00:00É possível morrer de tristeza?
00:02A morte da escritora e cineasta Marjane Satrap,
00:06autora de Persépolis na última quinta-feira,
00:09trouxe de volta uma discussão que parece emocional,
00:12mas que também é científica.
00:14Familiares disseram que ela nunca superou a perda do companheiro,
00:18considerado o grande amor da vida dela.
00:20E agora, especialistas explicam.
00:23Dores emocionais intensas podem, sim, afetar o corpo de forma grave.
00:28Marjane Satrap ficou conhecida mundialmente
00:31por denunciar o regime iraniano em Persépolis,
00:34obra que virou filme, foi premiada em Cannes e indicada ao Oscar.
00:39Mas, após a sua morte aos 56 anos,
00:43outro tema passou a chamar a atenção.
00:45O impacto físico do luto extremo.
00:48O cérebro reage à dor emocional como se estivesse diante de uma ameaça física.
00:54O corpo entra em estado de alerta constante,
00:57aumentando os hormônios do estresse,
00:59afetando o sono, imunidade, pressão arterial e até o funcionamento do coração.
01:05E é aí que entra a chamada Síndrome do Coração Partido.
01:09O nome popular pode parecer exagero,
01:12mas a condição existe e é reconhecida pela medicina.
01:16Ela pode surgir depois de perdas, separações ou traumas intensos.
01:21Para especialistas, frases como
01:24morreu de tristeza deixaram de ser apenas uma figura de linguagem.
01:28A ciência já reconhece que emoções profundas
01:32podem desencadear consequências físicas reais,
01:35principalmente em períodos prolongados de luto e sofrimento.
01:40Amanda Feitosa para o Correio Brasiliense.
01:43Obrigada.
01:44Obrigada.
01:45Obrigada.
01:47Obrigada.
01:48Obrigada.
01:48Obrigada.
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