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00:00Foi dia 24 de 2013, foi no período da manhã, quando ele desapareceu, e aí a gente fez a busca,
00:13mas a gente não teve retorno, entendeu?
00:17E passados uns meses, aí teve pessoas, que é próximo a mim, né? E começou a comentar que o meu
00:27filho foi vendido, entendeu?
00:30Acredito que teve uma pessoa que pediu para comprar o meu filho, como ele é gêmeo, né? E aí seria
00:40mais fácil para mim criar só uma filha, não tinha necessidade de eu criar os dois, não tinha precisão de
00:47eu ter os dois.
00:48E essa pessoa próxima de você, é o seu sogro?
00:53Então, foi o meu sogro que veio com a... Primeiro veio o meu sogro. E o meu sogro que levou
01:00para o Rio também.
01:01E depois, tipo o que eu falo, porque eu moro próximo ao Rio Ribeira.
01:06Aí, ele que levou para o Rio e depois ele começou a falar que teve um rapaz que ele trabalhava
01:13com ele, que ele trabalhava com esse rapaz, e que tinha pedido o meu filho para ele.
01:20Daí, fora o meu sogro, daí teve mais uma mulher, no caso ela também é minha prima, que mora na
01:29minha frente de casa, né?
01:30Por consideração, ela mora na minha prima, mora na minha frente de casa. Hoje ela não está, mas ela sempre
01:38está aqui por aqui.
01:40Também falou a mesma história com o meu sogro, que o homem tinha pedido, né? O meu filho, e que
01:46seria mais fácil para eu, para me criar.
01:48E esse homem que fez esse pedido pelo seu filho, qual era a relação dele com o seu sogro? Como
01:54eles se conheceram? Como ele chegou até ele?
01:56E soube que você tinha um filho com essas características, né? Que são atraentes para o tráfico de crianças. Azul,
02:03olho azul.
02:05Então, é que assim. O meu sogro trabalhou com ele, trabalhava na época até com ele.
02:10Estava fazendo uma piscina, se não me engano, no fundo da residência desse cidadão.
02:15O meu sogro era pedreiro na época.
02:19E aí, tipo, eu tive o meu filho Gêmeos aí na época. Aqui é um lugar pequeno, né?
02:24Então, eu não tenho, eu não tinha amizade com ele. Nunca tive amizade com ele.
02:29Tipo, como a gente mora aqui pequeno, mas tipo assim, a gente cumprimenta. Oi, tudo bem? Bom dia, boa tarde.
02:34Mas assim, tipo, amizade eu nunca tive com esse cidadão.
02:39Como aqui é um lugar, como eu comentei com você, que é pequeno.
02:42Uma vez, ele veio aqui uma vez dentro da minha casa, mas era por causa de parte política.
02:47Diz que era política.
02:49E a segunda vez que ele viu eu com minhas crianças foi num comércio, que é aqui perto também.
02:55Então, olha, no meu ponto de vista, no meu ponto de vista, eu acho, porque, como se diz, ele usou,
03:04que iria, usou o nome de família.
03:08Porque, até o momento, ele tinha comentado com o meu sogro e também com a Lucica, né?
03:13O que é que tá o nome?
03:15Com a Lucica.
03:16E ele tinha pedido, ele precisava de um menino.
03:21E esse menino tinha que ser branquinho para passar para uma irmã dele que não poderia ter filho.
03:28Isso não existe, entendeu?
03:31Então, existe a irmã, mas não existe o...
03:35Entendeu?
03:36É que é assim, eu vou explicar.
03:37Esse cidadão, ele é do Rio Grande do Sul.
03:40Aí, tem uma firma aqui, que a gente...
03:43Tem a firma aqui, que era mineração de prata, ouro, essas coisas assim, sabe?
03:48De chumbo.
03:49E aí, o que acontece?
03:50Essa firma foi leluada e foi comprar ele, a família, que eu fiquei sabendo na investigação e tal,
03:57que a família tinha comprado essa firma, que já tá falida, não existe,
04:03essa firma já tem processo por meio ambiente, enfim,
04:09e passou, comprou para ele, para ele ficar para cá, esse cidadão.
04:16Aí, passado de um tempo, eu fiquei sabendo que ele passou a firma para o filho dele, entendeu?
04:23Para o filho dele, que na verdade, porque no momento ele não poderia estar usando,
04:29você sabe, né?
04:30Não poderia estar usando o nome dele na firma.
04:36E a firma, enfim, ele aluga, né?
04:41Ele aluga para a areia e aluga para ter um senhor, faz muitos anos que está ali,
04:49antes dele ter comprado para gado, para pasto, né?
04:55Isso, mas só que, tipo, eu olhando, ele pode ter influência,
04:59mas olhando a situação que é aqui, ele não tem aquele, tipo, parte financeira.
05:06Porque aqui, tipo, eu vendo aqui, que eu moro aqui, não dá.
05:11Pode ser que ele tenha de fora e está trazendo para cá, entendeu?
05:15Esse é o que é da questão, sabe?
05:17Porque, assim, tudo que eu fiz, eu fiz investigação,
05:22eu ajuntei todas as pessoas falando, de tudo que teve,
05:26que eu passei para eles, no momento, até esse ano, na verdade,
05:32ele foi arquivado, eu não sabia porque tinha sido arquivado,
05:35e, enfim, eles nunca passaram para nós nada,
05:38nada de investigação, nada de nada.
05:42Tipo, eu moro uma distância de, vamos chutar aí,
05:45é 138 quilômetros, mais de curva,
05:49dá 200 quilômetros de onde eu moro, a Curitiba.
05:53Você entendeu?
05:53Aí, tipo, eu pegava as pessoas daqui, eu mesma,
05:56com a ajuda da prefeitura, na época,
05:59e levava as pessoas direto lá.
06:03Para ele falar, né?
06:04Porque ele estava falando para mim que o Henrique tinha pedido,
06:09que tinha pedido o João Rafael,
06:11que ele queria uma criança para,
06:14que, né, o seu João que veio com essas histórias,
06:17que o cara ameaçava ele,
06:19que ia dar coisas para ele,
06:22que se eu lhe conseguisse uma criança.
06:25Daí, enfim, no começo era uma criança,
06:28daí chegou no ponto que ele falou,
06:29por que a sua Nora não dá o filho dela para nós?
06:33Porque para se ela dá o filho dela,
06:34para nós vai ser mais fácil para ela criar.
06:38Você entendeu?
06:39Daí, passado mais uns dias, assim, tipo de meses,
06:43daí veio a minha vizinha também com a mesma história,
06:46que a moça que trabalhou comigo,
06:48que ajudava a cuidar das crianças,
06:49tinha tirado o meu filho daqui e passado para esse cidadão.
06:54A polícia disse, sim, que não é concreto,
06:59porque a pessoa pode inventar isso.
07:02Então, dessa história toda,
07:05eu acho que tem fundamento, sabe?
07:08Algumas coisas têm fundamento,
07:09porque, primeiramente,
07:12eu, tipo eu, né?
07:13Se uma pessoa é acusada,
07:15principalmente de pegar uma criança,
07:19de fazer um tráfico de uma criança,
07:23ele, como ele me conhece,
07:25porque ele mora perto,
07:26primeira coisa que ele,
07:26primeiro de tudo, ele deveria vir,
07:28agora não vai adiantar, né?
07:29Porque passou 13 anos, né?
07:31Ele poderia vir aqui na porta da minha casa
07:33e falar assim,
07:34vocês estão ficando loucos,
07:35vocês estão me acusando de uma coisa
07:36que eu não fiz,
07:37ou levar até eu para a delegacia
07:39e falar assim,
07:40vocês estão me acusando de uma coisa,
07:42chamava as pessoas que estão acusando ele,
07:47ou, entendeu?
07:49E até a própria moça aqui
07:51que a gente colocou na época,
07:52daí eu já divulguei até a cara dela,
07:54tudo, que é a Leila, né?
07:55Que trabalhava comigo,
07:57tudo, tudo que foi feito,
07:58e nada, entendeu?
08:02Daí leva a eu acreditar
08:04que tem alguma coisa a ver
08:06por causa dessas situações,
08:07entendeu?
08:08Porque é uma criança,
08:10se hoje um animal,
08:11a gente já,
08:12a gente já se, né?
08:14Se você falar alguma coisa,
08:16a gente já tem processos,
08:19né?
08:19Imagine uma criança.
08:20Me conta, Lorena,
08:22em relação a esse caso,
08:24você entrou na justiça?
08:25Ó,
08:26a gente entrar na justiça,
08:28assim,
08:28porque quando você tem uma investigação,
08:30já está na justiça,
08:31você entendeu?
08:32O problema que daí a gente precisa,
08:34que é da ajuda,
08:35dá a justiça para nós,
08:37que tem filhos desaparecidos.
08:39O problema é que a gente não está tendo.
08:42Está entendendo?
08:43A gente não está tendo.
08:44A maioria das mães
08:46que têm filhos desaparecidos,
08:48a gente já tem uma noção
08:49que pode ter acontecido.
08:51Não sei se vai entender
08:52o que eu quero dizer,
08:52tipo, que nem o caso do João.
08:54O João, a gente tem essa conversação,
08:57essa falação,
08:57que ele foi vendido
08:59acima de 30 mil,
09:00foi passado para esse cidadão.
09:02O que ele fez,
09:03ou deixou de fazer,
09:04agora eu não sei.
09:05Passado de 12 anos atrás,
09:08não, Minto,
09:0811 anos atrás,
09:10aí eu recebi uma carta
09:12no portão da frente da minha casa,
09:14Minto também,
09:15não foi na frente da minha casa,
09:16foi na casa da minha irmã.
09:18Escrito em mãos,
09:19total,
09:20dizendo que o meu filho foi
09:23tudo picado,
09:24está enrolado,
09:25e estava enterrado
09:26no fundo da casa
09:27desse cidadão de novo.
09:28volta para ele de volta.
09:30Aí eu levo para a polícia,
09:32peço para fazer
09:33até a,
09:35para ver a digital,
09:37tudo,
09:37não sai nada.
09:39Não,
09:40ficou também como se não fosse vale.
09:42Tem o salvo aqui no celular,
09:43não só,
09:44não só guardado,
09:46porque assim,
09:46tipo assim,
09:47faço várias cópias
09:48e passo por bastante gente
09:49das coisas que eu tenho,
09:50porque a gente não sabe
09:52com quem eu estou mexendo.
09:54Entendeu?
09:54E eu não sei também
09:56se é máfia ou não é.
09:58Entendeu?
09:59Então,
09:59a única coisa assim
10:00que eu fico hoje,
10:01vou aproveitar falando
10:02que você que é a primeira
10:03de estar fazendo
10:04essas perguntas
10:05assim,
10:06mais profundas,
10:07é que é assim,
10:08olha,
10:09vou falar bem a real,
10:10a gente não tem ajuda.
10:13As mães que têm
10:14filhos desaparecidos,
10:15pessoas desaparecidas,
10:17a gente não tem ajuda.
10:18Nem emocional,
10:20de nada.
10:21É como se a gente,
10:22é por exemplo assim,
10:23para a polícia,
10:24é que nós estamos procurando
10:26uma pessoa
10:29e já está morta.
10:30Para eles,
10:30já está morto.
10:32Você está entendendo?
10:33Só que para nós,
10:35queremos saber
10:35como que você está morto,
10:37a gente não viu o corpo,
10:38a gente não sabe
10:39o que aconteceu,
10:41não tem nada,
10:42como que você vai falar?
10:44Entendeu?
10:45É difícil.
10:46E que nem voltar
10:48ali do caso do João,
10:49vou martelar bem sobre isso.
10:50No caso do João,
10:52teve pessoas acusando,
10:55não sou eu, Lorena,
10:56não paguei ninguém,
10:57que nem eu tenho condições
10:58de pagar ninguém,
10:59porque eu estou desempregada,
11:00nunca tive,
11:01porque emocionalmente
11:03eu não ando muito bem.
11:05Então,
11:06a gente não teve condições
11:07nem imaginar
11:08uma coisa linda dessa,
11:09uma história maravilhosa dessa,
11:10porque,
11:11sinceramente,
11:12você perde um filho,
11:13você perde o chão,
11:14você perde tudo.
11:16Entendeu?
11:17E que realmente
11:18eu nunca passei por isso,
11:20foi passar justo agora,
11:22a gente não sabe
11:22como reagir,
11:23você não sabe
11:24como fazer,
11:25você não sabe
11:25o que tem que fazer.
11:27Então,
11:27você fica tudo assustada,
11:29isso já é um pato.
11:31E outra coisa também,
11:32e que eu voltar
11:34a falar para vocês,
11:35sim,
11:35tipo,
11:35no sentido que,
11:36que nem no caso dele,
11:38do João,
11:39é tão fácil
11:40de ser resolvido,
11:41é tão fácil,
11:42porque eu fico boba,
11:44que nem tipo,
11:44não importa se é meu sogro,
11:46não me importa se era meu pai,
11:47não me importa se é minha irmã,
11:48não me importa se...
11:50Poderia até ser um outro filho meu,
11:52não importa,
11:54entendeu?
11:54Pode ser até o pai também,
11:56da criança,
11:57não importa.
11:58Se fosse eu,
11:59caso,
12:00ele tinha que investigar muito também,
12:01porque hoje em dia
12:02acontece cada coisa absurda,
12:04mas eu tinha que saber,
12:05porque da onde surgiu essa história,
12:07que ele foi vendido,
12:08da onde surgiu essa história,
12:10da onde quem que falou,
12:11por que que falou,
12:12por qual motivo
12:13que criou essa história,
12:14entendeu?
12:15E por que que a polícia
12:16não faz nada,
12:18entendeu?
12:18Não faz nada,
12:20isso que não entra na minha cabeça,
12:21e eu vivo com isso,
12:22martelando no meu,
12:24na minha consciência,
12:26sabe?
12:26Que a justiça é falha,
12:28muito falha,
12:29e cada vez está acontecendo mais,
12:31e eles fingem que não estão vendo,
12:33porque hoje tem tráfico de órgão,
12:35tem tráfico de,
12:37para as pessoas que não têm condições
12:39de ter filho,
12:40tem tráfico de prostituição,
12:42tráfico de tudo que tem,
12:43e eles não ajudam,
12:46não estão entendendo?
12:47Não ajudam,
12:48não,
12:49não,
12:51não,
12:51sabe?
12:52Eu acho um absurdo.
12:53Aí você vai,
12:54a família,
12:55a família luta,
12:56luta,
12:56e se você reparar,
12:58é porque,
12:59tipo assim,
12:59muito raro,
13:00Deus do livre,
13:00se acontecesse com uma família
13:02que tivesse condições financeiras,
13:04ou tivesse,
13:05assim,
13:06é rápido,
13:06tivesse,
13:07tipo,
13:08amizade,
13:09influência com o político,
13:10nem é político na parte de baixo,
13:12mas o político,
13:13tipo,
13:13governador,
13:15senador,
13:16dessa parte,
13:17é muito mais fácil,
13:18eles fecham,
13:19aconteceu isso aqui uma vez,
13:20com um filho de uma coisa assim,
13:22de um governador,
13:24que fecharam na hora,
13:25já pegaram na hora,
13:26já correram tudo na hora,
13:27pá,
13:28conseguiram achar o rapaz na época,
13:30na época que aconteceu isso,
13:31faz muitos anos isso,
13:33mas agora vai,
13:34nós que estamos,
13:35e quantas mães acontecendo isso?
13:37Entendeu?
13:38E o sul está acontecendo muito mais,
13:41muito mais,
13:42muito mais,
13:43e aí eu pesquisei sobre aquela,
13:44não sei agora,
13:45se eu fiquei sabendo,
13:46parece que ela tinha falecido,
13:47porque depois,
13:47eu fiquei muito ruim,
13:49tipo,
13:51sabe,
13:51de você ver ela falando,
13:52eu fiz tráfico,
13:53tem polícia federal,
13:54tem polícia do que,
13:56tudo envolvido,
13:57muita matéria,
13:58tem matéria,
13:58ela mesma falando,
14:00entendeu?
14:01Depois ela faleceu,
14:02tudo, né?
14:03E aí ela fala assim,
14:04ah,
14:04eu doei,
14:05porque eu estou ajudando a mamãe,
14:07dar o filho dela.
14:09E foi tudo para o Israel,
14:11ela,
14:12na época que ela falou,
14:13né,
14:14essa mulher,
14:14que ela fazia tráfico,
14:15ela foi presa,
14:16na época ela foi professora,
14:18ela foi presa,
14:19tudo,
14:20então,
14:20tipo,
14:20quando acontece esse caso,
14:22que nem no caso do João,
14:23depois eu comecei a pesquisar tudo,
14:25comecei a fazer um monte de anotações,
14:27de fazer as coisas,
14:28porque para mim saber como que consegue,
14:31como que consegue tirar,
14:32por exemplo,
14:33você faz uma documentação,
14:35o Nenata,
14:35você já faz a documentação,
14:37ainda consegue fazer falsificado,
14:40falsifica um documento de novo,
14:42entendeu?
14:43Como que pode,
14:44se você já fez uma documentação,
14:46não fica registrado,
14:49então,
14:49naquela documentação,
14:50a gente vai fazer o CPF,
14:51o RG e tal,
14:52com o mesmo número,
14:54da certidão de nascimento,
14:56e eles conseguem manipular tudo de novo,
15:00entendeu?
15:00É difícil, sabe?
15:02É um processo muito difícil,
15:03e você,
15:04para mexer com isso,
15:05é muito complicado,
15:06sabe?
15:07E aí,
15:07tipo,
15:08é que nem no caso,
15:10sabe?
15:10Que nem no meu caso,
15:11aqui.
15:12E eu falei,
15:13eu nunca tive advogado,
15:15e eu acho tão engraçado também,
15:17lembrar disso também,
15:19eu acho uma polícia,
15:20um policial,
15:21e esse policial me ajuda,
15:23e ele vê que a minha,
15:24eu falo,
15:26olha,
15:26tem que vir aqui,
15:27para você ver com o próprio olho,
15:29quem é o cidadão,
15:31quem são,
15:32que estão acusando,
15:34analisar os fatos,
15:36ver o fato,
15:38tipo,
15:38porque é fácil,
15:40né?
15:40Mas tem que olhar,
15:41perguntar,
15:42por que você falou,
15:43por que ela falou,
15:44por que,
15:45entendeu?
15:45Tem outro porquê,
15:47entendeu?
15:48Da onde que surgiram com a história,
15:50tudo isso,
15:52nada,
15:53menina,
15:53ó,
15:55debato,
15:55debato,
15:56debato,
15:56fico em cima,
15:57e nada.
15:59Com o familiar dele,
16:00eu posso ter que,
16:01eu estou falando uma coisa de,
16:03de olhar na parte como investigação,
16:05né?
16:06Não estou falando no sentido de mãe,
16:08tipo,
16:09assim,
16:09com investigação,
16:10ele não ia ser tão louco de deixar o próprio,
16:12o próprio criança com a própria família,
16:14né?
16:14Ou uma família aceitar também,
16:15né?
16:16Ele não iria,
16:18né?
16:18Porque foi bem metido com isso,
16:20tudo.
16:20A única coisa,
16:21eu acho que pode ser feita,
16:22que ele pegou,
16:23para vender,
16:24para passar para terceiro.
16:25Hoje,
16:26com tudo que eu estou vivendo,
16:27já desses 13 anos,
16:29eu,
16:30eu luto,
16:31sabe?
16:31Pois,
16:31coloquei agora na mão de Deus mesmo,
16:33pedi para Deus me ajudar muito,
16:36eu nunca vou esquecer dele,
16:38em nenhum momento,
16:39porque hoje já está com 13,
16:41amanhã já vai,
16:42né?
16:43ele,
16:4314 anos eles têm,
16:45os dois têm 14 anos,
16:47mas é 13 anos de sumiço,
16:48já vão completar 15 anos.
16:51Então,
16:51a única coisa que eu peço para Deus,
16:54que muito para Deus mesmo,
16:55nem é sentido de coração de mãe,
16:57porque quando é no começo,
16:58a gente tem,
16:59eu sempre tive que ele não foi,
17:00não está morto,
17:02sabe?
17:02É um,
17:03é um,
17:03esse pressentimento que eu tenho,
17:05é uma coisa grande dentro de mim.
17:07Peço para Deus que eu não esteja errada,
17:09sobre esse,
17:10esse pressentimento que eu tenho.
17:12que ele está vivo,
17:13em algum lugar ele está,
17:15peço para Deus que ele esteja em um lugar bom,
17:19e eu tenho muita confiança que um dia,
17:22ele vai saber,
17:23vai atrás,
17:24e vai vir atrás de mim ainda um dia.
17:26Esse é o que eu tenho em mente,
17:29é isso que faz eu também manter viva,
17:32entendeu?
17:33Porque é difícil,
17:35sabe?
17:35Não,
17:36ela anda como,
17:36ela tem,
17:37eu estou lidando,
17:38porque ela passa por psicólogo hoje,
17:40porque eu pago,
17:41né,
17:41porque,
17:41porque,
17:43até quando ela era pequenininha,
17:45eu não percebia,
17:46mas agora com a adolescência,
17:47ela mexe muito com ela,
17:48porque,
17:50ela passa,
17:51no sentido comum,
17:52explicar,
17:53ela anda muito com medo,
17:55ela tem medo de sair na rua,
17:56ela não vai sozinha,
17:57ela tem 14 anos,
17:59ela não sai sozinha,
18:00ela não,
18:00é tipo,
18:01muito difícil,
18:02ela só vai em lugares assim,
18:03que ela se sente mais segura,
18:04que é familiar,
18:06mas ela não anda sozinha,
18:08não faz,
18:09assim,
18:09tipo,
18:09ela tem um bloqueio dessa parte.
18:11Então,
18:11porque a gente,
18:12eu moro numa chacra,
18:13né,
18:13tipo,
18:13como se fosse uma chacra,
18:15daí eu tenho a casa da minha irmã,
18:16que é para o outro lado,
18:17daí a minha casa é no meio,
18:18e a casa do meu,
18:19da minha mãe,
18:20no outro lado,
18:21né,
18:21que,
18:22onde,
18:22aonde aconteceu,
18:23eu acho,
18:24mas eu acho que foi daqui da minha casa mesmo,
18:26que alguém pegou pelo portão da minha casa,
18:29até que na,
18:30as pessoas que foram,
18:32falaram isso,
18:32né,
18:32que ele foi tirado aqui do portão da minha casa mesmo.
18:35Então,
18:36depois que aconteceu tudo,
18:39né,
18:39a Lúcia fala,
18:40né,
18:40que a tal,
18:42mas ele também foi embora daqui,
18:44sumiu daqui.
18:45Aí,
18:46esse,
18:46esse cidadão tirou,
18:48foi o que a Lucy fala para a gente,
18:50né,
18:50ele tirou meu filho daqui
18:51e passou para ele.
18:53Não é,
18:54tipo,
18:54vou explicar para você,
18:55era um rapaz que morava aqui na rua,
18:57tinha conhecimento,
18:58assim,
18:58com ele,
18:59mas,
18:59assim,
19:00tipo,
19:01como que eu posso lhe dizer?
19:02Não,
19:04não,
19:04não era,
19:05não era próximo a mim.
19:07Olha,
19:08na minha opinião,
19:10é difícil falar,
19:11né,
19:11porque ele é um avô,
19:12é muito complicado,
19:14principalmente para o meu marido também,
19:15porque a gente colocou João,
19:17por causa já,
19:19sobre o nome dele,
19:20no nome dele,
19:20na verdade.
19:21a gente vai,
19:24A CIDADE NO BRASIL
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