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  • há 4 semanas
Visita de reconhecimento do local do crime realizada pelos promotores do MPES e dos advogados de acusação à fábrica de pallets que pertenceu ao empresário Arnaldo Tesch, morto em 2012, localizada no Córrego do Ouro, em Santa Maria de Jetibá

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Transcrição
00:00O cenário é de abandono. Um pequeno monumento na entrada da fábrica de paletes, que um dia chegou a uma
00:07renda mensal de quase 2 milhões de reais, explica o motivo da paralisação das atividades da empresa.
00:14Aqui me pararam. A frase acompanha uma foto do empresário Arnaldo Teschi, assassinado no local em 10 de outubro de
00:232012 com uma facada.
00:25Foi muito triste, muito triste, porque ele não merecia isso.
00:29Os promotores de justiça do Ministério Público do Espírito Santo e os advogados que atuam como assistentes de acusação foram
00:37à fábrica fazer o reconhecimento do local do crime.
00:41O processo foi desaforado de Santa Maria de Getibá para Vitória.
00:45Isso significa que os jurados, os promotores e todo o corpo que vai analisar o processo e julgar não é
00:55daqui e não conhece o local.
00:57Para a gente do Ministério Público é de suma importância para compreender a dinâmica dos fatos, tendo em vista que
01:04há várias câmeras, várias filmagens.
01:06Só que essas filmagens têm algumas lacunas e ao analisar o processo essas lacunas precisavam ser compreendidas para melhor explicar
01:18aos jurados o que aconteceu e mostrar que efetivamente os réus praticaram o crime.
01:24O tribunal do júri será realizado em Vitória, a quase 90 quilômetros do local onde o empresário morava, em Córrego
01:32do Ouro, interior de Santa Maria de Getibá, região serrana do estado.
01:37Foram denunciados pelo assassinato a esposa do empresário, Gilvana Pires Pereira Teschi, na época com 35 anos, e o pai
01:46dela, Remy Pereira dos Santos, aos 60 anos na ocasião.
01:50Aqui a gente conseguiu perceber em que o Remy, que é um dos réus que aparece na filmagem, ele tinha
01:58total visão do que estava acontecendo, ele tinha total visão de quem vinha e efetivamente viu essas pessoas, por isso
02:10que ele permanece com a linguagem corporal bastante calma.
02:13A gente conseguiu perceber o local onde foi dado a facada e o local onde foi levado o corpo e
02:22onde o corpo foi encontrado, conseguiu perceber que havia um local mais próximo para dar o socorro e foi escolhido
02:31o local mais distante para dar o socorro justamente para poder a vítima sangrar e a consumação do crime ser
02:40mais rápida.
02:42Foi percebido que uma das testemunhas fala que vê essas pessoas antes, conversa com o Remy, que é um dos
02:51réus que participa de toda a trama criminosa, e ele tira por menos, diz que aquilo não aconteceu, que não
03:00tinha ninguém, mas aqui a gente pode perceber que ele viu tudo.
03:04Os promotores também conseguiram ter mais clareza sobre a participação de Gilvânia no crime.
03:10E o principal, a lanterna, esse problema da lanterna, nas imagens a gente fica na dúvida porque a gente não
03:18sabia se o local era escuro, em que a ré Giovanna ia para casa ou não, e aqui foi sanada
03:25a dúvida que não tinha necessidade nenhuma de uma lanterna.
03:27E ela pega a lanterna, vai no dia do crime com essa lanterna e faz movimentos em direção ao local
03:36onde estavam as pessoas, o que demonstra que isso era um sinal para dizer que poderia começar a execução do
03:43crime.
03:44Há 10 anos, a família aguarda por justiça.
03:47A expectativa da família é que se faça justiça nesse caso, que haja a condenação dos acusados, que não são
03:56só os dois, existem mais três pessoas que participaram desse crime, que estão inteiramente livres.
04:04O inquérito não continuou em razão deles, espera-se que com a condenação dos dois acusados, haja também a persecução,
04:15novamente a investigação, para se chegar aos outros três, que os dois acusados, seu Remy e a Giovanna, sabem quem
04:25são, que eles participaram juntos desse crime.
04:29Então a expectativa de toda a sociedade de Santa Maria de Getibá é de que haja, que se faça justiça
04:37e haja a condenação desses acusados, porque o crime foi um dos crimes mais bárbaros que ocorreram no estado do
04:44Espírito Santo nos últimos anos.
04:47Além da fábrica, a casa onde Arnaldo morou com a família segue vazia. O julgamento dos acusados pelo crime acontece
04:55no dia 21 de julho.
04:57O jurado de Vitória é um jurado muito inteligente e sabe interpretar as provas de maneira que a gente possa
05:05fazer justiça mais uma vez no plenário do júri de Vitória.
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