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  • há 5 horas
Transcrição
00:00E a anomalia magnética do Atlântico Sul é uma espécie de buraco no escudo protetor da Terra.
00:07A região sofre com um campo magnético enfraquecido que ameaça o funcionamento de satélites e missões espaciais.
00:17E agora uma nova pesquisa trouxe novidades para explicar melhor esse fenômeno. Vamos entender.
00:28A anomalia magnética do Atlântico Sul, uma espécie de buraco no escudo protetor da Terra, pode ter nascido no Oceano
00:35Índico por volta do ano 1100.
00:37Um estudo publicado nesta segunda-feira na revista científica PNAS revela que o fenômeno migrou lentamente para o oeste, atravessou
00:46a África e se instalou sobre a América do Sul.
00:49Embora a região sofra com um campo magnético enfraquecido que ameaça o funcionamento de satélites e missões espaciais,
00:56o levantamento mostra que essa instabilidade não é inédita e já ocorreu diversas vezes nos últimos 2 mil anos.
01:02Cientistas garantem que o evento atual faz parte de um processo geológico cíclico e não indica uma inversão iminente dos
01:09polos magnéticos do planeta.
01:11Para reconstruir essa história milenar, pesquisadores analisaram mais de 250 fragmentos de cerâmica arqueológica encontrados em solo sul-americano.
01:23Os minerais magnéticos presentes na argila registram a intensidade do campo terrestre ao serem queimados em altas temperaturas.
01:31Em outras palavras, as peças funcionam como um arquivo magnético da proteção do planeta na época em que foram produzidas.
01:38A partir dessa técnica, os cientistas obtiveram 41 novas medições que permitiram mapear o comportamento do escudo nos últimos 2
01:47milênios.
01:47O novo modelo global gerado pelos dados indica que uma anomalia similar já havia percorrido o mesmo caminho entre os
01:54anos 1 e 850.
01:56A versão moderna da anomalia, iniciada após o século XII, reforça a tese de que o campo geomagnético segue padrões
02:04repetitivos
02:05controlados por interações profundas entre o núcleo de metal líquido e o manto terrestre abaixo da África.
02:12Esse movimento é extremamente lento e gradual, o que significa que o fenômeno não afeta diretamente a vida das pessoas
02:17na superfície da Terra.
02:19Na prática, a anomalia atua como uma depressão no campo magnético, permitindo que a radiação cósmica e as partículas solares
02:25cheguem mais perto da superfície.
02:27Isso cria zonas de risco para a Estação Espacial Internacional e satélites que cruzam a região e pode causar falhas
02:34graves em componentes eletrônicos
02:35ou até o encerramento prematuro de missões espaciais.
02:39O impacto é monitorado de perto por agências espaciais, já que a radiação nessas coordenadas é significativamente superior às de
02:46outras áreas.
02:47Para evitar que os equipamentos sofram danos permanentes, agências como a NASA colocam aparelhos em modo de espera durante a
02:54travessia pela anomalia.
02:55Como o Brasil está posicionado no epicentro dessa falha, o país ocupa uma posição estratégica para o desenvolvimento de pesquisas
03:02em geomagnetismo.
03:04O Observatório Nacional usa unidades em Belém, no Pará, Vassouras, no Rio de Janeiro e Macapá, no Amapá, para fornecer
03:11dados que ajudem a prever a evolução do escudo terrestre.
03:16Esse acompanhamento constante é vital para entender as mudanças lentas do planeta e preparar a tecnologia para os possíveis impactos
03:24do futuro.
03:25O que é isso?
03:28O que é isso?
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