00:05A 500 metros do mar e a 154 metros de altura, o Convento da Penha é um monumento que está
00:13presente no dia a dia de quem mora na Grande Vitória,
00:16principalmente para os que circulam entre Vitória e Vila Velha.
00:20Símbolo de fé e devoção, o cartão postal do Espírito Santo é palco principal da Festa da Penha e importante
00:27ponto turístico do Estado.
00:29E em meio a centenas de visitantes diários, há os que fazem o percurso pela Mata Atlântica até o Campinho
00:36pela primeira vez.
00:37É o caso de Janaína Carvalho e Carmen Pereira, que vieram ao Espírito Santo e incluíram um convento no roteiro.
00:45Passeio que, para além do turismo, teve um momento de muita emoção.
00:50Na minha vida, a Nossa Senhora foi sempre muito presente.
00:54Até mesmo ela esteve num momento da minha vida muito ligada, que foi antes do meu casamento.
01:01Minha mãe fez uma promessa que eu ia passar por uma cirurgia e foi antes do meu casamento.
01:09E eu só fiquei sabendo dessa promessa, depois que eu casei, o meu vestido eu levei até a igreja da
01:16Nossa Senhora Aparecida e deixei lá.
01:18Foi a promessa que ela fez para que tudo desse certo e deu, graças a 33 anos já.
01:26Então, não tem como a Nossa Senhora não fazer parte da minha vida.
01:33Acho que desde que eu nasci, porque minha mãe, como ela carregava isso sempre com ela, e ela passou para
01:38a gente também.
01:39Daí a gente deu a caminhada sempre pensando, Nossa Senhora, Deus na frente, Nossa Senhora livrando a gente dos problemas,
01:48nos protegendo.
01:49Então, é uma ligação muito forte.
01:52Janaína é estudante de arquitetura e mora em Niterói, no Rio de Janeiro, e veio visitar uma amiga em Vila
01:57Velha.
01:58Aproveitou para também conhecer o convento.
02:01Foi uma noção muito diferente, né?
02:03Eu faço arquitetura, então, esses lugares de arquitetura religiosa, eles transmitem uma coisa muito diferente do que qualquer outra arquitetura.
02:11Então, entrar, eu acho que poucas pessoas devem reparar nos detalhes que eu normalmente reparo nesse tipo de lugar.
02:17Então, passa uma sensação muito boa.
02:19A visita a fez se conectar com a avó já falecida, que era devota de Nossa Senhora.
02:25Minha avó já faleceu tem um tempo, ela morreu logo no início da, acho que um ano, que tinha começado
02:30a pandemia.
02:31E eu acho que ela só via na televisão as processões e tudo mais, ela não conseguia visitar, ela era
02:37muito abesa, então ela não tinha a chance de ir.
02:40Então, é um momento especial, porque por mais que não seja minha, era dela e estar aqui é um pedacinho,
02:47um pouquinho, é estar um pouco perto, mesmo que não seja como a gente queria, mas é estar um pouco
02:52mais perto dela.
02:54Acompanhamos o percurso feito por Carmen e Janaína, do Campinho até a Capela.
02:59Elas subiram os 365 degraus, passando pela Sala de Milagres e Sala de Exposição.
03:06Todo o percurso de chegar até aqui em cima, até ele fala.
03:10Acho que foram uns 15 minutinhos subindo, um pouquinho mais.
03:14É cansativo, mas eu acho que a beleza do exterior, né, quanto a quanto, quanto a experiência.
03:20Porque às vezes cada paisagem é diferente, então a cada curva que a gente faz subindo as ladeiras, a gente
03:26vê uma outra visão.
03:27A gente vê pequenos fragmentos do exterior, porque assim, não dá para ver as praias, nem nada, mas você consegue
03:33ver às vezes um fundinho de um azul, você sabe que está vendo o mar, ou o fundo do céu,
03:38às vezes um pedaço de um morro.
03:39Então, as paisagens são diferentes e valem o sofrimento.
03:43Já começa na subida, né, porque o caminho, assim, a gente já vai se sentindo uma sensação muito gostosa de
03:50que a gente está chegando mais próximo, né, e o ambiente, acho que ele acaba ocasionando, né, tudo isso.
03:57Achei essa relação com ela e com a natureza.
04:01Antes de subir o último lance de escadas, uma pausa para admirar o visual de Vitória e Vila Velha lá
04:08do alto.
04:09Estudante de arquitetura, Janaína aproveitou a visita à capela para prestar atenção aos detalhes.
04:15Carmen percorreu a capela, se encantou com os detalhes e parou um momento em frente ao altar, onde está a
04:22imagem de Nossa Senhora da Penha.
04:24A Alissa foi de agradecimento, porque acho que de estar aqui é agradecer também a ela a oportunidade de estar
04:31aqui.
04:32E, assim, a ligação mesmo que eu tenho, como eu falei, que vem da família, né, de uma ligação com
04:42Nossa Senhora.
04:43Então, assim, parece que completou.
04:46Para elas, a sensação de estar no convento e o visual impressionaram.
04:51Eu acho que os acabamentos, né, esses... não é acabamento, né, esses arabescos que tem na cultura da arquitetura religiosa,
04:59eles são muito bem trabalhados.
05:01E o fato de ser de madeira, então, se alguém teve o trabalho de talhaca dali de pouquinho em pouquinho,
05:06até chegar naquele momento ali, é quase uma escultura.
05:09Então, todo esse acabamento dali são pequenas esculturas que formam o todo.
05:13Então, eu acho que isso mais me impressionou, porque eu sei o trabalho que dá e eu sei o trabalho
05:19que dá hoje.
05:20Então, eu imagino o trabalho que foi fazer e o trabalho que é de quem mantém isso hoje diariamente.
05:26Então, porque qualquer coisa pode destruir a madeira.
05:28Então, um lascado pode acabar com uma escultura que levou, sei lá, meses ou até meses, anos para serem feitas.
05:34Então, eu acho que essa é a parte que mais me impressiona ali dentro.
05:37A construção em si, né, é onde está localizada o convento, né, e é impossível não se emocionar, né,
05:47com essa... com tudo que foi mostrado, fotos, sabe, é um ambiente, assim, que mexe muito com o emocional, né,
05:57e, assim, não sei, parece que a gente se sente muito próxima, né, de Nossa Senhora.
06:01É uma coisa, assim, que abraça, sabe, então, para mim foi muito emocionante.
06:07e mesmo estar aqui conhecendo.
06:09E a gente se sente muito 내일.
06:11ou acho que nem era não...
06:33Bom dia,ATOICHE
06:34TAMPSANA
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