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  • há 2 dias
Emília se gaba de não esquecer nada e decide escrever suas memórias. Para ajudá-la, convoca o Visconde de Sabugosa.

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00:17Transcrição e Legendas Pedro Ribeiro Carvalho
00:40Transcrição e Legendas Pedro Ribeiro Carvalho
01:18Transcrição e Legendas Pedro Ribeiro Carvalho
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03:03Transcrição e Legendas Pedro Ribeiro Carvalho
03:06Onde é que você pôs o meu vidro?
03:10Aqui, Tchubalabé, ó, uma dúzia de minhocas.
03:15Ei, vem cá, trai essa isca.
03:18Os peixes já estão pulando.
03:20Não tinha lata, eu peguei o vidro mesmo.
03:23Estava largado lá no mato.
03:25É, vidro não interessa.
03:28O que importa são as minhocas.
03:30Ah, nada disso, Tchubalabé, nesse caso não é não.
03:33Esse vidro aí tem história.
03:34É o vidro azul do Visconde.
03:36Já foi até padrinho de casamento.
03:38É, padrinho de casamento?
03:41É, Tchubalabé, sabe o que a gente fez?
03:43A gente casou o Rabipó com a Emília
03:47só para a Emília virar Marqueva, né?
03:49Que invenção danada, né?
03:51Aí, como o Rabipó não podia fazer o pedido,
03:54a gente colocou o vidro azul para ver padrinho dele.
03:57Ou será...
03:59Será que quem foi padrinho foi o Visconde ou foi o Rabipó?
04:03É, vocês inventam as coisas, eu que sei.
04:07Não, Tchubalabé, é que faz tanto tempo que eu estou até trocando as bolas.
04:11Eu estou confundido com tudo, nem me lembro mais.
04:14Mas eu sei que o vidro azul é importante, viu?
04:18Quer saber de uma coisa, Tchubalabé?
04:20Eu acho que eu vou tirar as minhocas desse vidro, Tchubalabé?
04:25É.
04:25E vou levar para cá.
04:28Na verdade, eu sinto muito.
04:30Para mim, ele era um amigo.
04:33Mais que amigo, era um confidente.
04:37A culpa é da Narizinho, que não tem cabeça e não sabe onde põe as coisas.
04:42Você desculpa, viu, Visconde?
04:44Eu te arranjo outro vidro.
04:45Igual aquele?
04:48Igual aquele, eu acho difícil.
04:50Eu comentava com ele as minhas invenções, ele opinava.
04:55Era um vidro muito inteligente, muito espirituoso até.
04:58Um excelente companheiro.
05:00Também não exagera, né, Visconde?
05:02Se você quiser, eu lhe empresto os meus besouros.
05:05Eles vêm até aqui e você conversa com eles.
05:08Olha, garanto que são muito mais sabidos do que o vidro azul.
05:11Você me empresta?
05:13É muito fácil pensar que assim as coisas se resolvem.
05:16Eu lhe emprestei o meu vidro e você perdeu.
05:19Quem perdeu foi a Narizinho.
05:20Mas a responsabilidade era sua, Dona Emília.
05:22Nem é nada a responsabilidade dela.
05:25Quem mandou ela esconder as coisas, depois não sabe onde colocou.
05:28Ah, que fizesse um mapa marcando que nem os piratas fazem com os tesouros.
05:33Escrevendo, nunca se esquece.
05:35Até parece, né?
05:37Até parece que você escreve tudo.
05:39Eu não escrevo porque não preciso.
05:41Tenho ótima memória.
05:42Ah, tenho ótima memória.
05:45Então me diz o nome de sentinela do reino das águas claras.
05:50Que bobagem.
05:51Major agarra e não larga mais.
05:54E quantas filhas tinha Dona Aranha, costureira da corte?
05:58Sete filhas.
05:59Aranissé, Arana Aurora, Aranagira...
06:01Chega, chega.
06:02Que memória.
06:04E o nome do Jabuti?
06:06Jabuti?
06:08Deixa eu ver.
06:09Jabuti?
06:09Vai, Emília.
06:12Se esqueceu?
06:13É.
06:15Eu acho bom você começar a escrever logo antes que se esqueça de tudo.
06:34Uba!
06:35E tu como é que é?
06:36Hoje tem volta, Anastácia?
06:37Ia ter, mas não tem mais.
06:39Ué, não vai ter mais por quê?
06:42Falta de memória.
06:43Falta de memória e de maisena.
06:45Eu, hein?
06:47Vó!
06:48Lembra desse vidro?
06:49Esse vidro?
06:50Deixa eu ver.
06:52Eu não.
06:54Puxa vida!
06:56Mas você, hein?
06:57Lembra?
06:58Lembra, Tia Anastácia?
07:00Puxa vida!
07:01Então vocês, né?
07:02Não se lembram de nada.
07:03Puxa, esse é o vidro azul do casamento da Emília.
07:06E eu vou me lembrar disso, Pedrinho.
07:09Imagina, vocês inventam tantas peripécias, tantas aventuras, tantas histórias e eu vou
07:14catalogar?
07:16Escreve, senhor.
07:19Até que não seria uma má ideia.
07:21Só que eu não tenho vocação para a escritura.
07:24Mas já pensou que experiência interessante seria fazer um diário com todas essas histórias?
07:30É.
07:31Podia até sair um livro intitulado A História do Vidro Azul que pediu a Emília em casamento
07:38para o Marquês Jalicó.
07:40Pedrinho, muito cumprido, meu filho.
07:43Assim a gente não saía da história do vidro azul.
07:47Meu vidro azul!
07:49Olha ele!
07:50Quem foi que pegou sem minha ordem?
07:52Fui eu, fui eu.
07:53E daí?
07:53Fui eu, senhor.
07:54Ah, foi você?
07:55E onde é que estava?
07:56Estava jogado fora, lá no mato.
07:58Jogado fora uma vírgula?
08:00Nós estávamos aí brincando.
08:01E você disse que a culpa era minha, hein?
08:03Eu bem sabia que eu não me esqueço.
08:05Alguém tinha pegado.
08:06É.
08:07Agora toca daqui.
08:08Não quero ninguém aqui na cozinha.
08:09Vamos, vamos discutir lá pra dentro.
08:11Mas tem bolo, não tem, Janastácia?
08:13Bom, se vocês me deixar trabalhar, agora...
08:15Essa carneira voltou lá pra vir.
08:16Vamos ver se agora ele traz a mais tempo.
08:18Puxa, tudo sim, tudo sim.
08:20Se isso, se aquilo, se a vovó fosse escritora...
08:23Sabe o que ela fazia?
08:24Conta pra ela, meu vovó.
08:25Ih, como ele está?
08:26Conta pra ela, vovó.
08:28Ih, bem.
08:28Bem, se vocês...
08:30Querem?
08:31Vamos.
08:34Muito bem, senhores vidros.
08:36Vamos, então, fazer um teste.
08:39Quem é que se candidata?
08:42O senhor aí, por exemplo?
08:44O senhor gostaria de ser meu assistente?
08:48Já pensou, vovó?
08:49Que legal!
08:50Um livro contando as histórias da gente.
08:53Olha, a gente tem que escrever tudo isso rápido, viu?
08:55Senão, um dia a gente vai esquecer.
08:57Puxa vida, foi tanta coisa, né?
08:59Também acho.
09:00Também não vai todo mundo que tem tanta história assim como vocês pra contar.
09:04Mas a pessoa, quando eu for grande, eu vou estar contando pros meus filhos...
09:08Como foi que eu assustei a onça?
09:10E o dia que eu peguei o saci?
09:12E o dia em que eu trouxe a sereia?
09:14O dia que eu briguei com o minotauro, vocês lembram?
09:16É, e o dia que eu fui ao reino das águas claras?
09:19Que eu comecei com o chapéuzinho vermelho?
09:21E eu com o pássaro Roca?
09:23O meu encontro com La Fontaine?
09:26Tudo eu, tudo eu, puxa!
09:29Tem razão, Emília.
09:30Ninguém fez nada sozinho.
09:33Uns participaram com os outros.
09:35Todos participaram.
09:36Pra escrever tinha que ser assim.
09:38As aventuras do pessoal do sítio do pica-pau amarelo.
09:42Pois eu não concordo.
09:43Ué, por que você não concorda, Emília?
09:46Tem que ser todo mundo junto.
09:47E por que todo mundo junto?
09:49Cada um anotava o seu.
09:50Já pensou?
09:51Ia ser uma misturação danada, hein?
09:54Laís, é verdade.
09:55Cada um iria dar a sua versão sobre os fatos.
09:59Cada um iria dizer como viu, como sentiu.
10:03É, ia ser uma porção de histórias, viu?
10:05Tudo falando da mesma coisa, só que de jeitos diferentes, né?
10:09E por que não uma história só, com uma pessoa só contando?
10:12Ué, mas quem é que se lembra de tudo?
10:15Eu, claro.
10:17Eu que tenho que escrever.
10:20Meus amigos, eu estou chegando à triste conclusão de que como assistentes de sábio e inventor, vocês seriam um fracasso.
10:30Viva aquele vidro azul com quem eu conversava e que me dava sugestões.
10:35Bom, de qualquer maneira vamos tentar outra vez.
10:38Vamos ver quem responde.
10:40Essa não.
10:41Eu não sei por quê.
10:42Quem escreve melhor aqui no sítio é a vovó.
10:45Mas eu posso ditar, não posso?
10:46Então eu vou ditar também.
10:48Vai ficar assim.
10:49A história do pica-pau amarelo.
10:51E todo mundo vai dar palpite.
10:53Pois que não seja a história do pica-pau amarelo.
10:55As aventuras do pessoal do sítio do pica-pau amarelo.
10:58Fica a mesma coisa.
11:00As minhas aventuras, as aventuras da Narizinho, as da vovó, as do Visconde.
11:05É, e até desse vidro azul, ele também é do sítio, né?
11:08Mas quem falou em sítio?
11:10Eu tenho uma ideia melhor.
11:12Por que contar só o que acontece dentro do sítio?
11:15Ah, pode contar o que aconteceu também fora do sítio.
11:19É, dentro do sítio e fora do sítio.
11:22E pensando bem, quem é a única pessoa que esteve em todos esses lugares?
11:27Hã?
11:28Hã?
11:29Pra contar tudo, tudinho o que aconteceu,
11:34A gente tem que contar a vida da pessoa que esteve em todos os lugares
11:38E que viu tudo o que aconteceu.
11:40E pra gente não esquecer nada disso, sabe o que tem que fazer?
11:44Escrever o quanto antes.
11:47E pode-se saber quem é essa pessoa, dona boneca?
11:52Eu, claro.
11:53Quem tem que escrever minhas memórias sou eu.
11:59Mas por que é que não falam?
12:00É tão difícil assim?
12:03Vocês precisavam ver, é o vidro azul que eu já conheci falando.
12:07Ó, por que é que ele falava eu não sei.
12:10Mas bem que eu gostaria de descobrir.
12:12É, coisas do faz de conta, uma especialidade da Emília.
12:17Ah, se eu pudesse fazer o mesmo.
12:22Oi, Visconde, onde é que encontrei?
12:23Ô, Pedrinho, o vidro azul.
12:26Olha aqui, seus bobocas.
12:28Mirem-se nesse exemplo.
12:29Ué, o que é que houve, Visconde?
12:32Houve?
12:33Houve nada, não houve nada.
12:35É que eu sou muito feliz com o reaparecimento do meu amigo e assistente.
12:39Mas por que tanto vidro em cima da mesa?
12:42Bem, porque eu estava fazendo uns testes.
12:45Eu queria ver se eu conseguia fazer o mesmo com outras garrafas e frascos.
12:50Mas esses aí não fazem nada.
12:52É uma vidralhada burra e muda.
12:55Ô, Pedrinho, como é que vocês conseguiram fazer com que este vidro falasse?
13:00Ah, Visconde, coisas do faz de conta que a Emília ensinou.
13:03A Emília.
13:04É.
13:05Sempre a Emília.
13:07Sempre a Emília.
13:08Mas por que ela consegue isso?
13:10Não é científico.
13:12É puramente absurdo.
13:13E é por isso que ela está prós, Visconde.
13:15Agora está pior ainda.
13:16Ela vive se achando a tal, a mais importante do sítio.
13:20Diz que sem ela não teria havido aventura nenhuma.
13:24E agora está inventando de escrever as memórias dela.
13:31Mas afinal de contas, Emília, o que é que você entende por memórias?
13:36Memórias são as histórias da vida da gente desde o dia que a gente nasce até o dia que a
13:41gente morre.
13:42Ué, nesse caso a pessoa só pode contar as memórias dela depois que morre.
13:47Não, por isso não.
13:48O escrevedor de memórias, ele vai escrevendo, escrevendo, até sentir que a morte está próxima.
13:54Então, ele deixa o finalzinho sem acabar e morre sossegado.
13:59Hum, e as suas memórias vão ser assim, é?
14:02Não, não porque eu não pretendo morrer.
14:04Eu só vou fingir que vou morrer.
14:06O finalzinho vai ser assim.
14:07E então eu morri.
14:09Mas é mentira, não morri não.
14:11Eu só escrevo, pisco o olho e vou me esconder atrás do armário para as pessoas pensarem que eu morri
14:16mesmo.
14:16Esta vai ser a única mentira das minhas memórias.
14:19O resto vai ser verdade pura da dura.
14:22Hum, verdade pura, Emília.
14:25Que coisa difícil, minha filha, é dizer a verdade.
14:29Até Jesus Cristo não teve ânimo de dizer o que era a verdade.
14:34Quando o Poço Pilates perguntou a ele o que é a verdade, ele achou melhor, ele que era Cristo, hein?
14:41Achou melhor calar-se e não deu resposta.
14:45Pois verdade é uma espécie de mentira das bem pregadas, mas que ninguém desconfia.
14:51Só isso.
14:53Já pensou, vovó?
14:54Já pensou a confusão que vai ser se a Emília escrever as nossas histórias?
14:58Você não perde por esperar.
14:59Vou começar já e já.
15:01Ô, Visconde!
15:02Ô, Emília!
15:03O que você quer com o Visconde?
15:05Vou precisar de um secretário.
15:07Ô, Visconde!
15:10Olha!
15:11Aí, então, ela disse, você não diz nada, Sassi.
15:16Você pega um goitatá e depois diz que fui eu.
15:18Agora, imagine que mentirosa.
15:20E você pensa que eu não sei, Visconde, pensa que eu não sei.
15:23Tudo da Emília é assim.
15:24Os outros fazem as coisas.
15:26Depois ela diz que foi ela.
15:27Você já pensou o que seria a nossa história narrada do jeito dela?
15:31Ninguém acredita!
15:33Ninguém!
15:34Ninguém!
15:34E depois ela desistiria logo.
15:36Não teria essa coragem.
15:38Opa, peraí.
15:39Coragem eu acho que ela teria, viu?
15:41Isso já se sabe.
15:42É, sim.
15:42Mas coragem pra escrever ela não teria.
15:44Ela começaria e ia ficar logo cansada.
15:47Ela não tem persistência.
15:49É uma grande preguiçosa.
15:51Imagine só, Pedrinho.
15:54Memórias da Emília.
15:55Já pensou?
15:56Memórias da Emília.
15:58O que é que foi, hein?
16:00O que é tão engraçado aí?
16:01Não tem nada o que fazer, não?
16:03Esconde.
16:04Pegue papel.
16:05Papel?
16:06Papel e caneta.
16:07Venha ser meu secretário.
16:10Vou começar a escrever minhas memórias.
16:16Vai brincar, menina.
16:18O que é que você tá fazendo aí?
16:20Toda jururu, com tanto espaço lá fora.
16:23Tô esperando a Emília pra gente brincar.
16:27Você está perdendo o seu tempo, minha filha.
16:31Depois que ela encasquetou essa história de memórias,
16:34tão cedo não vai tratar de outra coisa.
16:37Ela nem quis a minha ajuda, só quis saber do Visconde.
16:42Deixa pra lá, minha querida.
16:44Pelo menos assim não sai tanta discussão.
16:46Olha, o Visconde tem mais paciência e assim não me quebram o escritório.
16:51O que ele tem é medo dela.
16:54Ele tem um respeito que só a senhora vendo.
16:57Tá danado de raiva, tá trabalhando contrariado, mas faz tudo o que ela quer.
17:03Eu só quero saber o que que vai sair disso tudo.
17:09Memórias.
17:10Pois então uma criatura que viveu tão pouco, já tem coisas pra contar num livro de memórias?
17:16Isso é coisa pra gente velha, já perto do fim da vida.
17:19Faça o que eu mando e não dê palpite.
17:21Ninguém pediu sua opinião.
17:23Está bem, Emília, então vamos lá.
17:25Aliás, por enquanto você ainda não disse nada.
17:27O papel está em branco.
17:28Bem, então pode escrever aí.
17:31Pois dite.
17:33Bem, eu vou ditar.
17:37Estou esperando.
17:39Este papel aí não serve, não.
17:42Como não serve?
17:43Não serve.
17:44Quero papel azul, cor do céu, com todas as estrelinhas.
17:49E essa tinta aí também não serve, não.
17:51Quero tinta cor do mar, com todos os seus peixinhos.
17:54E pena de pato, com todos os seus patinhos.
17:57Mas que absurdo, Emília, que absurdo.
18:00Onde já se viu uma coisa dessas?
18:02Esse papel não existe, muito menos essa tinta.
18:04E você falou em patinhos?
18:06Então não escrevo.
18:08Sua alma, sua palma.
18:09Se não quer escrever, melhor pra mim.
18:11Passe muito bem.
18:12Tá bem, tá bem.
18:12Fica aí, escreve assim mesmo.
18:13Depois eu vou imprimir um livro em papel cor do céu, tinta cor do mar e pena de pato.
18:19Imprimir com pena de pato?
18:21Boazinha.
18:22Por que não pode?
18:23Claro que não, Emília.
18:25Livros são impressos com tipos e não com penas.
18:28Pois que seja.
18:29Vou imprimir com pena...
18:30Não, pena não.
18:31Tipos de pato.
18:33Pra você tudo é difícil?
18:35Tudo é complicado?
18:37Você quer saber de uma coisa?
18:38As minhas memórias não nasceram para ser escritas assim de qualquer maneira, em papelzinho qualquer.
18:43Eu posso muito bem fazer de conta.
18:45Você quer ver só?
18:59Sibre.
19:09Sibre.
19:13Sibre.
19:15Sibre.
19:17Sibre.
19:18Obrigado.