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  • há 4 semanas
Famílias estão desde o início de abril na frente do prédio da administração municipal

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Transcrição
00:00Para as crianças pode parecer brincadeira.
00:08Mas para os adultos é a única maneira de reivindicar moradia
00:12após a reintegração de posse do espaço de uma escola nativa onde moravam no Romão.
00:23Um grupo com mais de 30 pessoas com idade entre 4 meses a 67 anos
00:29está acampado em frente à Prefeitura de Vitória há mais de 3 meses.
00:34No movimento, chamado Ocupação Chico Prego,
00:37algumas famílias vivem há mais de 5 anos sem ter uma casa.
00:42Nesse tempo sem moradia já participaram de diversas outras ocupações,
00:46como a Fazendinha, no bairro Grande Vitória,
00:48na Casa do Cidadão, em Maruípe, e no prédio do Iape, no centro.
00:52A mais longa foi no edifício Santa Cecília, no Parque Moscoso,
00:56onde ficaram por mais de 2 anos até o local ser desocupado
01:00para ser transformado em moradia popular.
01:02Por fim, o grupo passou a morar em uma escola do Romão
01:05até ser notificado pela justiça em abril de 2022 para deixar o local.
01:11Desde então, os remanescentes estão acampados em frente à Prefeitura de Vitória.
01:20Rafaela Regina Caldeira é uma que, após ficar desempregada, não conseguiu manter o aluguel.
01:25Muito difícil que estamos aqui em pleno inverno.
01:28Nós não temos banheiro onde usar.
01:30Nós não temos água potável para beber e nem para fazer a comida aqui no espaço.
01:37Esse frio que teve, nós tivemos algumas crianças com pneumonia.
01:40Em condição semelhante está Miriam Alves Souza Santos, mãe de 4 filhos.
01:45Ela assegura que, se tivesse outra oportunidade, não estaria na rua.
01:50É difícil, é muito difícil, muito difícil mesmo.
01:53Eu não tenho família aqui, minha família é de Minas, não sou daqui.
01:56Então, não tem para onde ir, eu não tenho.
01:59E nós estamos agora morador na frente da Prefeitura.
02:02A gente é morador de rua, pode ser morador de rua.
02:06As nossas coisas estão guardadas, não tem lugar de colocar.
02:11E nós estamos, no tremo, morando na rua.
02:14Com criança e a gente nem sei o que falar.
02:24A Prefeitura diz que o Cine já ofereceu trabalho, que foi recusado.
02:28O que nós fizemos, demos todas as assistências técnicas e sociais para essas famílias.
02:33Elas foram, inclusive, recadastradas no CAD único do município.
02:38Elas recebem benefícios sociais.
02:40E a Prefeitura disponibilizou para todas essas famílias um emprego com realocação imediata.
02:48Porém, elas não quiseram estarem trabalhando em empregos formais que foram oferecidas e ofertadas a elas,
02:56querendo ser inseridas em programas habitacionais.
02:59Porém, a lei não permite, uma vez que a ocupação que elas têm,
03:04o histórico de ocupação que elas possuem no município de Vitória,
03:07é por força de invasão de espaços e prédios públicos.
03:11E a lei não garante, nessa condição, que elas possam ser inseridas nos programas habitacionais,
03:18entre eles, o de aluguel provisório.
03:27Rafaela dá a sua versão.
03:29Chegou para oferecer um emprego.
03:31E como que eu vou sair para trabalhar, sendo que eu não tenho aonde deixar o meu filho o dia
03:36inteiro,
03:36não tenho um local digno de tomar um banho e não tenho um local de preparar uma alimentação
03:41para eu poder sair para o trabalho.
03:43O que nós pedimos dele não foi muito, foi um abrigo.
03:45E um dos abrigos que a Prefeitura tem, para a gente poder ficar,
03:50e nem isso ele pode ofertar para essas famílias que estão aqui.
03:53Trata-se de um impasse. E a decisão pode estar nas mãos do Judiciário.
04:02O Ministério Público exigiu que a Prefeitura encontrasse abrigo para as famílias,
04:07mas o município recorreu.
04:08A Defensoria Pública Estadual também acompanha a situação.
04:28Alternata-se.
04:29A Defensoria Pública Estadual.
04:29Legenda Adriana Zanotto
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