00:01Olá pessoal, hoje nós vamos falar da técnica identificação e enfraquecimento do esquema de defeito.
00:10E faz pouco tempo que eu conheço essa técnica e eu deveria ter conhecido ela 20 anos atrás.
00:16Como é importante nós estudarmos desenvolvimento humano.
00:21Eu vou ler essa técnica, três parágrafos dela, e nós vamos fazer uma sessãozinha juntos, tá bom?
00:30O esquema de defeito-vergonha é um dos esquemas centrais descritos na terapia do esquema
00:35e envolve a crença persistente de que há algo fundamentalmente irado com o indivíduo.
00:40Algo que o tornaria indigno de amor, aceitação e pertencimento.
00:44A identificação desse esquema exige mapear padrões recorrentes de autocrítica, evitação social e hipersensibilidade à rejeição.
00:53Normalmente ele tem origem em experiências precoces de crítica, negligência emocional ou rejeição significativa.
01:02O processo terapêutico começa com a conscientização dos gatilhos que afirmam esse esquema,
01:07bem como das emoções associadas como vergonha, ansiedade ou tristeza profunda.
01:12Em seguida utiliza-se uma combinação de técnicas cognitivas, experimental e comportamentais,
01:18como reestruturação de crenças, imaginação guiada e diálogo de modos.
01:22Então, reestruturação de crenças nós já falamos em outros vídeos, muito bom.
01:28Imaginação guiada nós temos feito muitas vezes, muito bom.
01:32E diálogo de modos, algo que nós já fizemos em outro vídeo.
01:35Para acessar e validar a dor original e ao mesmo tempo em que se questiona a veracidade da crença de
01:42defeito, perfeito.
01:43O terapeuta frequentemente assume um papel de reparentalização limitada,
01:49oferecendo validação emocional corretiva.
01:51O enfraquecimento do esquema ocorre gradualmente,
01:54à medida que o indivíduo internaliza novas experiências emocionais e cognitivas.
01:58Ele passa a reconhecer que a sensação de defeito é uma construção aprendida,
02:04não uma verdade objetiva.
02:06Com isso, a redução da autocrítica.
02:09Maior abertura para vínculos e desenvolvimento de uma autoimagem mais integrada e realista.
02:15O foco não é eliminar completamente o esquema,
02:18mas reduzir sua intensidade e influência sobre o funcionamento diário.
02:23Como sempre, nós vamos fazer uma sessão dessa e eu tenho dois momentos muito cruz quando eu era criança
02:35que simplesmente os meus pais achavam que nós éramos crianças e nós não escutávamos.
02:42Então, eles faziam críticas pesadas, conversando um com o outro, criticando os filhos.
02:47E eu vou fazer essa sessão aqui, eu vou localizar aqueles três momentos
02:58e reavaliar o momento e reescrever ele, tá bom?
03:02Como sempre, nós vamos começar com um alongamento.
03:08Ok?
03:10Fazer um alongamento bem profundo.
03:25Agora, vamos fazer uma respiração profunda.
03:29Vamos fazer uma respiração profunda.
04:00Aquela do bebezinho, tá?
04:02Barriga para frente e volta.
04:03Para frente e volta.
04:24Barriga para frente e volta.
04:26Ok.
04:28Então, eu vou lá naquele momento e nós vamos fazer uma reestruturação.
04:34Vocês vão pensar no momento de vocês.
04:36Um momento de muita crítica.
04:38Num momento em que você foi diminuído quando criança.
04:47E um dos momentos, eu devia ter seis anos de idade, sete anos de idade.
04:55E tinha um desenho para pintar e eu lembro que meus pais conversaram, sem achar que eu estava escutando,
05:00onde eles falavam assim, nossa, na mão de alguém capacitado ia ficar tão bonito.
05:08Eu nunca esqueci isso.
05:10Isso foi uma das primeiras críticas que eu escutei dos meus pais.
05:16Então, agora nós vamos fazer um teatro interior.
05:25Algo mais simples, tá bom?
05:30Então, aquela técnica de sempre, pessoal.
05:33Aquela técnica de sempre.
05:36Casa maravilhosa, do jeito que você quer.
05:39Uma casa incrível, da quantidade de andares que você quer.
05:42Da cor que você gostaria.
05:44Da quantidade de porta, de cômodos.
05:46Da quantidade de janelas.
05:52Então, você está na frente da casa, abre a porta, você entra nessa casa, tem sete portas.
05:58Na primeira porta, você vai abrir ela.
06:01Tem 20 degraus para descer.
06:08Então, você desce o degrau.
06:10Um, dois, três, quatro, cinco.
06:13Agradece a todos.
06:14O seis, o sete, o oito, o nove e o dez.
06:17Você está muito bem, muito feliz, vai mudar a sua vida.
06:22O onze, o doze, o treze, o quatorze, o quinze.
06:24Respira fundo.
06:28Segura.
06:30Sobe.
06:33O dezesseis, o dezessete, o dezoito, o dezenove.
06:36O vinte.
06:37Tem uma porta, você abre a porta.
06:39E lá, quando você abriu a porta, tem um teatro gigantesco.
06:43Como se fosse um cinema.
06:45Várias cadeiras.
06:46Você senta em uma cadeira.
06:49E ali vai passar um filme.
06:51E para mim, vai passar aquele filme de eu pintando aquele desenho.
06:57Eu lembro que eu estou no chão da cozinha, pintando o desenho.
07:02Um desenho bem grande.
07:06E...
07:06Meu pai e minha mãe, eles falam assim.
07:11Eles usam o meu apelido, né?
07:13De criança, não vou dizer aqui, não tem necessidade.
07:16E eles falam.
07:17Nossa.
07:20Ele pinta tão bem hoje.
07:22Imagina como vai ser quando ele estiver mais adulto.
07:25Que ele tem mais experiência.
07:30Vai ser muito bom.
07:33E daí, meu pai fala assim, com oportunidade para ele, né?
07:36Tão novinho e já está desenvolvendo isso.
07:43Minha mãe fala assim, nossa, como nós ficamos felizes por ele estar fazendo isso.
07:52E aquilo me enche de força.
07:55Eu acabo até pintando melhor, porque eu estou mais motivado.
07:59E no final, quando eu termino, meus pais vão ver o desenho e me elogiam mais uma vez.
08:04Nossa, ficou muito bom.
08:06Minha mãe falou e meu pai disse, é verdade.
08:09Meu pai é um gênio.
08:11Meu pai sempre foi um gênio.
08:13Sempre foi um autista de altas habilidades incrível.
08:18E ele...
08:19Então, ele fala para mim assim, nossa, um dia você vai desenhar como eu desenho.
08:25Porque meu pai sempre desenhava muito bem.
08:28E acaba o filme.
08:30Eu levanto.
08:33Passo pela porta.
08:34Subo os 20 degraus.
08:37Abro a porta.
08:40Olho a casa.
08:41A casa é maravilhosa, linda.
08:43Tem a porta da casa.
08:44Abro a porta.
08:45Saio da casa.
08:45Viro de frente para a porta.
08:47Agradeço.
08:48E voltando em 3, 2, 1.
08:52Ok.
08:53Esse foi o momento.
08:55Mas eu disse que seriam 3, né?
08:58Então, o segundo momento...
09:02Nós estávamos na mesa.
09:03São dois momentos na mesa.
09:06Nós estávamos na mesa onde meus pais estavam conversando sobre os filhos dos outros.
09:13E eles falam assim, algo eu não consigo lembrar.
09:16Eles falam algo do tipo assim...
09:23Nossa, como a filha do Beltrano e da Ciclana é bonita.
09:31Eu não lembro muito bem o que eles falaram, mas eu lembro que o entendimento era...
09:35Será que os outros pais também acham o nosso filho feio?
09:43Ok?
09:43Então, aqui nós vamos usar uma outra técnica.
09:47Aqui nós vamos usar uma...
09:48Pode usar, quem quiser pode usar o teatro interior.
09:51Mas eu vou usar um comando de apometria para resolver isso, tá bom?
09:57Então, eu vou falar o seguinte.
09:59Vocês também podem fazer.
10:01Acessando essa memória, 1, 2, 3.
10:04Desdobrando ela, 1, 2, 3.
10:06Limpando ela.
10:09Limpando todo o fio energético que ela trouxe até aqui.
10:14E no lugar desse fio energético, colocando a minha energia de 15 anos de abertura, consciencial, abertura, tudo.
10:21Jogando energia nela.
10:22Jogando 1, 2, 3.
10:29Comprimindo no estado inicial que estava aumentos antes.
10:34Comprimindo de novo, comprimindo de novo, comprimindo de novo.
10:37Pronto.
10:39Voltando.
10:41Está feito.
10:42Eu posso dizer que está feito porque eu vi.
10:47Agora, a segunda.
10:50Eu já falei dois, né?
10:52Ainda era criança.
10:54Ainda era muito criança.
10:56Dois momentos.
10:58O terceiro momento.
10:59O terceiro momento.
11:01Eu lembro que eu era bem adolescente.
11:04Eu estava brincando com o nariz.
11:06E eu apertava o nariz assim.
11:07Ele era mais maleável.
11:11E eles fizeram um...
11:13Meus pais fizeram um comentário muito pejorativo.
11:17Muito pejorativo.
11:19E eu tenho as pernas um pouquinho mais curtas.
11:21Também fizeram naquele momento um comentário muito pejorativo.
11:26Sobre a minha aparência.
11:27Muito pejorativo.
11:32E...
11:32Então, eu vou voltar naquele momento.
11:35Nós vamos fazer uma regressão mental naquele momento.
11:38Regredindo para aquele momento.
11:41E eu vou dizer no meu ouvido, assim.
11:45Ignore tudo.
11:48Isso fala mais deles do que de você.
11:52Nós nunca podemos dar o que nós não temos.
11:59Pronto.
12:01Eu sou outra pessoa.
12:04Eu sou outra pessoa.
12:06Parece cruel.
12:07Parece muito cruel isso.
12:09Mas é verdade.
12:10Você nunca pode dar mais do que você tem.
12:13Você não consegue entregar mais do que você tem.
12:16Isso é no emocional.
12:17Isso é no financeiro.
12:18Isso é nas atitudes.
12:20Isso é em tudo.
12:21Era o que eles tinham na hora.
12:23Naquele momento.
12:24Eles tinham uma crítica.
12:27Eles nunca...
12:28Nunca passou pela cabeça deles que...
12:30Os filhos tinham inteligência de entender o que eles estavam falando.
12:34Nunca passou na cabeça deles...
12:36Que o que eles falavam...
12:38Ia reverberar por séculos...
12:40Por milênios.
12:41Nas encarnações que nós vamos ter.
12:44Isso.
12:44E eu isso eu enxerguei neles.
12:46Porque eles faziam comentários do que eles tinham passado quanto crianças.
12:49E eles adultos com filhos continuavam passando por aquilo.
12:53Os mesmos medos.
12:54Os mesmos isso.
12:55Os mesmos aquilo.
12:56Mas eu era adolescente.
12:58Eu não sabia o que...
12:59Como lidar com aquilo.
13:01E também dentro da construção familiar.
13:03O meu papel de filho é papel de filho.
13:04Não de terapeuta.
13:06Isso eu fiz certo.
13:08Erei quando eu fiz papel de pai.
13:10Erei quando eu fiz papel de amigo.
13:13Porque...
13:14Uma coisa que nós temos que entender.
13:15Se papai tem capacidade de fazer filho, ele tem que ser pai.
13:19Se mamãe tem capacidade de fazer filho ou filha, tem que ser mamãe.
13:23Não o filho virar pai da mãe.
13:28É igual eu, o engenheiro, ficar me escondendo atrás da engenharia.
13:31Não.
13:32Eu sou o Edmilson.
13:33Ok, pessoal?
13:35Então...
13:36Então hoje é isso.
13:38E aí
13:38E aí
13:38E aí
13:38E aí
13:38E aí
13:38E aqui
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