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  • há 20 horas
Gabriel Galípolo e Renan Calheiros batem boca no Senado sobre Banco Master

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Transcrição
00:00O senhor me permitir, só para lembrar, quando o senhor esteve aqui pela primeira vez nessa comissão,
00:06eu perguntei sobre a compra do Baster pelo BRB e o senhor rapidamente falou que a operação estava correta.
00:15Era uma operação...
00:16Não, não, o Banco Central jamais diria que a operação é correta, porque o Banco Central não comenta sobre instituição
00:24particular.
00:25Eu não posso fazer isso.
00:26Me permitam que eu vou lhe mandar a gravação da resposta que o senhor deu aqui nessa comissão.
00:33Eu tenho certeza absoluta que eu jamais disse que a operação estava correta, porque eu nem posso dizer isso.
00:37Eu não posso comentar sobre isso.
00:38Grosso modo, à primeira vista, a operação estava correta.
00:42Eu penso a secretaria da comissão para disponibilizar para o presidente do Banco Central essa gravação.
00:50Cabe ao Diorfe fazer esse tipo de análise?
00:53E acho que assim, hoje, com todo o respeito, presidente, só se a pessoa não tiver TV a cabo e
00:58nem acesso à internet para achar que o Banco Central trabalhou para vender para o BRB.
01:03Se a pessoa tem acesso... E, aliás, queria agradecer aqui à imprensa.
01:06Porque eu confesso ao senhor que se não fosse o jornalismo profissional, dificilmente eu estaria sentado aqui nessa mesa.
01:16Poucas vezes eu vi uma reação tão rápida e virulenta contra decisões de uma instituição como o Banco Central, como
01:23a rejeição da compra do BRB e a liquidação do Master.
01:26Foi a luz do sol que o jornalismo profissional jogou sobre o caso, que permitiu que eu esteja aqui hoje
01:32sentado.
01:35Então, a tentativa de acusar que isto ou aquilo, como tem se feito com o Banco Central...
01:39Aliás, existiu e foi dado pela imprensa, inclusive, uma das perguntas que foi feita ao Hilton, quando ele foi o
01:44diretor a Hilton.
01:45Pergunte desta maneira, porque a resposta dele obrigatoriamente vai cair para um lado ou para o outro.
01:50Ou ele vai ser acusado a partir dessa resposta ter atrasado, ou ele vai ser acusado a partir dessa resposta
01:54ter adiantado.
01:55Aliás, eu lembro muito bem, quando a gente rejeita o BRB e a liquida, eu chegar em casa, ligar a
01:59TV,
02:00e o experiente jornalista Fernando Gabeira falou assim, o Banco Central está correndo um grande risco de ser acusado e
02:06condenado pelas duas coisas,
02:07por ter liquidado e por não ter liquidado. É assim que acontece com quem desmonta um grande esquema nesse país.
02:13Longe desta comissão, presidente.
02:14Mas eu só quero dizer o seguinte, dizer que o Banco Central trabalhou...
02:17Por que a resposta...
02:18Não procede.
02:19É, porque a respeito disso tem um fato que eu considero gravíssimo, e nós não tivemos nenhuma reação pública de
02:27vossa excelência.
02:29É notório e sabido que o Centrão apresentou na Câmara dos Deputados um projeto para possibilitar a exoneração de presidente...
02:41Não, o senhor não falou sobre isso.
02:42Falei agora, falei agora.
02:43Não, não, mas contando o caso...
02:45Isso, acabei de falar na Câmara...
02:47E na época, este caso, eu estou contando exatamente por isso.
02:51Querendo aprovar e obteve a urgência dos líderes para o Legislativo exonerar presidente e diretor do Banco Central.
02:59Nós não tivemos reação pública de vossa excelência.
03:03Não, da minha excelência eu tive uma reação pública, sim.
03:05E na construção, e na construção que nós pretendemos para a independência do Banco Central, essas coisas todas vão se
03:14somando.
03:15A reação pública de vossa excelência naquela oportunidade era pedagógica, para a gente delimitar o limite da independência do Banco
03:24Central.
03:25Posso só pegar a palavra um pouco?
03:26Ela foi pedagógica.
03:28No dia seguinte, o Banco Central teve a coragem de rejeitar.
03:31O Banco Central não tem que pegar para a televisão e gravar um Instagram, um TikTok fazendo isso.
03:35O Banco Central não é palanque.
03:36O Banco Central toma a decisão correta, independente de quem está jogando pedra e fazendo barulho.
03:42Então o senhor acha que o Banco Central não...
03:44Não, não, não, o senhor vai falar também...
03:46Deixa eu só terminar uma coisa.
03:46O senhor vai falar, mas o senhor acha que o Banco Central não tem que reagir à pressão?
03:51O Banco Central...
03:52Exato.
03:53O Banco Central não tem que reagir à pressão.
03:56Essa é a mesma frase.
03:57O Banco Central não tem que reagir à pressão.
03:59Não tem que reagir.
04:00A reação é de Pílio.
04:02Como é que vai prevar esse seu Banco Central independente se o Banco não reagir?
04:07Isso não é papel para eles, é papel para nós e nós reagimos.
04:11Isso.
04:13Não reagir à pressão, não. O Banco Central tem que não reagir à pressão.
04:17A minha função é não reagir à pressão.
04:19Quem rejeita é político.
04:20Não é papel.
04:22Quando o Centrão apresentou a PEC da blindagem e aprovou na Câmara dos Deputados,
04:28cabia a todos nós denunciar o que é que estava havendo ou não?
04:33Presidente, eu acho que V. Exª está monólogo.
04:38Eu estou aqui querendo participar.
04:39E eu peço um pouco de excelência partiu agora para uma cobrança.
04:43Eu peço...
04:44Não, não, não.
04:46Pelo contrário, pelo contrário.
04:49Nós estamos aqui querendo consolidar um modelo de Banco Central independente,
04:55que tem que ser independente de todo.
04:57Tem que ser independente de todo.
04:59Mas decisão legislativa não é do Banco Central, presidente?
05:03Isso, eu não posso fazer palanque.
05:04O Banco Central tem que fazer exatamente o que o senhor falou.
05:06Ninguém cobrou palanque.
05:07Eu não consigo falar.
05:08Porra, ninguém cobrou palanque, presidente.
05:11O senhor está cobrando que o Banco Central tem uma posição para mim que eu soube que...
05:16Afirmativa, incisiva, compatível com o Banco Independente.
05:18Mas ele respondeu que não, eu concordo.
05:20Agora, o V. Exª não concorda.
05:22O que o Banco Central fez?
05:23O senhor não vai convencê-lo, nem vai convencer a mim.
05:26Faça propósito.
05:27E nem vossa excelência a mim, lamentavelmente.
05:31Mas eu não vou convencer a palavra, presidente.
05:33É que eu acho que é muito importante para a autonomia do Banco Central, para a credibilidade do Banco Central,
05:37que o Banco Central não seja arrastado para esse tipo de debate.
05:41O que o Banco Central vai continuar fazendo enquanto eu estiver ali?
05:44No Banco Central, vão ter sempre diretores, enquanto eu estiver ali,
05:48que têm mais medo de fazer o errado do que perder o emprego.
05:52Ninguém tem medo de perder o emprego ali.
05:54Todo mundo tem medo de fazer a coisa errada.
05:56Pode existir a pressão e a gritaria que tiver.
05:59A decisão do Copom, a decisão de estabilidade, vai ser a decisão técnica que a consciência dos diretores determinou.
06:06E foi isso que nós fizemos.
06:08Houve um movimento, não sei se aquele movimento foi de coerção ou não.
06:11Quem sou eu para dizer?
06:12Quem sou eu para fiscalizar o Legislativo?
06:15Pelo contrário, o Legislativo que me fiscaliza.
06:17Cabe a mim tomar as decisões de acordo com a autonomia da minha consciência e da área técnica.
06:23E foi isso que nós tomamos.
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