00:00Como que surgiu a ideia de transformar o programa de TV em um longa-metragem?
00:04Desde que a gente começa a fazer um programa, que a gente começa a ver que tem um sucesso,
00:08a gente começa a vislumbrar a possibilidade disso para o cinema, né?
00:11O cinema é sempre... a gente se sente coroado de que aquilo se tornou um sucesso de verdade.
00:17Então, assim, a ideia do filme vem um pouco já a partir lá da quarta temporada,
00:21quando a gente viu que o programa era muito querido e tudo mais.
00:25E aí o filme foi amadurecendo, amadurecendo, e aí chegou o Cezinha para dirigir,
00:28e a história já estava construída.
00:30Óbvio que o diretor e o Cezinha foram essa pessoa criativa que colaborou demais.
00:35A gente estava falando de roteiro durante o processo de filmagem,
00:38mas a história já estava lá, é construída, entendeu?
00:42Isso, acho que foi... e a partir daí, né, esse encontro que a gente teve,
00:48para dar forma a essa ideia que já é um sucesso na televisão,
00:53só que a gente queria ter uma penetração maior e caracterizando todo esse sucesso também no cinema, né?
01:02É um filme, então ele traz características fundamentais da origem,
01:06mas ele também se comunica com valor de produção, né?
01:12Com tamanho, né?
01:13É um filme de rua, a série é uma série de estúdio,
01:19então ele é um filme solar, ele é um filme alegre, é um filme colorido,
01:24e esse desafio de fazer essa passagem foi o grande barato que a gente teve,
01:31mantendo toda a espontaneidade que é o sucesso da série, né, no filme.
01:35Você acredita que essas histórias, né, doutor de graça,
01:39ativaram tanto o público por se tratar de uma família que seja tão próxima da realidade brasileira?
01:45Ah, eu acho que sim.
01:46Na verdade, eu acho que a identificação é o nosso maior ativo, né, do programa.
01:50Eu acho que a gente representar pessoas que estão ali na ralação do dia a dia
01:55e que ainda assim conseguem ter alegria,
01:57eu acho que isso é o mais legal do povo brasileiro, assim,
01:59eu realmente sou fã do povo brasileiro,
02:01porque ele consegue fazer de uma grande doideira que é a vida,
02:05de chegar, acordar cedo e pegar olhos e volta,
02:08chega em casa, é um monte de filho e tem que pagar conta,
02:12e tem que escolher qual o boleto que paga esse mês,
02:14porque não vai ter como pagar todos.
02:15E ainda assim manter a alegria e ser feliz e cantar o pagode,
02:20e sambar, e dançar, e poder se divertir diante das suas próprias dificuldades,
02:24eu acho que isso é...
02:26Nossa, obrigado, Deus, pra gente poder falar disso de uma maneira tão divertida.
02:30Porque nem sempre é tão divertido.
02:33A gente contar isso com a parte da comédia,
02:36é a nossa maior alegria, né, de poder fazer isso.
02:39Então tá dia 27 de junho nos cinemas pra vocês.
02:43Isabelle, pra você qual que foi o principal desafio, né,
02:47em adaptar essa personagem que é ali do estúdio pra um filme?
02:51É cinema, né, então já é diferente,
02:55a gente é muito caracterizado, né,
02:57a gente tem uma caracterização muito, muito forte,
03:01peruca, dentadura e tudo mais,
03:04e isso foi uma coisa que me causou um pouco,
03:07eu falei, caramba, como é que vai ser isso, né,
03:08na telona, essa cara, esse dente, essa coisa toda,
03:13mas a gente fez da maneira mais natural, mais real, né,
03:18mais simples e bonita possível,
03:21pra que o público goste, se identifique, né, se divirta.
03:26Então eu acho que o maior desafio foi esse,
03:27mas que no final das contas não foi desafio nenhum, assim.
03:31Foi muito legal, uma coisa que a gente tava esperando muito, né,
03:33a gente já espera esse filme,
03:35tinha um tempo em que a gente pensava nisso,
03:37a gente sonhava com isso,
03:38e agora isso tá se realizando,
03:40e a gente tá muito feliz.
03:41A cena mais difícil pra cena do afogamento,
03:43a gente tá com a dentadura dentro do mar,
03:51a Adel não tava bem no dia,
03:53é, eu tava com o mar,
03:54tava se sentindo bem,
03:55é, teve uma infecção alimentar,
03:57e a gente teve que se afogar,
03:59mas foi ótimo,
04:00que eu tava lá na salgada,
04:01foi um soro maravilhoso.
04:04Tá vendo, até lá atrás de hoje,
04:06a gente parou com a gente.
04:07Pois é, o povo brasileiro, é isso aí.
04:09Muito bom.
04:10E o que as pessoas podem esperar do filme, então?
04:14Ri, primeira coisa, eu acho.
04:16Primeira coisa, eu acho.
04:17Mas eu acho que tem uma mensagem muito bonita.
04:20Abrite-se forma!
04:22Ah, Brasil!
04:23Ela é uma brasileira formada de canudo.
04:25É, realmente, abrite-se forma no filme,
04:29eu acho que isso é uma mensagem que nos orgulha também,
04:32de poder trazer essa relação com a educação,
04:35que eu acho que é uma pouca estrutura ainda
04:39que os governadores oferecem pra população,
04:43que é algo tão relevante, né?
04:46Então, eu acho que a gente poder representar isso nesse filme,
04:49onde a gente tá falando de uma galera tão popular,
04:52do nosso povo,
04:53e aí poder ver um personagem que é tão querido como a Brite,
04:57se formando,
04:58eu acho que também é uma mensagem muito legal,
05:00de que você também pode!
05:01Não acha que não vai rolar.
05:02É difícil mesmo, a gente sabe que é difícil.
05:04principalmente quando a gente tá nas comunidades,
05:07nos subúrbios,
05:07é difícil de você conseguir vencer essa barreira.
05:10Mas é possível.
05:13Aham!
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