqui falando com vocês.
01:02Espero que esses minutinhos de conversa aí gerem bastante valor pra toda a comunidade que tá assistindo a gente.
01:08Ó, pelo convite, já deu pra ver que ele não é...
01:10Você não é capixaba, né?
01:11Não, não.
01:11Sou do Paraná.
01:12Do Paraná?
01:12Curitiba, Paraná.
01:13Atleticano?
01:14Atleticano, com certeza.
01:15Tudo bem, tá?
01:16Estamos entre rubro-negros aqui, mas vambora.
01:19Diogo, antes da gente entrar de vez no papo,
01:20eu costumo nortear quem tá assistindo a gente,
01:23que às vezes caiu o videocast,
01:25ou às vezes se interessou pelo videocast,
01:27mas não entende um pouco da Suzana.
01:28Então, eu queria que você contasse de como a Suzana atua
01:31e qual é a sua função lá dentro da Suzana.
01:33Correto.
01:33Então, atualmente eu estou como gerente de pesquisa e desenvolvimento,
01:38atribuição principal, né, de desenvolvimento de processos e novas tecnologias
01:42pra produção de celulose e também desenvolvimento de novos produtos, né, de celulose.
01:49A Suzano, por mais que ela seja hoje a líder global, né, em produção de celulose,
01:55nem sempre todo mundo conhece a Suzano e não vê onde que nós estamos inseridos.
01:59A gente tá aqui pra isso hoje, hein?
02:01Então, a Suzano, hoje, né, é a maior produtora mundial,
02:07é uma empresa que foi fundada em 1924,
02:11então fizemos 100 anos recentemente.
02:13É uma empresa que foi fundada, né, por um imigrante ucraniano,
02:20que chegou aqui no Brasil em 1920,
02:22e aqui ele viu, né, uma terra promissora aqui pra empreender
02:26e pra trazer um negócio aqui de sucesso.
02:30Hoje nós somos aí 50, quase 50 mil pessoas, entre próprios e terceiros, né,
02:35então temos uma equipe bem grande, várias especialidades, né,
02:41estamos em vários estados do país, temos 12 fábricas no país,
02:46estimamos aí que nós estamos atendendo atualmente com os nossos produtos
02:50algo em torno de 100 países e mais de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo.
02:54Então, nós estamos aí na casa de muitas pessoas aí no mundo afora, né?
02:58Sobre isso que eu queria falar.
03:00A celulose tá no nosso dia a dia, tá presente no nosso dia a dia.
03:04E pra vocês, qual a importância de estar, assim, em tantos lares no mundo todo?
03:09É, pra nós é uma honra, né, estarmos em tantos lares e uma responsabilidade, né?
03:15É muito importante, né, todo, a nossa, nós temos uma preocupação muito grande, né,
03:21em termos da segurança oferecida pelos nossos produtos, né,
03:23então quando a gente entra na casa de alguém, a gente tem que entrar com responsabilidade, né?
03:27Então, o Suzano hoje, né, pratica todas as boas práticas de fabricação,
03:33segue, arrisca, né, todos os nossos regulatórios, né,
03:36todas as questões de segurança de produto, né,
03:40e também temos uma preocupação muito grande de que o produto que nós geramos,
03:46ele gere também um impacto positivo na sociedade.
03:49Então, desde a preocupação, né, de que a nossa matéria-prima vir de uma floresta plantada, né,
03:55uma base renovável, responsável, né,
03:57até a preocupação de como que nós produzimos, né, os nossos produtos, né,
04:01quais as formas que nós produzimos,
04:03qual que é a fonte de energia que nós aplicamos, né,
04:06quais são os químicos que nós utilizamos em nosso processo, né,
04:10toda a questão logística, né, responsável, né,
04:13pra que chegue na casa do consumidor um produto,
04:15que ele seja seguro e que ele seja, tenha também uma,
04:20seja eco-friendly, né, que ele seja amigo do meio ambiente também.
04:23Você tocou em pontos importantes que a gente vai abordar hoje,
04:27que é a sustentabilidade, que é a logística, que é a economia.
04:30Entrando um pouco nesse termo da economia,
04:33o setor de celulose representa muito na economia nacional,
04:36quanto global, assim.
04:37Vocês são referência global, isso é muito importante.
04:40Qual o impacto econômico dá a Suzano aqui no Espírito Santo
04:43em termos de geração de emprego e de PIB, por exemplo?
04:46A Suzano está no Espírito Santo desde a década de 60, né,
04:50Nós temos uma fábrica em Aracruz,
04:53em volume expressivo de produção,
04:55uma fábrica pioneira em inovação no Estado,
04:58temos uma fábrica em Cachoeiro,
05:00centros de distribuição pelo Estado, né,
05:02e hoje a gente corresponde aproximadamente 40%
05:05do PIB do agronegócio do Estado do Espírito Santo, né,
05:09sendo aí o segundo produto mais exportado no Estado.
05:14E como a gente tinha falado antes,
05:16a gente falou isso, acho que o videocast deve ter uns 5 minutos,
05:18a gente falou isso umas 4, 5 vezes também,
05:20sobre como vocês são líderes globais no setor de papel celulose.
05:24Isso é fruto de um trabalho que completa, em 2024, 100 anos.
05:29Cara, o que é preciso para chegar até onde a Suzano chegou hoje?
05:33Quando nós olhamos para essa história de 100 anos,
05:36a gente não pode esquecer de olhar para a fundação da empresa, né,
05:40quem fundou, quais eram os princípios dos fundadores, né,
05:43e nós encontramos, né, tanto nos fundadores,
05:46quanto nas outras gerações que vieram após o nosso fundador Leon Pfeffer, né,
05:52já estamos na quarta geração já da família, né,
05:55que participa ativamente da empresa, dentro do conselho, né.
05:58Bacana.
05:59Mas o que a gente vê, assim, é uma história de empreendedorismo,
06:02é uma história de coragem, né,
06:04e um termo que a gente usa bastante é antifragilidade.
06:08Ou seja, o mundo mudou nesses 100 anos,
06:11o Brasil passou por várias situações,
06:14economia às vezes melhor, às vezes pior,
06:17dólar alto, dólar baixo, inflação alta, inflação baixa.
06:20Loucura de Brasil.
06:21E mesmo assim, a empresa permaneceu, né.
06:24Então, a antifragilidade é justamente como que a gente reage ao meio, né,
06:30essas dificuldades que o meio coloca, né.
06:32Então, a Suzana, ela conseguiu aprender com essas dificuldades
06:35e se tornou cada vez melhor e maior, né.
06:38Você tocou num ponto que eu acho que é muito importante,
06:40sobre inovação.
06:42Uma empresa que inova há 100 anos,
06:45a gente fala dessa frase de startup de 100 anos,
06:47uma empresa que inova há 100 anos.
06:49Cara, quais são as estratégias, quais são os desenvolvimentos,
06:52as iniciativas de inovação que a Suzana tem feito durante esses 100 anos?
06:57A história é longa, né.
06:58Como eu comentei, a fundação foi em 24 e no início era uma visão
07:04muito mais de comercialização, né, de produtos, né, de papel.
07:10Havia muita importação e comercialização no mercado nacional.
07:14E o nosso fundador, na época, ele visualizou, né,
07:17uma oportunidade de aumentar o negócio,
07:19incrementar o negócio dele.
07:21Na década de 40, com muito esforço, né, muito suor,
07:25ele montou, né, abriu, levantou a primeira fábrica, né, do grupo, né.
07:31Uma fábrica que, a princípio, importava matéria-prima de fora.
07:35Antigamente, a matéria-prima disponível era o pinus, né,
07:38uma fibra que a gente chama de fibra longa, né.
07:41Desculpa, é pinus?
07:42Pinus.
07:42É uma espécie, né, de árvore,
07:45que é mais típica, né, de regiões temperadas, mais frias, né.
07:49E nós importávamos, então, essa matéria-prima
07:52e isso não nos deixava numa condição de competitividade, né.
07:57Então, foi nesse período que o Leon Pfeffer, né,
08:03visualizou a necessidade de a gente buscar
08:04alguma fonte de matéria-prima nacional.
08:08E, na década de 50, o Max Pfeffer, né,
08:11filho do Leon,
08:13esteve até, foi até a Universidade da Flórida,
08:15onde ele realizou, né,
08:17uma pesquisa junto com pesquisadores locais dos Estados Unidos,
08:21entenderam que eucalipto seria uma cultura
08:23que seria muito adaptada ao Brasil,
08:26que teria grandes perspectivas, né.
08:29E ali já começou essa frente de inovação da Suzano.
08:32Então, apostar no eucalipto, né,
08:37domesticar ele, né,
08:38trazer ele para o Brasil,
08:39adaptar ele ao Brasil, né.
08:41E isso foi o primeiro, assim,
08:44grande case de inovação da Suzano, né.
08:46Então, foram anos ali de aprendizado com eucalipto, né.
08:51A Suzano foi pioneira, né,
08:53Suzano e Aracruz aqui,
08:54no Estado do Espírito Santo,
08:56foram pioneiros ali no desenvolvimento de clonagem,
08:59no melhoramento genético, né, do eucalipto,
09:02para que ele se adapte ao solo brasileiro,
09:05ao clima brasileiro.
09:06Cara, que bacana.
09:06E tenha a melhor produtividade,
09:08a máxima produtividade possível, né.
09:11Então, só ali já foi um grande avanço.
09:15Aprendemos a usar o eucalipto da melhor maneira possível, né.
09:17Então, os produtos de papel da Suzano,
09:19hoje, são 100% eucalipto.
09:22O mundo usa ao redor de 40%
09:25na composição, né, do papel.
09:27E a Suzano, de forma inovadora,
09:30ela já produz papéis com 100% de eucalipto.
09:33Então, isso é um grande diferencial, né.
09:36Fora isso, né, tem toda...
09:38Tem todo um esforço, né, da Suzano
09:40em entender quais os outros produtos
09:42que a gente pode produzir
09:43a partir da nossa base renovável do eucalipto, né.
09:46E isso vem gerando um diferencial competitivo absurdo, né,
09:49para a Suzano,
09:51pois o eucalipto é uma fonte, né,
09:54que tem um ciclo, né,
09:55uma produtividade bem interessante, né.
09:58Então, a área demandada
09:59para produzir celulose papel é muito menor
10:02do que as áreas que são utilizadas
10:04pelos nossos concorrentes, mundo afora.
10:06Então, para você ter ideia,
10:08a gente fala que o tempo, né,
10:10para você cortar o eucalipto hoje
10:12é em torno de 6 a 7 anos, né,
10:14quando nós temos concorrentes
10:15que cortam com 35, 70 anos, né.
10:18Caraca.
10:18Então, a área que eles precisam
10:20é muito maior do que a área
10:21que a Suzano aplica
10:22para produzir celulose.
10:24Isso vem de muita pesquisa e inovação,
10:26tanto na área florestal,
10:28quanto industrial, né.
10:29Diogo, você é o gerente
10:30do setor de pesquisa e desenvolvimento
10:32da Suzano.
10:32Para quem não sabe,
10:33P&D, pesquisa e desenvolvimento.
10:35E é de lá que saem os novos produtos.
10:37Quais são esses últimos avanços,
10:39esses novos produtos
10:40que têm saído do seu setor?
10:43É, a Suzano, ela atua
10:45em alguns segmentos específicos
10:47do mercado hoje, né.
10:49Então, nós estamos no mercado
10:50de celulose, papel,
10:54bens de consumo
10:56e uma frente também
10:57que nós chamamos aqui
10:58de novos negócios, né.
11:00Então, no setor de celulose,
11:02hoje a nossa celulose,
11:04ela é fornecida
11:06para as marcas mais reconhecidas
11:08a nível global.
11:09Então, temos aí
11:11contratos exclusivos, né,
11:13com alguns clientes.
11:14Então, isso mostra, né,
11:15o potencial inovador
11:17e de qualidade
11:17da nossa linha de celulose.
11:20Temos aí uma diversidade
11:22de produtos, né,
11:23com características específicas
11:26para atender o mercado,
11:27tanto do ponto de vista
11:28de alvura,
11:29vamos imaginar a coloração.
11:31Alvura, desculpa?
11:32Alvura é uma propriedade
11:34que é medida da celulose.
11:36Entenda que quanto maior
11:37essa alvura,
11:39mais branca ela é.
11:40Entendi, ok.
11:41Quanto menor, mais escura.
11:42Acho que deu para entender, né?
11:44Deu para pegar
11:45quem está aí de casa.
11:46Então, essa é uma das propriedades,
11:48as propriedades de resistência
11:50da celulose, né.
11:51Então, quanto ela suporta
11:52de esforços, né,
11:56propriedades relacionadas
11:57a porosidade,
11:58a absorção.
11:59Então, a gente tem
11:59uma linha grande
12:01de produtos com esse foco.
12:02Na linha de papéis,
12:04temos alguns desenvolvimentos
12:06que o mercado conhece, né?
12:07Então, algumas marcas
12:07da Suzano, né?
12:08Papel Report, né?
12:10Que está aí na casa
12:11das pessoas, né?
12:12Papel de imprimir e escrever.
12:14É um desenvolvimento Suzano.
12:16Hoje temos também
12:17vários níveis aí de alvura,
12:19como eu comecei agora há pouco,
12:20do Papel Report,
12:22Papel de imprimir e escrever.
12:24Estamos aí com desenvolvimentos, né,
12:28em papel para copos descartáveis,
12:30papel para canudo descartável.
12:32Temos produtos ali para sacos, né,
12:36de papel, muito usado aí
12:38pelas pessoas, né,
12:40nos mercados e no comércio.
12:42Temos também desenvolvimentos
12:44na parte de embalagens flexíveis, né?
12:45Então, hoje, as embalagens flexíveis
12:47são geralmente compostas
12:49por polímeros de origem fóssil, né?
12:51São plásticos de origem fóssil
12:53e os desenvolvimentos buscam
12:55substituir, né?
12:56Essa matriz ali fóssil
12:58que não é renovável
12:59por produtos de papel, né?
13:01Que tem um apelo ambiental
13:02muito superior, né?
13:05E nos segmentos de bens de consumo, né?
13:07O que é esse segmento?
13:09Quais os produtos que nós temos, né?
13:11E aí vocês vão identificar
13:12aí nas suas casas,
13:14na dispensa, aí,
13:15esses produtos, né?
13:16Então, a marca Mimo
13:17é uma marca da Suzano.
13:19A marca Neve, hoje,
13:20é uma marca da Suzano.
13:22O Scala, né?
13:23Que é um papel toalha,
13:24também é uma marca da Suzano.
13:26E hoje a Suzano tem o...
13:28É líder no mercado
13:29de papel tixo,
13:31que é o papel,
13:32vamos dizer assim,
13:32o higiênico, né?
13:33Ah, é.
13:34Que é o mais conhecido
13:36como papel higiênico.
13:37Então, a Suzano é líder
13:38nesse segmento
13:39no mercado nacional.
13:40E, por último, né?
13:41Que eu comentei
13:42os novos negócios, né?
13:44Então, nós temos uma meta
13:46bem desafiadora
13:47e até 2030
13:49colocar mais 10 milhões
13:51de toneladas
13:51de produtos
13:52de origem renovável
13:53no mercado.
13:55E posso citar aqui
13:56pelo menos
13:57dois produtos
13:58que estão
13:59num nível mais avançado
14:00de maturidade tecnológica.
14:02Um é a lignina.
14:03Então, a lignina
14:04é um componente
14:05da árvore, né?
14:06Faz parte da composição
14:07química da árvore.
14:08E é uma macromolécula
14:10super complexa
14:12e a cada dia
14:13a gente descobre
14:13mais aplicações
14:14para ela.
14:16E nós temos
14:17uma produção comercial
14:18em São Paulo
14:19e essa produção
14:21é destinada
14:21a várias aplicações.
14:23Então, tem a aplicação
14:24desde o uso
14:26na indústria da borracha,
14:28tem o uso
14:29na indústria de cosméticos,
14:30temos o uso
14:31na produção
14:32de painéis de madeira
14:35como resina,
14:36substituto de resinas fósseis.
14:38Então, são aplicações
14:39as mais diversas.
14:40Ela substitui também
14:41embalagens plásticas
14:42em algumas aplicações.
14:43e temos a celulose
14:45microfibrilada
14:46que é um desenvolvimento
14:48aqui,
14:49que nasceu aqui
14:50no Espírito Santo,
14:51no nosso centro
14:52de tecnologia
14:53em Aracruz
14:53e que também
14:55tem uma infinidade
14:56de usos, né?
14:57Para citar um deles,
14:59a celulose microfibrilada
15:00hoje é usada
15:01para a produção
15:02de tecidos,
15:04fibras, né?
15:05Textas
15:06para produzir roupas, né?
15:07Então, nós temos
15:08uma produção
15:09hoje,
15:10uma fábrica
15:11na Finlândia,
15:13que é uma
15:14joint venture
15:14entre a Udspin
15:15e a Suzano
15:16que formou
15:16uma empresa
15:17chamada Spinova.
15:18Então, a Spinova
15:19hoje produz roupas,
15:21tecidos
15:22a partir
15:22da celulose
15:24microfibrilada.
15:25Então, assim,
15:26a Suzano
15:26está na casa
15:27das pessoas
15:27e talvez
15:28elas não sabiam,
15:29mas agora
15:29elas estão sabendo.
15:30Correto?
15:31e está
15:32já vestindo
15:33as pessoas
15:34em alguns locais
15:35do mundo.
15:36E, Diogo, assim,
15:37para inovar hoje
15:38não tem como
15:39não falar
15:39de meio ambiente
15:40e de sustentabilidade.
15:41Então, assim,
15:42quais são as estratégias
15:44ou quais são
15:44as inovações
15:45que a Suzano
15:45tem feito
15:46para juntar mais,
15:48para andar
15:48de mãos dadas
15:49com o meio ambiente?
15:50Perfeito.
15:51Essa é uma pergunta
15:52que é muito importante
15:54para nós.
15:57A sustentabilidade
15:59é um ponto
16:00que a Suzano
16:00investe bastante
16:01e acredita muito
16:02desde o início
16:03da história
16:04da Suzano.
16:05Então, eu vou citar
16:06alguns pontos
16:07que são importantes
16:08nessa questão.
16:09Acho que o primeiro ponto,
16:11a indústria nacional,
16:13a indústria
16:13de celulose papel,
16:15a indústria florestal
16:17brasileira,
16:17ela é muito inovadora
16:18em um sentido.
16:21Nós produzimos
16:22produtos
16:23a partir da floresta
16:24plantada,
16:26mas temos mantido
16:28a floresta nativa.
16:30Então, isso hoje
16:31no mundo
16:31não tem empresas
16:32que fazem isso.
16:33Isso é um diferencial
16:34do Brasil.
16:35Então, vou dar um exemplo.
16:37A Suzano hoje,
16:38de toda a área
16:39que a Suzano tem,
16:40que são mais
16:41de 2 milhões de hectares,
16:43entre 40% e 50%
16:44é mantido preservado.
16:46Então, a Suzano
16:47mantém a floresta nativa.
16:49Isso é
16:52o comportamento,
16:53a gente vê
16:53esse comportamento
16:54similar nas outras
16:54empresas brasileiras
16:56também,
16:56que tem essa
16:56mesma responsabilidade.
16:59produzir,
16:59mas olhando
17:00para o meio ambiente.
17:01Um outro aspecto
17:02importante
17:03é a fonte
17:04de energia
17:05das nossas fábricas.
17:06Então,
17:07as fábricas
17:09aqui no Brasil,
17:10as fábricas da Suzano,
17:11que são fábricas
17:12modernas,
17:14elas hoje
17:15geram mais
17:16de 90%
17:17da energia
17:17que ela consola
17:18e de uma fonte
17:20renovável.
17:22Então,
17:22durante o processo
17:23de fabricação
17:23da celulose,
17:24nós temos
17:25uma das correntes
17:26que ela tem
17:26um poder calorífico
17:27importante
17:28e ela é queimada
17:28em caldeiras,
17:29a gente chama
17:29de caldeiras
17:30de recuperação
17:31e nessas caldeiras
17:33é gerado vapor
17:34que aciona uma turbina
17:36e gera energia elétrica
17:37para a fábrica.
17:37Tudo reaproveitado.
17:39Tudo reaproveitado.
17:40E não só para a fábrica,
17:41mas a gente coloca
17:41a energia renovável
17:42no grid de energia também.
17:44Grid de energia,
17:44desculpa?
17:45Que é?
17:45Nas centrais
17:46de distribuição.
17:47Ah, entendi.
17:48Então,
17:49muitas pessoas
17:50estão recebendo energia
17:51de fábricas da Suzano
17:52em suas casas,
17:53que são geradas
17:54a partir da madeira.
17:55Então,
17:56esse é o segundo
17:57fator de diferenciação
17:59e sustentabilidade,
18:00que é a energia.
18:01E outros fatores
18:02que a gente pode citar,
18:04uma preocupação
18:05muito grande
18:06na eficiência
18:06da conversão
18:07de madeira
18:08em celulose.
18:09Então,
18:09quanto mais eficiente
18:10a gente transforma
18:11a madeira
18:12em celulose,
18:13quanto menos madeira
18:14eu usar
18:15para produzir
18:15uma tonelada
18:16de celulose,
18:17menos ar
18:18eu preciso plantar,
18:19são menos caminhões
18:20que trafegam,
18:21que aí poluem,
18:22podem poluir
18:22com as emissões,
18:24menos químicos
18:25que são utilizados
18:26e com isso
18:27toda a cadeia
18:27é beneficiada.
18:29Então,
18:29essas inovações
18:30estão presentes
18:32na história
18:32do setor
18:33de celulose
18:34e papel
18:34no Brasil.
18:35A Suzana
18:36também é pioneira
18:37nesse contexto
18:38e que faz
18:40o nosso mercado,
18:41a nossa celulose,
18:42hoje,
18:42uma das mais
18:42competitivas do mundo.
18:44Então,
18:45além dos custos
18:46de produção
18:47no Brasil
18:47serem os menores
18:48do mundo,
18:49nós hoje
18:50somos reconhecidos
18:51como as empresas
18:53mais sustentáveis
18:53do mundo.
18:54Muito pela
18:55essa história
18:55de preservação,
18:58de manutenção
18:59da floresta nativa,
19:01conexão de biomas
19:02através de corredores
19:03ecológicos,
19:04então,
19:05nós ligamos
19:06biomas
19:07através
19:08de iniciativas
19:09nossas
19:10de recuperação
19:12e de conexão
19:13de biomas.
19:14E nós temos
19:15também
19:17investimentos
19:17na área
19:18de logística.
19:19Então,
19:20para nós
19:21é muito importante
19:22que nós consigamos
19:23transportar
19:24o máximo possível
19:25de madeira
19:26no mesmo caminhão
19:28de forma que
19:28tenhamos menos viagens,
19:30com menos viagens
19:31os impactos ambientais
19:33são menores
19:33e também temos
19:35muito desenvolvimento
19:36relacionado
19:37à substituição
19:37dos combustíveis fósseis
19:39dos caminhões
19:39por outras fontes
19:41de energia.
19:42É o exemplo
19:42aqui de um desenvolvimento
19:43que a gente tem
19:44aqui no Estado
19:44com a Lume Robótica,
19:46no desenvolvimento
19:47de caminhões elétricos,
19:49caminhões autônomos.
19:50Então,
19:51isso deve mudar
19:52bastante,
19:53deve melhorar
19:53ainda mais
19:54essa perspectiva
19:57sustentável
19:58da Suzana.
19:58Que bacana.
19:59Falando sobre
20:00caminhões elétricos,
20:01eu tinha até
20:01separado um dado
20:02que vou até ler
20:02o dado para vocês.
20:04Na categoria
20:04de veículos pesados
20:05que reúnem caminhões
20:06e ônibus,
20:07as vendas são chamadas
20:08de novas tecnologias
20:09de propulsão
20:09que podem representar
20:1160% de todo
20:12o mercado
20:13de veículos
20:13de tecnologias
20:16da propulsão
20:16em 2040 já.
20:18Em aplicações
20:19como ônibus urbanos,
20:20por exemplo,
20:21as versões elétricas
20:22podem ultrapassar
20:2350% já em 2035.
20:25Então,
20:26a sustentabilidade
20:27é uma coisa
20:27que está no DNA
20:28da Suzano
20:28e também é inovação.
20:30Correto?
20:30Correto.
20:31Sem dúvida.
20:32Inclusive,
20:32nós temos desenvolvimentos
20:34também de biocombustíveis
20:35a partir da nossa floresta.
20:37Também pode ser
20:38uma solução interessante
20:39para o mercado.
20:40E vários componentes
20:42dos carros,
20:42dos veículos hoje,
20:44têm a possibilidade
20:45de serem produzidas
20:45a partir da árvore.
20:47Que bacana.
20:47Então,
20:48vários químicos,
20:49vários compósitos,
20:50vários polímeros
20:52que vêm da celulose
20:54podem ser utilizados
20:55para fabricar
20:56os componentes
20:56do carro.
20:58Que bacana.
20:59Diogo,
21:00desde 2017,
21:00o Brasil é o maior
21:01produtor de celulose
21:02do planeta.
21:03A gente estava falando
21:04um pouco sobre isso.
21:05E eu queria te perguntar
21:06sobre como que a Suzano
21:07aproveita as vantagens
21:08competitivas aqui do Brasil
21:09para se destacar
21:11nesse mercado global.
21:11O Brasil é um país gigantesco,
21:14com várias oportunidades,
21:17tem vários benefícios
21:18aqui no Brasil.
21:19Temos regiões
21:20com climas muito favoráveis
21:22para a produção agrícola,
21:23produção florestal.
21:24Então,
21:25isso é um diferencial competitivo
21:26que eu posso citar.
21:28Desde que foi introduzido
21:30o eucalipto no Brasil
21:32na década de 60,
21:34década de 50,
21:36nós experimentamos
21:37um aumento
21:38de produtividade expressiva
21:40do eucalipto.
21:40Hoje,
21:41posso dizer que foi
21:42mais que o dobro
21:43que nós aumentamos
21:43a produtividade
21:44da floresta do eucalipto
21:46no Brasil.
21:47Então,
21:47com certeza,
21:48isso gera um diferencial
21:49competitivo
21:50muito importante
21:51para a Suzano.
21:53O principal elemento
21:55do custo
21:56da celulose
21:57é a matéria-prima.
21:58E nós temos hoje
21:59uma matéria-prima
22:00que é
22:00uma matéria-prima
22:01bem disponível,
22:03está bem ambientada
22:04ao Brasil
22:05e com produtividades
22:06excelentes
22:07que trazem o custo
22:08lá para baixo
22:08e nos trazem competitividade.
22:10Já que a gente está
22:11falando de expansão,
22:13vou puxar um pouco
22:13de futuro também
22:14e caminhando
22:15para o nosso final também.
22:17Quais são os planos
22:19para os próximos
22:20100 anos
22:20dessa startup inovadora?
22:22Os planos são muitos.
22:24Tem muitos planos.
22:26Nos próximos 100 anos,
22:28o mundo está mudando
22:29muito rápido.
22:30Então,
22:30é difícil entender
22:31como o mundo
22:32vai estar daqui a 100 anos.
22:34mas eu vou repetir
22:36aqui,
22:36vou trazer um pouco
22:37da fala
22:38que eu venho escutando
22:39da minha liderança
22:40e recentemente
22:40nós tivemos
22:41um encontro de líderes
22:43onde o nosso CEO
22:44respondeu a essa mesma pergunta
22:46e eu venho escutando
22:47isso também
22:47dos meus diretores
22:48e vice-presidentes.
22:50Então,
22:50o ponto que a Suzano
22:51vê e é uma meta
22:52de longo prazo
22:53da Suzano
22:54e que está ali
22:55como prioridade
22:56número um
22:57é como a gente
22:58impacta a vida
22:59das pessoas.
23:00Então,
23:00nós temos uma meta
23:01de longo prazo
23:02que é tirar
23:03200 mil pessoas
23:05da faixa da pobreza
23:07até 2030.
23:09Então,
23:10a faixa da pobreza
23:11no Brasil
23:12é reconhecida
23:12como pessoas
23:13que ganham
23:14menos de 6,85 dólares
23:16por dia.
23:18E em todos os municípios
23:20onde nós atuamos,
23:21a gente atua
23:21em mais de 200 municípios
23:23no Brasil,
23:24nós estimamos
23:25que nós temos
23:25mais de 3 milhões
23:26de pessoas
23:27abaixo da linha
23:28da pobreza.
23:30Então,
23:30temos muitas iniciativas
23:32no sentido
23:32de melhorar
23:35a vida
23:35dessas comunidades,
23:37gerar renda,
23:38gerar opções,
23:39oportunidades
23:40para essas pessoas
23:40para que elas
23:41consigam sair
23:42da linha da pobreza
23:43e se manter
23:43fora dela.
23:45Então,
23:45no final do ano
23:46de 2023,
23:47nós fizemos
23:48um levantamento
23:49de quantas pessoas
23:50a gente já impactou
23:51e nós estimamos
23:53que já impactamos
23:54mais de 51 mil pessoas
23:55nesses últimos anos
23:57e conseguimos tirá-las
23:59e mantê-las
23:59fora da linha da pobreza.
24:00Então,
24:00esse é o top one.
24:02O segundo ponto
24:03que nós entendemos
24:05que é super importante
24:06e é uma meta
24:08bem bacana
24:08também
24:08no longo prazo,
24:10um olhar
24:10para 2030,
24:12que é melhorar
24:12o IDEB
24:13das regiões
24:14onde a gente atua.
24:15Então,
24:15a Suzana mapeou
24:16as escolas
24:17nos municípios
24:19onde ela atua,
24:20entendeu quais
24:20são as escolas
24:21mais críticas
24:22que vêm tendo
24:22uma pior performance
24:23no IDEB
24:24e aí ela realiza
24:25a iniciativa
24:26junto com essas escolas
24:27para melhorar
24:28esse índice
24:29de desempenho
24:30da educação básica.
24:32Então,
24:33nós estimamos também
24:34que estamos hoje
24:35em mais de 600 escolas,
24:37mais de 100 mil alunos
24:38hoje
24:38são impactados
24:39por esses programas
24:41e vêm trazendo
24:42esse IDEB
24:43mais para cima
24:44e a gente sabe
24:44que a educação
24:45é o ponto
24:45que é transformador.
24:47Então,
24:48não tem como
24:49uma empresa
24:49se manter
24:50mais 100 anos
24:50se não tiver pessoas,
24:51se não tiver pessoas
24:53preparadas
24:53em uma comunidade
24:54que está confortável
24:55e está equilibrada.
24:57Então,
24:57esse é o segundo
24:58tópico ali
24:59que vem sempre
25:00na fala
25:00da nossa liderança.
25:02Aí tem mais dois
25:03que eu tenho que
25:03posso comentar.
25:04Com certeza,
25:05estamos aqui para isso.
25:06O terceiro tópico
25:07e que está muito
25:09emergente hoje,
25:11em teor de urgência
25:13é a questão
25:14do aquecimento global.
25:16Então,
25:17a sociedade
25:17ela correu
25:18riscos muito altos
25:20nos últimos anos.
25:22Então,
25:22estamos numa situação
25:23de emergência
25:24e a nossa meta
25:25em longo prazo
25:26é remover
25:2640 milhões
25:27de toneladas
25:28de óxido de carbono
25:29equivalente
25:30até 2030.
25:32Para ter ideia
25:32do que a Suzano
25:34remove por ano,
25:35as nossas florestas
25:36hoje removem
25:37a emissão
25:38de toda a cidade de São Paulo.
25:40que é uma das cidades
25:40mais populosas do mundo.
25:42Então,
25:43hoje,
25:43esses 2 milhões
25:44e pouco
25:45de hectares
25:46de florestas
25:46que a Suzano tem
25:48é capaz
25:48de remover
25:50toda a emissão
25:51atmosférica
25:51de São Paulo.
25:53Então,
25:53esse é um indicador,
25:55uma meta
25:55de longo prazo
25:56que nós acreditamos
25:57que é fundamental
25:57e que a gente
25:58tem o compromisso
25:59de manter
25:59e incrementar.
26:00e por último,
26:02a quarta meta
26:03de longo prazo
26:03e aqui acho
26:05que ela é
26:05uma meta
26:06que mostra
26:08que essa condição,
26:09essa forma
26:10de operar da Suzano
26:11vai impactar
26:12cada vez mais
26:13as populações,
26:14que é a meta
26:15de colocar
26:15mais 10 milhões
26:16de toneladas
26:17de produtos renováveis
26:18no mercado
26:19até 2030.
26:20Então,
26:21hoje nós produzimos
26:22quase 15 milhões
26:24de toneladas
26:24por ano
26:25entre papel,
26:26celulose
26:27e outros itens
26:28e nós estamos falando
26:30que até 2030
26:31a gente vai colocar
26:32mais 10 milhões.
26:34Então,
26:35isso significa o quê?
26:36Essa roda
26:38de remoção
26:39de dióxido de carbono
26:40da atmosfera,
26:42esse impacto positivo
26:43nas comunidades,
26:45tudo isso,
26:45então,
26:46deve ser incrementado
26:47com essa visão
26:48de ampliar
26:48o nosso portfólio,
26:49ampliar a nossa produção.
26:52E aí,
26:53é claro que
26:55isso depende também
26:56do consumidor.
26:58Então,
26:59eu acredito
27:00que a economia
27:00do futuro
27:01passa pela bioeconomia,
27:04então,
27:05na bioeconomia
27:05você precisa ter
27:06bioconsumidores,
27:07então,
27:07os hábitos de consumo
27:08das pessoas
27:10têm que mudar
27:10para isso.
27:11Então,
27:12nós só vamos conseguir
27:13colocar mais 10 milhões
27:14de toneladas
27:14no mercado
27:15se tivermos
27:15bioconsumidores
27:16que concordem
27:18com o propósito
27:19da Suzano,
27:19que estejam também
27:20alinhados
27:21com esse olhar
27:22da importância
27:23de produzir,
27:24mas sem deixar
27:25de olhar o meio ambiente,
27:26sem deixar de olhar
27:27os aspectos sociais
27:29que nós temos
27:30aqui no Brasil.
27:32Diogo,
27:32que final maravilhoso,
27:35finalizando mesmo
27:35aqui o nosso papo,
27:36quero te agradecer
27:37mais uma vez
27:37pela presença
27:38em nome da Suzano
27:40e que o papel
27:41de vocês continue
27:41sendo tão importante
27:42como é
27:43pelos próximos 100 anos
27:44por aí.
27:44Muito obrigado,
27:45eu que agradeço
27:46a oportunidade
27:47de estar aqui
27:47falando um pouquinho
27:48da Suzano,
27:49falando um pouquinho
27:50do setor florestal
27:51e trazendo
27:52todos aqui
27:53para conhecer
27:54mais a Suzano
27:55e entender
27:55o que a gente faz
27:56e como a gente
27:57olha o futuro.
27:58Mais uma vez,
27:59muito obrigado
27:59e muito obrigado
28:00a você que nos acompanhou
28:01e para saber
28:02um pouquinho mais
28:02da Suzano
28:03é só acessar
28:03suzano.com.br
28:05Até a próxima!
28:21Tchau!
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