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  • há 6 horas

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Transcrição
00:00Recentemente, o candidato ao governo do estado, a SEMI Neto, ele postou um vídeo nas redes sociais,
00:06visitando um bairro de Salvador, mostrando marcas de tiros.
00:11Qual a sua concepção em relação a esse vídeo publicado, enfim, esse material publicado por a SEMI?
00:19Olha, isso é uma canalice sem tamanho, né?
00:22É uma canalice sem tamanho.
00:25O carlismo é responsável pelo modelo de cidade que a gente vive.
00:32Salvador é a capital nacional da violência.
00:36A prefeitura não assume sua responsabilidade.
00:40As pessoas podem olhar.
00:41Eu já postei no meu Instagram um vídeo em que a SEMI Neto, na campanha dele de 2012,
00:47dizia que a responsabilidade pela segurança pública era do gestor municipal e que ele poderia resolver o problema.
00:54O que mostra a canalice desse vídeo, sem contar com o nível de desconfiança que se merece
01:03de um lugar supostamente cravado por tiro, que a população abandonou e que ele estava ali desfilando livremente.
01:12Então, no mínimo, para além do problema que é a canalice de falar sobre segurança pública sem assumir a sua
01:20responsabilidade nesse problema,
01:24analisar como foi feito aquela gravação, que tipo de situação foi criada para que ele pudesse estar naquele lugar.
01:32Então, nossa população não é boba, está atenta e vai cobrar nas urnas.
01:38Entendi.
01:39A gente fala muito sobre segurança pública, né?
01:42Na verdade, muitas pessoas falam, apresentam poucas propostas ou poucas soluções na sua concepção.
01:49O que é que falta?
01:49Eu não vou dizer para solucionar, porque solucionar é uma palavra muito forte.
01:54A segurança pública é feita por vários fatores.
01:56Mas o que você acha que a Bahia pode fazer, ou que falta fazer, justamente para frear essas ações criminosas
02:03por parte das facções?
02:05Enfrentar.
02:05Acho que o termo é enfrentar a segurança pública com responsabilidade, sem populismo eleitoral, que é o que a Semi
02:15Neto está fazendo.
02:17Eu tenho falado isso desde a eleição para governador em 2022.
02:21Nós precisamos fortalecer a polícia civil como polícia investigativa.
02:28Segurança pública se faz com investigação, com uso inteligente de tecnologias e não com produção de guerra, não com produção
02:40de corpos, não com produção de mortalidade.
02:43Porque isso só vitimiza mais a nossa população, que já vive sitiada num processo de vulnerabilidade exposta à violência no
02:57local e ainda sofre com a violência do Estado e com o abandono do Estado.
03:01Então, para mim, a receita é fortalecer a polícia investigativa.
03:07A polícia civil tem 5 mil pessoas para atender a Bahia inteira.
03:13A gente chega em determinadas delegacias, posso citar diversos exemplos, você tem 5, 6 investigadores num setor de investigação para
03:23dar conta de uma população de 80 mil, 100 mil, 200 mil pessoas.
03:28Então, há um abandono da investigação policial, do trabalho técnico, do trabalho de inteligência e uma escolha pela lógica da
03:40guerra, pela lógica do enfrentamento, que dá resultado eleitoral.
03:44Porque as pessoas, muitas vezes, se movem por esse sentimento de querer ver a polícia atuando como sinto de solução,
03:51mas, na verdade, é uma demonstração de falência absoluta do enfrentamento à violência.
03:58Então, o remédio é fortalecer a investigação policial, a inteligência com o uso das tecnologias e colocar a investigação à
04:08frente da letalidade.
04:11Muito obrigada, viu? Obrigada mesmo.
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