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O Podcast Divirta-se desta semana (29/05) recebe membros da agência Nitro que estão lançando uma nova exposição, “Tramas: sobre caminhos e encontros” celebrando 20 anos da Nitro Histórias Visuais.

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#cultura #podcast #fotografia

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00:00Divirta-se! Divirta-se! Cultura, advirta-se!
00:04Olá, seja bem-vindo ao Divirta-se, o seu podcast de cultura do jornal Estado de Minas.
00:09Hoje estamos com uma proposta diferente.
00:11A gente vai falar de um dos setores que o Estado de Minas manda muito bem,
00:15que é a fotografia, e para isso eu importei da sessão de fotografia aqui
00:21Alexandre Guzanche, nosso fotógrafo.
00:23Tudo bem, Guzanche? Está animado aí para a gente conversar aqui?
00:26Estamos aí.
00:27Legal.
00:27E além do Guzanche, trouxe aqui o pessoal da Nitro,
00:31Léo Drummond e Bruno Magalhães.
00:33Sejam bem-vindos ao Divirta-se.
00:34Eles vão falar um pouquinho da exposição que está para entrar agora no Sesc Palladium.
00:40Então seja bem-vindo, Léo, Bruno.
00:42Conta um pouquinho então da exposição, o motivo de a gente estar aqui,
00:47e aí depois a gente vai batendo um papinho.
00:50Beleza, gente. Prazer estar aqui.
00:52Guza aí, colega de profissão aí.
00:56Então, a gente está abrindo essa semana uma exposição no Sesc Palladium.
01:02A gente brinca que, diferente de uma exposição tradicional,
01:06o que a gente está fazendo, na verdade, é uma publicação expositiva.
01:09Ela é fruto de um processo coletivo,
01:12uma dinâmica que começa com uma oficina em festivais de fotografia,
01:15que a Nitro criou em 2013,
01:18que a ideia era, os festivais de fotografia têm muitas oficinas, etc.
01:23E a gente achava sempre que era um negócio que ele terminava ali,
01:27ou era teórico demais, ou era uma prática muito curta ali, sabe?
01:32E a gente tinha um desejo de fazer um processo desse,
01:37que fosse educativo, mas que fosse como a pegada de um projeto concreto,
01:41que gerasse um fruto concreto.
01:44E na mesma época, a gente estava com uma ideia
01:48de fazer uma publicação sobre fotografia.
01:50A gente já estava num mundo, num momento mais frenético,
01:54já muito digital, as redes sociais meio explodindo.
01:58Então, a gente queria fazer uma publicação para discutir a imagem
02:01de uma maneira que a gente entende que a coisa impressa
02:04é discutida com mais calma,
02:05não tem aquela efemeridade do digital.
02:08Hoje, a gente tem que fazer um vídeo de três segundos para a galera prestar atenção.
02:13Então, a gente resolveu unir as duas coisas.
02:15O que a gente não faz?
02:16Uma dinâmica coletiva, educacional, de produção de projeto,
02:20e a dinâmica vai gerar essa publicação.
02:23Aí nasce a ND, lá no Festival Tiradentes,
02:25que é um festival que a gente tem muito carinho,
02:27a gente tem uma história muito forte.
02:28E aí a gente foi fazendo essa...
02:32A gente já fez várias edições da ND,
02:34sempre de acordo com os recursos que a gente tem disponíveis.
02:37A gente já fez uma revista grande, com 32 páginas.
02:40A gente já fez num formato mais curto, quase um panfleto, um jornal.
02:45A gente já fez um festival em Santos.
02:47Foi a primeira publicação expositiva,
02:50que já foi tudo de lambe nos muros ali do Porto de Santos.
02:54Foi bem legal.
02:55E essa, nesse caso, a gente está realmente ocupando o Sesc Palácio,
02:59com esse conteúdo.
03:00E a gente tem artistas convidados,
03:03e a gente tem estudantes de audiovisual do Sesc.
03:05Então, a gente tem um grupo de 12 pessoas aí.
03:08Foi um grupo muito interessante, muito heterogêneo,
03:11em termos de habilidades.
03:13Digo assim, tem gente que é mais da poesia,
03:16tem gente que é do audiovisual, tem gente que é da fotografia.
03:19Então, um grupo muito interessante.
03:20A gente produziu esse conteúdo de maneira coletiva,
03:26montamos essa exposição, mas, como falei, uma publicação expositiva.
03:30Então, o que a gente brinca,
03:32geralmente, quando você tem uma exposição coletiva,
03:34você tem diversas obras distintas ou artistas distintos
03:39que a curadoria vai juntar.
03:41No nosso caso, não.
03:42A gente trata como uma só obra,
03:44e a gente tem diversos autores.
03:47Claro que não adianta ficar dando spoiler,
03:49a gente tem que convidar as pessoas para conhecer esse material.
03:53É importante que esse projeto,
03:56ele acontece numa série de ações,
03:59num projeto específico do Sesc Palladium,
04:02que é o Desvios.
04:05Então, o Desvios tem esse formato,
04:08que, por exemplo, quando você está produzindo o conteúdo,
04:11você produz lá no Sesc.
04:13Não só lá, mas você usa o Sesc como base.
04:16Isso também foi muito legal.
04:17Eles têm um espaço lá, que é o Aquário,
04:19que é um ateliê vivo.
04:20Então, acho que todo esse processo,
04:22agora que a gente vê nas paredes,
04:24nas instalações que a gente fez,
04:26eles foram frutos de duas semanas muito intensas
04:29de produção de conteúdo.
04:30Então, já fica aqui um agradecimento ao Sesc,
04:34que, no fundo, é o grande realizador disso.
04:37A gente entrou com a parte criativa,
04:39a gente entrou com o nosso expertise,
04:42mas é importante também que esses conteúdos
04:45foram muito pensados no que o Sesc,
04:48inclusive, representa,
04:49no espaço que o Sesc Palladium representa para a cidade.
04:53Eu acho que aí eu já...
04:53Vou até dar um spoiler de um dos conteúdos.
04:56Eu acho que tem uma geração nova que talvez não saiba,
04:59nós, mais veteranos, sabemos,
05:01o Sesc era um cinema.
05:02Era o Cine Palácio,
05:05era o dos maiores cinemas de Belo Horizonte,
05:07um super espaço,
05:08e, de repente, ele deixa de existir enquanto cinema
05:11e ele ressurge enquanto espaço cultural.
05:14Então, uma das discussões que a gente trouxe muito
05:16para esse projeto,
05:18além, claro, da história dos cinemas de rua de Belo Horizonte
05:21que praticamente acabaram,
05:22a gente vê essa imigração dos shopping centers,
05:25digo, tem uma nova geração que nem pegou os cinemas de rua,
05:28mas eles já foram muito presentes na vida.
05:30A gente, eu entendo que a nossa geração aqui
05:33pegou já um pouco do final desse ciclo,
05:35a gente já pegou uma transição,
05:37a gente já viu vários sendo fechados,
05:41enfim, mas a gente também está nessa discussão
05:44do que o espaço representa para a cidade agora,
05:47enquanto um espaço cultural, digamos, mais multiuso.
05:50Claro, você tem um grande teatro,
05:52mas você tem uma sala de cinema,
05:53você tem sala de menores,
05:55você tem exposições,
05:56você tem um espaço aberto ali,
05:58que as pessoas passam um dia ali,
05:59a gente que ficou muito lá.
06:01Então, acho que a gente junta esse tanto de coisa.
06:03A ND é um projeto muito plural,
06:06é um projeto que a gente,
06:09como eu falei,
06:10a gente colocou artistas já,
06:12com um super histórico,
06:14uma carreira consolidada,
06:15com estudantes também para produzir,
06:17todos lado a lado ali.
06:19Então, é um fruto nessa exposição
06:21que reiterar o convite aqui
06:23para todo mundo conhecer.
06:24Não vou nem chamar de exposição
06:25essa ocupação do Sesc Palácio,
06:28com esse conteúdo que vai mesclar
06:29fotos, audiovisual, texto, poesia,
06:34arquitetura, design.
06:36Então, ela está lá como fruto
06:37dessa efervescência coletiva.
06:41Conta para a gente aí, Bruno,
06:42como é que foi a produção desse conteúdo?
06:45Quantas pessoas participaram?
06:47Quantos artistas participaram?
06:49Como é que foi, propriamente dito,
06:50a construção da...
06:52Que as fotos são essas que estão lá?
06:54Pois é, eu queria até complementar muito
06:56que eu acho que é legal
06:56quando o Léo traz esse conceito
06:57de ocupação,
06:58porque é exatamente isso
06:59que a gente propõe lá mesmo.
07:00E é legal porque,
07:01como é um projeto de longo prazo,
07:03ele vai ficar exposto seis meses,
07:05ele também entra com
07:06o que a gente chama de vivências.
07:08Então, além de ter um projeto educativo,
07:11onde a gente vai levar algumas escolas,
07:13algumas ações que a gente está fazendo
07:14em paralelo,
07:15mas os artistas também estão propondo
07:17algumas dessas vivências.
07:18Então, por exemplo,
07:18tem uma artista que vai fazer
07:19uma aula de yoga,
07:20que às vezes não tem nada a ver,
07:21mas é exatamente a discussão
07:22que a gente quer trazer,
07:23de reocupar o centro,
07:25de trazer as pessoas de volta
07:26para aquele espaço.
07:27Então, é muito legal porque é isso,
07:29essa coisa que é uma ocupação,
07:32uma publicação expositiva,
07:34que às vezes é algo pouco pensado,
07:36dentro de um fazer coletivo,
07:37que eu acho que é um pouco
07:38essa dinâmica e esse DNA
07:41da Nitro,
07:41que a gente gosta muito de trabalhar,
07:43para pensar o que a gente chama
07:45de uma ocupação,
07:46de uma interferência ali
07:48no cotidiano daquelas pessoas
07:49que estão ali maior.
07:50Então, nesse ponto,
07:51a gente entende esse projeto
07:55quase como realmente
07:57uma grande ocupação ali
07:58e esse desenho.
08:00Então, uma parte dele já aconteceu já
08:03e vai dar prosseguimento
08:04durante seis meses.
08:05É isso, porque o laboratório
08:07de produção já é uma parte.
08:08Então, quando a gente juntou
08:09esses dois artistas que o Léo falou,
08:11desses DNAs diferentes,
08:12uma desenhista,
08:14alguém que é um poeta,
08:16fotógrafo, cineasta, enfim.
08:18Então, tem esse grupo multidisciplinar
08:20que ocupou o SESC lá
08:21durante essas duas semanas,
08:23onde a gente ficou vivendo
08:25e produzindo,
08:25porque são todos conteúdos inéditos
08:26e produzidos a partir desse grupo.
08:28A gente chega lá
08:29com uma página em branco,
08:31fala, galera,
08:31a gente precisa fazer,
08:33a proposta é trabalhar,
08:35então é legal,
08:36porque a gente traz esse conceito
08:37que vem dentro desse movimento
08:39que o Léo trouxe
08:40das celebrações dos 15 anos
08:42do Palácio.
08:43Então, recuperar um pouco
08:44a história que vem lá
08:45desde o cinema
08:46e que vem permeando
08:50essa história da cidade mesmo
08:51até os dias de hoje,
08:54trabalhando um pouco
08:54esse conceito
08:55que para a gente
08:56era muito importante,
08:57que é os caminhos
08:58que levam até o centro
08:59ou que saem do centro
09:00e vão para a periferia,
09:02para esse entorno,
09:02essas pessoas
09:03que têm histórias
09:04e que têm memórias
09:05com esse lugar.
09:06Então, a partir desse ponto
09:09de partida,
09:09a gente propõe.
09:10Então, era isso,
09:11essa folha em branco,
09:12esse desafio,
09:13e aí, vamos fazer?
09:14E aí, esse processo de imersão.
09:16E aí, é muito legal
09:17até estar aqui
09:20para poder discutir isso,
09:21porque ele é inspirado
09:22no modelo de redação,
09:23que a galera está muito...
09:26É isso,
09:27a gente abre os conteúdos,
09:29tem coisas que vêm
09:30que não dão certo,
09:30que caem.
09:32Eu e o Léo fazemos um papel,
09:33a gente assina uma coordenação,
09:35mas a gente brinca
09:35que a gente é realmente
09:36os editores ali,
09:37porque chega uma ideia
09:38que a gente acredita,
09:39bota pilha e tal,
09:40mas o negócio não dá certo.
09:41Olha, galera,
09:41a gente canetou aqui
09:42e vai embora.
09:43Caiu a pauta.
09:44Caiu a pauta.
09:45Então, assim,
09:45rola muito isso,
09:47e para a gente é muito legal,
09:48porque é uma coisa
09:49que a gente sabe
09:50que está cada vez mais difícil,
09:51um modelo de redação,
09:52um modelo de trabalho,
09:54e aí propor para uma galera
09:55que às vezes não tem
09:56esse background
09:57que a gente tem
09:58do mercado editorial,
10:00às vezes pessoas,
10:00igual os jovens estudantes
10:01que às vezes nunca vivenciaram isso,
10:03o Léo ficava lá
10:04cheio de dedos,
10:05os meninos mais novos,
10:06mas como é que eu vou falar
10:07com ele,
10:07que a pauta...
10:08Eu falei,
10:08Léo,
10:09quantas vezes você já ouviu falar
10:10que sua pauta caiu,
10:11que a sua foto ficou ruim,
10:12você teve que...
10:13Então, assim,
10:13é legal porque a gente consegue
10:15resgatar um pouco
10:16essa essência
10:17e estar aqui discutindo isso
10:19é muito legal
10:19por causa disso,
10:20porque realmente vem
10:21inspirado,
10:22hoje,
10:23num trabalho artístico,
10:24num trabalho mais amplo,
10:26mas muito inspirado
10:27no que a gente viveu.
10:28Nesse projeto novo
10:30da Nitro,
10:32vocês estiveram lá
10:33em quantas pessoas?
10:35Porque lá vocês
10:36são em cinco, né?
10:37Isso,
10:38mas mais envolvido
10:39com esse projeto
10:39foi eu e Bruno
10:40nessa coordenação,
10:41o Marcos,
10:42que é um dos sócios,
10:43ele participou
10:44produzindo conteúdo,
10:45ele fez um ensaio
10:45muito bonito,
10:46assim,
10:47muito legal,
10:48até ele acabou,
10:49se for pensar,
10:50ele está o nosso
10:50décimo e terceiro
10:51participante aí.
10:53Artista convidado.
10:54Exatamente,
10:55mas eu e Bruno
10:55que ficamos mais à frente
10:57dessa produção.
10:58e, propriamente dito,
11:00vai ser só uma,
11:01como é que vai ser
11:02a exposição,
11:03como é que vai ser?
11:04Quando a gente
11:05der para contar,
11:06ele estraga a surpresa.
11:08Eu acho que a gente tem,
11:09né,
11:10vai sair em papel.
11:12Nós vamos fazer,
11:12normalmente,
11:13no jornal,
11:13vamos fazer uma analogia,
11:14se a gente teve um tema
11:15central a ser discutido,
11:17que era o próprio
11:18Sesc Palácio,
11:19a relação dele,
11:20e a partir daí,
11:22com a cidade,
11:23com a cidade,
11:23enquanto espaço cultural,
11:24enquanto ser um espaço
11:25de inclusão,
11:27mas, ao mesmo tempo,
11:27um espaço que muitas pessoas
11:29não frequentam,
11:30por achar que não cabem ali,
11:33né,
11:33todos os centros culturais
11:34vivem isso,
11:35mas eu acho que a gente
11:36teve essa temática central,
11:38e a gente, claro,
11:39estimulou algumas ideias,
11:40mas os artistas tiveram,
11:42propuseram,
11:42então, muita gente,
11:43pô,
11:43o menino é estudante lá,
11:45gasta duas horas
11:46para ir para o Sesc,
11:47duas horas para ir,
11:48duas horas para voltar,
11:48ele falou,
11:49cara, o caminho é parte
11:50da minha vida,
11:50eu quero documentar,
11:51esse caminho,
11:52entrou,
11:53teve uma menina,
11:55ela fez um desenho
11:56que ficou, assim,
11:57ficou muito marcante,
11:58ela falou,
11:59gente,
11:59eu entendo esse prédio
12:00quase como uma pessoa,
12:02assim,
12:02então,
12:02ela criou uma figura
12:04antropomórfica,
12:05assim,
12:05do prédio,
12:05com perna,
12:06o Sesc apaixonou,
12:08inclusive,
12:08com esse desenho,
12:09assim,
12:09ele está bem forte
12:10na exposição,
12:11então,
12:11teve uma questão
12:13da rua ser muito discutida,
12:15do espaço da rua,
12:16né,
12:16muita gente,
12:17a gente levou umas câmeras
12:18que a gente deixava disponível,
12:20então,
12:20o pessoal pegava a câmera,
12:21e ela falava,
12:21eu quero ir para a rua,
12:22então,
12:22vamos discutir o centro,
12:24então,
12:24vamos fotografar esse centro,
12:26esse entorno,
12:27a gente também teve esse resgate,
12:29né,
12:29porque,
12:30reforçar aqui uma coisa,
12:31que o projeto vem de uma continuidade,
12:33do Moradores,
12:34que aconteceu antes,
12:35os dois fazendo parte dos desvios,
12:37os dois fazendo parte dos desvios,
12:38nesse,
12:40celebrar os 15 anos,
12:41Moradores era um outro projeto,
12:42é um outro projeto,
12:43que veio antes,
12:44é porque a gente emendou um no outro,
12:46depois eu vou dar,
12:46a gente já vai dar um spoiler,
12:47que eles no final vão se juntar,
12:49numa outra obra que vai ser produzida,
12:51que vai fechar todo esse processo,
12:53né,
12:54mas o Moradores é um projeto de histórias de vida,
12:57de personagens e de retratos,
12:58mas aí ele gerou uma pesquisa que foi importante,
13:01então,
13:02por exemplo,
13:02teve personagens do Moradores,
13:04por exemplo,
13:05teve uma figura,
13:07tem uma coleção dos ingressos do Sesc,
13:10o cara foi,
13:10tem mais de 500 ingressos de espetáculos que ele vai,
13:13e aí,
13:13ao mesmo tempo,
13:14você tem um artista da periferia,
13:15que nunca pisou no Sesc,
13:17então,
13:18vamos discutir,
13:19por que o cara nunca foi no Sesc,
13:21nem a distância geográfica não,
13:23por que ele nunca entrou lá,
13:24enquanto o outro vai tanto,
13:26então,
13:26essas histórias foram surgindo,
13:28também,
13:29em parte,
13:30né,
13:30nessa sequência da pesquisa que o Moradores iniciou,
13:33a própria história dos cinemas,
13:34por exemplo,
13:35o Ataídes,
13:36que é um pesquisador,
13:37tem uma pesquisa belíssima,
13:40sobre a morte dos cinemas de rua de Belo Horizonte,
13:42então,
13:43ele cedeu um acervo para nós,
13:44e aí,
13:46duas das artistas foram para a rua,
13:48foram revisitar esses cinemas,
13:50tem um que a loja é doméstico,
13:52tem um que é uma ruína,
13:53gente,
13:53em plena Praça do Soares,
13:56tem ruína dos cinemas mais incríveis,
13:58exatamente,
13:59que já teve,
14:00outros estão,
14:01né,
14:01loja de produto,
14:02enfim,
14:04estacionamento,
14:04o Pateu,
14:05por exemplo,
14:06igreja,
14:07o Pateu,
14:07o estacionamento,
14:08você entra por dentro,
14:09tem cartaz,
14:11então,
14:11essas histórias foram surgindo,
14:12e foram tal qual uma dinâmica de redação,
14:16e aí o Bruno fez essas brincadeiras,
14:18foram boas,
14:19que além de histórias que eventualmente,
14:22né,
14:22ou foram derrubadas,
14:24tinha uma questão do prazo também,
14:26uma hora a gente falou,
14:26gente,
14:27até porque a gente estava com todo mundo mobilizado,
14:31não dava para ficar a vida inteira,
14:32então a gente falava,
14:33gente,
14:33quem não chegar a conteúdo até o digital,
14:35vai cair.
14:36Como é que foi essa costura?
14:37Pois é,
14:38uma coisa legal,
14:38que eu queria complementar também,
14:40que eu acho que tem super a ver com esse processo,
14:42e com o ambiente aqui,
14:43que é quase essa coisa da proposta expográfica mesmo,
14:45porque ele realmente dialoga com uma publicação impressa,
14:50então assim,
14:51a ideia é que tem um sumário,
14:52que tem páginas,
14:54sabe assim,
14:54então assim,
14:54quando a gente começou a idealizar ali o projeto gráfico,
14:58porque a gente brinca que não é nem só um projeto expográfico,
15:00é um projeto gráfico aplicado nas paredes,
15:03assim,
15:04então ele tem uma amarração,
15:05então você entra,
15:06tem uma capa,
15:06é muito legal,
15:07vocês vão poder perceber isso.
15:08Vai ter um livro de panda,
15:10esse é o spoiler,
15:12andar dentro da revista.
15:14É bem essa viagem,
15:15entendeu?
15:16Então é muito legal isso,
15:17então vão ter plaquinhas,
15:18onde vão ter ali pequenas informações,
15:19sinopse,
15:20crédito,
15:21acesso ali,
15:21algumas outras informações,
15:23muito texto presente,
15:24muito texto presente nas fotos,
15:25as fotos com muita interferência,
15:27então tem interferências gráficas,
15:28é muito,
15:29se a gente pensasse uma exposição de fotografia,
15:33que talvez fosse um lugar que a gente ficasse mais confortável,
15:35e mais clássica,
15:36foto na parede,
15:37tal,
15:37tal, tal,
15:38não é isso,
15:39assim, sabe?
15:39Ele é realmente uma cara de uma revista nas paredes,
15:42e a ideia é propiciar uma experiência mesmo,
15:45para o visitante ali,
15:46achei legal você trazer isso,
15:48como realmente estivesse dentro de uma revista,
15:50acho que,
15:50a gente não tinha pensado isso,
15:51mas acho que dialoga super,
15:53e mais que essa coisa que eu falei antes também,
15:55que é extrapolar,
15:56então você poder vivenciar algumas outras coisas,
15:59uma feira de arte que a gente vai fazer,
16:01lançamento de livro,
16:02essa coisa que eu falei da aula de yoga,
16:04sessão de cinema,
16:06então todas essas vivências,
16:07e aí tudo isso acompanhado,
16:09de mediação dos artistas,
16:11roda de conversa e tal,
16:12então a ideia também é isso,
16:13propiciar também essa interação,
16:16que cada dia a gente vê isso,
16:17levando esse cross-media a outros níveis,
16:21inserindo outras coisas,
16:23que às vezes não são tão habituais,
16:24muito legal,
16:25e a partir disso,
16:26de um conceito de uma publicação impressa,
16:28mas que ela vai para as paredes,
16:29e que ela ganha outras formas de experienciar esse conteúdo.
16:34Legal,
16:35muito que eu ouço aqui vocês falando,
16:36parece que tem muito a ver com a Nitro,
16:39desde os livros,
16:41tem livros antigos,
16:42eu tenho um livro seu da Estrada,
16:44Beira de Estrada,
16:45é um livro que eu gosto muito,
16:46que me ajudou também em muitos momentos,
16:51como referência,
16:52enfim,
16:52eu queria que vocês contassem um pouquinho,
16:54o que é a Nitro,
16:55contasse a história dela,
16:57e aí se puder também contar um pouco,
16:59o início de vocês na fotografia,
17:02acho que é legal,
17:02porque aqui no Divirta-se,
17:03a gente sempre tenta ter um lado meio,
17:06faça você mesmo,
17:07então as pessoas que estão aqui,
17:09que estão prosperando,
17:11de alguma forma,
17:12poderem trazer um pouquinho de dicas e experiências,
17:16para quem está começando,
17:17mas vamos lá,
17:18falar da Nitro,
17:18e de quem vocês começaram.
17:19fotografia,
17:21ou se não é?
17:22A Nitro,
17:22gente,
17:23a gente tem assim,
17:24um DNA fotográfico muito forte,
17:26a gente começa,
17:27como agência de fotografia clássica,
17:30inspirada na Magno,
17:31na Seven,
17:32que bombou naquele momento,
17:34eu já tinha,
17:35eu vinha,
17:36fui assistente do Webinho,
17:38no Fatal de Publicidade,
17:39Moda de BH,
17:41depois trabalhei com o Nelly Rodrigues,
17:42tinha uma agência,
17:43num formato até bem parecido com a Anitta,
17:45atendia o mercado editorial,
17:46corporativo,
17:47a gente até fazia uma revista,
17:49de economia aqui do Estado de Minas,
17:50na época,
17:51adorava fazer,
17:53e aí,
17:54eu já conheci o Bruno,
17:55de outros canavais,
17:56ele era amigo de uma prima minha,
17:58e um dia eu encontro com ele,
17:59numa palestra de fotografia,
18:01na época,
18:02Pro Image Club,
18:03Oi?
18:03Pro Image Club,
18:04o lançamento do filme,
18:06da Kodak,
18:07da Kodak,
18:08era um filme de eventos,
18:09final dos anos 90,
18:10início de 2000,
18:11e eu na época,
18:11eu trabalhava num jornal,
18:13trabalhava na concorrência,
18:14hoje em dia,
18:17e aí,
18:17mas eu já estava querendo,
18:18eu sempre fiz muito freela,
18:20eu queria ter uma estrutura,
18:21e o Bruno falou,
18:22acabamos de montar uma agência e tal,
18:24aí eu fui lá,
18:24conheci o Marcos,
18:26e aí nasce a Nitro,
18:27nós três,
18:28lembro direitinho,
18:29cada um botou 300 reais,
18:30de capital inicial,
18:31para começar o negócio,
18:33e primeiro de janeiro de 2003,
18:35nasce a Nitro.
18:36Legal.
18:37E aí a gente nasce realmente,
18:38muito fotográfico mesmo,
18:40eram fotógrafos,
18:41que compartilhavam uma estrutura,
18:44e a gente batalhando muito,
18:45mercado editorial,
18:46mercado corporativo,
18:47e aí a gente foi,
18:49foi tomando o ritmo.
18:49No início da migração,
18:50para o digital,
18:51a gente ainda pegou,
18:53a gente ainda pegou filme,
18:55a gente tinha laboratório,
18:56na Nitro,
18:57laboratório,
18:57TV,
18:58Scania,
18:59a gente ainda tinha isso,
19:00é verdade,
19:01tinha,
19:01a gente batia o ombro aqui,
19:03com a turma,
19:04dentro do jornalismo aqui e tal,
19:06super começando,
19:07eu lembro que teve uma campanha,
19:08logo,
19:09logo,
19:102004,
19:11se não me engano.
19:11batia o ombro,
19:12é muito bom.
19:13Era,
19:14exatamente,
19:14a gente trombava muito.
19:15Qualquer um que já foi,
19:16qualquer um que já foi com uma câmera,
19:18numa pauta,
19:19sabe exatamente o que é bater o ombro,
19:21muito bom.
19:21E era legal,
19:22porque era isso,
19:22um monte de menino,
19:23com pouca experiência,
19:25mas com muita vontade,
19:26com muita vontade,
19:27e às vezes em trombar,
19:28igual a gente reencontra,
19:29por exemplo,
19:29Jair aqui,
19:30pessoas que às vezes estão aí até hoje,
19:32que fazem parte da nossa história aí,
19:34dentro desse vídeo.
19:34Um abraço,
19:35Jair Amaral,
19:36um grande abraço,
19:37na verdade,
19:38para a equipe de fotografia toda.
19:40Exatamente,
19:40o Guzante está representando aqui.
19:42Então,
19:43assim,
19:43vamos fazer uma volta
19:44muito maior no tempo.
19:45Qual foi o primeiro acesso de vocês
19:48à fotografia?
19:49Quem quiser começar,
19:51vamos lá.
19:52Quem teve,
19:52assim,
19:53a câmera do pai,
19:54que pegou,
19:55emprestado?
19:55Porque eu achei muito peculiar
19:56vocês falarem que se reencontraram
19:59no lançamento de um filme.
20:01E aí não é um filme
20:02que vai passar na sessão da tarde,
20:05é o lançamento de uma película.
20:08Como que era,
20:09quando vocês começaram?
20:10Conta a sua,
20:11primeiro,
20:11depois o Léo.
20:12Cara,
20:13então,
20:13o meu começo da fotografia,
20:14ele vem muito dessa época,
20:16assim,
20:16sabe?
20:16Ele vem de uma trajetória,
20:19de uma mudança profissional,
20:21ali,
20:21eu venho da engenharia,
20:23formei em engenharia,
20:24essa época,
20:25eu estava,
20:27trabalhei,
20:27tinha conhecido o design,
20:28ali,
20:28a partir de uma coisa industrial,
20:30ali,
20:30de uma fábrica de móveis,
20:32que eu trabalhei,
20:33aí comecei a ter uma referência,
20:34ali,
20:34de design,
20:35e tal,
20:35apesar de vir de uma família,
20:38assim,
20:38da turma que sempre permeou um pouco as artes,
20:41ali,
20:41eu nunca tinha entrado muito ali.
20:43E aí,
20:44na faculdade,
20:45eu começo a fotografar,
20:46ali,
20:46com a galera do curso de biologia,
20:48tão legal,
20:49que foi ali,
20:49aonde,
20:50eu fazendo engenharia,
20:51mas meus amigos eram ali,
20:52a biologia tem uma cadeira,
20:54de documentação fotográfica,
20:56e aí,
20:57eu começo ali,
20:58e aí,
20:58nesse movimento,
20:59de fotografia de viagem,
21:01de natureza,
21:02e tal,
21:02um pouco desse primeiro,
21:03nessa vontade de conhecer o mundo ali,
21:05nessa coisa da fotografia poder expandir essas possibilidades,
21:10e aí foi uma aposta mesmo,
21:12sapou,
21:12então,
21:12acho que isso pode dar certo,
21:13assim,
21:13e aí foi essa coisa,
21:14de um passo atrás do outro,
21:16né,
21:17a minha história com a fotografia se confunde com a história da Nitro também,
21:20porque é exatamente,
21:20né,
21:21tudo,
21:21né,
21:22todos os trabalhos,
21:23todos os projetos,
21:23apesar,
21:24né,
21:24de já ter feito outras coisas,
21:25mas estão dentro aí desse,
21:27desse,
21:28né,
21:28desse modelo aí,
21:30de trabalho colaborativo,
21:31de modelo de negócio,
21:32enfim,
21:33desse ecossistema,
21:34sei lá,
21:34o que é a Nitro hoje para a gente,
21:36assim,
21:36mas é essa simbiose aí,
21:39da fotografia da Nitro e do trabalho documental,
21:42então nasce lá e está lá até hoje,
21:44assim,
21:44então é um pouco por aí.
21:46E você,
21:46Leo,
21:46como é que você começou?
21:47Rapaz,
21:48eu,
21:49né,
21:49dentro de casa,
21:50meu pai era muito ligado à imagem,
21:52né,
21:52ele era editor,
21:54ele já foi fotógrafo,
21:55ele tinha uma oficina de artes gráficos,
21:57inclusive,
21:58que o material de impressão deles,
22:00eles imprimiam gravuras,
22:01né,
22:01chamava oficina Guild,
22:02o material foi comprado do Estado de Minas,
22:05foi a transição tecnológica do Estado de Minas,
22:07quando saiu da tipografia,
22:09né,
22:09e foi entrando no movimento das rotativas,
22:11do Offset,
22:12ele comprou esse material do Estado de Minas,
22:14então eu cresci brincando com os tipos e tal,
22:18e aí quando a gente estava,
22:19né,
22:20chegando aí 18 anos,
22:22meu pai conheceu um fotógrafo lá em Congonhas,
22:24o Luiz Guilherme,
22:26e aí ele,
22:27ele juntou eu e meus irmãos,
22:29falou,
22:29olha,
22:29vocês vão fazer um curso de fotografia,
22:31e foi legal que assim,
22:32ele não,
22:32não que vocês tenham que virar fotógrafo,
22:34mas ele entendia que era uma alfabetização visual,
22:36do mundo já muito imagético,
22:38que legal,
22:39é,
22:39a pegada foi essa,
22:40você tem que entender ler imagem,
22:41porque o mundo é das imagens,
22:43você pensa,
22:43isso foi final dos 90,
22:45e aí foi,
22:46a gente juntou amigos e meus irmãos,
22:48fizemos o curso,
22:49e eu acabei,
22:50tomei gosto,
22:51segui,
22:52eu tinha um amigo também,
22:53que é grande amigo meu,
22:54até hoje,
22:55padrinho do,
22:56do,
22:56do meu filho,
22:57eu sou padrinho da filha dele,
22:58e ele tinha o,
23:00o,
23:01o,
23:02o padrasto dele era fotógrafo,
23:04então a gente saía da escola e ia para o estúdio,
23:06do padrasto,
23:07e eu adorava aquele ambiente ali,
23:08enfim,
23:09e aí eu acabei,
23:10indo,
23:11fiz o curso,
23:12depois ficava fotografando,
23:14aí,
23:15aconteceu de,
23:16né,
23:17de eu fui para o Nélio,
23:18na verdade,
23:19eu até inverti a auto,
23:19que eu fui para o Nélio antes,
23:22desculpa,
23:22eu fui,
23:23aí eu entrei no design gráfico,
23:25aí conheci o Vebim,
23:26virei o assistente dele,
23:27aí fui para o Nélio,
23:28e aí fui chamado para ir para hoje em dia,
23:31então acabou que aí,
23:32né,
23:32a experiência de redação,
23:34o Gusanche bem sabe,
23:35ela é muito intensa,
23:37né,
23:37você é submetido,
23:38as situações,
23:39mesmo dia você faz enchente,
23:41você faz o governador,
23:42e de noite você ainda quebra,
23:43um showzinho,
23:44tem que fazer um evento ainda,
23:45tem um showzinho ali,
23:46sabe,
23:47então você sai com a casca grossa,
23:49né,
23:50legal que a sua história,
23:51ao contrário daquela piada clássica do audiovisual,
23:54que fala assim,
23:54minha mãe falou,
23:55estuda,
23:56eu entendi,
23:56estúdio,
23:57no seu caso não,
23:58seu pai falou,
23:59vai para o estúdio,
24:00e aí a gente vai,
24:01você estuda.
24:02Eu tive muito nesse ponto,
24:03sempre,
24:04né,
24:05tive muito apoio,
24:05mesmo da minha mãe,
24:06assim,
24:06minha mãe era professora de história,
24:07mas,
24:08né,
24:09porque não é a carreira que muitos pais querem,
24:11né,
24:11o brinco,
24:11saiu do tri,
24:13né,
24:13medicina,
24:14engenharia,
24:14advocacia,
24:15o pessoal já fica meio assim,
24:17o Gusanche,
24:17você podia contar também um pouquinho da sua história,
24:20resumidamente,
24:21já que estamos entre,
24:24eu vim para Belo Horizonte estudar,
24:27e já era um apaixonado por imagem,
24:30por fotografia,
24:31eu sou o Jay Mores,
24:33minha cidade tem um grande fotógrafo,
24:35né,
24:35então aí,
24:36vem aquela vontade de conhecer o mundo,
24:39de fazer jornalismo,
24:40de estudar imagem,
24:42eu vim para Belo Horizonte,
24:43fiz o curso de jornalismo,
24:45e ali me apaixonei pela fotografia,
24:47e estou até hoje,
24:48pela imagem,
24:50legal,
24:50legal,
24:50passei por,
24:52pela concorrência,
24:53né,
24:54e acabei vindo para o Estado de Minas,
24:55estou aqui,
24:56tem 16 anos,
24:57bom demais,
24:58colega aqui,
24:59e aí,
25:00vamos,
25:01vamos falar mais um pouquinho da Nitro,
25:03sim,
25:04das outras pessoas,
25:06como é que cresceu,
25:09esses projetos,
25:10eu queria entender também,
25:11como vocês veem o consumo de fotografia,
25:14fora de jornal e revista mídia,
25:17assim,
25:18tipo,
25:18vocês fazem livros,
25:19né,
25:20esse projeto totalmente,
25:21é que a Nitro também não é só,
25:23não é só fotografia não,
25:25legal,
25:25é porque foi onde começou,
25:26conversa com cinema,
25:28com texto,
25:30de consumo de imagem,
25:31de tudo,
25:32e como que a Nitro está,
25:33se for pensar hoje,
25:35na transição que a Nitro fez,
25:36igual eu falei assim,
25:36a fotografia está no nosso DNA,
25:39mas hoje,
25:39até enquanto Nitro negócio,
25:41a fotografia já não representa mais,
25:43nem de perto,
25:44o que já foi lá,
25:45né,
25:46quando a gente começou,
25:47exatamente,
25:48eu acho que tem uma história que foi importante,
25:50é que eu sempre gostei muito de livro,
25:52sempre gostei,
25:54então sempre quis fazer um livro de fotografia,
25:55desde o inicinho,
25:57a gente,
25:57desde o início da Nitro,
25:58a gente batalhou projetos,
26:00escrevendo em lei de incentivo,
26:01na unha,
26:01na tora,
26:02é onde,
26:02puf,
26:03consegui captar,
26:04o beiro de estrada,
26:05e quando eu consegui captar na época,
26:07foi para fazer uma exposição,
26:09aí eu fiz o projeto,
26:10rodei em Minas,
26:12foi um dos projetos mais legais que eu já fiz,
26:14e depois uma empresa me chamou,
26:16querendo fazer o livro,
26:17mas fazendo um livro com a cara de autor,
26:20não um livro institucional,
26:21e aí,
26:21essa experiência de fazer o livro,
26:24o livro já é uma coisa muito multidisciplinar,
26:27você tem edição,
26:28você tem texto,
26:29você tem design,
26:30você tem impressão,
26:31e o Bruno também,
26:33depois ele fala melhor,
26:34ele logo no início da Nitro,
26:36ele também adentrou no audiovisual,
26:39no cinemão mesmo,
26:40como assistente de câmera,
26:42como diretor de fotografia,
26:43e o cinema também é um fazer muito coletivo,
26:46eu acho que essas coisas foram juntando,
26:48e aí depois começa eu,
26:50Bruno e Marcos,
26:51aí entra o João,
26:52que vem já chamando a gente
26:55para participar de um projeto,
26:57e aí a gente já começou a ter uma visão maior,
27:00assim, de projetos,
27:01de execução e etc,
27:03e eu acho que aí tem um ponto que foi importante,
27:05que em 2012 o Gustavo entra na Nitro,
27:07aí o Gustavo não é um fotógrafo,
27:08ele é um jornalista,
27:09ele é um escritor,
27:11e logo depois a gente começa a pegar
27:13grandes projetos audiovisuais,
27:15e hoje se for pensar,
27:16os projetos mais fortes que a gente pega na Nitro,
27:19seja autorais, artísticos, comerciais, corporativos,
27:23são justamente multidisciplinares,
27:25são projetos que a gente faz um filme,
27:28a gente produz um banco de margem fotográfico,
27:30a gente edita livro,
27:32então hoje a gente tem essa característica muito plural,
27:35a gente não gosta nem de falar,
27:36não, se são agentes de fotografia,
27:38se são editor ou se são produtores audiovisuais,
27:42a gente é tudo,
27:43a gente brinca assim,
27:44nós somos contadores de histórias,
27:45e a gente vê,
27:47seja a fotografia,
27:48seja o livro,
27:49seja uma exposição,
27:50seja um filme,
27:50como possibilidades narrativas,
27:53então a gente,
27:54e a gente,
27:55isso não é uma coisa de boca para fora,
27:57de fato é o que a gente é,
27:58pensa esse projeto do Sesc,
27:59ele é lindo,
28:00porque ele resume isso tudo,
28:01é um projeto com muita fotografia,
28:03com muito audiovisual,
28:04com instalação,
28:06com uma exposição,
28:07uma ocupação,
28:08ele vai gerar,
28:09já vou adiantar o spoiler,
28:10a gente vai ter um desdobramento,
28:12que vai ser um catálogo,
28:14mas que vai ser muito mais do que isso,
28:15que vai ser uma obra,
28:16que a gente vai juntar os conteúdos do Moradores,
28:19com a AMD,
28:21e vamos fazer um diálogo,
28:22e o próprio Sesc falou,
28:23gente,
28:24a gente não quer um catálogo,
28:25a gente quer uma obra,
28:27uma publicação,
28:27que vai juntar,
28:28de uma maneira bem livre,
28:30então acho que isso resume muito,
28:31o jeito que a gente está,
28:33e por exemplo,
28:33num projeto igual a esse,
28:34eu e o Bruno,
28:35a gente praticamente nem pegou na câmera,
28:37a gente está muito mais com facilitador,
28:40editor criativo ajudando,
28:42então isso acontece também,
28:43você sai um pouco,
28:45isso na NITO varia muito de projeto para projeto,
28:47mas às vezes você tem que abrir mão do campo,
28:49para estar na base,
28:51então são lugares,
28:52não carregou peso não,
28:53você fica numa coisa mais com o editor,
28:56curador,
28:57coordenador de projeto,
28:59técnico,
29:00o bicho pega,
29:00vai para lá,
29:01e aí ele precisa pegar uma câmera,
29:03vai,
29:03pega também,
29:05e é legal,
29:06porque tem essa bagagem também,
29:07e não só bagagem de vontade também,
29:09porque é isso,
29:10o que a gente gosta de fazer,
29:12estar em campo também,
29:13então essa bagagem também propicia,
29:16e acho legal o Leo trazer isso,
29:18essa coisa do multidisciplinar,
29:19e ao mesmo tempo aquilo que eu falei antes também,
29:21que é esse lugar,
29:24eu acho que até de uma generosidade,
29:26nessa coisa do fazer coletivo,
29:27porque também a gente já teve,
29:29por exemplo,
29:30outros coletivos no Brasil,
29:31outras pessoas que trabalhavam nesse modelo,
29:35e talvez a NITO seja o mais longevo de todos,
29:38você já tem quantos anos?
29:39Já tem 25 anos quase,
29:4123 anos a gente está,
29:43então nesse mesmo modelo,
29:45e aí trabalhando,
29:48esses desapegos,
29:49igual o Leo falou,
29:49às vezes eu tenho que abrir mão de estar no campo,
29:51com o lugar que eu gosto,
29:52para estar na base,
29:53ou o contrário,
29:54enfim,
29:55então são coisas desse fazer coletivo,
29:57que a gente gosta muito de fazer,
30:00então acho que é isso também,
30:01a gente se sente bem,
30:02então mesmo às vezes não estando ali na linha de frente,
30:05ou estando ali no background,
30:07é um lugar que alimenta também,
30:09então nesse ponto eu acho que é uma característica mesmo,
30:14um DNA do nosso trabalho.
30:15Vocês já tiveram algum projeto,
30:17alguma coisa fora do país,
30:19ou só aqui dentro?
30:22Cara, a gente tem alguns,
30:25o foco principal do nosso trabalho hoje,
30:28ele realmente está nesse lugar,
30:29do Brasil,
30:30dessa coisa das relações das pessoas com o ambiente,
30:33dessas preservações de hábitos e costumes,
30:36então esse lugar para a gente é muito confortável,
30:39e é o lugar onde a gente realmente se especializou,
30:42e se aprofundou dentro do nosso trabalho.
30:45Mas a gente já teve a oportunidade,
30:46de fazer uma imersão meio parecida,
30:48como essa que a gente está fazendo no SESPALAD,
30:49lá no Uruguai.
30:50Foi a nossa primeira exposição 100% coletiva,
30:54eu digo assim,
30:55com fotos dos quatro fotógrafos e textos do Gustavo,
30:58foi a exposição no Uruguai.
31:00Eu lembro disso.
31:01E como foi aceito lá?
31:03Foi muito legal,
31:04inclusive um projeto que a gente é apaixonado,
31:07o Uruguai tem uma instituição que é o CDF,
31:09é o Centro de Fotografia de Montevidéu,
31:11que é fantástica.
31:13E tem coisa que dá até dó deles falarem
31:17o tanto de coisa que eles aprenderam com a Funarte,
31:21a base deles, por exemplo, da conservação.
31:24Daquele tema que a gente estava falando antes,
31:26igual da importância de um acervo,
31:28igual do jornal que a gente estava falando.
31:29Você imagina, os caras têm uma instituição pública
31:32que aprendeu no Brasil como se faz
31:34e hoje preserva essa memória fotográfica do Uruguai inteiro.
31:38Então assim, maravilhoso.
31:39E o Brasil já não anda protegendo tudo.
31:43E a gente estava falando disso aqui antes de começar o nosso papo.
31:44E pegar fogo, inundar, enfim.
31:48E como é que vocês guardam a imagem aí de vocês?
31:51Vamos falar um pouquinho de técnicas, assim,
31:54de preservação.
31:55Eu me arrisco a dizer que das áreas que a gente mais investe,
32:00as áreas que a gente mais investe na Anitta
32:03é na preservação digital.
32:04Além da gente ter uma estrutura...
32:07Meu irmão, por exemplo, trabalha com tecnologia,
32:09trabalha com digitalização de acervo,
32:11para hospital, escritório de advocacia.
32:14Quando eu falo o volume de dados que a gente tem
32:16para uma empresa pequena, ele quase cai para trás.
32:18Então a gente tem hoje um servidor com quase 100 teras,
32:23com backup,
32:25e a gente tem...
32:26A gente cataloga tudo que a gente produz e a gente arquiva isso
32:30numa fita chamada LTO, que é uma fita de backup.
32:34E só desse acervo de LTO, a gente deve ter 250 teras.
32:38São mais aí de quase 2 milhões de fotos
32:42e nem sei dizer quantos takes, quantas horas de audiovisual.
32:46E aí, nesse caso, vocês guardam tudo?
32:48Tipo assim, por exemplo, você vai para a campo,
32:50você tira 200 fotos, seleciona 20.
32:52Vai às 200 ou vai às 20?
32:54Olha, infelizmente, nesse ponto, a gente já dou para trás.
32:57Hoje a gente tem arquivado praticamente tudo que a gente produz.
33:00Tinha uma época, quando a gente produzia só fotografia,
33:03a gente geralmente arquivava 30% do produzido.
33:06Tem coisa que a gente ainda deletra.
33:07Só o editado.
33:08É, um evento, assim...
33:10Mas, por exemplo, você vai produzir uma documentação robusta.
33:14Ah, o João fica lá 10 dias na Amazônia fazendo uma espécie.
33:18A gente tem uma tendência ultimamente de arquivar tudo.
33:23Infelizmente.
33:24Por quê?
33:24Eu acho que mais no fluxo, assim,
33:26quando você faz uma volta desses projetos maiores,
33:28que tem sido muito nosso perfil,
33:30digo assim, com muitos dias de campo, com muito conteúdo,
33:33você acaba...
33:34você vai editar esse material muito pensando no que você vai fazer com ele.
33:37Ali agora, né?
33:38É, vai virar um livro, vai virar uma exposição,
33:40vou fazer uma edição rápida, vai ser uma websérie.
33:43Depois que esse produto está pronto,
33:45você tende a...
33:46Você já começou o próximo projeto,
33:48então, melhor arquivar...
33:49Na dúvida, arquiva tudo.
33:50Eu não recomendo.
33:52Eu acho que essa coisa também, né?
33:53Porque os projetos não são só mais fotográficos,
33:55como o Léo estava falando.
33:57Exatamente.
33:58O número de dados realmente ficou muito, assim, né?
33:59Então, muito audiovisual, muito...
34:02Enfim, a gente volta com duas, três cameras,
34:04cada câmera, né?
34:06Rod, não sei o quê.
34:07E no vídeo, às vezes,
34:09uma lixaiada vai ter dois segundos ali legais, né?
34:13E aí, quando o Léo traz essa coisa de se arriscar,
34:17dizer que talvez seja uma das áreas que a gente mais investe,
34:20é investimento de recurso mesmo.
34:22Exatamente.
34:23Porque a gente já teve um banco de margens, né?
34:25Lá atrás, né?
34:26A gente tinha, era um banco de margens que respondia
34:28e 20, 30% do nosso faturamento era algo importante
34:31que hoje talvez não faça tanto sentido, né?
34:33Em números, nunca mais.
34:35Mas em termos de memória,
34:36para a gente faz todo sentido.
34:37Exatamente.
34:38E aí, a gente acabou mantendo um pouco esse know-how
34:40e um pouco essa evolução desse processo, assim, né?
34:44Então, hoje a gente tem uma estrutura
34:45com três mil economistas que estão na Nitro,
34:47catalogando material full-time, né?
34:49Esses backups, igual o Léo falou, em fita,
34:51tem backup na Nitro, tem backup fora.
34:53Então, talvez a gente tenha uma estrutura hoje
34:55que muito pouca gente tenha também.
34:57Você pensar uma empresa pequenininha aqui de BH
34:59com pensamento e com uma estrutura, entendeu?
35:03Onde a gente não tem retorno, né?
35:05Se você parar para pensar, né?
35:06Que a gente não tem muito retorno.
35:09Mas a gente está lá, patinando e entendendo
35:11a importância que a gente dá para ser,
35:13para uma memória imagética,
35:14entendendo essa coisa, né?
35:16De um tempo que a gente está documentando, né?
35:18Enfim, então, passa um pouco por essa questão
35:20até ideológica mesmo, assim.
35:22Exatamente.
35:23A gente tem que preservar essa memória.
35:25A memória é muito importante isso, não?
35:27A gente não sabe até muito para quê, né?
35:29Mas a gente sabe que é importante,
35:31até porque a gente também,
35:32vários dos nossos projetos,
35:33a gente revisita alguns acervos,
35:35a gente também tem um pouco...
35:35São histórias e devem ser preservadas.
35:38Exatamente.
35:39E falando em história e preservação,
35:41vamos falar um pouquinho do futuro.
35:43E o futuro da Nitro,
35:45o futuro da fotografia,
35:46o futuro dos projetos,
35:47o que vocês podem falar?
35:49Rapaz, eu entendo o seguinte,
35:50a gente está vivendo uma nova transição tecnológica,
35:54assim, muito acelerada,
35:57muito intensa,
35:58e pela primeira vez eu realmente...
36:01Eu vejo assim...
36:02Está cansado?
36:03Está cansado?
36:03Não, não, que a área criativa realmente
36:05hoje está nesse dilema, né?
36:07Porque o AIA hoje faz roteiro,
36:09a AIA hoje faz projeto de design,
36:12a AIA hoje está fazendo filme,
36:13está fazendo animação,
36:14e muitas vezes a partir quase do zero,
36:17de uma frase que é o famoso prompt.
36:20Então é um momento delicado.
36:22Por outro lado,
36:24por uma característica da Nitro,
36:25o nosso trabalho sempre foi muito documental.
36:27Eu brinco assim,
36:28eu acho que daqui a pouco o nosso longa
36:29vai ser assim,
36:30histórias reais com pessoas de verdade.
36:32Porque a gente sempre lidou com esse mundo material,
36:35a gente nunca trabalhou muito,
36:37não porque a gente não goste,
36:38foi o perfil do nosso trabalho,
36:39ser documental,
36:40ser com pessoas de verdade.
36:42que vem lá da nossa raiz,
36:44então acaba vindo, né?
36:46Então a gente acredita cada vez mais,
36:48assim,
36:48em continuar o que a gente está fazendo
36:49e defendendo a importância,
36:51mesmo para o mercado industrial,
36:54corporativo,
36:54que a gente atende muito,
36:56os clientes nos procuram
36:57para lidar com essa realidade,
36:59entender que a gente tem a sensibilidade
37:01de estar lá lidando
37:02com uma pessoa que está sendo impactada
37:04pelo empreendimento que o cliente faz,
37:07e a gente sabe lidar com o CEO
37:08da mesma maneira,
37:10e que a gente sabe propor
37:11um projeto educacional ali
37:12na comunidade do entorno.
37:14Então, assim,
37:15a gente entende,
37:16e hoje é um mundo assim,
37:18a pessoa chega num lugar,
37:19ela não fala mais que chegou,
37:20ela manda uma foto do lugar.
37:21Então a imagem tomou esse poder,
37:26bateu um avião ali,
37:29teve uma coincidência
37:30que a Globo estava filmando,
37:31mas hoje a segunda opção
37:33já é uma câmera de segurança.
37:34E quem chegou logo depois,
37:36muito antes das equipes todas,
37:38já é 30 pessoas com seu celular.
37:40Com certeza.
37:41Então, assim,
37:41a gente já sabe,
37:42a gente já sofreu
37:43todos os impactos possíveis
37:44na nossa atividade,
37:46mas a gente ainda acredita ainda
37:49nesse poder da imagem,
37:50e muitas vezes hoje,
37:51quando a gente é contratado,
37:53a gente é contratado
37:54por um olhar,
37:55é fato.
37:56Claro,
37:57tecnicamente a gente executa bem,
37:58mas muita gente executa.
38:00Então,
38:00muitas vezes,
38:01a gente está sendo contratado
38:02para desenvolver uma ideia,
38:04desenvolver um projeto,
38:05ou uma sensibilidade,
38:07um jeito de ser nosso
38:08no campo,
38:09atuando,
38:10que isso é uma marca nossa mesmo,
38:12de estar nesse campo ali,
38:13lá nesse Brasil profundo,
38:15tratando todo mundo
38:16com muito respeito,
38:17olhando para todo mundo
38:18com muita dignidade.
38:19Então a gente acredita
38:21em continuar fazendo
38:22do jeito que a gente faz,
38:23mas claro,
38:24sem estar com os olhos
38:24fechados para a tecnologia.
38:26Eu acho que um projeto,
38:27antes que eu gastava
38:28uma semana para escrever
38:29e fazer uma planilha,
38:30o IA me economiza
38:33um tempo danado.
38:34Então eu não estou contra o IA.
38:35Claro.
38:36É fato.
38:37Está aí.
38:38Eu ia até complementar
38:39essa coisa do Léo,
38:40eu sou um super entusiasmo
38:41da tecnologia.
38:42Acho que todos nós,
38:43na Anito,
38:43com as suas particularidades ali,
38:45mas a gente tem
38:45esse entusiasmo.
38:47A gente viveu
38:48uma mudança tecnológica
38:49muito intensa,
38:50quando a gente sai
38:51da analógica
38:51e vai para o digital,
38:52de alguma maneira
38:53a gente foi criado também
38:54nesse movimento.
38:56Então,
38:57as câmeras híbridas,
38:58aonde a gente ia
38:58para o campo
38:59e começa a fotografar
39:01e filmar
39:01mais ou menos
39:02da mesma maneira.
39:03Então isso foi muito legal,
39:04porque isso de alguma maneira
39:04foi moldando ali,
39:06a gente tinha que criar
39:07fotógrafos.
39:08Uma pergunta rápida.
39:10Geralmente vocês fazem
39:11separados os momentos,
39:13vai você,
39:14por exemplo,
39:14filmando
39:15e alguém
39:16ou outro
39:18fazendo estilo,
39:19ou às vezes
39:19você vai ali
39:20e faz uma coisa
39:22mais na mão
39:22e faz foto também.
39:24Como que é essa dinâmica?
39:25Porque eu que sou
39:26do vídeo,
39:26eu sou o pentelho aqui
39:28com o perdão
39:29da palavra,
39:30na mesa,
39:32a gente passa
39:33um pouco por isso.
39:34Você está com a cena
39:35massa,
39:35e aí vem um fotógrafo
39:36e entra na frente.
39:37O casamento,
39:38por exemplo,
39:39é um clássico,
39:40mas em outras situações.
39:42Como que vocês
39:43organizam essa dinâmica
39:44entre foto e vídeo?
39:45Legal, cara.
39:46Acho legal você trazer isso,
39:47porque eu acho que é isso
39:47que eu estava pontuando
39:49um pouquinho ali também.
39:50A gente tem muita
39:51tranquilidade,
39:52muita facilidade
39:53para dialogar ali
39:54nesses dois universos.
39:56É legal você falar
39:56que você é o pentelho,
39:57na verdade,
39:57a gente já é do vídeo,
39:58talvez mais que a fotografia,
40:00que a gente pensar
40:01num processo geracional
40:03também e de evolução.
40:05Mas eu acho que foi isso.
40:06Nesse primeiro momento,
40:07a gente lidava muito melhor.
40:09A fotografia e o vídeo
40:10sempre estavam ali
40:12e elas continuam mesmo.
40:14Hoje,
40:14talvez a gente se dá
40:15um pouco mais,
40:17vou chamar de um luxo,
40:18mas talvez de um olhar estratégico
40:20de às vezes separar,
40:21de ir para a campo
40:21um fotógrafo
40:22e alguém filmando.
40:24apesar de a gente
40:25às vezes estar fazendo
40:25as mesmas coisas.
40:26Às vezes a gente vai
40:27para um campo,
40:27por exemplo,
40:28eu e o Léo,
40:29garante um take ali para mim
40:30que eu vou fazer uma foto aqui
40:31ou o contrário.
40:32As câmeras ainda,
40:34não todas.
40:35Às vezes a gente vai
40:35para o campo hoje
40:36com câmeras que já
40:36não fotografam tanto mais,
40:38mas normalmente
40:39a nossa base ainda é híbrida.
40:41Então a gente consegue
40:43transitar um pouco
40:44ali nos dois.
40:44Mas eu acho que hoje
40:46a gente está tomando
40:47um pouco mais de cuidado,
40:48talvez pudesse ser
40:48essa palavra.
40:52parafraseando um pouquinho
40:52o que você falou
40:53e talvez seja o contrário.
40:54Às vezes a gente vai
40:55para um campo
40:55precisando voltar ali
40:57com um filme
40:58e ir com um ensaio fotográfico
41:00e às vezes as fotos
41:00não vêm,
41:01porque o olhar
41:02está talvez muito mais
41:03nesse lugar do vídeo,
41:04do movimento,
41:05talvez aquela narrativa
41:07ali talvez um pouco mais.
41:08A fotografia tem essa coisa,
41:10a necessidade de uma síntese,
41:12de você pegar
41:13e sair dali
41:14com uma foto
41:15que representa talvez
41:16uma semana de trabalho
41:18de campo,
41:18às vezes de um filme
41:19que a gente está fazendo.
41:21Então talvez a gente
41:22tenha perdido um pouquinho
41:23esse traquejo
41:24de às vezes
41:28sintetizar
41:28ou às vezes
41:29essa coisa de realmente
41:30entender que são
41:32universos diferentes
41:33e às vezes
41:33ter outras oportunidades.
41:35Então acho que talvez
41:38seja um luxo mesmo
41:39hoje de tentar separar.
41:40Mas a gente quer
41:42estar nos dois.
41:43Então esse também
41:43é um ponto legal.
41:45Não queremos abandonar.
41:47E o analógico?
41:48Ainda tem alguma coisa?
41:49Porque tem esse hype,
41:51algumas pessoas
41:52estão voltando.
41:54Até a Kardashian
41:55mudou o preço
41:56dos filmes no mundo
41:57porque começou a consumir
41:59muita gente.
42:00No Japão,
42:01vocês fazem alguma coisa
42:03ainda em analógico?
42:04A gente na Nitro não.
42:05Eu entendo assim.
42:07a gente gosta
42:08a gente gosta do impresso.
42:10É fato.
42:10A gente gosta de imprimir
42:11para a exposição.
42:13A gente às vezes imprime
42:14até como acervo.
42:15Não esqueço
42:16teve o Milar
42:17que é um cara
42:17muito especialista
42:18em memória.
42:20Ele falou
42:20olha,
42:21hoje uma das melhores maneiras
42:22de você guardar uma foto
42:23é você fazer uma boa impressão
42:25num papel de algodão.
42:27100 anos de durabilidade
42:28sendo que o digital
42:29queimou o HD.
42:31mas a gente
42:32se for pensar
42:34no fazer
42:35porque eu entendo
42:36que hoje
42:37a fotografia analógica
42:38tem uma pegada
42:40muito forte
42:41tem uma nova geração
42:42que está gostando
42:43então um pessoal
42:44muito ligado
42:45a um olhar artístico
42:46ou uma cara
42:48muito específica
42:49do trabalho
42:50mas na Nitro
42:51a gente sempre foi
42:51muito relax
42:52tipo assim
42:53de a câmera
42:54que tem que resolver.
42:55O analógico
42:55é um processo lento
42:56se for pensar.
42:58Por mais que muitas vezes
42:58eu estou fotografando hoje
43:00para lançar um livro
43:00daqui a duas semanas
43:01mas o cliente
43:02já quer amanhã
43:03as fotos
43:04a gente
43:05a gente produz
43:06muito hoje
43:07que é um produto
43:08assim
43:09que é forte mesmo
43:10ainda na fotografia
43:11e é engraçado
43:12porque ele deu uma declinada
43:13e voltou com força total
43:14que é o banco de imagens
43:16porque as instituições
43:17seja pública
43:18privada
43:19o que quer que seja
43:22todo mundo
43:22tem que comunicar demais
43:23e quase toda passagem
43:25tem que vir com uma imagem
43:26então acaba que isso
43:27isso gera um fluxo
43:29muito grande
43:29então acaba que
43:31mas repetindo
43:32respondendo a sua pergunta
43:34a gente na Anito
43:35não tem um fazer analógico
43:36de imagem
43:37no nosso dia a dia
43:38não tem
43:40nem um workshop
43:41assim
43:41num festival de cinema
43:43de fotografia
43:44aí não sei
43:45Bruno
43:46eu particularmente não
43:47cara
43:47eu não tenho
43:48a menor saudade
43:49do filme
43:50eu trabalhei com o filme
43:51hoje em dia
43:51quando
43:52hoje em dia
43:53tinha digital
43:54nem a textura
43:55nem aquelas cores
43:57tinha digital
43:58cega na época
43:59sem besouro
44:00mas desde que
44:02a Anito começou
44:03em 2003
44:03em janeiro
44:05em março
44:05a gente comprou
44:06a primeira câmera
44:07eu não tenho saudade
44:08nenhuma do filme
44:09não tenho mesmo
44:10assim
44:10para o que a gente faz
44:11é claro que
44:12para mim
44:14o marco
44:14foi a 5D
44:15a full frame
44:16eu não gostava
44:17do corte
44:17é fato
44:18das câmeras com crop
44:19eu não gostava não
44:20mas desde que saiu
44:21a 5D
44:23e pensar assim
44:24
44:24a gente faz
44:25muita exposição
44:26e muito livro
44:27que é uma coisa
44:27que exige qualidade
44:28eu não tenho nada
44:30reclamado
44:30o que é a 5D
44:31a 5D
44:34foi uma câmera
44:35que a Canon lançou
44:36em 2005
44:37a Canon 5D
44:39que foi das primeiras
44:39câmeras full frame
44:40full frame
44:41quer dizer o que
44:42que o sensor dela
44:43era exatamente
44:44do mesmo tamanho
44:45do negativo
44:4735mm
44:47que é o que foi
44:49o mais usado
44:51no dia a dia
44:52comercialmente
44:53amador
44:54profissional
44:55jornal e tal
44:56e depois
44:56a segunda geração
44:58dessa câmera
44:585D Mark II
44:59foi a que revolucionou
45:01o formato híbrido
45:02você virava a chavinha
45:03ela filmava
45:04até o episódio
45:05do CSI
45:06foi feito
45:07com essa câmera
45:07Mark II
45:08exatamente
45:09então ela foi um marco
45:10e como o Bruno falou
45:11acho que no início
45:12não é que a gente lidava melhor
45:14mas eu acho que hoje
45:15dependendo
45:16do que você tem que entregar
45:18o ideal
45:19do jeito que a gente faz
45:20na Nitro
45:21é pessoas dedicadas
45:23ou seja
45:23uma vai só fotografar
45:24outra vai só
45:25é bem melhor
45:26às vezes não dá
45:27aqui é um dilema
45:28no jornal
45:29porque às vezes
45:29você tem que fazer
45:30uma foto
45:30vídeo
45:31gravar áudio
45:32exatamente
45:33assim
45:33todos nós
45:35hoje na Nitro
45:36a gente está plenamente
45:37capaz de fazer tudo
45:38vou gravar um depoimento
45:40faço um ensaio fotográfico
45:41agora dependendo
45:42do porte do projeto
45:43melhor é que cada um
45:45faça uma coisa
45:45a gente vai começar
45:47um projeto agora
45:48vamos fazer expedições
45:49pelo Cerrado
45:50não sei o que
45:51vai uma pessoa
45:52dedicada para fotografia
45:53e uma pessoa
45:54dedicada
45:55para captar
45:56imagem de vídeo
45:57e vai uma pessoa
45:58dedicada
45:59a conduzir depoimentos
46:00e gravar
46:01e escrever as histórias
46:03essa pessoa vai alimentar
46:04o filme
46:05dá para falar
46:05ainda não
46:06está quase
46:07mas por exemplo
46:08subir o drone
46:10quem sobe o drone
46:11geralmente
46:12o Bruno está filmando
46:13eu estou no projeto
46:14fotografando
46:15quem sobe o drone
46:16faz os dois
46:16isso é fato
46:17o drone é um pouco
46:18mais tranquilo
46:19de fazer as duas coisas
46:20mas
46:21a gente está chegando
46:23no final
46:23o meu diretor
46:24ali já está
46:26sinalizando
46:27só mais um pouquinho
46:28vamos finalizar
46:30vamos finalizar
46:31retomando
46:32o projeto
46:33no Sesc Paladio
46:34exatamente
46:35quando vai ser
46:36temos uma câmera
46:38ali
46:38então olhando
46:40no olho
46:40do telespectador
46:41do Divitz
46:42queria que vocês
46:42convidassem
46:44para o ND
46:45no Sesc Paladio
46:46bom
46:47então fica aqui
46:47o convite
46:48para a ND
46:49essa publicação
46:50expositiva
46:51essa exposição
46:53coletiva
46:53e eu queria até
46:54aproveitar esse momento
46:55que a gente falou
46:56de 12 artistas
46:57mas no fundo
46:58são mais
46:5912 artistas
46:59foram os que
47:00produziram conteúdo
47:01mas a gente tem
47:02um designer
47:02a gente tem
47:03a escritora
47:04que fez a edição
47:05dos textos
47:06a gente tem
47:07o arquiteto
47:07que fez a parte
47:08expositiva
47:09a gente tem
47:10o pessoal
47:10que está montando
47:11a exposição
47:12no fundo
47:12essa obra
47:13é fruto
47:14de quase 20 pessoas
47:16ali
47:16a gente tem
47:17uma produtora
47:17que viabilizou
47:19os contatos
47:20que foi lá
47:20pegar autorização
47:21da pessoa
47:22mas enfim
47:22está feito o convite
47:24aqui
47:25dentre
47:26as ações
47:27do Desvios
47:28que é um projeto
47:28do Sesc
47:29em Paladio
47:30a Nitro
47:31está realizando
47:33a ND
47:33entre caminhos
47:34e histórias
47:35essa publicação
47:37exposição
47:37essa coisa híbrida
47:39que acho que ficou
47:39bem claro
47:40que é o nosso perfil
47:41abrindo agora
47:42no sábado
47:43ela vai ficar
47:44como o Bruno falou
47:45é uma exposição
47:46de longo prazo
47:47ela fica até
47:48salvo engano
47:49setembro
47:49não tem a data exata
47:50e ao longo
47:51desse período
47:52a gente vai ter
47:53as vivências
47:53que são
47:54atividades
47:55educativas
47:56de experiências
47:58proporcionadas
47:59pelos artistas
48:00que produziram
48:01a ND
48:01isso é importante
48:02citar
48:02então
48:03essa exposição
48:05vai estar aberta
48:05nesse período
48:06então estão
48:07todos convidados
48:08a visitar
48:08o material
48:09está muito bonito
48:10é um material
48:11sobre o BH
48:12sobre cultura
48:13sobre memória
48:14sobre o Sesc Paladio
48:16sobre o centro
48:16da cidade
48:17então
48:18estaremos lá
48:19entre
48:21um dia
48:22um dia
48:22não pode sair
48:23de casa
48:23mas entre
48:24três vezes de vida
48:25três meses de vida
48:26e 115 anos
48:27estão convidados
48:28é público
48:29essa exposição
48:31118
48:32que eu acho
48:32que tem
48:32no interior de Minas
48:33que está batendo
48:34quase 120
48:35legal
48:35e as redes sociais
48:37da Nitro
48:37como que a galera
48:38que quer acompanhar
48:39mais
48:40acha vocês
48:41pois é
48:42nós é
48:42Nitro Histórias Visuais
48:44estamos lá
48:44Instagram
48:45enfim
48:45todo esse processo
48:46a gente tem as redes
48:47dos projetos também
48:48então
48:49projeto moradores
48:50que a gente tem
48:50muito carinho com ele
48:51quem quiser conhecer
48:52um pouco mais
48:53esse material
48:54está todo lá
48:55no guarda-chuva
48:56do Sesc Paladio
48:57também
48:57então quem puder
48:58entrar lá também
48:58ver essa programação
48:59acompanhar com a gente
49:00também
49:01esse calendário
49:02das vivências
49:02que eu acho
49:03que vai ser bem especial
49:05e estender também
49:06esse agradecimento
49:07e esse convite
49:08igual o Léo fez
49:09para conhecerem
49:10essa exposição
49:12e estarem com a gente
49:12durante esse período
49:14legal demais
49:15Diego Zan
49:16de palavras finais
49:16acho que foi legal
49:18esse bate-papo
49:19vamos
49:19vamos encerrar
49:21que o diretor
49:22já está com a faca
49:23e o queijo
49:23para nos cortar
49:25do ar aqui
49:25mas foi gostoso
49:27muito legal
49:28que isso que vire
49:29como eu disse
49:30um embrião
49:31para a gente falar
49:31mais de fotografia
49:32aqui na casa
49:33se depender de mim
49:34quero trazer
49:35então continue enviando
49:36coisas
49:37e indiquem
49:38outras pessoas
49:39que vocês acham
49:40que seja legal
49:40e vamos em frente
49:42para você que chegou
49:43até aqui
49:44parabéns
49:45e obrigado
49:45não esqueça
49:46de deixar o seu like
49:47para notícias
49:48do Brasil
49:49e do mundo
49:50em.com.br
49:52e agora eu queria pedir
49:53para o diretor
49:53cortar para aquela ali
49:54para a gente dar um
49:55tchau coletivo
49:56para o nosso público
49:58valeu gente
49:58até a próxima
49:59valeu galera
50:00muito obrigado
50:01divirta-se
50:02divirta-se
50:03divirta-se
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