00:00Logo que tomamos conhecimento do falecimento da criança, nós já nos dirigimos até o hospital, o Imaba,
00:07para fazer aquela primeira colheita de informações.
00:10Lá em conversa com os colaboradores, eles já demonstraram uma grande estranheza com aquela ocorrência, com aquele óbito.
00:17Porque, geralmente, quando nós falamos de um falecimento de uma criança de tão tenra idade,
00:21os pais estão em prantos, os pais estão, vamos falar a verdade, estão acabados emocionalmente,
00:27estão totalmente tristes e, segundo relataram a nós, não foi essa a questão.
00:33Só estava a mãe no hospital, o pai não estava no hospital e só chegou após o óbito da criança.
00:41Aí, de posse dessas informações e com a suspeita passada pela médica que atendeu a criança,
00:47de que havia nítidos sinais de abuso sexual, eles encaminharam esse corpo para o DML.
00:54A família, os pais, não queriam que o corpo fosse levado ao DML, essa informação que nós temos.
01:01Assim que o corpo chegou ao DML, o médico legista prontamente já entrou em contato com a nossa equipe de
01:07investigação e falou assim,
01:09está estranho. O médico conta que foi nítido.
01:12Assim que ele olhou a criança, já viu marcas de queimadura pelo corpo e viu o reto da criança, o
01:19ânus, bem dilacerado.
01:22Assim que a mãe toma ciência pela médica, lá no Imbaba ainda, com a criança viva,
01:28de que supostamente ele teria sido vítima de um estupro,
01:33ela tenta ver o que ela vai fazer.
01:35Ela fala assim, vou até a delegacia fazer um boletim de ocorrência.
01:39Ela vai até a delegacia, faz um boletim de ocorrência, retorna ao hospital.
01:45Entra em contato com o pai, segundo a narrativa dela, diz assim, o nosso filho foi vítima de um estupro.
01:52Aí o pai responde, estupro? Não, mas por quê?
01:55Não, porque a médica está falando aqui que eu tenho que ir até a delegacia para fazer um boletim.
01:59Aí o pai fala assim, não, mas isso aí é normal, todo hospital faz isso, pode ficar tranquila.
02:05Após isso aí, após ela confeccionar o boletim, o pai manda, eles estão entre as conversas de WhatsApp, de rede
02:13social,
02:14e ele fala a seguinte frase, depois nós temos que sentar e conversar sobre o boletim,
02:20pode ser que nós tenhamos passado alguma coisa desapercebido.
02:23Nós não podemos agora, assim, o que eu quero deixar claro, assim,
02:26nós temos que entender também o que foi dito antes e após essa mensagem,
02:30para fazer uma contextualização, mas é uma mensagem que causa muita estranheza também à polícia.
02:35Desde quando eles chegaram na delegacia por volta das 16 horas,
02:39até a hora que nós finalizamos o procedimento, que foi às 5 horas da manhã,
02:42não demonstraram arrependimento, não demonstraram nenhum tipo de consternação com a morte do filho,
02:48não demonstraram emoção basicamente alguma.
02:51Um leve choro, eles não conversavam entre si,
02:56um fato que a gente achou muito estranho, os pais, eles não se olhavam,
03:00quando um passava, o outro virava o rosto,
03:02então, fazia que a gente estranhava, assim,
03:03gente, acabamos de perder um filho, qual vai ser o nosso comportamento,
03:06a gente vai chorar, a gente vai ficar triste.
03:09Assim que eu dei a voz de prisão aos dois,
03:11eles, tá, onde vacino?
03:14Negam veementemente que tenham praticado as lesões.
03:18Mas eles afirmam que no domingo à noite,
03:20a criança dormiu com um pequeno machucado na virilha,
03:23e no outro dia acordou da forma que acordou.
03:25A perícia da polícia civil já foi à residência dos pais da vítima,
03:29lá conseguiu recolher fraldas e papel higiênico contendo muito sangue,
03:37muita substância característica sangue,
03:39que vai ser analisada posteriormente para comparar com o sangue da vítima,
03:44ver se realmente pertence à criança que faleceu.
03:47Legenda Adriana Zanotto
03:49Legenda Adriana Zanotto
03:49Legenda Adriana Zanotto
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