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Dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a realidade é mais ampla e profunda do que casos isolados. No Brasil, cerca de 34 mil pessoas de 10 a 14 anos declararam viver em estado conjugal no ano do estudo. Do total, 1.430 em Minas Gerais, sendo 119 em Belo Horizonte. Especialistas apontam para violações de direitos e vulnerabilidade social.

Imagens: Pexels, Leandro Couri, GettyImages e IBGE
Reportagem: Ana Luiza Soares
Edição: Maria Lúcia Passos

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#minasgerais #ibge #bh

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Transcrição
00:00Cerca de 34 mil crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos declararam viver em união conjugal no Brasil,
00:07ou seja, uma relação enquanto casal.
00:09Mais de 1.400 deles estão em Minas Gerais, de acordo com dados do último censo do IBGE.
00:15Belo Horizonte lidera o ranking mineiro de crianças e adolescentes em união conjugal.
00:19Foram 119 casos na época da pesquisa, realizada em 2022.
00:24Em seguida, estão cidades da região metropolitana, como Betim, com 50 casos,
00:29Santa Luzia, com 44 e Contagem, com 42.
00:33O perfil desses relacionamentos mostra um recorte de gênero e vulnerabilidade social,
00:38já que 77% das vítimas são meninas, e quase 9 em cada 10 relações ocorreram informalmente,
00:45em uniões consensuais, sem qualquer registro civil ou religioso.
00:49Juristas alertam que usar justificativas como vínculo afetivo ou consentimento
00:54para validar essas uniões é um erro grave.
00:56Segundo especialistas em Direito da Família, menores de 14 anos não têm maturidade legal para consentir,
01:02independente da aprovação dos pais ou da informalidade da relação.
01:06A reportagem completa você pode ler em nosso site, em.com.br.
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