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  • há 4 semanas
Em entrevista exclusiva à jornalista Rafaela Marquezini, da TV Gazeta, o pai da vítima, Glício da Cruz Soares, falou sobre saudade, a relação com o policial autor do assassinato e como ficou sabendo do crime

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Transcrição
00:00Acordado às quatro e meia da manhã, eles chegaram ao portão, os amigos e um disse assim,
00:08tio, não se assusta, o Guilherme foi morto com um tiro na cabeça.
00:13Como é que eu não me assusto?
00:15Logicamente, não vou falar da polícia num todo.
00:18Agora, alguns policiais menos preparados e menos vigiados cometem alguns delitos
00:27que fogem totalmente ao princípio básico da atividade policial.
00:31Um policial sem farda, bebendo e com arma na cintura, ele não deve estar pensando em coisas boas.
00:40Não está preparado para ser policial.
00:42Eu sinto mágo por ter tirado a vida do meu filho, mas tenho pena.
00:46Eu sou espírita, minha fé diz que Deus tem um projeto de vida para cada um de nós e que
00:52nós não sabemos.
00:53Então, eu deixo mais na justiça de Deus.
00:55Aí você vai me perguntar, e a justiça do homem?
00:59Não, eu quero que haja justiça sim.
01:02Eu quero que haja justiça de acordo com os nossos códigos.
01:04A saudade imensa, quando eu lembro, o Antônio era meu companheiro.
01:12Falava pouco, era de pouca palavra, pensava muito.
01:15Meu grande companheiro.
01:17E o Guilherme era um molecão, brincalhão, alegria.
01:22Tudo dele era alegria.
01:23Nós podemos viver tristeza, nós podemos viver saudade.
01:26Lágrima vem.
01:30Mas não pode ser tristeza, porque Guilherme era alegria.
01:36E vamos viver a vida com alegria.
01:40Saudade sim, tristeza não.
01:42Que a gente possa estar unidos com amor.
01:46E aí
01:50E aí
01:50E aí
01:51Tchau.
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