00:00A minha sobrinha me ligou e falou, tia, eu tô ligando pra minha mãe, não tô conseguindo falar com ela,
00:07ela tá desligando o telefone na minha cara.
00:09Aí quando eu cheguei na esquina, já tinha um monte de polícia lá já, o SAMU.
00:15Aí eu já torci pra não ser ela, falei, não, tomara que não seja na casa dela.
00:20Aí na hora que eu virei, era na casa dela, em frente à casa dela.
00:23Aí quando eu cheguei perto, eu falei, cadê minha irmã, cadê minha irmã, cadê minha irmã?
00:26O policial, calma, calma senhora.
00:28Aí a mulher veio me perguntar se ela tinha uma tatuagem na perna, me deu um branco, eu queria entrar,
00:32ninguém queria deixar eu entrar, fiquei desesperada.
00:35O que falou os detalhes foi a mulher que sobreviveu, a dona da casa.
00:39Aí ele tentou me matar também, segurou a minha boca, me chamou lá, falou que a mulher dele tinha usado
00:45droga e estava passando mal.
00:47Desci, só que sua irmã já estava lá dentro e eu não sabia.
00:50Foi assassinado também.
00:52E a menina faz tratamento psicológico já, porque não aceita a morte do pai.
00:56E a menina não sabe ainda que a mãe morreu, não pode contar, porque ela entra em desespero, porque ela
01:02não vive sem a mãe dela.
01:04Ela não fica 10 minutos sem a mãe dela.
01:07Se levar a mãe dela para algum lugar e ela ficar lindando com alguém, ela fala, mãe, cadê minha mãe?
01:11Minha mãe não chegou ainda, eu queria minha mãe.
01:13Justiça, né?
01:15Que ele pague.
01:16Minha mãe não foi ela.
01:17Minha mãe.
01:18Minha mãe.
01:18Tchau.
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